Vestir o Trabalho
Costurando relações humanas mais saudáveis.
Costurando relações humanas mais saudáveis.
Essa foi a pergunta que deu início à proposta "Vestir o Trabalho", uma experiência interdisciplinar desenvolvida na Sala Maker com estudantes do Ensino Médio Técnico em Contabilidade, integrando Cultura Maker, Arte, Projeto de Vida, Contabilidade e Recursos Humanos.
Muito antes de ingressarem oficialmente no mercado de trabalho, os jovens já vivenciam situações relacionadas à convivência, pertencimento, pressão social, identidade e expectativas sobre o futuro. Pensar o trabalho, hoje, significa também discutir saúde emocional, cultura organizacional, relações humanas, ética, acolhimento e qualidade de vida.
Os jovens convivem diariamente com experiências relacionadas à convivência humana, pertencimento, pressão social, identidade e expectativas sobre o futuro, mesmo antes de ingressarem formalmente no mundo do trabalho.
Na contemporaneidade, o ambiente profissional deixou de ser compreendido apenas como espaço produtivo e passou também a envolver saúde emocional, relações interpessoais, cultura organizacional, acolhimento, ética e qualidade de vida.
Nesse contexto, a proposta busca trabalhar conceitos ligados ao Recursos Humanos de forma sensível, artística e experiencial, aproximando os estudantes da reflexão sobre os ambientes profissionais que desejam construir — e daqueles que não desejam reproduzir.
A experiência utiliza a criação coletiva de vestimentas simbólicas como linguagem maker e artística para discutir: Relações humanas, Pertencimento, Pressão social, Identidade profissional, Ambientes tóxicos, Ambientes acolhedores, Cultura organizacional, Futuro do trabalho.
Partindo dessas reflexões, os estudantes foram convidados a transformar tecido em linguagem.
Em grupos, construíram dois grandes painéis têxteis coletivos. O primeiro representava ambientes profissionais marcados por relações tóxicas, desrespeito, competição excessiva e falta de valorização humana. O segundo trouxe imagens, palavras, desenhos e símbolos que expressavam cooperação, criatividade, escuta, pertencimento, equilíbrio e respeito.
Esses tecidos, carregados de narrativas e significados, deram origem a duas vestimentas conceituais produzidas coletivamente por meio de modelagem, recorte, costura e composição visual.
Mais do que confeccionar roupas, a atividade transformou a criação maker em um exercício de autoria, pensamento crítico e expressão artística. Cada costura tornou-se uma escolha; cada símbolo, uma reflexão sobre o tipo de cultura organizacional que desejamos construir.
Ao final do projeto, as peças serão apresentadas como instalações artísticas, estimulando o diálogo sobre o futuro do trabalho, liderança, convivência, saúde emocional e responsabilidade coletiva.
A proposta dialoga diretamente com as Competências Gerais da BNCC, promovendo criatividade, comunicação, argumentação, empatia, cooperação, autoconhecimento, projeto de vida e cidadania.
Na Sala Maker, aprender também é construir sentidos. E, às vezes, um pedaço de tecido pode revelar muito mais sobre o mundo do trabalho do que um livro inteiro.
Objetos do conhecimento, conteúdos temáticos abordados
Cultura Maker e processos de criação.
Projeto de Vida e identidade profissional.
Relações humanas no ambiente de trabalho.
Cultura e clima organizacional.
Ética, empatia e convivência.
Comunicação e trabalho colaborativo.
Expressão artística e linguagem simbólica.
Planejamento, prototipagem e construção de artefatos.
Criatividade, autoria e resolução de problemas.
Sustentabilidade e reutilização de materiais.
Área do conhecimento:
Cultura Maker - Projeto de Vida • Arte
Contabilidade • Recursos Humanos
Público-alvo
Ensino Médio Técnico em Contabilidade
Professora Ana Sieben
Sala Maker
Professora Clair
Contabilidade - Relações Humanas