4 de outubro, às 8h30
Flávia Falleiros
Professora do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários da Unesp/Ibilce
Conversa sobre escrita poética
Resumo: Os livros, como as plantas, têm suas raízes, e estas raízes são... outros livros. Assim, não existe escritor que não seja leitor. Escrever – seja em prosa ou verso – não é um impulso inteiramente autônomo, pois ele é comandado pela memória de leitura individual de quem escreve. Ora, se é verdade que, na prática, a "criação" literária contém sempre uma retomada de modelos anteriores, em que consiste propriamente o trabalho de “criação”? Nesta conversa informal, proponho o exame de algumas representações do ato criador, especialmente no caso da escrita de poesia.
Susanna Busato
Professora do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários da Unesp/Ibilce
Das molduras do corpo: palavra, voz e poesia
Resumo: Esta apresentação deseja refazer o caminho do processo de criação poética, com base na produção dos livros autorais Corpos em Cena, de 2013 e de Moldura de Lagartas, de 2020. Nesse caminho, as noções de corpo e escritura entrelaçam-se e criam na metáfora da lagarta o processo de metamorfose a que se lança a palavra e o sentido no gesto de criação. A performance poética revela-se no plano de expressão dos versos, no qual o corpo/palavra encena a própria morte/devoração como resistência ao casulo do corpo.
4/10, às 8h30 | Link: https://www.youtube.com/watch?v=4P-CPhSpJU4
5 de outubro, às 10h30
Pablo Simpson
Professor do Departamento de Letras Modernas da Unesp/Ibilce
A caminhonete e a modernidade
Resumo: Esta apresentação tem como fio condutor a imagem da caminhonete do livro "O Tio da caminhonete" (Editacuja 2021), de minha autoria, para pensar alguns temas frequentes à poesia moderna, como a máquina, o deslocamento, o barulho e a velocidade, e alguns de seus procedimentos, como a colagem e o pastiche.
Wilson Alves-Bezerra
Professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar)
O pau das araras e outras instituições nacionais
Ideia-chave: Tratarei do work in progress O Pau das Araras (Iluminuras, 2022) e propostas de releitura do cânone literário brasileiro.
5/10, às 10h30 | Link: https://www.youtube.com/watch?v=yRwOmOqdHVE
7 de outubro, às 10h
Maria Cecilia Marks
(FFLCH/USP)
Guimarães Rosa: Modeterno
Resumo: Estaremos falando do cânone, mas de um autor canônico que quebrou paradigmas e ainda hoje desafia leitores e estudiosos. Indispensável afirmar que, por mais singular que seja o estilo rosiano, também ele é fruto dos movimentos que o antecederam e que tornaram possível uma forma de expressão linguística tão inovadora.
Márcia V. M. de Aguiar
(EFLCH – UNIFESP)
Feiticeiro da palavra: física e metafísica na escrita de João Guimarães Rosa
Resumo: Já no lançamento de Sagarana, em 1946, os primeiros críticos da obra roseana apontaram a origem popular – e particularmente sertaneja – de sua linguagem e os inúmeros elementos regionais que povoam sua prosa, indicando, porém, ao mesmo tempo, o seu caráter universal. Examinar o modo como se constitui, na escrita roseana, essa união de física e de metafísica, será o objeto de nossa fala.
7/10, às 10h | Link: https://www.youtube.com/watch?v=K0Lo2lhnQgw