O CENTRO DE FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO À INCLUSÃO (CEFAI ) - DIPED FB, na busca pelo avanço qualitativo na educação, objetivando a eliminação de barreiras para acesso ao currículo e à aprendizagem, acompanhará a reorganização das práticas pedagógicas para o desenvolvimento educacional dos bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos - público da Educação Especial, promovendo a análise da implementação da Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, revisando marcos políticos, legais e pedagógicos, a fim de qualificar os serviços oferecidos em nossa Rede. A incerteza causada neste momento pela Covid-19 nos mostra que estar presente é algo possível, não importando a ausência física imposta pela pandemia. Mesmo com todo o preparo e embasamento, juntos, buscaremos novas formas de chegar às nossas Unidades, professores, estudantes e seus familiares e assegurar a nossa atuação. Estamos disponíveis para diálogo entre os professores das classes comuns e Professores de Atendimento Educacional Especializado – PAEEs, colaborando com o Coordenador Pedagógico da Unidade Educacional no planejamento das atividades na perspectiva do desenho universal para a aprendizagem.
O CEFAI desenvolverá uma sistemática de comunicação com as Unidades Educacionais, com as equipes gestoras e PAEEs, por meio de diferentes aplicativos e plataformas, para organização das ações de acompanhamento conforme referência das PAAIs distribuídas no território.
A criança é feita de cem
A criança tem cem mãos cem pensamentos
cem modos de pensar de jogar e de falar.
Cem sempre cem modos de escutar as maravilhas de amar.
Cem alegrias para cantar e compreender.
Cem mundos para descobrir.
Cem mundos para inventar.
Cem mundos para sonhar.
A criança tem cem linguagens (e depois cem cem cem) mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe: de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e de maravilhar-se só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe: de descobrir um mundo que já existe
e de cem roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe: que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas que não estão juntas.
Dizem-lhe enfim: que as cem não existem.
A criança diz: ao contrário, as cem existem.”
Malaguzzi (1997). As Cem Linguagens da Criança. Porto Alegre.
Focalizando o público alvo da educação especial: neste caso o caminho é outro?
A inserção de estudantes da educação especial nas salas comuns do ensino regular ocasionou certo desconforto pedagógico, seja pela falta de experiência com este grupo ou pelo paradigma que ainda persiste sobre sua suposta insuficiência para aprendizagem dos conteúdos escolares.
Persistem no pensamento pedagógico contemporâneo ideias equivocadas sobre a condição de aprendizagem destes estudantes. No entanto, Vygotski (1997) já apontava o quanto a escola desempenha um papel decisivo para que, por meio da compensação, estes estudantes possam superar as dificuldades inerentes de sua condição primária. Para o autor cria-se um novo tipo de desenvolvimento, e, a escola, é vital, pois seriam os arranjos educacionais e pedagógicos responsáveis para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores. Ele insistia numa “pedagogia criativamente positiva”, ou seja, capaz de impulsionar as funções psicológicas superiores por meio da compensação.
A compensação é justamente o processo construído (criado) pela escola para que possibilite ao estudante o acesso ao conhecimento assim como os outros e é justamente aí que se instala seu processo criativo. Não há a negação de que a deficiência traz alterações para o sujeito, mas isto traz também, como consequência, a necessidade de reorganização e a busca de um novo equilíbrio. A compensação seria como uma reação na busca de “processos indiretos de desenvolvimento, substitutivos [que] equipará as funções psicológicas” (VYGOTSKI, 1997, p.17), ou seja, proporciona por vias indiretas ou colaterais o mesmo potencial de desenvolvimento existente nos outros estudantes. Trata-se, na verdade, de uma máxima da teoria Vygotskiana “o que decide o destino da pessoa, em última instância, não é o defeito em si mesmo, senão suas consequências sociais, sua realização psicossocial” (op.cit., 1997, p. 19). Esta visão muda profundamente o olhar e a ação da escola, uma vez que a compensação não é um processo espontâneo ou natural, é exatamente ao contrário, trata-se dos investimentos sociais, da oferta de instrumentos complementares ou alternativos que nivelem a oportunidade destes estudantes com a dos seus pares não deficientes. Silva (2011, p.94) aponta que “o autor chama a atenção, porém, para que o processo de compensação não seja compreendido como universal e que não ocorre livremente”. Assim, se pode intuir um novo pensar sobre a educação escolarizada, compreendendo a escola com uma função muito além dos conteúdos, cuja finalidade é única e exclusiva: ser propulsora do desenvolvimento e do conhecimento humano, os quais só poderão ocorrer com a efetiva mediação pedagógica do professor por meio da didática. Podemos, então, afirmar que a constituição de um saber científico, necessariamente, se conduz pelo ato educativo escolar e o fazer do professor.
