1.º e 2.º ciclos
1.º e 2.º ciclos
Objetivos:
Explorar o uso de IA generativa de forma guiada (texto ou imagem), enfatizando a iteração de comandos.
Refletir sobre autoria, originalidade e propriedade intelectual.
Duração: 2 aulas (texto + ilustração/apresentação).
Materiais: Papel, lápis; computador/projetor para uso pelo professor com um gerador de histórias/imagens aprovado pela escola; se não houver tecnologia, o professor simula “a IA” com cartões de ideias.
Passo a passo:
Criar a história em pequenos grupos (20–25 min.)
Em grupos de 3–4, os alunos elaboram um pequeno enredo (início, meio e fim), com 3 elementos obrigatórios:
Um personagem principal;
Um problema;
Uma solução.
Introduzir o gerador (10 min.)
Explicar: “Vamos pedir ajuda a um programa que gera histórias/imagens a partir das nossas instruções. Não é uma pessoa, não sente nem pensa: apenas combina padrões dos textos/imagens que viu.”
Mostrar brevemente a interface no projetor.
Iterar o prompt em modo plenário (20–25 min.)
Escolher uma história de um grupo.
A turma discute que instruções claras devem ser dadas (personagens, cenário, tom).
O professor introduz o prompt, mostra o resultado, e depois pergunta:
“O que não ficou como queríamos?”
“Que instrução precisamos de acrescentar ou mudar?”
Fazer 2–3 iterações, para que os alunos “vejam” a importância de refinar o pedido.
Trabalho de autoria e comparação (20–30 min.)
Cada grupo ilustra a sua própria versão da história à mão (ou em cartolina).
Em plenário, comparar: desenho dos alunos vs ilustração gerada pela IA.
Discutir:
“Quem é o autor da história?”
“Podemos dizer que o desenho da IA é nosso? Devemos indicar que foi feito por uma IA?”
“A IA copiou exatamente alguém? Porque pode ser um problema?”
Competências:
Refinar resultados por iteração de prompts;
Entender autoria, originalidade e atribuição correta;
Evitar antropomorfismo (“a IA não gosta, não quer, não decide sozinha”).
Os alunos trabalham em pares para criar uma pequena banda desenhada sobre a proteção dos oceanos.
Objetivos: Visualizar ideias combinando texto original e imagens geradas por IA.
Duração: 90 minutos.
Materiais: Papel para roteiro, geradores de imagem (ex: Gemini Nano Banana, Canva Magic Media ou Adobe Firefly).
Passo a passo:
1. Escrita do roteiro (30 minutos)
Esta é a fase puramente humana da criatividade, onde a imaginação dos alunos é o motor.
Pares criativos: Os alunos trabalham em pares para fomentar a colaboração e a troca de ideias.
Estrutura Simples: Peça-lhes para criar uma história curta com 3 a 4 vinhetas (quadrinhos). Sugira uma estrutura básica:
Início: Apresentação do problema ou cenário.
Meio: Desenvolvimento da ação ou da solução.
Fim: Resolução ou mensagem de esperança/alerta.
Foco no texto: Devem focar-se em descrever o cenário, as personagens e os diálogos (se houver). Quanto mais descritivo for o roteiro, mais fácil será para a IA gerar as imagens.
Exemplo: Em vez de "Um peixe triste", escrever "Um peixe-palhaço laranja com uma expressão de tristeza nada perto de uma garrafa de plástico flutuante num oceano azul-turquesa".
Material: Forneça folhas de papel com alguns retângulos pré-desenhados para as vinhetas, onde podem escrever o roteiro de cada uma e deixar um espaço para a imagem.
2. Geração de imagens com IA (40 minutos)
Aqui a IA entra como uma ferramenta de visualização e cocriação.
Ferramentas: Os alunos acedem às ferramentas de IA generativa de imagem (ex: Gemini, Canva Magic Media, Adobe Firefly, ou outras que a escola disponibilize).
Transformar texto em imagem: Para cada vinheta do seu roteiro, os alunos devem:
Extrair os prompts: Identificar as palavras-chave e descrições mais importantes do seu roteiro para criar os prompts (instruções de texto) para a IA.
Gerar imagens: Inserir os prompts na ferramenta de IA e gerar várias opções.
Seleção e refinamento: Criticamente, escolher a imagem que melhor representa a sua visão. Podem ter de ajustar o prompt várias vezes para obter o resultado desejado.
