Sinonímias: Bryophyllum calycinum Salisb, Cotyledon pinnata Lam., Bryophyllum pinnatum (Lam.)Kurz., Kalanchoe pinnata (Lam.)Pers., Crassula pinnata L.
Nomes populares: Folha-gorda, erva-da-costa, sempre-viva, planta-do-amor, coirama, courama, courama-vermelha, folha-da-fortuna, fortuna, folha-grossa, folha-de-pirarucu, diabinho, folha-da-vida, fortuna-milagre-de-são-joaquim, folha-do-ar, saião(BR), leaf of life (Jamaica, Madagascar), cathedral bells, air-plant, curtain-plant, floppers, good-luck-leaf, life-plant, mexican love-plant, miracle-leaf (INGLÊS, EEUU).
Origem ou Habitat: África Tropical (Ilha de Madagascar), e amplamente distribuída em América Tropical, Índia, China e Austrália.
Características botânicas: Herbácea perene, pouco ramificada que mede de 1 a 1,5 metros de altura e a haste é oca e tubular. As folhas são opostas, pinado-compostas, suculentas, margem crenada, medindo de 10-30 cm de comprimento. Os folíolos são oblongos, ovalados ou elípticos; panículas de 10-40 cm; cálice inchado de 3,0 a 3,5 cm e corola rósea ou arroxeada de até 7 cm. O fruto tem 4 folículos.
Partes usadas: Folhas.
Uso popular: Na medicina caseira é usado no tratamento local de furúnculos e por via oral, na preparação de xaropes para a tosse.
Usos etno-medicinais: na região do Caribe, onde é conhecida por folha-da-vida, é usada para tratar edemas, abcessos, picadas de insetos e contusões, problemas pulmonares, dor de cabeça, resfriado, tosse, hipertensão, falta de ar, asma e problemas menstruais.
Em um trabalho de pesquisa bibliográfica da 3a. fase do curso de medicina da UFSC, foram apresentadas as seguintes indicações de uso popular: Infecção pulmonar, erisipela, queimaduras, feridas, úlceras de pele, verrugas, azia, gastrite, úlceras, dores de cabeça, disenteria e diarreia, cólicas e distúrbios menstruais;
Equilibrar o diabetes; eliminar ou reduzir cálculos renais; inflamações em geral; febre; hematomas internos e ossos quebrados; epilepsia; dores de dente e de ouvido; infecções oculares e conjuntivite; flatulência e gases; distúrbios linfáticos;
Artrite; linfomas; uretrites; insuficiência renal ou pedra nos rins; prisão de ventre; pé de atleta; tosses intermitentes; tuberculose, gripes e resfriados;
Nervosismo, ansiedade e depressão; nefrites; náuseas e muitas outras indicações.
Composição química: Compostos fenólicos, flavonóides, ácidos orgânicos, mucilagem, cálcio e cloro, bufadienólidos (briofilinas A,B e C), N-triacontano, patuletina, ácidos graxos.
Bufadienolideos: Briofilina A (briotoxina C), briofilina B, briofilina C, briofilol, bersaldegenina-1,3,5-ortoacetato, dentre outros.
Flavonóides: Glicosídeos de quercetina e canferol, quercitrina, afzelina, acacetina, rutina, luteolina, dentre outros.
Ácidos fenólicos: Ácido gálico, ácido cafeico e ácido ferúlico.
Triterpenos: α –amirina, briofolona, briofinol, dentre outros.
Lignanas: Briofilusideo
Ácidos simples: Ácido málico, ácido oxálico, ácido cítrico, dentre outros.
Ácidos graxos: Ácido palmítico, ácido esteárico, ácido araquídico e ácido bekênico.
Esteroides: β-sitosterol, briofilol, estigmast-24-enol, dentre outros.
Ações farmacológicas: Foram observadas as atividades anti-inflamatória, cicatrizante, antialérgica, antiúlcera e imunossupressiva.
Efeitos adversos e/ou tóxicos: Em vários testes com animais não foi demonstrado toxicidade. A dose letal aplicada aos animais foi muito alta e por via intra-peritonial.
Contra-indicações: Grávidas e lactantes deverão abster-se de seu uso até melhores esclarecimentos de sua inocuidade.
Posologia e modo de uso: Para tratar edemas, abcessos, picada de insetos e contusões: por aquecimento da folha e aplicar na área afetada.
