Alinhado com os referenciais europeus, o Plano de Capacitação Digital Docente tem como referencial de formação o documento DigCompEdu - Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores (DigCompEdu, 2018).
O referencial DigCompEdu descreve 6 níveis de proficiência digital, de complexidade crescente, através dos quais a competência digital geralmente se desenvolve, de modo a ajudar os docentes a identificarem o nível de competência em que se encontram.
Nos dois primeiros níveis, Recém-Chegado (A1) e Explorador (A2), os docentes assimilam nova informação e desenvolvem práticas digitais básicas. Nos dois níveis seguintes, Integrador (B1) e Especialista (B2), aplicam, ampliam e estruturam as suas práticas digitais. Nos níveis mais elevados, Líder (C1) e Pioneiro (C2), partilham o seu conhecimento, criticam a prática existente e desenvolvem novas práticas.
O DigCompEdu (pág. 8), sintetiza as competências digitais específicas dos educadores, propondo 22 competências elementares (Figura seguinte), organizadas em 6 áreas (Figura em cima). Destina-se a fornecer um enquadramento de referência geral para os agentes de desenvolvimento de modelos de competência digital, convidando e incentivando a sua modificação e adaptação ao contexto e propósito específicos.
A Área 1 foca-se no uso de tecnologias digitais por parte dos docentes em interações profissionais com colegas, aprendentes, encarregados de educação e outras partes interessadas, para o seu próprio desenvolvimento profissional e para o bem coletivo da instituição. A Área 2 centra-se nas competências necessárias para usar, criar e partilhar recursos digitais para a aprendizagem, de forma eficiente e responsável. A Área 3 é dedicada à gestão e articulação do uso de tecnologias digitais no ensino e aprendizagem. A Área 4 aborda o uso de estratégias digitais para melhorar as práticas de avaliação educativa. A Área 5 apresenta o potencial das tecnologias digitais tendo em vista a inclusão, a diferenciação pedagógica e a participação ativa dos aprendentes. A Área 6 detalha as competências digitais dos aprendentes necessárias para promover a utilização responsável das tecnologias, a colaboração, a criação de conteúdo e a resolução de problemas.
No contexto educativo, a mobilização das 6 áreas supramencionadas ocorre de modo dinâmico, em função das especificidades de cada situação, conforme apresentado na Figura seguinte.