Apesar de demandas aeróbias, a característica determinante no resultado do futebol é a anaeróbia, por meio de picos de alta velocidade, curta duração e alta demandas fisiológicas. Ao longo do jogo, reservas fisiológicas se deterioram e inicia o processo da fadiga, que é caracterizada como a incapacidade em manter o rendimento físico.
Durante o jogo, o jogador passa por momentos chamados de fadiga temporária, onde há a inibição temporária do seu rendimento devido a baixa concentração de fosfocreatina (PCr), mas a repetição desta inibição, compromete o rendimento para o final do jogo.
No intervalo do jogo, os autores observaram a diminuição da capacidade de sprints repetitivos em jogadores após os 15 minutos de intervalo, quando comparados a antes do início do intervalo (logo após o término do primeiro tempo), devido ao declínio da temperatura muscular. Já jogadores substitutos, ao entrarem apenas no segundo tempo realizaram mais sprints e corridas de maior intensidade que jogadores não substituídos (63% e 25%, respectivamente).
Aos momentos finais do jogo, a quantidade de ações de alta intensidade foi reduzida, indicando o contínuo processo de fadiga até término do jogo.
Após o término do jogo, o glicogênio muscular de cerca de metade das fibras tipo I e tipo IIa estão parcial ou totalmente depletadas. Além disso, a hipertermia e a desidratação também estão relacionadas com a fadiga nos estágios finais do jogo.
Fonte: Mohr, M; Krustrup, P. Fatigue in soccer: a brief review. Journal of Sports Science, 2018.
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