Montagem: Copiar/Colar ou imprimir as imagens e colá-las nos espaços apropriados da folha de roteiro, ao lado do texto da vinheta.
Dica: Incentive-os a experimentar diferentes estilos (desenho animado, fotorrealista, aguarela) para ver como a IA interpreta os pedidos.
3. Discussão de originalidade e coautoria (20 minutos)
Esta é a parte filosófica e crítica da atividade.
Questão central: O professor lança a pergunta: "Quem é o verdadeiro autor desta banda desenhada? É o par de alunos que escreveu o roteiro, ou é a máquina que desenhou as imagens, ou são ambos?"
Pontos de discussão:
A ideia original: A ideia, a narrativa, a sequência de eventos, os diálogos – tudo isso veio da mente humana.
A execução visual: A IA transformou essas ideias em algo visível. Ela "desenhou", mas não "inventou".
A escolha humana: Os alunos escolheram os melhores resultados da IA, guiaram o processo e fizeram as decisões estéticas finais.
A ferramenta: Comparar a IA a um pincel, uma caneta ou uma máquina fotográfica. A ferramenta cria, mas é o artista que decide o que e como.
Conceito de coautoria: Introduzir a ideia de que o processo pode ser uma coautoria, onde o humano é o diretor criativo e a IA é a ferramenta de execução.
Implicações: Discutir brevemente as implicações para a arte, o trabalho e a educação no futuro.
Competências:
Cocriação multimodal: Integrar texto (humano) com imagem (IA) para criar uma nova obra.
Pensamento crítico sobre tecnologia: Analisar o papel da tecnologia no processo criativo.
Compreensão de autoria: Refletir sobre quem detém os direitos e a originalidade num mundo com IA.
Criatividade e narrativa: Desenvolver habilidades de contar histórias e visualizá-la.
Os alunos geram uma imagem com IA a partir de um texto ou instruções (por exemplo, usando uma ferramenta de desenho por IA no computador, como o Gemini e depois criam manualmente uma obra semelhante.
Objetivos:
Explorar a criatividade assistida por IA;
Compreender o conceito de autoria e originalidade em obras de IA;
Incentivar a expressão artística.
Duração: 2 aulas (1 aula para IA, 1 aula para desenho manual).
Materiais: Computador/tablet com ferramenta de geração de imagem por IA (ex.: DALL·E, Craiyon), papel, lápis de cor/tinta para desenho manual.
Passo a passo:
Aula 1: A criatividade algorítmica (45-60 min.)
1. O provocador inicial (15 min.)
Apresente dois exemplos no projetor: uma obra clássica (ex: A Noite Estrelada de Van Gogh) e uma imagem gerada por IA no mesmo estilo.
A pergunta: "Se eu pedir a uma calculadora para fazer 2+2, o resultado é dela ou meu? E se eu pedir a uma IA para desenhar um gato, o desenho é dela ou meu?"
Conceito: Explique que a IA utiliza a "criatividade algorítmica" — ela não "sente" a arte, ela combina milhões de exemplos que já viu para criar algo novo com base em probabilidades.
2. Criação do prompt (30 min.)
Divida a turma em pequenos grupos. Cada grupo deve ser o "Realizador" da sua imagem.
Tarefa: Escrever uma descrição detalhada (Prompt).
Dica pedagógica: Peça-lhes para incluírem um objeto, uma cor e uma emoção (ex: "Um robô azul gigante a ler um livro num parque, estilo aguarela").
Geração: Usem uma ferramenta (Gemini, Canva Magic Media, etc.). Deixem que a IA gere 2 ou 3 variantes e o grupo deve escolher a que mais se aproxima da sua visão original.
Guardar: Imprima ou projete as imagens escolhidas para a aula seguinte.
Aula 2: O toque humano (45-60 min.)
3. Recriação manual (30 min.)
Agora, o desafio inverte-se. Os alunos devem olhar para a imagem que a IA gerou e desenhá-la manualmente.
Regra: Não é para copiar exatamente. Devem usar o seu próprio estilo. Se a IA fez algo "perfeito" demais, o aluno pode adicionar detalhes que a IA esqueceu ou mudar as cores conforme o seu gosto pessoal.
Material: Papel cavalinho, lápis de cor, aguarelas ou marcadores.
