Nome científico: Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek L.
Família: Celastraceae
Histórico: O nome do gênero maytenus vem de Maytén, nome de uma planta utilizada pelos Mapuches, no Chile. A denominação ilicifolia significa "o que tem folhas iguais ao Ilex". A espinheira santa foi descrita botanicamente pela primeira vez por Reissek (1861), ocorre em várias regiões da América do Sul, e no Brasil é encontrada principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O uso atual não foi estabelecido por levantamentos etnofarmacológicos, mas sim por ensaios pré-clínicos realizados em laboratório.
Aspectos botânicos e agronômicos: É uma espécie arbórea- arbustiva, geralmente com 5 m de altura. As folhas são simples , alternadas e lanceoladas, as flores são amarelo esverdeadas, os frutos quando maduros são vermelhos e apresentam arilo branco, cada fruto contém de 1 a 3 sementes. Ocorre em áreas de sub- bosques úmidos, nas beiradas de matas de araucária, capões e em matas ciliares onde o solo é rico em matéria orgânica, com umidade de média à alta. Em Santa Catarina é encontrada principalmente no planalto e na Mata Atlântica de altitude. Cresce melhor em clima subtropical, com temperaturas amenas, e meia- sombra. A planta apresenta crescimento lento e desenvolve - se melhor em solos profundos, argilosos, porém bem drenados e com alto teor de matéria orgânica. Não tolera solos alagados, entretanto vegeta à beira de cursos d´ água. O sistema radicular da espinheira Santa é pivotante e apresenta também raízes secundárias superficiais, o que facilita sua propagação por gemas radiculares. A dispersão das sementes é realizada por animais, principalmente aves. Recomenda-se o consórcio da espinheira santa com mulungu que é uma árvore rústica, fixadora de nitrogênio, de rápido crescimento e que produz sombreamento parcial sobre a espinheira santa favorecendo seu cresciemento. Além disso, mulungu é umas espécie decídua o que favorece o acumulo de matéria orgânica no solo ao redor de planta.
Florescimento e frutificação: Floresce de Agosto a Outubro e frutifica em dezembro e janeiro.
Espaçamento: 1 m entre plantas e 2 m entre ruas.
Irrigação: Em ambiente de coleção de plantas medicinais deve ser irrigada 3 vezes por semana. Esta espécie não tolera períodos longos de estiagem.
Intensidade de luz: Pleno sol.
Propagação da planta: A reprodução é realizada por sementes recém colhidas, pois a semente perde rapidamente a viabilidade. Os frutos quando vermelhos encontram-se maduros e as sementes devem ser tiradas frutos quando estiverem entreabertos como o arilo exposto. As sementes devem ser colocadas sobre uma peneira, lavadas em água corrente e colocadas para secar sobre um pano seco por 12 ou 24 horas. Após este procedimento as sementes (duas unidades) são colocadas em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco na proporção de 3:2:1 e transferidas para viveiro (sombrite 50%) onde deverão permanecer por 1 ano, sendo irrigadas uma vez por dia. De modo geral a porcentagem de germinação das sementes é de 70%. Mudas com idade superior a um ano devem ser transferidas para local definitivo em covas, medindo 20x20 cm, adubadas com 1 kg de esterco. Sementes armazenadas em geladeira permanecem por mais de seis meses viáveis.
Parte Utilizada: folhas
Tropismo: Sistema digestório.
Atividade farmacológica:
Antiulcerogênica
Antidispétpdica
Analgésica
REFERÊNCIAS:
PEREIRA, A. M. S. et al. Manual Prático de multiplicação e colheita de plantas medicinais. São Paulo: Bertolucci, 2011.