Em Millenia, pouco tempo após ter rompido os limites da velocidade da luz, a humanidade não apenas conheceu outras espécies senscientes no cosmos como rapidamente entrou em conflito com elas. Embora a ascenção e queda do terrível império fentom tenha reiniciado o tabuleiro galático, com a humanidade voltando a ser um poder importante, sua relação com extraterrestres hoje costuma ser mais tolerante e, em alguns casos, até mesmo pacífica.
BAIKANS
Altura: 1,8 a 2,2 m; Longevidade: 70 a 110 anos
Sexos: 2; Prole: 2 a 4 (ovíparos)
Descendentes de roedores com duas fortes pernas para caminhar e saltar e dois membros manipuladores menores, seus corpos lembram os de cangurus terrestres.
Mudam de sexo aproximadamente a cada dois anos e copulam livremente entre si. Embora onívoros, preferem dieta vegetariana rica em frutas e muito líquido, em especial alcoólico (para o qual têm grande resistência).
Livres e vigorosos, os baikans estavam próximos do vôo supra-luz quando, nos anos 2400 a arrogante Federação os contactou e intimidou. Sem opções, decidiram se aculturar e, após décadas, passaram a participar da elite intelectual, da pesquisa científica e da exploração da galáxia. Logo que passaram a concorrer com os humanos da Federação, porém, passaram a sofrer preconceito.
Quando nos anos 2490 chegou a Peste, os baikans se mostraram ainda mais afetados que os humanos, o que dizimou sua população. Pra piorar, durante a Guerra Civil Fentom seu planeta natal, Mastênia, foi bombardeado etornou-se radioativo. A maior parte da sua já pequena população tornou-se estéril.
Hoje, apesar da força e nobreza, os baikans são um povo amargurado pela possibilidade da extinção gradual. Muitos se dedicam à ciência, buscando formas de salvar seu mundo natal, enquanto outros se dedicam à exploração espacial, tornando-se grandes desbravadores.
GUIRATANS
Altura: 1,0 a 1,5 m; Longevidade: 50 a 100 anos
Sexos: 2; Prole: 1 (vivíparos)
São anfíbios de sangue quente, pacíficos e bem humorados, vindos dos oceanos gelados de Mobaeturius, planeta que está passando pelo fim de uma era glacial.
Naturalmente adaptados ao frio, a baixas gravidades e à vida no mar, têm tanto tanto nadadeiras como pernas e órgãos manipuladores. Fora da água têm boa visão e, dentro dela, um sonar natural.
Boa parte dos estaleiros busca contratar guiratans como operários em naves que ainda não têm gravidade artificial e para lidar com sensores, pois eles costumam ter aptidão inata nestas funções e ser nelas valorizados.
Especialmente com o aquecimento de seu planeta, os Guiratans percebem não ser mais possível a vida como foi há séculos e buscam encontrar um bom "nicho sociológico" se integrando com a República.
HASJARI
Altura: 1,8 a 2,3 m; Longevidade: 60 a 90 anos
Sexos: 2; Prole: 1 a 3 (vivíparos)
Altos, fortes e com fisionomias que lembram carnívoros terrestres (principalmente felinos), têm forte instinto de caça, que prevalece especialmente na infância. Amadurecendo tornam-se mais sociáveis, receptivos à diplomacia e ritualísticos.
Audição e olfato são excelentes, mas têm visão pobre, o que traz dificuldades com trajes espaciais. São bípedes, mas podem andar em quatro patas, postura com a qual alcançam maiores velocidades.
Têm uma religião complexa, fechada e muito presente em sua cultura, que valoriza a responsabilidade e a família. Sofreram muito com os Fentons, com quem mantiveram-se em guerrilha permanente, pois estes os viam como um de seus inimigos lendários.
Bem relacionados com a humanidade desde que descobriram que aliados a ela podiam se dedicar à caça e ao combate, atividades que consideram agradáveis. Primeiros a se aliarem à República e dar a ela grandes conquistas, a integração é quase total e todos os seus membros são considerados cidadãos de primeira classe da República.
KUIHERS
Altura: 1,2 a 2,1 metros ; Longevidade: 50 a 90 anos
Sexos: 2 Prole: 2 ou 3 (vivíparos)
Herbívoros bípedes que lembram pequenos ursos, desenvolveram inteligência para enfrentar os grandes carnívoros de seu gelado planeta natal, Ridayhojakil IV. Com todas as fêmeas cuidando de todos os filhotes,desenvolvem sentimento comunitário intenso.
Já tinham plantações hidropônicas em órbita quando a Federação chegou com sua habitual arrogância. Ainda assim, os kuihers foram receptivos e tolerantes, o que evitou uma guerra contra os humanos.
Com a tecnologia espacial humana disseminaram-se aos poucos pelas estrelas até a época da Peste, que destroçou o ecossistema local de tal maneira que mesmo os Fentons ficaram por pouco tempo e abandonaram os kuihers à extinção certa.
Apesar de isolados, porém, eles conseguiram restaurar o ecossistema local e passaram a construir cidades em locais ocultos. Quando séculos depois foram contactados pela República, nem sabiam da guerra contra os Fentom e, em contato com seus descendentes espaciais, decidiram aderir à República para proteger-se.
Seu planeta é hoje um paraíso natural, centro comercial, cultural e financeiro da Província de Pegasus, tornando-se uma "torre de Babel" com muitas raças e corporações migrando para lá.
LUMINARIS
Altura: 1,5 a 2,0 m Longevidade: 50 a 80 anos
Sexos: 2 Prole: 2 a 5
Caçadores notívagos descendentes de roedores, são bípedes esbeltos, com braços fortes, olfato apurado e visão ruim durante o dia, o que os faz gostar da noite (e do espaço). Evoluíram inteligência em resposta ao quase esgotamento ambiental do seu planeta, hoje super controlado, por surtos superpopulacionais.
Glândulas luminosas na boca, que os expõem a predadores noturnos mas atraem insetos para alimentação, é utilizada também para comunicação básica. Podem forçar potentes hormônios na corrente sanguínea que os tornam momentaneamente lutadores mais eficientes sob pressão, especialmente se encurralados.
Parecem ter evoluído sua tecnologia drasticamente no último século, já tendo alcançado a humana. A corporação Qibvaja, famosa por sua tecnologia neural e de distorcedores, é uma poderosa ferramenta política da Liga da Fraternidade é totalmente controlada pelos luminari. Além disso, a grande capacidade diplomática da espécie tem mantido a Liga da Fraternidade unida, o que prejudica os planos de expansão da República.