Iniciemos com a seguinte reflexão: De quais concepções sobre o processo de ensino-aprendizagem falamos?
Os Cadernos Trilhas de Aprendizagens apresentam sequências de atividades que permitem articulação entre os componentes curriculares? Mesmo que nele não estejam explicitamente apontados, quais as possibilidades em que a Arte possa dialogar com as Ciências Naturais? E a Educação Física com a Matemática? História e Tecnologia? Quais roteiros propor, sem que se exclua os objetivos e o trabalho com os objetos de conhecimento de cada componente curricular, mas que possam caracterizar ações que tragam repertórios contundentes para a construção do conhecimento junto aos estudantes?
Outra reflexão necessária a ser feita pelos profissionais é a realização do plano de continuidade das atividades escolares a realizar e não esquecer de socializar com os estudantes o que se espera deles, em cada semana, considerando os objetivos que almeja alcançar.
Crianças, adolescentes e adultos são os maiores responsáveis pelo processo de aprendizado, o educador o mediador, sendo necessário criar redes de aprendizagem para que estudantes crie seus conhecimentos de forma autônoma, criativa e participativa, sendo este o princípio das metodologias ativas.
Mais reflexões...
O uso de tecnologias é entendido como um dos suportes para o processo de ensino-aprendizagem. Com elas, a prática docente ainda pode ter o caráter centrado no 'detentor do saber' ou numa dimensão descentralizada. Nesse sentido, compreendemos que o papel tão genuíno de nossa profissão nunca será substituído.
Lembramos ainda (para que não haja interpretações equivocadas) que Tecnologias para a Aprendizagem é um componente curricular e, assim como os demais componentes, possui Eixos, Objetivos de Aprendizagem e Objetos de Conhecimento específicos.
Os erros são fundamentais, pois são criações de hipóteses do conhecimento científico! Permitamos que os estudantes errem.
Responder as dúvidas no Google Sala de aula ou outro meio de comunicação com o(a) educador(a), se possível, de forma reflexiva, para estimular que o aluno crie suas hipóteses/conclusões, sem dar respostas prontas para dar continuidade ao processo de ensino aprendizagem.
As práticas científicas são importantes neste cenário, pois permitem que o trabalho com os conceitos e temas das ciências, presentes nos Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento, possa ser realizado na perspectiva da complexificação, revelando não apenas o contato com leis, conceitos e teorias, mas também com ações próprias do fazer científico. Respeitando o Ciclo que a criança está inserida, como segue no quadro:
O ensino por investigação tem a premissa da resolução de problemas e ações vinculadas ao estabelecimento de uma comunidade de práticas. O Currículo da Cidade apresenta a Alfabetização Científica (AC) como objetivo do ensino de ciências, pois é considerada como um processo contínuo e em constante transformação. Fundamenta-se na concepção de que situações vividas nos dias atuais relacionam-se a conhecimentos científicos.
As relações entre sociedade, tecnologia e ciência mostram-se próximas e frequentes, explicitando influências mútuas e múltiplas que repercutem nas formas de agir e de pensar da humanidade e na própria organização das sociedades, visando promover mudanças a fim de proporcionar benefícios para as pessoas, para a sociedade e para o meio ambiente.
No retorno, pós isolamento social, é importante dar continuidade e retomar as atividades propostas, em sala de aula, para ressignificar o processo de ensino e aprendizagem.
“Onde está o menino que fui,
segue dentro de mim ou se foi?
– Sabe que não o quis nunca
e que tampouco me queria?
– Por que andamos tanto tempo
crescendo para separar-nos?
– Por que não morremos os dois
quando minha infância morreu?
– E se minha alma tombou
por que permanece o esqueleto?”
XLIV, O Livro das Perguntas – Pablo Neruda
As crianças que cursam os 1º, 2º e 3º anos pertencem ao Ciclo de Alfabetização do Ensino Fundamental. É uma fase de inúmeras possibilidades para a garantia do direito de construir conhecimentos. O que as infâncias nos apresenta? Que culturas elas produzem?
Consideramos aqui que a atividade lúdica seja a prioridade ao refletir sobre as práticas pedagógicas nesse momento (como mencionado na ORIENTAÇÕES ÀS FAMÍLIAS DOS ESTUDANTES DAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAL DE SÃO PAULO), onde o brincar, o ouvir, contar e ler histórias sejam preciosas atividades de aprendizagem, protagonismo e autoria.
É de fundamental importância que a alfabetização seja percebida como uma palavra que ultrapassa a aprendizagem do sistema de escrita alfabético, mas envolve os conhecimentos sobre as diferentes linguagens de todos os componentes curriculares.