O sumo extraído da folha pode ser misturado com mel e consumido como remédio para problemas pulmonares e para dor de cabeça.
O suco é usado para tratar resfriado, tosse, hipertensão.
O chá por infusão é usado para falta de ar, asma e problemas menstruais.
Dose: 30-40 g/l (não ultrapassar a 5%).
Observações: Recomenda-se não empregar extratos desta planta por mais de 15 dias consecutivos.
Nome científico: Aloe vera(L.) Burm. f.
Família: Xanthorrhoeaceae
Histórico: O nome Aloe é originário do hebraico "halal", que signfica "amargo", e o termo vera advém do latim, significando "verdadeira". Muito usada na antiguidade, inclusive fazia parte dos segredos da Cleópatra para manter sua beleza, ela uava a babosa no cuidado de sua pele e cabelos, e daí o apelido como "planta da beleza". Também no Egito antigo era usada em cultos religiosos com finalidade medicinal e também na conservação de múmias. Os Judeus também envolviam seus mortos em lençol embebido com o suco da babosa para retardar a putrefação. Dioscórides utilizava babosa nos casos de gastrites, alopécias, queimaduras e manchas. Esta planta é originária da África e está aclimatada no Brasil há mais de cem anos.
Aspectos botânicos e agronômicos: Não é uma planta exigente quanto ao solo, desde que este seja drenado e permeável (arenoso e areno-argiloso). Entretanto, não se desenvolve bem em solo ácido. Deve ser plantada em área a pleno sol, mostra-se resistente ao clima seco e não tolera geada. Em cultivos comerciais a produção média de folha fresca é de 70t/ ha.
Florescimento e frutificação: Floresce principalmente no inverno e início da primavera.
Espaçamento: O plantio, em horta medicinal, deve ser realizado em cova rasa (10cm) com espaçamento de 0,5m entre plantas e 0,5m entre linhas.
Irrigação: A planta precisa ser irrigada diariamente ou em dias alternados até o estabelecimento da cultura (três meses), depois deste período a irrigação deve ser espaçada para uma vez por semana ou a cada 15 dias.
Intensidade da planta: Pleno sol.
Propagação da Planta: Multiplica-se por separação de brotos laterais (perfilhos) que nascem ao redor da planta-mãe. As mudas devem ser transplantadas para recipientes plásticos ou plantadas diretamente no campo, em local definitivo. As mudas alocadas em viveiro devem permanecer em recipiente plástico, contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1), por 60 dias e serem irrigadas diariamente. Após este período faz-se o plantio em local definitivo.
Parte utilizada: Parênquima da folha fresca (mucilagem), sem a casca.
Tropismo: Pele e mucosas.
Atividade Farmacológica:
CICATRIZANTE: O gel extraído da folha da babosa contém compostos bioativos que auxiliam na regeneração da pele, promovendo a cicatrização de feridas, cortes e queimaduras.
ANTI-INFLAMATÓRIA: A babosa ajuda a reduzir a inflamação na área afetada, o que pode acelerar o processo de recuperação.
ANTIMICROBIANA: A babosa possui propriedades antimicrobianas que podem ajudar a prevenir infecções em feridas, protegendo a área cicatrizando.
ANTISSÉPTICA: O gel de babosa tem propriedades antimicrobianas que podem ajudar a prevenir infecções em ferimentos abertos.
ANTIALÉRGICA: Tratam os sintomas de reações alérgicas, bloqueando a histamina uma substância que o sistema imunológico produz quando o organismo entra em contato com uma substância alérgica.
IMUNOMODULADORA: Alguns estudos sugerem que a babosa pode ter efeito positivo na modulação do sistema imunológico.
REFERÊNCIAS:
PEREIRA, A. M. S. et al. Manual Prático de multiplicação e colheita de plantas medicinais. São Paulo: Bertolucci, 2011.
Nome científico: Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze
Histórico: Populações nativas e indígenas das Guianas usam as folhas desta espécie como antidiarreico e pra prisão de ventre. No Brasil comunidades tradicionais utilizam o chá de flores, desde o século dezoito, com medicamento antitussígeno.
Aspectos botânicos e agronômicos: É uma espécie herbácea perene, ereta, muito ramificada, as folhas são simples, opostas cruzadas, menbranáceas e levemente pilosas em ambas as faces a coloração pode ser verde em várias tonalidades até cores mais fortes como vermelho e púrpura. As flores são brancas. Cresce melhor em solo bem drenado, fértil e areno-argiloso, não tolera períodos longos de estiagem. Alastra-se facilmente, sendo necessário conter seu crescimento. É recomendado fazer podas semestrais, pois com o tempo das folhas ficam danificadas e impróprias para o uso.