É preciso organizar o ensino de forma que impulsione o desenvolvimento, levando o estudante a novos níveis de pensamento, cada vez mais científicos, teóricos e elevados, para que ele possa evoluir e avançar em suas formas peculiares de aprendizagem, de compreender o mundo, de autorregulação e de experiência histórica.
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: NOVA PROPOSTA?
VELHOS PROBLEMAS...
Anna Augusta Sampaio de Oliveira
A definição de deficiência intelectual passou por várias modificações ao longo do tempo. A própria denominação de deficiência intelectual é relativamente recente, substituindo o que antes era chamado de retardo mental ou deficiência mental.
Nessa época, a deficiência mental era constatada por meio de testes padronizados e em ambientes restritos, sob a responsabilidade de médicos e psicólogos. Assim, a ideia de deficiência mental exprimia uma incapacidade geral e individual de pensar, o que, como vimos, vai contra a atual definição de deficiência. Atualmente, é fundamental considerar como a pessoa com deficiência intelectual se relaciona com o meio – suas habilidades e interações – e, obviamente, em que medida o meio no qual vive facilita ou coloca barreiras para a sua participação plena.
Uma definição bastante completa é dada pela Associação Americana sobre Inteligência e Deficiências do Desenvolvimento, cuja sigla em inglês é AAIDD (American Association on Intellectual and Developmental Disabilities). Para essa Associação, A deficiência intelectual é uma deficiência caracterizada por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo, que abrange habilidades sociais e práticas cotidianas. Essa deficiência se origina antes dos 18 anos.
Educação Inclusiva
Cláudia Lopes da Silva e Liliane Garcez
A pedagogia da negação (GOMES; POULIN; FIGUEIREDO, 2010, p. 7):
Alguns professores privilegiam o caminho das aprendizagens mecânicas quando atuam junto aos alunos que apresentam deficiência intelectual. Ao invés de apelar para situações de aprendizagem que tenham raízes nas experiências vividas pelo aluno, atividades essas capazes de mobilizar seu raciocínio, propõem atividades baseadas na repetição e na memória. Frequentemente, essas atividades são desprovidas de sentido para os alunos. [...] Agindo desta maneira, tais professores se comportam como se não reconhecessem no aluno que apresenta deficiência intelectual um sujeito capaz de crescimento e de afirmação. Seu acompanhamento pedagógico parece respaldado por uma concepção de aluno que se apoia sobre a ideia de insuficiência ou de lacuna, mesmo de falta no que diz respeito ao raciocínio. Os professores não reconhecem nesse aluno capacidades cognitivas as quais convém mobilizar para favorecer a melhor interação com o meio onde ele vive. Consequentemente, eles negam um aspecto absolutamente fundamental do desenvolvimento humano, a saber, o intelectual. Em suma, eles se fecham em uma pedagogia da negação. Uma pedagogia que não reconhece o potencial dos alunos, sobretudo daqueles que apresentam deficiência intelectual e que, consequentemente, causa prejuízos para as suas aprendizagens e autodeterminação.
Educação Inclusiva
Cláudia Lopes da Silva e Liliane Garcez
Duk (2006, p. 66) apresenta algumas questões a serem consideradas para estabelecer uma gestão inclusiva na sala de aula:
As aulas atendem à diversidade de necessidades, interesses e estilos de aprendizagem dos alunos e alunas.
Os conteúdos e as atividades de aprendizagem são acessíveis a todos os alunos e alunas.
Desenvolve-se um conjunto de atividades que promovam a compreensão, a aceitação e a valorização das diferenças.
Promove-se a participação ativa e responsável dos alunos e alunas ao longo de sua aprendizagem.
As atividades estimulam a aprendizagem cooperativa entre os alunos e alunas.
A disciplina na sala de aula se baseia no respeito mútuo.
