Anatomizar: Oficina de Dissecação do corpo Humano
Coordenação: Profa. Dra. Roberta Cavalcanti.
Coorientadores: Profa. Dra. Elizangela e Hudson Fonseca.
A dissecação humana traz, além de experiências, dúvidas, que nos mostram que, para saná-las, precisamos de ainda mais dedicação. O cuidado com cada corpo nos traz a responsabilidade de chegar ao melhor resultado possível, valorizando cada particularidade, afinal, não existe nenhum corpo igual a outro! A dissecação nos torna mais empáticos com o que está a nossa frente. Dissecar proporciona ensinamentos claros, pois confirma a realidade das estruturas e nos mostra que sempre existe algo que pode ser feito e que pode ser explorado para valorizar o seu melhor.
Acervo digital do Laboratório de Anatomia Humana da UFMS
Coordenação: Profa. Dra. Roberta Cavalcanti.
A divulgação das ações do laboratório de anatomia, do Museu de Anatomia e do Programa de doação de corpos da UFMS estão de acordo com a proposta de uma relação entre a universidade e os outros setores da sociedade. Esta relação promove interação dialógica em busca de melhoria da qualidade de vida, ações de mão dupla, troca de saberes e a superação da hegemonia acadêmica. Outros aspectos atingidos são a interdisciplinaridade, possibilitando trocas entre distintas áreas do conhecimento e a multidisciplinaridade. A indissociabilidade entre a teoria e a prática. A formação integral do estudante, estimulando sua formação como um cidadão crítico e responsável, capaz de estabelecer um diálogo construtivo e transformador com a comunidade.
Museu de Anatomia: preservando nosso patrimônio científico-cultural
Coordenação: Profa. Dra. Roberta Cavalcanti.
A Região Centro-oeste é rica em cultura, mas pobre em centros de preservação. A UFMS tem uma história científica importante a ser preservada. Os Cursos de Farmácia e Odontologia iniciaram o que hoje é a UFMS. O Museu de Anatomia da UFMS, iniciado em 2008 reconhece a oportunidade de ampliar seu potencial como Museu de Ciência e também de preservação do patrimônio ligado sua história e à da Ciência no Estado do Mato Grosso do Sul. Esse Projeto prevê a ampliação de sua visitação o que se traduzirá em democratização do conhecimento. E essa ampliação objetiva a inclusão dos estudantes do ensino público e privado dos níveis fundamental e médio, buscando elevar o interesse participativo desses alunos com relação conhecimento.
Programa de Doação de Corpos da UFMS
Coordenação: Profa. Dra. Roberta Cavalcanti.
O ensino de anatomia já passou por diferentes momentos críticos. Em muitos países, inclusive o Brasil, a carga horária destinada à disciplina foi diminuída, com consequências comprovadamente deletérias na formação do profissional da área de saúde, contribuindo para as causas de erros na prática dos profissionais da saúde (I Encontro Internacional de Ensino em Anatomia, 2010). Em outros países, a coincidência com a crise de determinada pela diminuição de oferta de cadáveres para o ensino e o aumento do número de alunos e cursos, a utilização de modelos anatômicos sintéticos e programas virtuais foram introduzidos. Passou a ser observado que esses recursos não devem ser utilizados como substitutos do cadáver, uma vez que só esse recurso é capaz de apresentar a fidelidade estrutural, a natureza tridimensional e o apelo pela humanização implícito. Essas observações e esses fatos criaram uma monumental necessidade de aporte de cadáveres para a finalidade de Ensino e Pesquisa, em Anatomia Humana. As campanhas de doação de corpos foram propostas e implementadas com sucesso, nos diferentes países. No Brasil, historicamente os cadáveres usados no Ensino e na Pesquisa eram quase exclusivamente os não reclamados, amparados pela Lei 8.501 de novembro de 1992, e, em raras ocasiões, corpos doados. As doações eram/são raras por não haver uma consciência da necessidade e importância e ainda pelo desconhecimento das vias para efetivar uma doação. Embora essa prática seja prevista pelo artigo 14 adicionado ao Código Civil, em 2002: “É válido com objetivo científico e altruístico a disposição do próprio corpo, no todo ou em parte, depois da morte” (artigo 14 da Lei 10.406). No entanto, não foi definido qual desejo prevalece depois da morte, se do doador ou da família. Para essa finalidade, a legislação relacionada à doação de órgãos tem sido aplicada (Art. 4 da Lei n. 9.434/1997, em anexo): “A retirada de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica dependerá da autorização do cônjuge ou parente maiores de idade, obedecida a linha sucessória reta ou colateral até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes e verificação da morte”. Assim disposto, o corpo pode ser doado pela família, mesmo não tendo sido essa vontade expressa pelo doado, em vida. E, se expressa, em vida e com testemunhas, não se sobrepõe sobre a decisão da família, após a morte. Nos últimos anos houve uma redução expressiva do número de cadáveres não reclamado às Instituições de Ensino aptas a recebe-los, em todo o país. Na UFMS não foi diferente, não houve entrada de nenhum cadáver, nos últimos 18 anos, exceto os 2 corpos recebidos pelo Programa de doação de Corpos da UFMS em 2019 e 2020, o que demonstra a importância deste programa.