4. Galeria de comparação e debate (20 min.)
Exponha as imagens lado a lado: a versão da IA e a versão manual.
Perguntas de reflexão:
Esforço vs. Rapidez: "Quanto tempo levou a IA? E vocês? Qual das obras vos dá mais orgulho?"
Originalidade: "A IA cometeu erros? (ex: dedos a mais, sombras estranhas). O vosso desenho tem algo que a IA não conseguiu captar?"
O veredito ético: "A IA pode ser considerada artista se ela não sabe o que é a 'beleza'? Se a IA usou desenhos de outros artistas para aprender, isso é justo?"
Competências:
Criatividade digital e artística;
Literacia tecnológica (uso de ferramentas criativas de IA);
Pensamento crítico (comparação de processos criativos);
Consciência ética (reflexão sobre autoria e criatividade).
Esta atividade é uma variação da atividade anterior e foca-se no refinamento de resultados através de comandos sucessivos e na discussão sobre quem é o verdadeiro "dono" da ideia.
Objetivos:
Refinar resultados visuais através da iteração de comandos (prompts).
Compreender a importância da atribuição e do crédito ao utilizar IA.
Distinguir a ideia original do aluno do trabalho realizado pelo sistema.
Duração: 90 minutos.
Materiais: Ferramenta de geração de imagem (operada pelo professor, ex: Adobe Firefly ou Bing Image Creator), papel, lápis de cor e um "Organizador de Prompts"
Passo a passo:
1. O esboço (20 min.): Os alunos desenham manualmente uma criatura fantástica ou um lugar imaginário.
2. O primeiro prompt (15 min.): Os alunos preenchem o "Organizador de Prompts" com três características principais (ex: "dragão azul", "asas de cristal", "no jardim da escola"). O professor insere na IA.
3. A roda da iteração (30 min.): Ao verem o resultado, os alunos devem fornecer feedback ao sistema: "Está muito escuro", "Faltam as escamas". Devem testar pelo menos três variações do prompt para chegar ao resultado mais próximo da sua visão inicial.
4. O selo de autoria (25 min.): No final, colam o desenho original ao lado da imagem da IA. Devem escrever uma legenda: "Ideia original de [Nome], imagem gerada pelo sistema de IA [Nome]", discutindo por que razão devem dar crédito à ferramenta.
Competências:
Criatividade (colaborar para refinar ideias),
Atribuição ética;
Perseverança na iteração.
Esta atividade explora a combinação de texto e música para prototipar soluções e reforça a linguagem técnica correta para evitar o antropomorfismo.
Objetivos:
Prototipar e visualizar ideias combinando texto e música.
Utilizar linguagem precisa para descrever o funcionamento da IA (padrões e dados), evitando atribuir-lhe sentimentos humanos.
Duração: 60 a 75 minutos.
Materiais: Ferramenta de geração de som/música (ex: MusicLM ou Suno), cartões com palavras de estados de espírito (alegre, calmo, misterioso).
Passo a passo:
1. Desafio multimodal (15 min.): Os alunos escolhem um cartão de "clima" e devem escrever uma pequena descrição (texto) que represente esse som (ex: "vento nas árvores e passos na areia").
2. Geração e comparação (20 min.): O professor usa a IA para gerar a música baseada no texto. Os alunos avaliam se a IA "acertou" no padrão estatístico que representa aquela emoção.
3. Laboratório de linguagem (20 min.): O professor faz perguntas rasteiras: "A máquina está feliz porque a música é alegre?". Os alunos devem ser ensinados a corrigir para linguagem precisa: "Não, o sistema encontrou padrões em dados de músicas alegres e reproduziu-os". Devem referir-se à IA como "o sistema" ou "isto", nunca como "ele/ela" ou "amigo".
4. Apresentação de protótipo (20 min.): Os grupos apresentam o seu "clima sonoro" à turma, explicando tecnicamente como as palavras do prompt ajudaram o sistema a selecionar os sons corretos.
Competências:
Linguagem técnica (evitar antropomorfismo);
Prototipagem multimodal;
Autoconsciência sobre a influência da IA.
Objetivos: Colaborar com sistemas de IA para explorar visões criativas e refletir sobre a autoria.
Duração: 90 minutos (2 sessões).
Materiais: Ferramenta de geração de texto/imagem (ex: ChatGPT ou similar, operado pelo professor), papel e lápis de cor.
