Associação Nacional de História

Seção Amazonas

Manifesto dos Historiadores do Amazonas #democraciasim - 06/10/2018

As eleições se aproximam. Nós, professores e professoras de História, vimos a público manifestar nossa preocupação com o destino da Democracia Brasileira. Esperamos que cada um vote, livremente, de acordo com suas convicções e consciências. No entanto, esta é uma eleição diferente. Estamos diante de um impensável crescimento de uma onda extremista e autoritária que não se envergonha de colocar o próprio processo democrático em xeque. Nestas condições, não há debate; há um jogo feroz de disseminação de notícias falsas. Há ódio sendo despejado nas redes sociais e nas ruas. Não é possível construir um país baseado neste discurso que naturaliza a violência. O contraditório é fundamental em um Estado Democrático de Direito. A vitória do candidato Bolsonaro será uma derrota de todos. Uma derrota da democracia. Perderemos todos! Perderemos o respeito, a tolerância e a possibilidade de conviver com a diferença. O preço é alto demais! Por isso, nos posicionamos: #EleNão #EleNunca #DemocraciaSim

Assinado:

Prof. Dr. Ana Lúcia Vieira(UFAM)

Prof. Dr. Auxiliomar Silva Ugarte (UFAM)

Prof. Dr. Davi Avelino Leal (UFAM)

Prof. Dr. César Augusto Bubolz Queirós (UFAM)

Prof. Dr. Glauber Cícero Ferreira Biazo(UFAM)

Prof. Dr. Hideraldo Costa(UFAM)

Prof. Dr. Keith Valéria Barbosa(UFAM)

Prof. Dr. Luís Balkar Sá Peixoto Pinheiro(UFAM)

Prof. Dr. Maíra Chinellatto Alves(UFAM)

Prof.Dr. Márcia Eliane Alves de Souza Mello(UFAM)

Prof. Dr. Maria Luíza Ugarte Pinheiro(UFAM)

Profa Dr. Patrícia Maria Melo (UFAM)

Prof. Dr. Patrícia Rodrigues da Silva(UFAM)

Robert Callixto(UFAM)

Prof. Dr. Joana Campos Clímaco (UFAM)

Prof. Dr. Almir Diniz de Carvalho Júnior (UFAM)

Prof. Dr. James Roberto Silva

NOTA DE REPÚDIO À CENSURA E AO REVISIONISMO.

A ANPUH – Associação Nacional de História – manifesta o seu repúdio às recentes e infelizes declarações de um general da reserva do Exército brasileiro, proferidas em uma entrevista pública. Na ocasião, o senhor, integrante de uma das mais importantes instituições do país, sugeriu o estabelecimento do controle da pesquisa e do ensino do Brasil.

Em face à crescente militância de extrema-direita, organizada para constituir uma proposta para o ensino, conhecida pelo nome de “Escola sem partido”, é por demais preocupante a manifestação de um general que - na contracorrente do que sabemos hoje sobre regimes autoritários e a falácia da “ameaça comunista” -, vem a público para alimentar um medo descabido e sem sentido, numa suposta doutrinação esquerdista nas escolas.

Ao alastrar uma visão acerca dos livros didáticos e se colocar na posição de um avaliador do conhecimento presente naquelas obras, o general manifesta seu anseio de imprimir uma visão sobre o passado para impor uma versão adocicada do golpe de 1964 e da ditadura em que outrora vivemos em tempos sombrios.

Foi, também, lamentável a declaração, do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Dias Toffoli, em palestra no dia 01 de outubro, na Faculdade de Direito da USP, onde afirmou não entender como “golpe”, mas como movimento, o que levou os militares ao poder em 1964. Este tipo de afirmação desqualifica toda documentação produzida pelo golpe, além do trabalho de historiadores e historiadoras, mostrando a tortura, o desaparecimento e a morte de inúmeras pessoas.

