Máscaras Internas
Quem sou eu quando ninguém me vê?
Quem sou eu quando ninguém me vê?
Na maioria das vezes, quando pensamos em uma Sala Maker, imaginamos impressoras 3D, robótica, eletrônica e protótipos. Mas o movimento maker vai muito além da tecnologia: ele nasce da ideia de aprender fazendo, experimentando, refletindo e criando sentido para aquilo que produzimos.
Foi com essa perspectiva que nasceu o projeto "Máscaras Internas: Quem sou eu quando ninguém me vê?", desenvolvido na Sala Maker em parceria entre Filosofia, Arte e Cultura Maker.
Mais do que construir uma máscara, os estudantes foram convidados a enfrentar uma pergunta profunda:
Quem sou eu quando ninguém me vê?
Essa provocação conduziu toda a experiência.
Em um ambiente preparado para a escuta e a reflexão, os alunos iniciaram a atividade por meio de um áudio imersivo que os convidava a pensar sobre identidade, pertencimento, autenticidade e as diferentes "máscaras" que usamos nas relações sociais. A partir desse momento de introspecção, iniciou-se o processo manual de criação.
As máscaras foram produzidas com papel pardo rasgado e colado em camadas. A escolha do material não foi apenas estética. O papel pardo, simples e sem ornamentos, representa a neutralidade das aparências e desloca o olhar para aquilo que realmente importa: o processo vivido por cada estudante. Os rasgos, as sobreposições e as marcas tornam-se metáforas das experiências, das fragilidades e das histórias que carregamos.
Enquanto a parte externa revela uma presença coletiva, o verso da máscara guarda algo muito mais íntimo: palavras, dúvidas, sentimentos e reflexões escritas pelos próprios estudantes. Assim, cada produção possui duas dimensões — aquilo que mostramos ao mundo e aquilo que escolhemos preservar.
O projeto rompe com a lógica da competição estética. Não existe a "máscara mais bonita". Existe a experiência, a escuta, o respeito ao tempo de criação e a coragem de refletir sobre si mesmo. A avaliação acontece durante todo o percurso, valorizando o envolvimento, a autonomia criativa e a profundidade das reflexões.
Ao integrar Filosofia, Arte, Cultura Maker e recursos sensoriais, a proposta demonstra que uma Sala Maker também pode ser um laboratório de humanidade. Um espaço onde tecnologia, criação manual e pensamento crítico caminham juntos para desenvolver competências essenciais, como empatia, autoconhecimento, criatividade e responsabilidade.
Mais do que construir objetos, os estudantes constroem significado.
Identidade e subjetividade.
Autoconhecimento e projeto de vida.
Máscaras sociais e papéis sociais.
Ética, autenticidade e convivência.
Expressão simbólica e arte contemporânea.
Cultura Maker e processos de criação autoral.
Técnicas de construção tridimensional, colagem e composição em camadas.
Linguagem visual, forma, textura e materialidade.
Escuta sensível, reflexão filosófica e pensamento crítico.
Integração entre arte, tecnologia e linguagem sensorial (STEAM).
Área do conhecimento:
Cultura Maker • Arte
Filosofia
Público-alvo
Ensino Médio
Professora Ana Sieben
Sala Maker
Matheus kiener
Filosofia