Convite a relevância dos processos de autoavaliação e avaliação externa, propondo contato aprofundado com os contextos de aprendizagem, preservando as identidades das Unidades Escolares e seus territórios.
Podemos pensar inicialmente e coletivamente sobre:
• O projeto educacional;
• Quais princípios organizam a ação do trabalho escolar;
• Qual nosso compromisso com a aprendizagem de todos os estudantes na construção de uma escola pública de qualidade;
• O que entendemos sobre avaliação, acompanhamento e qualidade.
A avaliação institucional, abrangendo a análise da escola como um todo, nas dimensões política, pedagógica e administrativa, tem como marco o projeto pedagógico e visa subsidiar seu contínuo aprimoramento, por meio do julgamento das decisões tomadas pelo coletivo da escola, das propostas delineadas e das ações que foram conduzidas e suas condições de realização e dos resultados que vêm sendo obtidos. (Souza, 2014, p.100).
Avaliar é uma atividade essencialmente humana e está presente em vários momentos do nosso cotidiano, inclusive no contexto educacional. Atualmente, a avaliação tem ocupado lugar central nos debates sobre Educação. Essa centralidade se justifica, a partir do final dos anos 1980, quando os sistemas educacionais passam a utilizar padrões e avaliações educacionais internacionais para melhorar os seus desempenhos e implementar reformas educacionais que visavam, sobretudo, promover uma educação de qualidade. Assim, pode-se compreender que a avaliação ampliou-se da análise do aluno para a análise do processo educacional como um todo.
“Avaliar é um ato pelo qual, através de uma disposição acolhedora, qualificamos alguma coisa (um objeto, ação ou pessoa), tendo em vista tomar uma decisão sobre ela”. (LUCKESI, 2000) Revista Pedagógica Provinha/Prova, p. 11 e 12.
DEFINIR – critérios e padrões de julgamento
1º Definição dos objetivos e serem lançados.
OBTER – informação
2º Obtenção de informações por meio de medidas e classificações, utilizando procedimentos válidos, rigorosos e confiáveis.
CONHECER – realidade
3º Combinação das informações coletadas que permitem conhecer a realidade avaliada.
FORMULAR – opiniões e julgamentos
4º Formulação de juízo de valor com base em uma análise fundamentada.
TOMAR – decisão
5º Tomada de decisão respaldada pelas etapas anteriores.
TRANSFORMAR – a realidade
6º Transformação da realidade avaliada.
Ao retomarmos o conceito inicial de avaliação, entendemos que a tomada de decisão está no centro do processo avaliativo. Assim, para além da compreensão daquilo que se quer avaliar, a avaliação serve para promover mudanças a partir das informações obtidas, cujos resultados devem servir para aperfeiçoar ou transformar a realidade avaliada. Revista Pedagógica Provinha/Prova, p. 14.
O IDEP é estruturado com base no princípio de que todos os estudantes têm direito não só à educação, mas à educação de qualidade.
OBJETIVOS
• Indicar de forma mais realista o desempenho pedagógico de cada escola da Rede Municipal de Ensino. - Fornecer parâmetros para o planejamento de estratégias pedagógicas. - Colaborar para a melhoria dos níveis de proficiência e da taxa de aprovação de acordo com a realidade de cada grupo;
• Fornecer parâmetros para o planejamento de estratégias pedagógicas;
• Colaborar para a melhoria dos níveis de proficiência e da taxa de aprovação de acordo com a realidade de cada grupo.
• A média da proficiência dos estudantes obtida pela Prova Brasil em Língua Portuguesa e Matemática, padronizada em uma escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez);
- Média das taxas de aprovação nos anos que correspondem a cada etapa do Ensino
Fundamental – dividido em anos iniciais e anos finais.
IDEP (Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana)
• A média da proficiência dos estudantes obtida pela Prova São Paulo em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Naturais, padronizada em uma escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez);
- Média das taxas de aprovação nos anos que correspondem a cada etapa do Ensino Fundamental – dividido em anos iniciais e anos finais.
Os resultados são reportados no Sistema Educacional de Registro de Aprendizagem (SERAp) e servem como material de apoio às equipes escolares para a interpretação dos resultados obtidos pela escola.
O Índice de Nível Socioeconômico (INSE) é considerado um constructo latente que sintetiza, de maneira unidimensional, informações sobre a escolaridade dos pais e sobre a renda familiar. O seu objetivo é contextualizar o desempenho das escolas nas avaliações e exames realizados pelo Inep, bem como seus esforços na realização do trabalho educativo ao caracterizar, de modo geral, o padrão de vida de seu público, relacionado à respectiva posição na hierarquia social.
“Os estudos em avaliação deixam para trás o caminho das verdades absolutas, dos critérios objetivos, das medidas padronizadas e das estatísticas para alertar o sentido essencial dos atos avaliativos de interpretação de valor sobre o objeto de avaliação, de um agir consciente e reflexivo frente às situações avaliativas e de exercício do diálogo entre os envolvidos.” (HOFFMANN, Jussara, 2004, p.16)
• De que forma o PPP da Unidade Escolar se articula com as análises das avaliações internas e externas, tendo em vista a garantia dos direitos de aprendizagem de todos os estudantes?
• Após análise da documentação pedagógica individual e coletiva, como os momentos formativos têm contribuído para ressignificar e/ou transformar as práticas pedagógicas?
• Como as avaliações internas e externas têm sido utilizadas pela equipe gestora para identificar as dificuldades de aprendizagem, reorientando os planejamentos? Os encaminhamentos para a Recuperação Paralela, realizados pelos professores de sala regular, articulam-se com essas análises?
• Quais ações pedagógicas estão sendo pensadas e elaboradas para os estudantes que não estão alfabetizados ao final do percurso? E para os estudantes que durante os ciclos já estão apresentando dificuldades na alfabetização?
• Como o trabalho dos educadores da Unidade Educacional tem desencadeado a materialização do Currículo da Cidade, considerando a premissa da integralidade dos sujeitos, estabelecendo proposições equitativas e inclusivas favoráveis a aprendizagem?
• Quais ações são concebidas, organizadas e realizadas para que os estudantes avancem em suas aprendizagens?
• Quais são os desafios da Equipe Gestora em acompanhar os avanços e promover articulação interna e externa para que as ações e atividades da recuperação possam favorecer a construção das aprendizagens das crianças, jovens e adultos?
• A reflexão anterior aponta diálogos sobre a relação entre as necessidades dos estudantes e as recuperações contínua e paralela?
• E os estudantes que fazem parte da recuperação paralela? Seus dados revelam a sua continuidade no projeto ou traduzem que o trabalho na sala regular já é satisfatório para prosseguir o processo de aprendizagem?
• Como está a organização de momentos e espaços que contribuam com a promoção da aprendizagem de conhecimentos em que os estudantes apresentam maior dificuldade? Nesse sentido, há a possibilidade de fazer agrupamentos diversificados?
• De que forma os projetos educacionais estão organizados? Articulam-se com as necessidades educacionais dos estudantes?
• As ações do POA em planejar, intervir e acompanhar junto ao corpo docente, tem fortalecido o trabalho pedagógico para a garantia dos direitos de aprendizagem?
Lembramos que o Projeto de Apoio Pedagógico não pode ser visto como ‘reposição de falhas de aprendizagens’, mas como mais uma oportunidade de formação linguística e matemática.” (SÃO PAULO, 2019). São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Orientações didáticas do Currículo da Cidade : Projeto de Apoio Pedagógico: recuperação de aprendizagens. – São Paulo : SME / COPED, 2019.