Passo a passo:
Sessão 1: O nascimento do improvável (45 min.)
1. Ideação coletiva (15 min.)
Peça aos alunos para pensarem em "Combinações Proibidas". Para ajudar, pode usar um sistema de dois baldes:
Balde A (Personagens): Um elefante, uma fatia de pizza, um dragão com medo de fogo, uma avó robô.
Balde B (Cenários/Ações): No espaço, a surfar numa nuvem, a jogar futebol dentro de um vulcão, a dormir numa cama de gelatina.
A turma vota na combinação mais divertida.
2. Cocriação com a IA (30 min.)
Como o professor opera a ferramenta, este momento deve ser projetado para que todos vejam.
Prompt inicial: Insira a ideia (ex: "Um elefante no espaço").
A crítica dos alunos: Mostre o resultado e pergunte: "Isto é exatamente o que imaginaram? O que falta? O elefante devia estar a usar um fato espacial rosa?".
Refinamento: O professor insere as sugestões dos alunos (ex: "Adiciona um fato espacial rosa e estrelas em forma de guloseimas").
Discussão de autoria: Pergunte: "A IA pensou no fato rosa? Não, fomos nós. Então de quem é a ideia agora?"
Sessão 2: Do digital para o papel (45 min.)
3. Ilustração personalizada (30 min.)
Agora que a IA "abriu a porta" da imaginação, os alunos devem criar a sua versão física.
O desafio: Não podem apenas copiar a imagem da IA. Devem escolher uma parte que a IA sugeriu e que eles gostaram (ex: o céu roxo) e mudar algo que a IA não fez bem (ex: desenhar o elefante a comer um gelado intergaláctico).
Material: Papel e lápis de cor/marcadores.
4. Reflexão: A IA como inspiração (15 min.)
Faça uma roda de conversa final.
Tópicos para o debate:
O bloqueio criativo: "Às vezes é difícil começar a desenhar numa folha branca. A IA ajudou a dar o primeiro passo?".
A diferença de visão: "Quem desenhou o elefante de forma mais fofa: vocês ou a máquina?".
O papel do humano: "A IA teria criado esta cena sozinha se nós não tivéssemos dado as ideias malucas?".
Competências:
Colaboração humano-IA: Entender que a IA é uma ferramenta que potencia a criatividade humana.
Pensamento crítico: Avaliar e selecionar outputs de sistemas automatizados.
Expressão artística: Desenvolver autonomia estética após o estímulo tecnológico.
Objetivos: Colaborar com ferramentas de IA generativa para expandir a criatividade, mantendo a responsabilidade sobre o resultado final.
Duração: 90 minutos.
Materiais: Ferramenta de geração de imagem (ex: Adobe Firefly ou Gemini), papel e lápis.
Passo a passo:
1. Ideação: o esboço humano (30 min.)
Antes de tocar em qualquer computador, os alunos devem ser os arquitetos originais.
O desafio: "Como será a vossa cidade em 2100?". Peça-lhes para não serem apenas tecnológicos, mas para pensarem em detalhes únicos (ex: casas feitas de bolhas, jardins suspensos, transportes que usam vento).
Desenho manual: Os alunos fazem um esboço simples no papel. O objetivo aqui não é o acabamento artístico, mas a composição da ideia.
Dica: Peça que identifiquem 3 elementos principais no seu desenho (ex: 1. Prédios redondos; 2. Árvores azuis; 3. Carros que flutuam).
2. Prompting: traduzir o sonho para a IA (30 min.)
Nesta fase, o professor atua como o "tradutor" entre o desenho do aluno e o código da máquina.
Criação do prompt: Ajude os alunos a transformar os 3 elementos do desenho numa frase descritiva.
Exemplo de transformação: "O meu desenho tem prédios de vidro e muitas árvores" $\rightarrow$ Prompt: "Uma cidade futurista com arranha-céus de vidro redondos, florestas verticais com árvores azuis brilhantes, luz do sol, estilo arte digital."
Geração: O professor insere o prompt na ferramenta (Gemini ou Adobe Firefly). Gere 2 ou 3 versões para cada aluno ou grupo.
Ajuste: Se a IA colocar algo que não estava no sonho (ex: robôs gigantes), o aluno deve decidir: "Eu quero manter isto ou quero pedir à IA para retirar?"