A ANPUH, em nome de todos os seus associados, reitera que não abriremos mão do primado da evidência e somaremos esforços para que o entendimento sobre o nosso passado seja compartilhado pelos cidadãos deste país. Longe de nos calar em face de declarações como estas, a associação está e estará sempre atuando para que a História, enquanto conhecimento produzido nas Universidades e Instituições de ensino, seja respeitada e não se perca nas poeiras do tempo. A intolerância não será jamais nossa companheira.

Em suma, como historiadores e professores de História temos o dever cidadão de impedir o espalhamento da ignorância sobre o passado da Nação. Temos o dever de lutar contra toda forma de censura ao conhecimento.

(Esta nota foi criada pelos/as presidentes das inúmeras secções Estaduais da ANPUH- Brasil.)

Incêndio no Museu Nacional - RJ

Um incêndio de enormes proporções está destruindo 200 anos de história do Brasil e do mundo. O Museu Nacional está em chamas. Esta é uma perda irreparável. Quando um país desqualifica sua cultura, seu conhecimento, sua ciência. Quando se congela recursos para a ciência e a educação. Quando se despreza o passado, se compromete o futuro. A falta de recursos para a segurança, para as reformas necessárias, já vinha sendo denunciado há muito tempo. Esta irresponsabilidade tem nome e endereço.

A ANPUH-Brasil manifesta seu repúdio ao desprezo com que foi tratado o Museu Nacional nos últimos anos e responsabiliza todos os que deveriam ter preservado esta riqueza que agora está definitivamente perdida.

. Manifesto da presidente Nacional da ANPUH, Profa. Dra. Joana Pedro, publicado durante o incêncio.

IV Encontro Estadual de História

"Ensino de História no Amazonas, democracia e desigualdades"

22 a 24 de Agosto de 2018

Universidade Federal do Amazonas - Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais

A Associação Nacional de História – Seção Amazonas (ANPUH-AM) tem a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores para o IV Encontro Estadual de História, nos dias 22 a 24 de agosto de 2018 nas dependências da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) na cidade de Manaus, Amazonas. A ANPUH-AM é uma das 27 sessões estaduais que compõem a Associação Nacional de História, órgão máximo dos profissionais de História no Brasil. O IV Encontro Estadual de História tem como tema “Ensino de História no Amazonas: democracia e desigualdades”. O encontro, realizado pela ANPUH-AM, insere-se no quadro maior de atividades científicas nas quais os historiadores do país atualizam o debate sobre as questões centrais da sociedade brasileira, do presente e do passado. E reunirá diversos profissionais e estudantes de História para discutir aspectos como condições de trabalho do historiador/professor no ensino e na pesquisa, o teor dos conteúdos da disciplina de História e a valorização do conhecimento histórico e as possibilidades de intervenção do historiador nas questões sociais contemporâneas.

Histórico

Desde o seu surgimento, em 1961, a Associação Nacional de História (ANPUH) vem atuando no ambiente profissional da graduação e da pós-graduação em História. Ao longo dos anos a Associação foi ampliando a sua base de associados, passando a incluir professores dos ensinos fundamental e médio e, mais recentemente, também profissionais atuantes nos arquivos públicos e privados e em instituições de patrimônio e memória espalhadas por todo o país. O quadro atual de associados da ANPUH reflete a diversidade de espaços de trabalho hoje ocupados pelos historiadores em nossa sociedade.

Perseguindo os mesmos propósitos da entidade nacional, seções regionais foram se constituindo, inclusive no Amazonas. Com a criação do curso de História da UFAM, em 1981, professores e pesquisadores buscaram meios de institucionalizar aqui um Núcleo Regional, o que, por razões diversas, só veio a se concretizar de maneira mais palpável e contínua a partir de 1995, quando passou a funcionar uma Seção Amazonense da Associação Nacional de História (ANPUH-AM).

