Nome científico: Uncaria tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) DC.
Família: Rubiaceae
Histórico: É empregada como planta medicinal há mais de 1500 anos, por povos indígenas que vivem na floresta Amazônica, como anti-inflamatória. Ocorre em amplas áreas da Amazônia brasileira e demais países da América Central (Guatemala, Belize, Honduras El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá) e do Sul (Colômbia, Venezuela, Guiana, Equador, Peru e Bolívia).
Aspectos botânicos e agronômicos: É um arbusto trepador que habita bosques secundários, mede 20 m de altura. Os ramos jovens apresentam forma quadrangular, contêm espinhos semicurvados pontiagudos e de consistência lenhosa que medem até 2 cm de comprimento por 0,4 cm de largura. As folhas apresentam pecíolo curto, forma oblonga, cor verde escura e brilhante. O fruto é bivalvo e comprido (6 mm) e as sementes são fusiformes e aladas. O florescimento dura 1 mês e os insetos são os principais polinizadores. Depois de polinização da flor o fruto leva de 6 a 8 semanas para amadurecer. Esta planta cresce em solos argilosos, mal drenados, em áreas de precipitação elevada (1800 a 2500 mm), sombreamento por florestas secudárias, as margens de rios e igapós. É uma espécie colonizadora, de rápido crescimento e geralmente ocorre ao lado de espécies de embaúba. Dependendo da época de colheita, existe uma variação muito grande na quantidade dos alcalóides e consequentemente isso pode modificar o efeito terapêutico. Plantas de U. Tomentosa apresentam dois quimiotipos em função da presença dos alcalóides: oxindole pentacíclico e indólico. Em folhas jovens há a predominância de uncarina, especialmente na primavera e verão, enquanto nas folhas mais velhas a predominância é dos alcalóides pteropodina, isopteropodina e speciofilina (LAUS & KEPLINGER, 1994; LAUS et al., 1994).
Florescimento e frutificação: Floresce e frutifica entre agosto e setembro.
Espaçamento: 1 m entre plantas e 2 m entre linhas.
Irrigação: Em dias alternados.
Intensidade de luz: Sombra plena.
Propagação da planta: A propagação é feita por sementes e por técnica de micropropagação. Plântulas micropropagadas após aclimatação são transferidas para saco plástico contendo substrato solo, areia e esterco na proporção de 3:2:1 e devem permanecer no viveiro por 4 meses até atingirem a altura de 40 cm. Posteriormente, devem ser transferidas para local definitivo, em ambiente de sombra ou meia sombra, em covas de 15x15 cm, adubadas com 1/2d e esterco. A planta também pode ser micropropagada e o protocolo está disponível no site www.cerradoinvitro.net
Parte Utilizada: casca do tronco e ramos.
Tropismo: Sistema osteoarticular e imunológico.
Atividade farmacológica:
Anti-inflamatóriaaa
Imunorreguladora
Antioxidante
Cardiovascular
Antitumoral
Antioxidante
Antimicrobiana.
REFERÊNCIAS:
PEREIRA, A. M. S. et al. Manual Prático de multiplicação e colheita de plantas medicinais. São Paulo: Bertolucci, 2011.