Florescimento e frutificação: Floresce e frutifica várias vezes ao ano, sendo o pico mais intenso na primavera.
Espaçamento: 30 cm entre plantas e 40 cm entre linhas.
Irrigação: irrigar em dias alternados.
Intensidade da luz: pleno sol.
Propagação da planta: A reprodução é realizada por estacas. Retira- se da planta matriz ramos de 20 cm de comprimento contendo 3 gemas, duas são inseridas em sacos plásticos contendo susbtrato solo, areia e esterco (na proporção de 3:2:1) e uma composta por um par de folhas cortadas ao meio, e permanecendo fora do substrato. As mudas são mantidas em viveiro (sombrite 50%) onde devem permanecer por 60 dias e posteriormente são transferidas para local definitivo em covas, medindo 15x15 cm, adubadas com1/2 kg de esterco.
Cuidados com a colheita, secagem e armazenamento das folhas: As folhas devem ser colhidas a partir dos 3 meses, após o plantio no campo, preferencialmente depois das 10:00 h. O corte dos ramos deve ser realizado a 40 cm de altura do chão. Deve se evitar fazer o corte em dias nublados/ e chuvosos. A sabedoria popular recomenda que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada preferencialmente na lua cheia. O fitoterápico pode ser preparado a partir de folhas frescas ou secas. O processo de secagem é realizado em estufa com ar circulante (40 °C por 36 horas). Após o processo de secagem a droga vegetal deve ser armazenada em ambiente sem umidade e ser utilizada no período máximo de 6 meses. A droga vegetal pode ser moída em moinho de faca, até a granulometria de 40 mesh, e armazenada por 2 meses.
Tropismo: Sistema imunológico.
Atividade farmacológica:
ANTIVIRAL (herpes simples): Atua interrompendo o processo infeccioso impedindo de o vírus de fundir-se com a célula saudável bloqueando um receptor que ajuda o vírus a aderir a célula.
ANALGÉSICA: Pode ser utilizada para aliviar dores, embora mais pesquisas sejam necessárias para entender totalmente seu efeito e mecanismo de ação nesse contexto.
CICATRIZANTE: Alternanthera brasiliana é usada tradicionalmente para auxiliar na cicatrização de feridas e lesões.
ANTIMICROBIANA: Estudos demonstraram que extratos da planta têm atividade contra várias cepas bacterianas e fúngicas, tornando-a potencialmente útil no tratamento de infecções.
ANTI-INFLAMATÓRIA: A planta é conhecida por suas propriedades antiinflamatórias, podendo ser utilizada no tratamento de inflamações e condições associadas.
REFERÊNCIAS:
PEREIRA, A. M. S. et al. Manual Prático de multiplicação e colheita de plantas medicinais. São Paulo: Bertolucci, 2011.
Nome científico: Echinacea purpurea (L.) Moench.
Família: Asteraceae
Histórico: O termo Equinacea vem do grego e significa ouriço, em alusão à forma pontiaguda das brácteas. Era utilizada pelos índios nativos americanos, que a chamavam de ek-ih-nay-see-uh, para tratar ou prevenir doenças infecciosas e tumorais, e também para neutralizar os efeitos tóxicos de mordidas de serpentes ou animais venenosos.
Características botânicas: É uma planta perene com altura média, de 50 cm, talo delgado, aveludado, as folhas são ásperas, lanceoladas ou lineares, opostas, inteiras, com largura entre 7,5 e 20cm. As flores são hermafroditas, solitárias de 3cm, cor púrpura e são polinizadas principalmente por borboletas. As sementes são aquênios com quatro faces e as raízes pivotantes, cilíndricas, levemente espiraladas, sulcadas longitudinalmente, com odor aromático e sabor adocicado deixando um discreto adormecimento na boca. Cresce melhor em solos drenados e ricos em húmus. Em produções comerciais e produtividade de raízes secas é de 1,5 t/ha.
Florescimento e frutificação: Floresce de outubro e março e as sementes alcançam o tempo de maturação 40 dias após o florescimento.
Espaçamento: 0,3 m entre plantas e 0,3 m entre linhas.