O planejamento, o desenvolvimento e a revisão do ensino realizam-se de forma colaborativa.
Os professores incentivam a participação e proporcionam apoio à aprendizagem de todos os alunos e alunas.
Os profissionais de apoio facilitam a aprendizagem e a participação de todos os alunos e alunas.
As tarefas e os deveres de casa contribuem para a aprendizagem de todos os alunos e alunas.
Todos os alunos e alunas participam das atividades fora da sala de aula. A avaliação estimula as conquistas de todos os alunos e alunas.
Educação Inclusiva
Cláudia Lopes da Silva e Liliane Garcez
https://novaescola.org.br/conteudo/15168/a-inclusao-exige-mudanca
https://novaescola.org.br/conteudo/15867/educacao-inclusiva-por-que-devemos-olhar-alem-do-laudo
https://novaescola.org.br/conteudo/15284/inclusao-a-escola-e-melhor-quando-e-para-todos
https://novaescola.org.br/conteudo/15226/como-ser-inclusivo-desde-o-planejamento
https://diversa.org.br/professores-aee-cultura-inclusiva-escolas/
https://novaescola.org.br/conteudo/440/formas-criativas-estimular-mente-deficientes-intelectuais
https://novaescola.org.br/conteudo/1444/cada-um-aprende-de-um-jeito
SILVA, C.L.; GARCEZ, L. Educação Inclusiva. Londrina Editora e distribuidora Educacional S.A., 2019.
OLIVEIRA, A.A.S. Atendimento Educacional Especializado: Nova Proposta? Velhos Problemas... in MENDES, E.G.; CIA, F. Inclusão Escolar e Educação Especial no Brasil: entre o instituido e o instituinte. Marília: ABPEE, 2016, v.1, p. 249 – 264.
Quem são?
São aqueles que demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: Intelectual, Acadêmica, Liderança, Psicomotricidade e Artes.
1.Habilidade intelectual geral: curiosidade intelectual, poder excepcional de observação, habilidades para abstrair, atitude de questionamento e habilidade de pensamento associativo.
2. Aptidão acadêmica ou específica: Envolve atenção, concentração, motivação por disciplinas acadêmicas do seu interesse, capacidade de produção acadêmica, alta pontuação em testes acadêmicos e desempenho excepcional na escola;
3. Liderança: líderes sociais ou acadêmicos de um grupo;
4. Habilidades psicomotoras: proezas atléticas, incluindo também o uso superior de habilidades motoras refinadas, necessárias para determinadas tarefas e habilidades mecânicas;
5.Artes visuais e cênicas: pintura, escultura, desenho, filmagem, dança, canto, teatro e para tocar instrumentos musicais.
Também apresentam elevada criatividade, grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em área de seu interesse.
Dicas para realização das atividades!!!
Para estudante com Altas Habilidades / Superdotação:
Não deixe que a quarentena embote o potencial da criança ou jovem com AH/SD;
Crie rotina diária;
Envolva-os com a área de seu interesse;
Proponha atividades desafiadoras;
Que tal instigá-lo(a) a ampliar e enriquecer seus conhecimentos? Você pode ajudá-lo(a)!
Faça perguntas problematizadoras, para que ele(a) busque as respostas; deixe-o(a) curioso(a), faça até mesmo questionamentos que você não tenha a resposta.
Mostre a ele(a) que existem muitas perguntas sem resposta, e sugira sites nacionais e internacionais para que ele(a) possa pesquisar, tais como de universidades, bibliotecas, museus, institutos (de artes, de música, de danças), laboratórios de qualquer área, clubes de esportes etc.
Para registro:
Atue como escriba (pessoa que vai anotar as respostas apresentadas oralmente pelo estudante);
Atue como ledor (pessoa que vai ler as comandas das atividades para o estudante);
Deixe o estudante fazer seu registro da forma que se sinta mais à vontade, mesmo que não seja a forma convencional;
Faça uso dos recursos de Tecnologia Assistiva: fixe folhas na mesa com fita adesiva, use lápis com engrossadores (manopla de bicicleta, EVA, fita adesiva enrolada etc.), utilize tablet, engrossador de voz, ledor, lupas, dentre outros;
Registre, por meio de vídeo ou fotos, o desenvolvimento da atividade.
