Sydorian reúne aqueles que enxergam o conhecimento como uma das maiores forças existentes no mundo. Seus membros possuem uma curiosidade natural sobre a magia, a história, as pessoas e tudo aquilo que ainda permanece desconhecido, sendo guiados pela necessidade de compreender antes de simplesmente aceitar. Para um Sydoriano, quase nada deve ser considerado completamente explicado: toda resposta pode levar a uma nova pergunta, todo conhecimento pode esconder algo ainda não descoberto e toda experiência pode ensinar alguma coisa. Por isso, seus integrantes costumam observar atentamente aquilo que acontece ao seu redor, analisar diferentes possibilidades e buscar compreender as causas e consequências de suas escolhas antes de agir. Essa característica não significa que sejam necessariamente distantes ou indecisos, mas que acreditam que uma decisão se torna mais poderosa quando é tomada com consciência.
A fraternidade valoriza aqueles que estão dispostos a aprender, questionar e aprofundar seus conhecimentos, independentemente da maneira como pretendem utilizá-los. Entre seus membros podem existir estudiosos dedicados à preservação de antigas tradições mágicas, pesquisadores interessados em descobrir novas formas de magia, inventores que procuram transformar aquilo que aprenderam, investigadores que desejam encontrar respostas para mistérios ou simplesmente estudantes que possuem uma curiosidade impossível de ignorar. O conhecimento de um Sydoriano também pode ser utilizado para proteger, criar, ajudar outras pessoas, alcançar objetivos pessoais ou até mesmo desafiar aquilo que a sociedade considera correto. A fraternidade não determina o propósito de seus integrantes, apenas reconhece a importância da busca pelo entendimento e da responsabilidade que acompanha aquilo que se aprende. Os valores da Sydorian são o conhecimento, curiosidade, compreensão, investigação, disciplina, reflexão, responsabilidade e aprendizado.
Para os Sydorianos, compreender não significa necessariamente concordar, assim como conhecer algo não significa estar obrigado a utilizá-lo de determinada maneira. Eles acreditam que o verdadeiro aprendizado acontece quando alguém é capaz de questionar até mesmo aquilo que já conhece e reconhecer que nenhuma pessoa possui todas as respostas. Por isso, a fraternidade não busca formar indivíduos que saibam tudo, mas pessoas que saibam como procurar aquilo que ainda não sabem. Um Sydoriano pode ser alguém extremamente racional ou profundamente criativo, alguém que prefere trabalhar sozinho ou alguém que aprende através das experiências dos outros. O que realmente o aproxima da fraternidade é essa inquietação diante do desconhecido e a vontade constante de descobrir o que existe além daquilo que já foi compreendido.
Afinal, para um Sydoriano, o conhecimento não representa um destino, mas uma jornada que nunca chega verdadeiramente ao fim.
Quando Auradon School foi fundada, há dezoito anos, Yen Sid foi escolhido para estabelecer uma das primeiras fraternidades da instituição. Sua intenção nunca foi simplesmente reunir os estudantes mais estudiosos, mas criar um espaço onde a magia pudesse ser investigada, preservada e compreendida em toda a sua complexidade. Pouco depois da inauguração da escola, porém, um acontecimento fez com que a influência de Yen Sid ultrapassasse os limites de uma simples fraternidade. Uma manifestação mágica atingiu os terrenos da escola durante seus primeiros dias de funcionamento, atravessando as barreiras que ainda estavam sendo estabelecidas ao redor da instituição. Enquanto professores e fundadores tentavam compreender a origem da ameaça, Yen Sid permaneceu no centro da escola e utilizou os próprios conhecimentos arcanos para criar um encantamento de proteção que envolveu todo o território de Auradon School. O feitiço não apenas repeliu a manifestação, como também passou a fazer parte da própria estrutura mágica da escola. Até hoje, a proteção criada naquela noite permanece ativa, sendo reforçada e estudada pelas gerações de Sydorianos que vieram depois.
Foi durante esse acontecimento que Yen Sid percebeu que o conhecimento não poderia existir separado da responsabilidade. Ele compreendeu que os estudantes precisariam aprender não apenas a utilizar a magia, mas a reconhecer seus sinais, entender seus limites e identificar aquilo que poderia representar uma ameaça antes que fosse tarde demais. A partir disso, a Sydorian passou a ocupar uma posição especial dentro da escola, tornando-se responsável por preservar parte dos registros relacionados à história mágica de Auradon School. Os primeiros Sydorianos receberam de Yen Sid a tarefa de registrar acontecimentos importantes, catalogar fenômenos arcanos e documentar descobertas realizadas dentro da instituição. Alguns desses registros se tornaram tão antigos que hoje são considerados parte do patrimônio histórico da escola, contendo informações sobre os primeiros anos de Auradon School que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.