Irrigação: deve ser realizado em dias alternados.
Intensidade de luz: Pleno sol.
Atividade Farmacológica:
Imunomoduladora
Antioxidante
Anti- Infecciosa
Anti- Inflamatória
Nome científico: Justicia pectoralis Jacq.
Família: Acanthaceae
Histórico: É largamente utilizada como planta medicinal na América do sul e também é usado em rapés sagrados (feitos com as sementes de duas espécies de Virola, ambas nativas da Amazônia) por ter aroma semelhante ao de baunilha. No nordeste brasileiro o uso é consagrado no preparo do lambedor (xarope).
Características botânicas: É uma planta perene, suberecta, com até 40cm de altura. As flores são azuladas e os frutos são do tipo cápsula deiscente. A planta desprende um forte cheiro adociado (cumarina) algum tempo depois de coletada. Cresce bem em canteiros formando conjuntos aglomerados globolóides, com até 40cm de altura. As adubações orgânicas e minerais não influenciam no crescimento e a produção de biomassa da planta e reduzem o teor e óleo essencial nas folhas (BEZERRA et al., 2006). Desenvolve- se em clima tropical e subtropical, crescem melhor quando irrigada e exposta a um período de sol e outro de sombra, porém se adaptam facilmente a condições agrestes. As folhas podem ficar amareladas quando a planta é cultivada em pleno sol e tornam se verde escuras em ambiente de sombra.
Florescimento e frutificação: Floresce no outono e no inverno.
Espaçamento: 30 cm entre plantas e 40 cm entre linhas.
Irrigação: A irrigação pode ser realizada em dias alternados.
Intensidade de luz: Pleno sol e e a meia sombra.
Propagação da planta: A reprodução pode ser realizada por rebentos (ramos enraizados destacados lateralmente da planta mãe) e principalmente por estacas com 15 cm de comprimento, apresentando de 5 a 7 pares de gemas e com apenas um par de folhas localizada na parte apical da estaca. As estacas, ou ramos enraizados devem ser inseridos em sacos plásticos com substrato solo, areia e esterco na proporção de 3:2:1 e transferidas para viveiro (sombrite 50%) onde deverão permanecer por 60 dias e posteriormente a este período aaas mudas devem ser transferidas para local definitivo no campo.
Parte utilizada: folhas.
Tropismo: Sistema respiratório.
Atividade Farmacológica:
Antiinflamatória
Antimicrobiana
Broncodilatadora
Expectorante
Sedativa
Relaxante muscular lisa
Nome científico: Melissa officinalis L.
Família: Lamiaceae
Histórico: Originária da Europa e Ásia, cresce espontaneamente em áreas montanhosas e sub- montanhosas, foi muito utilizada pelos árabes, para ansiedade e depressão. É largamente cultivada em várias regiões da Europa e no Brasil está bem adaptada.
Características botânicas: É uma planta melífera de flores brancas, caule dispostos em tufo, ramificado a partir da base, as folhas são opostas, ovais, lanceoladas e pecioladas. Floresce quando plantada em altitudes acima de 700 metros do nível do mar. Espécie alóctone, típica de climas temperados, com temperatura em torno de 20° C. Embora não seja planta esciófica, cresce melhor à meia sombra, solos férteis, drenados, ricos em matéria orgânica, profundos, de textura média e com bom teor de umidade. Períodos de estiagem prolongado tornam as folhas amareladas e reduz seu tamanho. Ventos frios e geadas são prejudiciais à planta e insolações excessivas tornam- na raquítica, com folhas pequenas, pálidas e arroxeadas, além de haver um declínio no aroma das folhas. Locais muito sombreados também reduzem o aroma das folhas.
Florescimento e frutificação: O florescimento e frutificação não ocorrem na região de ribeirão preto.
Espaçamento: 30 cm entre plantas e 30 cm entre linhas.
Irrigação: A irrigação deve ser realizada diariamente.
Intensidade de luz: Pleno sol.
Propagação da planta: A reprodução é realizada por estacas ou sementes comercializadas por empresas produtoras de semente (a semeadura deve seguir a recomendação da empresa). As estacas são preparadas a partir de ramos tenros de 10 cm de comprimento, deixa- se 3 a 5 pares de folhas cortadas ao meio na parte terminal da estaca. Posteriormente as mesmas são inseridas em sacos plásticos com substrato solo, areia e esterco na proporção de 3:2:1 e transferidas para viveiro (sombrite 50%) onde deverão permanecer por 60 dias. Após este período as mudas devem ser transferidas para local definitivo em covas, medindo 15x15 cm, adubadas com 1/2 kg de esterco. O plantio deve ser realizado preferencialmente em local com meia sombra.