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/altashab1.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/altashab2.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/altashab3.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/altashab4.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/superdotacao.pdf
https://novaescola.org.br/conteudo/1360/repletas-de-necessidades
file:///C:/Users/gisele/OneDrive/Documentos/CEFAI%202020/AH/ebook_praticas_de_enriquecimento-curricular_para_alunos_com_altas_habilidades_superdotacao_em_classe_comum%20(1).pdf
@altashabilidadessuperdotacao
@mundodasuperdotacao
@oatila
“A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL”
(ALBERT EINSTEIN)
São consideradas pessoas com deficiência física aquelas que possuem alguma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, causando o comprometimento da função física. Que podem ser: paraplegia, tetraplegia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade, entre outras.
Para que se tenha o bom aproveitamento do material recebido, a criança deve ter toda a sua participação, mostrando as figuras para ela, permitindo que elas respondam de alguma forma, através de apontamentos com as mãos, com o olhar, através da comunicação alternativa ou outro modo que a família já esteja acostumada.
Comunicação Alternativa - é uma área da Tecnologia Assistiva que ajuda indivíduos sem fala, escrita funcional ou com prejuízos em sua comunicação ou capacidade de falar ou escrever. Também conhecida por CAA (Comunicação Ampliada e Alternativa), utiliza cartões e pranchas de comunicação, vocalizador ou outros recursos para auxiliar nas habilidades de compreensão e expressão.
Dentro da Comunicação Alternativa as imagens e figuras podem ser apresentadas através de cartões prescritos por um profissional da saúde como fonoaudiólogo ou terapeuta ocupacional, bem como os professores da sala de recursos que já trabalhavam com as crianças estas imagens.
Essas imagens também podem ser feitas junto com as crianças usando revistas, folhetos de mercado e livros velhos, ou até mesmo fotografias impressas para montarem o próprio portfólio delas. Desde que tenham significado para as crianças.
É importante salientar que é necessário saber como a criança se comunica, a partir desse questionamento se dará as adaptações necessárias para o seu acesso no aprendizado.
Algumas dicas para a eliminação das barreiras nas tarefas escolares que podem ser feitas em casa:
- Lápis com engrossador - Encaixar uma bola de borracha na parte de trás do lápis, ou envolvê-lo com espuma, aumenta a sua circunferência e facilita o uso para quem tem dificuldade motora.
- Alfabeto ampliado - Colar as letras sobre tampas de garrafa, caixas de vídeo ou de fósforo, deixa as peças mais altas e fáceis de visualizar para quem possui baixa visão.
- Livros com marcadores - Colocar clipes ou velcro (desses usados nos pés de móveis) entre as páginas ajuda a manipulação por quem tem dificuldades motoras.
Todas as crianças têm direito a brincar e aquelas que possuem a mobilidade reduzida podem participar de todas brincadeiras e jogos, lembrando que tudo isso faz parte do processo de aprendizagem.
Para o melhor aproveitamento os locais das brincadeiras devem ser acessíveis, livres de quaisquer barreiras físicas. Lembrando que algumas dessas simples atitudes farão a diferença no bem estar dessas crianças e na sua concepção enquanto pessoa que aprende e participa:
• Nunca movimente a cadeira de rodas sem pedir permissão para a pessoa;
• Olho no olho na hora de conversar. Em conversas mais longas com pessoas em cadeira de rodas, procure sentar-se e ficar na mesma altura que a pessoa;
• Quando a pessoa tiver dificuldade em tocar a cadeira, lembre-se de virá-la para que fique de frente para a roda de conversas;
• Se for ajudar uma pessoa em cadeira de rodas a subir ou descer um degrau, a dica é subir de frente e descer com a pessoa de costas, para que esteja sempre com a coluna apoiada no encosto da cadeira;
• Não tenha receio em usar termos como “correr”, “andar”, “ir a pé”, etc. As pessoas com deficiência também usam esses verbos normalmente no seu dia a dia;
• Sempre que não conseguir compreender o que a pessoa falou, pergunte. Algumas deficiências, como paralisia cerebral ou aquelas provocadas por doenças degenerativas (Escleroses, Distrofias, etc.) podem gerar dificuldade na fala. No entanto, não afetam o seu raciocínio e a sua capacidade de entendimento. Se necessário, peça que repita;
• Respeite os recursos que as pessoas utilizam para locomover-se. Não fique apoiado ou pendure bolsas e sacolas em cadeira de rodas. E, no caso de muletas, jamais as retire do lugar sem avisar o seu dono.