3. Comparação e atribuição: quem fez o quê? (30 min.)
Coloque o desenho original (papel) ao lado da imagem gerada (ecrã/impressão).
Discussão guiada:
As diferenças: "A IA interpretou bem a vossa ideia? O que é que ela acrescentou (luzes, texturas) que vocês não tinham desenhado?".
A responsabilidade: Explique que, embora a IA tenha feito o "trabalho pesado" do desenho, ela nunca o teria feito sem a visão original do aluno.
O crédito (atribuição): Ensine os alunos a assinar a obra de forma correta.
Exemplo de assinatura: "Conceito original de [Nome do Aluno], ilustrado com a ajuda de [Nome da IA]".
Competências:
Criatividade aumentada: Perceber que a tecnologia pode expandir o que conseguimos visualizar.
Literacia visual: Notar as diferenças entre o traço humano (único e imperfeito) e o da IA (matematicamente polido).
Noções de autoria: Aprender que usar ferramentas de terceiros exige honestidade sobre quem (ou o que) ajudou no processo.
Gerar ideias criativas para cenários de histórias através da interação com uma ferramenta de IA.
Desenvolver a oralidade e a escrita ao descrever e criar narrativas a partir de imagens.
Compreender que a IA pode criar coisas inesperadas, o que é bom para a criatividade.
Desenvolver a literacia visual ao interpretar imagens geradas.
Materiais:
Quadro ou projetor para mostrar as imagens da IA.
Computador com acesso a uma ferramenta de IA generativa de imagens (ex: DALL-E 3, Midjourney - o professor será o "digitador").
Papel e lápis/canetas para desenhar e escrever.
Cartões com palavras-chave (ex: "Floresta", "Espaço", "Castelo", "Fundo do Mar", "Robôs", "Animais").
A caixa mágica da imaginação (20 min.)
O professor explica que vamos usar um "pintor robô" (a IA) que consegue desenhar qualquer coisa que lhe pedirmos.
Desafio: "Vamos misturar ideias! Qual é um sítio onde gostariam de ter uma aventura? E o que mais poderia lá estar que não é normal?".
Anote as ideias das crianças no quadro (ex: "Uma floresta de guloseimas", "Um castelo no fundo do mar", "Robôs a brincar com dinossauros").
O pintor robô entra em ação (25 min.)
O professor, usando a IA, gera imagens baseadas nas ideias das crianças. Por exemplo, se a ideia foi "Floresta de guloseimas", o professor digita: Uma floresta encantada feita de doces e guloseimas, com chupas como árvores e um rio de chocolate, estilo cartoon, cores vivas.
Mostre a imagem gerada e peça aos alunos para a descreverem: "O que veem de mais engraçado? Há algo que não esperavam?".
Gerar 2-3 imagens, focando-se nas mais inesperadas ou divertidas.
Cenários para histórias fantásticas (30 min.)
Em pequenos grupos, os alunos escolhem uma das imagens geradas pela IA.
O professor orienta com perguntas: "Quem é o personagem principal desta história? O que lhe aconteceu aqui? Qual é o problema que ele tem de resolver?".
Cada grupo começa a escrever uma pequena história, inspirada na imagem e nas ideias inesperadas que surgiram.
Partilha e inspiração (15 min.)
Cada grupo partilha a sua história.
Conclusão: "Viram como o pintor robô nos ajudou a criar ideias que nunca teríamos pensado? A IA pode ser uma grande amiga da nossa imaginação!"
Criar com a IA: Usar a IA como ferramenta para expandir a criatividade.
Comunicação oral e escrita: Descrever, narrar e partilhar histórias.
Pensamento crítico: Interpretar e dar sentido a imagens inesperadas ou abstratas.
Colaboração: Trabalhar em grupo para desenvolver uma narrativa.
Literacia visual: Análise e interpretação de elementos visuais.
Relacionar características das estações do ano com sons e ritmos musicais.
Explorar ferramentas de IA para gerar música, alterando "emoções" e "instrumentos".
Avaliar e selecionar os melhores fragmentos musicais para criar uma composição final.
Desenvolver a consciência rítmica e a expressão criativa.
Computador/tablet com acesso a uma ferramenta de música com IA (ex: Suno AI, Udio ou Chrome Music Lab).
Cartões das estações (Primavera, Verão, Outono, Inverno) com cores e texturas.