Parte utilizada: folhas.
Tropismo: Sistema nervoso.
Atividade Farmacológica:
Sedativa
Analgésica
Antiviral
Antiespasmódica
Miorrelaxante
Anti- Inflamatória
Nome científico: Curcuma longa L.
Família: Zingiberaceae
Histórico: Planta originária da índia e sudeste asiático, foi trazida para o Brasil há mais de 3 séculos, sendo amplamente cultivada para finalidade alimentar ou condimentar. Na época do Brasil colônia, os bandeirantes saíam à procura de pedras preciosas pelos rincões brasileiros e para demarcar as regiões já garimpadas plantavam alguns rizomas de cúrcuma. Assim, esta planta se difundiu por várias regiões do interior brasileiro, sendo intensivamente utilizada pelos índios como medicamento, para pintar a pele e como corante de alimento.
Aspectos botânicos e agronômicos: A planta atinge em média de 1,20 a 1,50 m de altura em condições favoráveis. Suas folhas são grandes. oblongo- lanceoladas e oblíquo- nervadas, sendo os pecíolos de mesmo tamanho dos limbos. Estes se reúnem na base da planta, formando um pseudocaule. As flores são brancas. A planta possui um rizoma principal denominado usualmente de 'cabeça' o qual é periforme, arredondado ou ovóide. Ao redor deste formam- se ramificações secundárias denominadas de "dedos", sendo estas compridas, também tuberizadas. Se desenvolve melhor em solos virgens, de mata, ou areno argilosos, profundos, bem drenados. Solos compactos ou pesados, retardam o desenvolvimento dos rizomas. Cresce espontaneamente nas regiões tropicais de altitudes, onde o clima é temperado, úmido e com estações bem definidas. É uma planta rústica que tolera climas quentes, mas não causticantes.
Florescimento e frutificação: O florescimento ocorre principalmente nos meses de março e abril e a frutificação não ocorre na região de Ribeirão Preto.
Espaçamento: 30 cm entre plantas e 40 cm entre linhas.
Irrigação: A irrigação deve ser realizada uma vez por semana.
Intensidade de luz: Pleno sol.
Propagação da planta: A propagação é realizada por rizoma que são plantados em saco plástico ou diretamente em local definitivo no campo em covas rasas com 10x10 cm, adubadas com 1kg de esterco bovino. A melhor época do plantio é em outubro no início do período de chuva.
Parte utilizada: Rizomas.
Tropismo: Sistema imunológico e endócrino.
Atividade Farmacológica:
Anti- inflamatória
Hipocolesterolemiante
Antialérgica
Hepatoprotetora
Antioxidante
Estomáquica
Antiviral
Antiofídica
Nome científico: Cordia verbenacea D.C
Família: Boraginaceae
Histórico: É uma planta nativa do Brasil, ocorre predominantemente na mata Atlântica e eventualmente no Cerrado. A utilização desta planta pelos indígenas brasileiros, como anti-inflamatório, está documentada na obra de Gulielmus Piso denominada "De medicina Brasiliense".
Aspectos botânicos e agronômicos: É uma espécie arbustiva de 0,8 a 2,0 m de altura, com folhas alongadas e lanceoladas, com pontas delgadas, medindo de 5 a 10 cm de comprimento e 2 a 5 cm de largura, as flores são brancas medindo 5mm de diâmetro e os frutos são vermelhos contendo uma única semente. Espécie autóctone que ocorre nas restingas marítimas, crescendo até mesmo sobre areias quartzosas enriquecidas de matéria orgânica. Ocorre em altitudes que variam do nível do mar até os 2.000 m. Pode ainda ser encontrada em regiões distantes de áreas marítimas como capoeiras úmidas. Desenvolve melhor em solos arenosos, úmidos e pouco ácidos. A espécie é de clima tropical e subtropical quente, melhor adaptada nas regiões litorâneas e não tolera geadas. É fortemente heliófita. Quando plantadas perto de árvores frutíferas, ela as protege de inseto cortadores de ramos.
Florescimento e frutificação: Floresce durante os oito meses mais quentes do ano e a frutificação ocorre de modo irregular.
