Uma intervenção recorrente dos analistas de desempenhos é a análise do adversário. Por vezes podem ser observadas brechas na defesa do seu adversário, prever movimentação dos atacantes, analisar jogadores individualmente, tudo isso previamente observado e eficazmente transmitido a junta técnica, pode ser determinante no resultado da partida.
Existem dois ambientes a serem verificados, o coletivo e o individual.
Para ambas, é preciso um grande volume de dados e informações que devem ser alinhadas com um bom relatório para os técnicos e jogadores compreenderem estas informações. Podendo ser quantitativas (com números) ou qualitativas (observações e interpretações).
Destas variáveis, podemos observar alguns exemplos:
Qualitativa
Modelo de jogo
Formação
Tipo de marcação...
Quantitativa
Aproveitamento no campeonato
Roubo de bola
Dribles
Passes...
A importância de cada uma das variáveis, vai depender da interpretação de cada analista e da relevância dela para o treinador. Podendo ainda serem aprofundadas de acordo com sua necessidade. Um exemplo fácil são os passes, que podem ser categorizados em certos ou errados, e ainda pela distância (curtos, médios ou longos) e quanto ao sentido (passe para frente, ao lado ou para trás).
Ainda nas características coletivas da análise do adversário, podemos sintetizar em 5 as principais fases do jogo:
Organização defensiva
Organização sem a posse de bola
Transição defensiva
Organização após perda de posse de bola
Organização ofensiva
Organização com a posse de bola
Transição ofensiva
Organização após recuperação de posse de bola
Bolas paradas
Tiro de meta, laterais, início de período, falta na linha 1,2,3, falta no corredor central, falta no corredor lateral, escanteio e pênalti.
Já para uma análise individual do atleta, podemos obter informações estatísticas do mesmo ao longo da temporada, ou de um jogo específico. Exemplo relatório individual:
Jogador nº10 – 5 jogos na temporada, 3 gols marcados, 375 minutos jogados, 1 cartão amarelo, 3 faltas sofridas.
Jogador sai rapidamente na transição ofensiva. Tenta driblar na maioria dos confrontos individuais. Eficaz no corredor central, mas busca jogadas no corredor lateral para progredir pelo meio. Bom em ocupar espaços vazios.
Nem sempre a maior síntese de informações e a melhor relação técnica vão garantir a vitória, assim como nos preparamos para o adversário, o adversário também se prepara contra nós. O que podemos fazer, é tentar melhorar nossas chances de acordo com as ferramentas que possuímos.