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É a perda parcial ou total da audição, causada por má-formação (causa genética), lesão na orelha ou nas estruturas que compõem o aparelho auditivo.
A deficiência auditiva leve/moderada é a incapacidade de ouvir sons com intensidade menor que 50 decibéis e costuma ser compensada com a ajuda de aparelhos e acompanhamento terapêutico. Em graus mais avançados, como na perda auditiva severa (quando a pessoa não consegue ouvir sons abaixo dos 80 decibéis, em média) e profunda (quando não escuta sons emitidos com intensidade menor que 91 decibéis), aparelhos e órteses ajudam parcialmente, mas o aprendizado de LIBRAS, sempre que possível, é recomendado.
Perdas auditivas acima desses níveis são consideradas casos de surdez total. Quanto mais agudo o grau de deficiência auditiva, maior a dificuldade de aquisição da língua oral. É importante lembrar que a perda da audição deve ser diagnosticada por um médico especialista ou por um fonoaudiólogo.
A surdez consiste na perda maior ou menor da percepção normal dos sons.Verifica-se a existência de vários tipos de surdez, de acordo com os diferentes graus de perda da audição. Os níveis de surdez podem ser classificados como: leve, moderado, severo e profundo.
Na PORTARIA Nº 8.764, 2016, são definidas:
- Surdez leve/moderada: consiste na perda bilateral, parcial ou total, de 21 a 70 (setenta) decibéis (dB), aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
- Surdez severa/profunda: consiste na perda auditiva acima de 71 (setenta e um) dB, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
As causas/perdas auditivas podem ser dos seguintes tipos:
Condutiva: ocorre quando há comprometimento da passagem no som pela orelha externa e/ou média, mas a orelha interna está normal.
Neurossensorial: ocorre quando acomete a orelha interna (cóclea) e o nervo.
Mista: ocorre quando há uma “mistura” da perda auditiva condutiva com a neurossensorial.
Lembre-se a deficiência auditiva/Surdez pode ser:
· De grau leve, moderado, severo ou profundo
· Temporária ou permanente
· Pré-lingual ou pós lingual
· Congênita ou adquirida
· Unilateral ou bilateral
A criança surda deve estar - desde bebê - inserida em um contexto sociolinguístico que privilegie o canal visual-gestual como meio de comunicação e nesse sentido, a Língua de Sinais torna-se fundamental para as primeiras trocas de significação com o outro.
• Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000 - Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. (Barreiras de Comunicação-Sensorial)
• A Língua Brasileira de Sinais - Libras, é a língua de sinais reconhecida pela Lei nº 10.436/2002 como meio de comunicação e expressão da comunidade surda do Brasil.
• Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 - Regulamenta a Lei no 10.436/2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.(Disciplina Curricular/Formação Prof./Instrutor Libras/ Tradutor Interprete/Difusão)
• Decreto 52.785 de 10/10/11 que criou as Escolas de Educação Bilíngue para Surdos – EMEBS, regulamentado pela PORTARIA 5707/11
• PORTARIA Nº 8.764, de 23 de dezembro de 2016 - Regulamenta o Decreto nº 57.379, de 13 de outubro de 2016, que “Institui no Sistema Municipal de Ensino a Política Paulistana de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva.”
As EMEBS (Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos) e Escolas Polo Bilíngue destinam-se às crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez, com surdez associada a outras deficiências, limitações, condições ou disfunções e surdocegueira. As unidades oferecem atendimento educacional à população nas seguintes modalidades da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O atendimento é realizado por Professores Bilíngues com base na Pedagogia Visual, que faz uso de materiais visuais, da língua de sinais, da imagem, do letramento ou leitura visual.
As unidades educacionais contam com Instrutores de LIBRAS que atuam como modelo linguístico e Interpretes e Guia-Intérpretes de Libras e Língua Portuguesa, que proporcionam acessibilidade linguística aos alunos. Os estudantes surdos cujos pais optam por matricular seus filhos em escolas comuns são auxiliados por Intérpretes de LIBRAS e atendidos no contra turno nas Salas de Recursos Multifuncionais por Professores de Atendimento Educacional Especializado – PAEE e Instrutores de LIBRAS.