Espaçamento: 2 m entre plantas e 2 m entre ruas.
Irrigação: Deve ser realizada uma vez por semana
Intensidade de luz: Pleno sol.
Propagação da planta: A propagação é realizada por sementes as quais apresentam taxa de germinação de 70%. As sementes devem ser plantadas em saquinho plástico contendo substrato solo, areia e esterco na proporção de 3:2:1 e na profundidade de 1 cm. As mudas devem permanecer em viveiro (sombrite 50%) por 3 meses e posteriormente a este período serem transferidas para local definitivo em covas de 20x20 cm, adubadas com 1 kg de esterco bovino.
Parte utilizada: Folhas.
Tropismo: Sistema ortomuscular.
Atividade Farmacológica:
Anti- inflamatória
Analgésica
Nome científico: Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl.
Família: Verbenaceae
Nomes populares: Gervão-roxo, gervão-azul, gervão-do-campo, gervão-legítimo, erva-gervão, chá-do-brasil, aguarapondá, ewé ìgbolé.
Origem ou Habitat: É nativa do Brasil.
Características botânicas: Subarbusto anual ou perene, ereto, muito ramificado, medindo de 70 a 100 cm de altura. Folhas opostas, membranáceas, elípticas ou ovais, medindo de 4-8 cm de comprimento e 2-4,5 de largura, superfície superior rugosa e ambas as superfícies glabra ou ocasionalmente alguns pelos na superfície inferior e ao longo das nervuras e margens, essas acentuadamente e grosseiramente serrilhadas, os dentes visivelmente divergentes, ápice agudo, base cuneiforme. Inflorescências terminais espigadas, com poucas flores de cor azul, encontradas de 4 a 6 de cada vez, espigões delgados e flexíveis, medindo de 14-40 cm de comprimento. Brácteas lanceoladas, corola azul com o centro mais pálido e medindo de 7-8 mm de comprimento.
Partes usadas: Folhas e partes aéreas.
Uso popular: É usado na forma de infusão como tônico estomacal e estimulante das funções gastrointestinais, contra febres, dispepsias, como diurético e emoliente, contra problemas hepáticos e para combater vermes intestinais. É também usada para gripes e resfriados.
Externamente na forma de cataplasma, é usado no tratamento de lesões cutâneas causadas por Leishmania spp., contusões e afecções da pele (eczema e erisipela).
A irmã Eva Michalak (1912-2007) recomenda o infuso para o fígado, estômago, cálculos renais, prisão de ventre, febre e hepatite.
Composição química: Um estudo fitoquímico de 2011, revelou a presença de taninos, flavonóides, saponinas e glicosídios cardioativos. Outro autor assinala a presença de esteróides, quinonas, compostos fenólicos, ácido caféico, ácido clorogênico, um iridóide (ipolamida) com atividade anti-secretora de ácido gástrico. E ainda segundo o Herbanário da Terra os seguintes compostos: estarquitafina, citral, geranial, verbenalina, dextrina, ácido salicílico, óleo essencial, taninos, pigmentos flavonóides, alcalóides (substâncias amargas) e saponinas.
Ações farmacológicas: Possui atividades anti-inflamatória, antimicrobiana principalmente contra Staphylococcus aureus e inibidor das secreções gástricas.
Interações medicamentosas: Sem informações.
Efeitos adversos e/ou tóxicos: Sem informações.
Contra-indicações: Por falta de estudos clínicos, é desaconselhável para gestantes.
Posologia e modo de uso: Infusão: 1 colher (sobremesa) de folhas picadas para 1 xícara de água fervente. Tomar 1 xícara 2x ao dia, antes das refeições.
Uso externo: emplasto, pomada, creme ou o infuso para lavar feridas..
Observações: Esta planta já constava como medicinal na Farmacopeia Brasileira de 1929. A espécie Bouchea agrestis, cujo nome popular é erva-da-pressão, gervão ou falso-gervão, muitas vezes é confundida com a Stachytarpheta cayennensis (gervão-roxo).