Sistema de som para a sala.
Inspiração e rimas (20 min.)
A turma escolhe uma estação (ex: Inverno).
O professor pede palavras que lembrem o Inverno (chuva, frio, lareira, cinzento).
Criam duas frases curtas (letras): "A chuva cai lá fora / Na lareira o fogo chora."
O laboratório de sons (25 min.)
O professor introduz a letra na IA e gera três versões diferentes mudando apenas o "Mood" (Humor):
Versão A: Calma e triste (piano, ritmo lento).
Versão B: Agitada e alegre (bateria, estilo rock).
Versão C: Misteriosa (sons de vento, violino).
Os alunos ouvem e levantam cartões de cores para indicar qual versão combina melhor com a letra.
Mistura final (30 min.)
A turma decide: "Gostamos do início da música A, mas o final da música B é mais divertido!".
O professor (ou os alunos com apoio) usa a IA para gerar uma nova versão combinando as instruções: "Cria uma música que começa calma com piano e termina com uma batida alegre de bateria sobre o Inverno".
Experimentação: Podem pedir para mudar o instrumento (ex: "E se fosse tocado por uma flauta?").
Concerto de estreia (15 min.)
A turma ouve a "Faixa Final" e inventa uma pequena coreografia ou gestos que acompanhem os sons (ex: tremer de frio no início, saltar nas poças no fim).
Criar com a IA: Utilizar a IA como coautor para prototipagem rápida de ideias musicais.
Colaboração: Negociar escolhas estéticas em grupo para chegar a um produto final.
Literacia digital: Perceber que a IA pode gerar várias soluções para o mesmo pedido (iteração).
Expressão artística: Explorar a relação entre música, texto e sentimentos.
Colaborar na melhoria de uma narrativa de turma utilizando sugestões de uma IA.
Exercer o poder de decisão, escolhendo apenas as alterações que respeitam a ideia original do grupo.
Refletir sobre como a interação com a tecnologia pode enriquecer ou desviar o pensamento criativo inicial.
Quadro ou projetor.
Computador com acesso a uma ferramenta de escrita com IA (ex: Gemini ou ChatGPT).
Ficha de "Controlo do Autor" (com duas colunas: "Nossa Ideia Original" vs. "O que a IA mudou").
A base da história (20 min.)
A turma cria coletivamente o início de uma história curta (ex: 4 a 5 frases sobre um animal que encontrou um objeto misterioso na floresta).
Regra: O texto deve ser simples, escrito com as palavras exatas das crianças, mesmo que contenha repetições ou frases curtas.
O consultor digital (25 min.)
O professor projeta a IA e insere o texto da turma com o comando: "Ajuda-nos a tornar esta história mais emocionante e com palavras mais bonitas, mas não mudes o final!".
A IA apresentará uma nova versão. O professor lê em voz alta as duas versões (a original e a da IA).
O mercado das sugestões (25 min.)
O professor destaca palavras ou frases novas que a IA sugeriu (ex: a IA mudou "rio" para "riacho cintilante").
Votação de Turma: Para cada mudança, os alunos devem decidir:
Aprovar: "Sim, ficou mais bonito e ainda parece a nossa história!"
Rejeitar: "Não, isto não era o que queríamos dizer. O robô exagerou!"
O texto final é montado apenas com as peças que os alunos validaram.
Conversa de autores (20 min.)
Debate: "A nossa história ficou melhor? Alguém se sente triste por o robô ter mudado uma palavra sua? A IA deu-nos uma ideia que nós não tínhamos antes?"
O professor explica que a IA é como um dicionário gigante que nos dá opções, mas quem conta a história são os alunos.
Criar com a IA: Utilizar ferramentas generativas como suporte à revisão de texto.
Pensamento crítico: Avaliar a qualidade e a adequação das sugestões algorítmicas.
Propriedade intelectual (noções): Compreender que o autor humano tem a palavra final sobre a obra.
Linguagem e vocabulário: Explorar sinónimos e estruturas frásicas mais ricas.
Distinguir entre um poema escrito por um humano (com base em sentimentos reais) e um gerado por IA (com base em padrões de dados).
Refletir sobre o que significa ser "original" (nascer de nós).
Aprender a fórmula correta para dizer quando uma IA nos ajudou (dar crédito/atribuição).
Papel e lápis.