Desde então, a ANPUH-AM vem exercendo suas atividades respaldada formalmente pela ANPUH-Brasil, trabalhando pela agregação dos diversos profissionais de História atuantes no estado, na pesquisa e no ensino, estimulando a participação nos fóruns nacionais, etc. Como resultado desse amadurecimento, em 2010, uma Assembleia Geral foi convocada com a finalidade de regularizar a nossa entidade. Agora, em 2017, depois de expressivo aumento do quadro de associados, de quatro gestões eleitas com participação crescente dos sócios, de 3 Encontros Estaduais exitosos e depois de vencidas muitas barreiras, anunciamos o registro definitivo da ANPUH-AM, junto com a disposição renovada de combater pelas questões que tocam a História e a profissão de historiador, além, claro, de trabalhar pela concretização do IV Encontro Estadual de História da ANPUH-AM em 2018.

Proposta da atual Diretoria

O aumento da produção do conhecimento histórico no estado do Amazonas expressa de um quadro de afirmação das instituições de ensino superior e dos espaços de profissionalização do historiador. Faz parte desse contexto, tanto em âmbito local como nacional, o alargamento das discussões em torno do papel social e político do historiador e dos debates acerca dos conteúdos e diretrizes que compõem a disciplina de História. Harmonizando-se com esse espírito, a atual Diretoria da ANPUH-AM defende que a entidade consolide-se como um organismo promotor de encontros e trocas entre os profissionais de história atuantes no Amazonas. Isto deve se traduzir como um espaço propício à circulação de ideias e contatos profissionais, ao incremento da pesquisa historiográfica e difusão da prática e da reflexão históricas pelas diversas partes do estado, guardando sintonia com os debates nacional e internacional, mas sem descurar das preocupações locais.



Diretoria 2016-2018

Presidente: Keith Valéria Barbosa (UFAM)Vice-Presidência: Júlio Cláudio da Silva (UEA) Primeiro Secretário: Rachel Meyrelles Lima (Univ. Nilton Lins)Segundo Secretário: Adriana Angelita da Conceição (UFAM/UFSC)Primeiro Tesoureiro: James Roberto Silva (UFAM)Segundo Tesoureiro: Ana Lúcia Vieira (UFAM)

Conselho Fiscal

Presidente: Juarez Clementino da Silva JuniorSecretário: Hideraldo Lima da Costa (UFAM) Relator: Rafael Ale Rocha (UEA)

Antigas Diretorias da ANPUH-AM

DIRETORIA 2002-2004

Presidente: Patrícia Maria Melo SampaioVice-Presidente: Aloysio Nogueira de MeloPrimeiro Secretário: Maria Luiza Ugarte PinheiroSegundo Secretário: Simei Maria de Souza TorresPrimeiro Tesoureiro: Francisco Jorge dos SantosSegundo Tesoureiro: Raimundo Saúde Vega Diniz

Conselho Consultivo

Presidente: Luís Balkar Sá Peixoto PinheiroSecretário: Hideraldo Lima da CostaRelator: Auxiliomar Silva Ugarte.

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DIRETORIA 2010-2012

Presidente: Hideraldo Lima da CostaVice-Presidente: Tarcisio Serpa NormandoPrimeiro Secretário: Patricia Maria Melo SampaioSegundo Secretário: Cybele Moraes CostaPrimeiro Tesoureiro: James Roberto Silva Segundo Tesoureiro: Tenner Inauhiny de Abreu

Conselho Consultivo

Presidente: Aloysio Nogueira de MeloSecretário: Francisco Jorge dos SantosRelator: Davi Avelino Leal


DIRETORIA 2012-2014

Presidente Hideraldo Lima da CostaVice-Presidente: Tarcísio Serpa NormandoPrimeiro Secretário: Patrícia Maria Melo SampaioSegundo Secretário: Cybele Morais da CostaPrimeiro Tesoureiro: James Roberto SilvaSegundo Tesoureiro: Júlio Santos da Silva

Conselho Fiscal

Presidente: Aloysio Nogueira de MeloSecretário: Francisco Jorge dos SantosRelator: Davi Avelino Leal

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DIRETORIA 2014-2016

Presidente: Tarcísio Serpa NormandoVice-Presidente: Hélio da Costa Dantas Primeiro Secretário: Ana Lúcia Vieira Segundo Secretário: Francisca Deusa Sena da Costa Primeiro Tesoureiro: João Rozendo Tavares Neto Segundo Tesoureiro: Cristiane da Silveira