Nome científico: Passiflora edulis Sims
Nomes populares: Maracujá, Flor-da-paixão, Maracujazeiro
Família: Passifloraceae
Porte (Hábito): Liana
Local no Jardim: Canteiros sombreados
Origem: África, América Central, América do Sul, Austrália
Época de florescimento: Verão
Polinização: Entomofilia (abelha mamangava)
Características: Planta caracterizada como trepadeira, apresenta folhas lobadas verdes e gavinhas. Suas flores são grandes e chamativas de cor branca e roxa. Os frutos são redondos, amarelos e carregam bastante sementes, sendo essas, pretas e achatadas contidas em uma polpa gelatinosa com o sabor característico do maracujá. Eles são muito utilizados para consumo in natura ou para outros fins culinários, assim como, apresentam propriedades medicinais como sedativo e tranquilizante. Seu cultivo deve ser em sol pleno, em solo fértil, sendo esse com adubação orgânica e com regas periódicas.
Nome científico: Passiflora incarnata L.
Família: Passifloraceae
Informações gerais: Nativa do continente americano, desde o sudeste dos Estados Unidos até a Argentina e Brasil. Ocorre também na Europa, Ásia, África e Austrália onde é cultivada para fins ornamentais e medicinais. Suas principais indicações são: sedativa (calmante), antidepressiva, ansiolítica, hipnótica suave, antiespasmódica, miorrelaxante, anticonvulsivante, antiasmática, antitussígena, broncodilatadora, hipotensora, antitérmica, anti-inflamatória, analgésica e no tratamento dos sintomas da menopausa.
Descrição da espécie: Trepadeira herbácea, perene, pouco vigorosa, de caule inicialmente angular, depois arredondado, cinza-esverdeado ou acastanhado, lenhoso, oco, estriado longitudinalmente, glabro a ligeiramente pubescente; folhas simples, alternadas, verdes ou marrom-esverdeadas, profundamente trilobadas, sendo maior o lobo central, pubescentes, pecioladas, margens serreadas, medindo cerca de 15 cm de comprimento x 13 cm de largura, possui numerosas gavinhas finas, lisas, cilíndricas e em espiral, que crescem nas axilas das folhas; flores hermafroditas, aromáticas, solitárias, pedunculadas, de 6 a 7 cm de diâmetro, constituídas por 5 sépalas duras, de coloração verde (externo) e branca (interno), 5 pétalas brancas a vermelho-claro, e uma corola secundária no interior das pétalas, dispostas em raios em torno do eixo da flor, de coloração branco (interior) e roxo (externo); frutos ovalados e achatados, de cor verde quando imaturo e vermelho-amarelado quando maduro, com poupa branca; possui várias sementes achatadas, amarelo-acastanhadas, com arilo suculento.
Nome científico: Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek L.
Família: Celastraceae
Histórico: O nome do gênero maytenus vem de Maytén, nome de uma planta utilizada pelos Mapuches, no Chile. A denominação ilicifolia significa "o que tem folhas iguais ao Ilex". A espinheira santa foi descrita botanicamente pela primeira vez por Reissek (1861), ocorre em várias regiões da América do Sul, e no Brasil é encontrada principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O uso atual não foi estabelecido por levantamentos etnofarmacológicos, mas sim por ensaios pré-clínicos realizados em laboratório.
Aspectos botânicos e agronômicos: É uma espécie arbórea- arbustiva, geralmente com 5 m de altura. As folhas são simples , alternadas e lanceoladas, as flores são amarelo esverdeadas, os frutos quando maduros são vermelhos e apresentam arilo branco, cada fruto contém de 1 a 3 sementes. Ocorre em áreas de sub- bosques úmidos, nas beiradas de matas de araucária, capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica, com umidade de média à alta. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no planalto e na Mata Atlântica de altitude. Cresce melhor em clima subtropical, com temperaturas amenas, e meia- sombra. A planta apresenta crescimento lento e desenvolve - se melhor em solos profundos, argilosos, porém bem drenados e com alto teor de matéria orgânica. Não tolera solos alagados, entretanto vegeta à beira de cursos d´ água. O sistema radicular da espinheira Santa é pivotante e apresenta também raízes secundárias superficiais, o que facilita sua propagação por gemas radiculares. A dispersão das sementes é realizada por animais, principalmente aves. Recomenda-se o consórcio da espinheira santa com mulungu que é uma árvore rústica, fixadora de nitrogênio, de rápido crescimento e que produz sombreamento parcial sobre a espinheira santa favorecendo seu cresciemento. Além disso, mulungu é umas espécie decídua o que favorece o acumulo de matéria orgânica no solo ao redor de planta.
Florescimento e frutificação: Floresce de Agosto a Outubro e frutifica em dezembro e janeiro.