A política de atendimento da Rede Municipal de Ensino (RME) reconhece o direito dos surdos a uma Educação Bilíngue de qualidade, que respeita sua identidade e cultura. Entende a LIBRAS como sua primeira Língua e, portanto, língua de instrução e de comunicação, e a Língua Portuguesa como segunda língua, sendo objeto de ensino da escola na modalidade escrita.
Para se ter uma ideia, a rede municipal de educação paulistana atende 1.277 alunos surdos, dos quais 641 estão matriculados nas EMEBS, 126 nas Unidades Polo e 510 incluídos em classes comuns.
Na nossa região, Freguesia/Brasilândia, temos a EMEBS Prof. Mario Pereira Bicudo.
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/ipiranga/noticias/?p=93277
Considerando os Currículos da Cidade – LIBRAS e Língua Portuguesa para Surdos, ambos têm como princípios:
Concepções estruturantes de Currículos Bilíngues onde “...a proposição de organização bilíngue assume como princípio estabelecer uma base linguística e cognitiva consistente para impulsionar o aprendizado dos conteúdos escolares e o aprendizado de uma segunda língua, tendo como princípio primordial a aquisição o quanto antes da Língua Brasileira de Sinais, pois é a partir dela e do desenvolvimento cognitivo da criança surda, que terá início do aprendizado do conhecimento de mundo e das relações sociais.”
Considerando este contexto de Currículo Bilíngue “... é importante a articulação entre as propostas da Língua Brasileira de Sinais e da Língua Portuguesa, pois ambas caminham de forma harmônica, mas a LIBRAS antecipa os conhecimentos essenciais para que os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento sejam também alcançados em Língua Portuguesa. Defende-se que não é possível a apropriação de um conteúdo em uma segunda língua se os conteúdos não estão sedimentados corretamente na primeira língua”.
Na educação Infantil o objetivo é “... permitir que os bebês e crianças surdas possam ter um ambiente que permita o desenvolvimento das bases precursoras para a aquisição da Língua de Sinais”, e no Ensino Fundamental é “... a permanência da consolidação da competência linguística a ser desenvolvida em conjunto com os objetivos de domínio da consciência metalinguística da LIBRAS.”
Na Educação Infantil temos a base para a alfabetização na Língua Portuguesa, para a criança surda “este aprendizado de leitura e escrita da Língua Portuguesa acontece como uma segunda língua e em outra modalidade, língua visuo-espacial.”
O Registro Escrito dos Surdos bem como sua construção da competência linguística são baseados na modalidade visuo-espacial. “Os sinais evocados, os sentidos percebidos são filtrados por uma imagem visual e não por uma imagem acústica. A Língua de Sinais, processada com essa base, desenvolve-se então com características fonético-fonológicas, morfológicas, semânticas e sintáticas próprias e que não possuem correspondência com a Língua Portuguesa (BARBOSA, NEVES E BARBOSA, 2013).”
É importante ressaltar que o registro dos estudantes surdos pode e deve ser feito na primeira língua, através da gravação de vídeos, como sugerido nas Trilhas – “Dicas para os familiares”.
A Pedagogia Visual é essencial no processo de ensino e aprendizagem para os estudantes surdos, imagens, pequenos objetos, sinais, Língua de Sinais e filmes ilustrativos, como sugerido nas Trilhas - Dicas para os familiares. No Currículo da Cidade – LIBRAS e Currículo da Cidade Língua Portuguesa para Surdos há um ícone para saber mais sobre esta temática.
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da Cidade: Educação Especial: Língua Portuguesa para surdos. São Paulo: SME/COPED, 2019. P. 69 a 74, 92 a 94.
Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/cc-lingua-portuguesa-para-surdos.pdf
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da Cidade: Educação Especial: Língua Brasileira de Sinais. São Paulo: SME/COPED, 2019. P. 69 a 74, 92 a 94.
Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/cc-lingua-brasileira-de-sinais.pdf
Matéria site ESTADÃO – “Projeto de Educação Inclusiva libera acesso gratuito a Materiais Pedagógicos”:
Vídeos com acessibilidade em LIBRAS - sugerido nas Trilhas – “Dicas para os familiares”:
https://tvcultura.com.br/busca/?q=libras
Vídeos sugeridos no “Currículo da Cidade – LIBRAS”:
Blog Editora Arara Azul:
http://librasparabebes.blogspot.com/
Dicas de filmes com legendas em Português e resenhas em LIBRAS (Arara Azul):
http://pipocacomcaramelo2016.blogspot.com/
Atividades e Materiais Pedagógicos:
https://maisdiferencas.org.br/materiais-pedagogicos/
https://maisdiferencas.org.br/materiais/brincando-com-poesias/
https://www.youtube.com/results?sp=mAEB&search_query=cadernos+de+apoio+a+aprenzigem+libras (sugerido nas Trilhas – “Dicas para os familiares”)
https://tec-cia.com.br/tecnologia/4-tecnologias-e-aplicativos-para-surdos/
VLibras
Ele é um uma suíte de ferramentas utilizadas na tradução automática do Português para a Língua Brasileira de Sinais. Nele é possível utilizar essas ferramentas tanto no computador Desktop quanto em smartphones e tablets.
Glide – Vídeo Chat Messenger
Glide é um dos favoritos das pessoas surdas, isso porque este aplicativo de mensagens de vídeo permite que você envie vídeos longos de até 5 minutos de duração com as mãos livres. Ele possui elementos como conversas em grupos, sendo possível fazer upload de vídeos para redes sociais e muito mais.
Aplicativo bancário móvel
Ou chamado de mobile banking, este é um ótimo aplicativo para pessoas surdas que não pode usar o telefone ou não gosta de entrar em um banco e tentar se comunicar através de uma tela. Esses apps móveis são super práticos para verificar saldos e transferir dinheiro de forma simples e rápida, sem necessidade de fazer chamadas ou falar diretamente com alguém. Muitos bancos já oferecem download gratuito em dispositivo iOS e Android.
Aplicações de viagem – Waze e National Rail
Viajar e usar transporte público pode ser bastante complicado para os surdos com deficiência auditiva, isso porque é um pesadelo para capturar atualizações de viagem, ouvir anúncios e tentar encontrar as telas de informações. Pra isso entra o Waze e National Rail, que sãos simples na hora de usar, isso porque eles fornecem todas as informações que você precisa e possa viajar com confiança e segurança, isso absolutamente de qualquer lugar.
HAND TALK
Corpo Sinalizante
https://www.youtube.com/user/corposinalizante
Diário de Fiorella
https://www.youtube.com/channel/UC9g1xELVb53CLrS53UF4kuw/videos
Mãos em Movimento
https://www.youtube.com/channel/UCddK5VUIDoipRnIlp7NDyhg
Slam do Corpo (LIBRAS)
O autismo é caracterizado por um conjunto de sintomas que afetam a interação social, a comunicação e o comportamento.
As rotinas para crianças típicas ou atípicas servem para a antecipação, diminui a ansiedade e permite a efetivação de combinados, orientando-as em tempo e espaço. Dessa forma, realizar uma rotina com as crianças com Transtorno do Espectro do Autismo poderá beneficiá-las para um melhor entendimento e organização de suas tarefas, dentro da rotina diferenciada que se encontra nesse momento.
@neurosaberoficial
@transtornodoespectroautista
@asperger_tea_apergerautismobr
O Menino Só - Andrea Viviana Taubman
A escova de dente azul - Marcos Mion
Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse – Ellen Notbohm
O menino e o sonho – Luciana Bridi
Conversando Sobre Autismo - com Pais e Educadores – Adriana Falcão Duarte
Autismo – O Que Precisamos Saber? - Nora Cavaco
MANEJO COMPORTAMENTAL DE CRIANÇAS COM TEA
AUTISMO - GUIA PRÁTICO
Cegueira
Do ponto de vista educacional, consideramos pessoas cegas aquelas que apresentam desde a ausência total de visão até a perda da projeção de luz.
Baixa Visão
Trata-se de um comprometimento do funcionamento visual, em ambos os olhos, que não pode ser sanado, por exemplo, com o uso de óculos convencionais, lentes de contato ou cirurgias oftalmológicas.
A baixa visão pode ser causada por enfermidades, traumatismos ou disfunções do sistema visual que acarretam diminuição da acuidade visual, dificuldade para enxergar de perto e/ou de longe, campo visual reduzido, alterações na identificação de contraste, na percepção de cores, entre outras alterações visuais.