Existe também uma antiga história sobre a primeira grande biblioteca da fraternidade. Conta-se que, durante a construção da escola, Yen Sid percebeu que determinados conhecimentos não poderiam simplesmente permanecer acessíveis a qualquer pessoa. Em vez de esconder esses conhecimentos ou destruí-los, ele criou um sistema mágico que permitia que certos livros fossem encontrados apenas por aqueles capazes de compreender por que estavam procurando por eles. Alguns estudantes afirmam que a biblioteca ainda possui corredores que não aparecem no mapa da escola e que determinados livros mudam de lugar dependendo de quem os procura. Embora ninguém tenha conseguido provar completamente a existência desses espaços, a própria biblioteca possui registros de estudantes que encontraram obras que não estavam catalogadas. Entre os Sydorianos, existe a crença de que Yen Sid deixou parte de sua magia ligada aos arquivos para garantir que conhecimentos importantes jamais desaparecessem completamente.
Outra tradição nasceu de uma divergência entre Yen Sid e os primeiros estudantes da fraternidade. Alguns deles acreditavam que determinados conhecimentos perigosos deveriam ser completamente proibidos, enquanto Yen Sid defendia que ignorar uma forma de magia não fazia com que ela deixasse de existir. Em vez de escolher um dos lados, ele criou uma seção especial dentro dos arquivos, destinada a conhecimentos que exigiam maior responsabilidade para serem estudados. O acesso a essa seção passou a depender da compreensão e da maturidade de cada estudante, e não simplesmente de sua capacidade mágica. Essa decisão se tornou uma das bases da filosofia Sydorian: conhecimento não deve ser temido apenas porque pode ser perigoso, mas também nunca deve ser tratado como algo inofensivo apenas porque pode ser compreendido.
Com o passar dos anos, alguns dos maiores pesquisadores e investigadores da escola surgiram entre os Sydorianos, mas a fraternidade também ficou conhecida por acontecimentos muito mais inesperados. Há relatos de estudantes que descobriram passagens mágicas escondidas nos terrenos da escola, identificaram alterações em antigos encantamentos de proteção e até encontraram fenômenos que os próprios professores desconheciam. Algumas dessas descobertas acabaram sendo incorporadas às disciplinas da escola, enquanto outras continuam sendo investigadas. Existe, inclusive, uma tradição entre os Sydorianos de deixar uma pergunta sem resposta nos arquivos ao final de cada ano letivo, para que a próxima geração tenha um mistério próprio para investigar.
Por isso, a Sydorian nunca foi criada para ser apenas a fraternidade dos estudiosos. Sua existência está ligada a uma das primeiras grandes necessidades de Auradon School: compreender a magia que protege a instituição, preservar aquilo que não pode ser esquecido e investigar aquilo que ainda não possui explicação. O encantamento criado por Yen Sid continua protegendo os terrenos da escola, os arquivos continuam guardando conhecimentos acumulados por diferentes gerações e seus estudantes continuam fazendo aquilo que seu fundador considerava essencial: olhar para aquilo que todos acreditam conhecer e perguntar se existe alguma coisa escondida por trás.
Ao final de cada ano letivo, cada Sydoriano deve registrar uma pergunta para a próxima geração investigar. Não precisa ser uma questão acadêmica. Pode ser um mistério da escola, uma dúvida sobre magia, uma teoria histórica ou algo que nunca tenha sido completamente explicado. As perguntas são preservadas nos arquivos da fraternidade e, ao longo dos anos, algumas acabam sendo respondidas, enquanto outras permanecem abertas por gerações.
Uma vez por ano, os Sydorianos realizam uma noite dedicada à troca de conhecimentos. Cada integrante escolhe algo que sabe fazer ou compreende bem e ensina aos demais. Pode ser magia, história, alquimia, música, estratégia ou qualquer outro conhecimento. A tradição existe para lembrar que conhecimento não precisa ser mantido individualmente para possuir valor.
Todo novo Sydoriano recebe um espaço nos arquivos para registrar sua primeira descoberta dentro da fraternidade. O registro pode ser sobre qualquer coisa que tenha despertado sua curiosidade. Com o tempo, esses pequenos relatos formaram uma enorme coleção que permite acompanhar aquilo que chamou a atenção de diferentes gerações.
A entrada dos Sydorianos ficaria escondida dentro da biblioteca principal de Auradon School. Em uma das estantes mais antigas existe uma fileira de livros que, para a maioria dos estudantes, parece completamente comum. Um Sydoriano, porém, consegue perceber que um dos livros não possui título na lombada. Ao puxá-lo, a estante não se abre imediatamente. O livro apresenta uma pergunta diferente para cada estudante. Quando o aluno encontra a resposta, mesmo que seja apenas uma teoria, a estante se desloca e revela uma passagem escondida.
A sede fica além dessa passagem, em um espaço muito maior do que seria fisicamente possível existir dentro da biblioteca. A entrada muda ocasionalmente de lugar, fazendo com que até os próprios Sydorianos precisem observar e procurar.
Como o aluno entra: precisa encontrar o livro sem título e responder à pergunta apresentada por ele. A resposta não precisa estar necessariamente correta. O importante é demonstrar que o estudante realmente pensou sobre ela.