Espaçamento: 1 m entre plantas e 2 m entre ruas.
Irrigação: Em ambiente de coleção de plantas medicinais deve ser irrigada 3 vezes por semana. Esta espécie não tolera períodos longos de estiagem.
Intensidade de luz: Pleno sol.
Propagação da planta: A reprodução é realizada por sementes recém colhidas, pois a semente perde rapidamente a viabilidade. Os frutos quando vermelhos encontram-se maduros e as sementes devem ser tiradas frutos quando estiverem entreabertos como o arilo exposto. As sementes devem ser colocadas sobre uma peneira, lavadas em água corrente e colocadas para secar sobre um pano seco por 12 ou 24 horas. Após este procedimento as sementes (duas unidades) são colocadas em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco na proporção de 3:2:1 e transferidas para viveiro (sombrite 50%) onde deverão permanecer por 1 ano, sendo irrigadas uma vez por dia. De modo geral a porcentagem de germinação das sementes é de 70%. Mudas com idade superior a um ano devem ser transferidas para local definitivo em covas, medindo 20x20 cm, adubadas com 1 kg de esterco. Sementes armazenadas em geladeira permanecem por mais de seis meses viáveis.
Parte Utilizada: folhas
Tropismo: Sistema digestório.
Atividade farmacológica:
Antiulcerogênica
Antidispétpdica
Analgésica
Nome científico: Uncaria tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) DC.
Família: Rubiaceae
Histórico: É empregada como planta medicinal há mais de 1500 anos, por povos indígenas que vivem na floresta Amazônica, como anti-inflamatória. Ocorre em amplas áreas da Amazônia brasileira e demais países da América Central (Guatemala, Belize, Honduras El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá) e do Sul (Colômbia, Venezuela, Guiana, Equador, Peru e Bolívia).
Aspectos botânicos e agronômicos: É um arbusto trepador que habita bosques secundários, mede 20 m de altura. Os ramos jovens apresentam forma quadrangular, contêm espinhos semicurvados pontiagudos e de consistência lenhosa que medem até 2 cm de comprimento por 0,4 cm de largura. As folhas apresentam pecíolo curto, forma oblonga, cor verde escura e brilhante. O fruto é bivalvo e comprido (6 mm) e as sementes são fusiformes e aladas. O florescimento dura 1 mês e os insetos são os principais polinizadores. Depois de polinização da flor o fruto leva de 6 a 8 semanas para amadurecer. Esta planta cresce em solos argilosos, mal drenados, em áreas de precipitação elevada (1800 a 2500 mm), sombreamento por florestas secudárias, as margens de rios e igapós. É uma espécie colonizadora, de rápido crescimento e geralmente ocorre ao lado de espécies de embaúba. Dependendo da época de colheita, existe uma variação muito grande na quantidade dos alcalóides e consequentemente isso pode modificar o efeito terapêutico. Plantas de U. Tomentosa apresentam dois quimiotipos em função da presença dos alcalóides: oxindole pentacíclico e indólico. Em folhas jovens há a predominância de uncarina, especialmente na primavera e verão, enquanto nas folhas mais velhas a predominância é dos alcalóides pteropodina, isopteropodina e speciofilina (LAUS & KEPLINGER, 1994; LAUS et al., 1994).
Florescimento e frutificação: Floresce e frutifica entre agosto e setembro.
Espaçamento: 1 m entre plantas e 2 m entre linhas.
Irrigação: Em dias alternados.
Intensidade de luz: Sombra plena.
Propagação da planta: A propagação é feita por sementes e por técnica de micropropagação. Plântulas micropropagadas após aclimatação são transferidas para saco plástico contendo substrato solo, areia e esterco na proporção de 3:2:1 e devem permanecer no viveiro por 4 meses até atingirem a altura de 40 cm. Posteriormente, devem ser transferidas para local definitivo, em ambiente de sombra ou meia sombra, em covas de 15x15 cm, adubadas com 1/2d e esterco. A planta também pode ser micropropagada e o protocolo está disponível no site www.cerradoinvitro.net
Parte Utilizada: casca do tronco e ramos.
Tropismo: Sistema osteoarticular e imunológico.
Atividade farmacológica:
Anti-inflamatóriaaa
Imunorreguladora
Antioxidante
Cardiovascular
Antitumoral
Antioxidante
Antimicrobiana.