São as intencionalidades (uso e função) das leituras, escritas, investigações, escutas, vozes, gestos e criações que darão margem ao BRINCAR e EXPERIENCIAR como aspectos relevantes ao planejar e elaborar atividades e sequências de atividades, potencializando uma proposta articulada de um trabalho que evidencie uma ampla atividade cognitiva.
Para não tornarmo-nos repetitivos, compartilhamos com todos os profissionais o documento elaborado no início do presente ano (2020) para que possam refletir sobre os aspectos pedagógicos relacionados às temáticas supracitadas.
Como perseguir as indagações que traz este documento?
Que relações podemos fazer com o que podemos propor neste período de afastamento?
O que podemos declarar coletivamente?
Acesse o documento: DOCUMENTO TERRITORIAL ALFABETIZAÇÃO
Há necessidade de incrementar as aulas/atividades propostas, considerar as matrizes dos saberes relacionadas a alfabetização científica, resolução de problemas e pensamento científico, crítico e criativo.
A alfabetização científica – AC- apresenta 3 eixos estruturantes, que auxiliam no planejamento, implementação e avaliação de propostas, sendo:
1. A compreensão de termos e conceitos científicos básicos;
2. O entendimento de aspectos da natureza da ciência e dos fatores que influenciam sua prática;
3. A compreensão de que há relações entre ciência, tecnologia, sociedade e ambiente.
Os eixos são interligados e não há hierarquia entre eles. São essenciais para o entendimento de modos de produzir conhecimento.
Diferentes estratégias podem ser utilizadas para o desenvolvimento da AC, como visitas virtuais a sites de centros de ciências, zoológicos e jardins botânicos, leitura de livros e revistas de divulgação científica, envolvimento em resolução de problemas, apresentação de informações e sistematização a partir de debates virtuais, entre outros.
Nesse processo o professor deve questionar, instigar a construção de diferentes modos de resolução de problemas, promover a explicitação de hipóteses sobre fenômenos, propor modos de interação com diferentes informações e objetos, fomentar debates virtuais e proporcionar a avaliação de ideias.
De acordo com o Ciclo de Investigação, temos a criação de hipóteses, exploração, experimentação, resultados, conclusão e comunicação, sendo que a reflexão está presente em todo este processo.
(Instagram)
A importância da alfabetização científica na educação básica
Professor usa fake news para ensinar ciência na escola
Alfabetização científica: uma revisão bibliográfica
Conheça a sala de aula invertida – Iniciar Trilha (vide Metodologia Ativa)
O que é sala de aula invertida – Vídeo 28 min
Em tempos de isolamento social, projeto oferece atendimento on-line para professores de ciências
Vide Blog - Informe-se com Ciência - Informação, formação com discussões e conteúdos científicos
MALALA, A Menina que queria ir para a escola – Adriana Carranca
As Bonecas da Vó Maria – Mel Duarte
Meu Amigo Robô –Giselda Laporta Nicolelis
A Canção dos Pássaros – Zeca Baleiro
AZIZI, o Menino Viajante – Conceição Evaristo
A Menina das Estrelas – Tulipa Ruiz
Chapeuzinho Vermelho – Irmãos Grimm, tradução Mariana Beer
A Bicicleta Voadora – Antonio Prata
Entre Sonhos e Dragões – Adriana Carranca
O Cabelo da Menina – Fernanda Takai
O Sétimo Gato – Luis Fernando Verissimo
O Menino Foguete – Marcelo Rubens Paiva
FONTE: https://www.euleioparaumacrianca.com.br/ (ACESSO EM 09/04/2020)
Os vídeos são da nossa colega formadora de Santo Amaro, Solange Amália, que esteve no Centro de Mídias e ministrou algumas aulas ao vivo, entre as quais destacamos as seguintes:
https://www.youtube.com/watch?v=3OUhE0DNZhw&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=ML9GRFW2C-8&feature=youtu.be
Os gabaritos dos cadernos Trilhas de Aprendizagens do Ensino Fundamental regular já estão disponíveis na plataforma do currículo digital. Educadoras e educadores da Rede Municipal de Ensino (RME) podem acessá-los na plataforma Currículo Digital da cidade de São Paulo, disponível no site:
https://curriculo.sme.prefeitura.sp.gov.br/
Para ter acesso, docentes da rede devem fazer login com o RF e utilizar a mesma senha do Novo SGP. Em caso de dúvidas, acessar o passo a passo a seguir: