A pressão por bloco alto é caracterizada por um jogo muito ofensivo, mas se feita de forma correta, não é tão desgastante fisicamente como aparenta. Muito utilizada por técnicos que desejam protagonizar o jogo e deixar o adversário encurralado em seu setor de campo.
A ideia principal é deixar o adversário sob pressão, induzindo para a sua intenção de jogo e ao erro dele. Para isso é necessário estar atento a alguns conceitos desta forma de jogo:
Marcação alta no tiro de meta
Compactação e proteção ao centro de campo
Balanço de marcação na saída de bola
Agressividade
Exemplo de pressão alta na saída de bola
PONTOS POSITIVOS
Recuperação da posse de bola no campo adversário
Protagonismo
Induzir o adversário
PONTOS NEGATIVOS
Se faltar agressividade, cria espaço nas costas
Muitos jogadores no ataque e pouco na defesa
Gera espaço entre linhas
Para saber se a marcação em bloco alto está sendo eficaz, poderemos observar 3 principais indicativos no time adversário, chamaremos de indicativos de pressão. São eles:
Domínio ruim ou de costas para o adversário
Passes para trás
Bolas longas laterais
Se o time adversário está apresentando esses indicativos, é um bom sinal para você, mas ainda assim, no futebol estamos sujeitos a imprevistos. E é importante contar com uma equipe estruturada e treinada para este estilo de jogo, contendo um goleiro que cubra bem o seu setor e tenha habilidade em jogar com os pés, bem como uma rápida reorganização defensiva atrás da linha da bola, caso a 1a pressão na bola não seja efetiva.
“Quando pressionamos alto não temos que descer a equipa toda, isto é, evitamos que os jogadores façam cinquenta metros para trás, para depois fazerem cinquenta metros para a frente, e assim sucessivamente durante o jogo todo, talvez só façamos dez a quinze metros, ou vinte a trinta metros, e esta diferença de distâncias a percorrer permanentemente durante o jogo é muito significativa. Ainda que o grau de dificuldade de fazer pressão alta à zona seja muito grande, o desgaste energético por ela provocado não é tão grande quanto as pessoas pensam. Fazê-lo com qualidade é difícil e demora-se bastante tempo a consegui-lo, agora, a partir do momento em que se consegue fazê-lo, o desgaste energético é muito menor do que andar para trás e para a frente, para trás e para a frente…”
José Guilherme de Oliveira