O que é importante para que melhore o campo visual na aprendizagem?
Para melhorar o desempenho, permita que o aluno aproxime o objeto de sua visão.
Evitar luz direta no olho da criança.
Sentar a criança de costas para a janela.
Reduzir o brilho das superfícies.
Contornar atividades com canetas de cores fortes e traçado espesso.
Usar altos contrastes (preto e branco, azul escuro e amarelo, preto e laranja, preto e amarelo). É indispensável que sempre pergunte à criança o que é melhor.
Posicionar a criança em local que propicie melhor eficiência visual.
Aumentar o tempo de exposição do estímulo.
Diminuir o tempo de algumas atividades que exijam muita atenção e esforço visual.
Na escrita utilizar caderno com pauta ampliado, canetas de ponta grossa, lápis 6B ou 3B. Lembrando que nem todos necessitam destes recursos. Cabe a nós sempre perguntar o que o aluno prefere.
Conversar com ela sobre o que está vendo para que interprete corretamente o que vê e quando necessário ampliar letras e figuras.
Usar porta-texto (na falta de plano inclinado, pode ser qualquer objeto que eleve o livro ou caderno a uma altura confortável para o aluno: caixas, pilha de livros, almofadas, etc).
Para estudantes com Cegueira ou Baixa Visão: além de fazer a leitura habitual, deixe o estudante tocar no livro, descreva o cenário apresentado em cada página (cores, formas, significado de um termo, dentre outros), procure na internet histórias que ele possa ouvir.
Procurar livros, vídeos, filmes e sites com audiodescrição, pode ser imprescindível para pessoas cegas ou com baixa visão para que se tenha conteúdo audiovisuais.
A audiodescrição é um recurso que traduz imagens em palavras, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão consigam compreender conteúdos audiovisuais ou imagens estáticas, como filmes, fotografias, peças de teatro, entre outros.
http://www.bengalalegal.com/audio-e-vídeo
https://lunetas.com.br/13-dicas-para-brincar-com-criancas-com-deficiencia-visual/
http://cegosbrasil.net/downloads/download-do-nvda
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/
http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=12681:portal-de-ajudas-técnicas
https://sites.google.com/a/nce.ufrj.br/prancha-facil/download
https://www.assistiva.com.br/ca.html
Para estudantes que se utilizam da informática, essa forma de comunicação, a transmissão das imagens são importantes aliadas no processo de ensino e aprendizagem.
A lupa do Windows talvez seja o ampliador de tela mais acessível aos usuários, já que o recurso é nativo do Windows desde a versão 98.
O ampliador de tela MAGic possui um sintetizador de voz, o mesmo do leitor de tela JAWS, que lê de forma objetiva o que está na tela. Uma espécie de ajuda auditiva para você não cansar muito os olhos.
Caso não seja possível o uso de computadores ou materiais adaptados, você pode atuar como ledor (pessoa que vai ler as comandas das atividades para o estudante) e como escriba (pessoa que vai anotar as respostas apresentadas oralmente pelo estudante).
Deixe o estudante fazer seu registro da forma que se sinta mais à vontade, mesmo que não seja a forma convencional.
Referência Bibliográfica:
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DALL’ACQUA, Maria Júlia Canazza. Intervenção no ambiente escolar: estimulação visual de uma criança com visão subnormal ou baixa visão. São Paulo: Editora UNESP; 2002.
GIL, Marta (org). Cadernos da TV Escola, Brasília:MEC, n.1, 2000
MEC. Saberes e Práticas de Inclusão / Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais de alunos cegos e de alunos com baixa visão. Brasília /2003.
MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental, Brasília, 1997.
SEESP/MEC. A inclusão do aluno com baixa visão no ensino regular – Orientações aos professores da escola regular. 2006
OCHAITA, Esperanza, ROSA, Alberto. Percepção, ação e conhecimentos em crianças cegas. In: COLL, César, PALACIOS, Jesús, MARCHESI, Álvaro.
Desenvolvimento Psicológico e Educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
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TORRES, Íris, CORN, Anne Lesley. Deficiência visual e escola inclusiva. Quando houver crianças deficientes da visão em sua sala de aula: sugestões para professores. In: Benjamin Constant. Rio de Janeiro: IBCENTRO, ano 4/nº 9/ Junho 1998.