Um "Carimbo de Autor" (pode ser um desenho ou autocolante).
Uma etiqueta de "Ajudante Digital" (para identificar a ajuda da IA).
Acesso a uma IA de texto (Gemini ou ChatGPT).
O momento do poeta (20 min.)
Peça aos alunos para escreverem um poema muito curto (2 ou 4 versos) sobre algo que os faz felizes hoje (ex: o sol, o lanche, um amigo).
Importante: Eles devem tentar usar uma memória real.
O desafio do robô (15 min.)
O professor pede à IA: "Escreve um poema de 4 versos sobre estar feliz, para crianças de 7 anos".
O professor projeta os dois textos (o de um aluno e o da IA) lado a lado, sem dizer qual é qual.
Discussão: "Qual deles parece mais 'quente'? Qual deles conta um segredo real? O robô sabe o que é o sabor de um gelado ou ele apenas sabe escrever a palavra 'gelado'?".
O que é ser "Original"? (15 min.)
Explique que Original é aquilo que vem da nossa cabeça e do nosso coração pela primeira vez.
Se a IA apenas junta palavras que já leu em muitos livros, será que ela é original?
Conclua com as crianças: "A IA é como uma caixa de legos; ela dá-nos as peças, mas a ideia de construir o castelo é nossa."
A regra do crédito: "Dizer a Verdade" (15 min.)
Ensine a "Etiqueta da Honestidade". Sempre que usarmos a IA, devemos escrever no fim do trabalho:
Escrito por: [Nome do Aluno] Com a ajuda do robô [Nome da IA]
Peça aos alunos para decorarem o seu poema original com o seu "Carimbo de Autor" e, se usarem uma palavra sugerida pela IA, devem colocar a etiqueta do "Ajudante Digital".
Honestidade académica: Reconhecer a importância de não fingir que um trabalho da IA é 100% nosso.
Pensamento crítico: Comparar a profundidade emocional humana com a eficiência da máquina.
Cidadania digital: Compreender as regras de convivência e respeito pela autoria no mundo digital.
Distinguir entre uma obra de arte criada por um humano (baseada em sentimentos) e uma gerada por IA (baseada em padrões).
Compreender que a IA utiliza dados existentes (pinturas que já existem) para criar imagens novas.
Refletir sobre a importância da intenção e da emoção no processo artístico.
Duas imagens de um mesmo tema (ex: "Um gato triste"): uma pintada por um artista famoso ou um aluno, e uma gerada por IA (ex: DALL-E ou Midjourney).
Papel de desenho e aguarelas/lápis de cor.
Um "Saco de Dados" (contendo pedaços de fotos de vários gatos cortados de revistas).
A galeria secreta (15 min.)
O professor projeta as duas imagens do "Gato Triste".
Pergunta aos alunos: "Qual destes gatos vos parece mais triste? Porquê?"
Explore os detalhes: "O artista humano usou estas cores porque se calhar estava um pouco triste nesse dia. O computador usou estas cores porque leu nos seus dados que 'triste' costuma ser azul ou cinzento".
Como o robô aprende: O "Saco de Dados" (20 min.)
Explique que a IA não tem imaginação. Ela viu milhões de desenhos de gatos feitos por pessoas.
Mostre o "Saco de Dados" com recortes de orelhas, olhos e caudas de gatos diferentes e explique: "A IA faz isto: ela baralha o que já existe e monta uma imagem nova muito rápido. Ela não inventa o gato, ela junta pedaços de gatos que já conhecia."
O momento do artista (30 min.)
Peça aos alunos para desenharem um animal, mas com uma emoção específica (ex: um cão muito corajoso ou um coelho muito surpreendido).
Enquanto desenham, o professor pergunta: "O que estás a sentir para escolher essa cor? Estás a usar um padrão ou a tua ideia?"
O círculo de partilha (10 min.)
Os alunos mostram os desenhos e explicam a sua intenção.
Conclusão: "A IA é como um espelho mágico que reflete o que nós já fizemos. Mas só o artista humano consegue pôr um pedaço do seu coração no papel."
Interagir com a IA: Compreender o funcionamento básico da IA generativa (padrões em dados existentes).
Pensamento crítico: Avaliar a diferença entre técnica (perfeição da imagem) e expressão (sentimento).
Literacia artística: Reconhecer a arte como uma forma de comunicação humana.