USP: A EXCELÊNCIA É PARA TODOS. A VALORIZAÇÃO TAMBÉM DEVE SER!
Basta de dois pesos e duas medidas.
Somos todos trabalhadores da USP.
Enquanto a universidade se orgulha de seus rankings e reconhecimento internacional, nos bastidores a realidade é outra: desigualdade, invisibilidade e desvalorização.
Por que o trabalho de quem mantém a engrenagem funcionando vale menos do que o de quem está na sala de aula?
Onde está a isonomia que tanto se prega?
Trabalho igual exige respeito igual.
Dignidade não pode ser seletiva.
A desigualdade que ninguém vê
Docentes contam com progressão estruturada, clara e contínua.
Funcionários enfrentam processos esporádicos, com poucos recursos e avaliações subjetivas, que raramente reconhecem o esforço real.
Docentes não precisam compensar horas em pontes e recessos.
Funcionários pagam cada minuto — e ainda sofrem descontos no vale-refeição.
Para docentes, surgem verbas para gratificações e evolução na carreira.
Para funcionários, a resposta é sempre a mesma: “crise” e “limite orçamentário”.
Esforço que não se traduz em reconhecimento ou crescimento.
USP sem invisíveis
A Universidade de São Paulo é reconhecida pela excelência acadêmica e pelos resultados que impactam o país e o mundo.
Mas essa excelência não se sustenta apenas em salas de aula e pesquisas.
Ela depende, todos os dias, do trabalho de milhares de funcionários técnico-administrativos que mantêm a universidade funcionando.
E é justamente aí que está o problema.
Não é sobre divisão. É sobre justiça.
Não se trata de desmerecer nenhuma categoria.
Trata-se de reconhecer que não existe excelência sem equidade.
Uma universidade que lidera em rankings precisa também liderar em justiça interna.