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HEPATOESPECÍFICO (HCC, LESÕES FOCAIS)
Scout / FOV: diafragma até cristas ilíacas
Pode se realizar abdome total na fase venosa portal
Contraste: trigger (aorta no hiato diafragmático ou em L1 - 150 UH)
volume: 100-120 ml não iônico - taxa 3-5 ml/s
fases:
arterial tardia: 15-30 segundos após bolus trigger (35-45 s pós injeção)
ideal: opacificação de ramos portais sem enchimento das veias hepáticas
venosa portal: 60-75 s pós injeção
tardia: 2-5 minutos
ENTEROTOMOGRAFIA
Jejum de 6-8 horas.
Tomar 900-1200 ml de água em 20 minutos, depois mais 400 ml aos 30 min de preparo.
Precisa começar o exame com 45-60 minutos após o início do preparo.
Realizar somente fase portal (50-70 seg) no caso de doença de inflamatória. Se houver história de sangramento incluir fase arterial.
Opção de contraste neutro:
polietilenoglicol (PEG) - Muvinlax® (sachê de 14 g): diluir 6 sachês em 1500 ml de água
Manitol: 2,5-3%
TC GASTROSCOPIA VIRTUAL / VOLUMETRIA GÁSTRICA
Jejum de 8 horas
Contraste oral negativo com grânulos efervescentes (Sal de Fruta): 2 envelopes (5g) + 100 ml de água
administração imediatamente antes de deitar na maca
Considerar uso de antiespasmódico 10 min antes do exame se pesquisa de neoplasia
Pré e pos contraste: arterial + venoso + equilibrio
ATM
120 Kv
100 mA
Corte e gap: 1 a 0,5 mm
Pitch 1:1
Angulo gantry 0°
Boca fechada
Sem contraste
FOV 20 cm (pode ser ajustado para cada paciente) - incluir no campo de estudo a sela, conduto auditivo externo, borda inferior da órbita e de preferência até o ponta do queixo
ESCORE CÁLCIO
PROTOCOLO:
3 mm / 0 mm (espessura / Gap)
FOV limitado à área cardíaca, adquiridos
sincronização prospectiva com o ECG (meio/fim da diástole),
sem contraste intravenoso.
menor que 1,5 mSv
Método:
Calcificação >= 130 (UH) e área ≥ 3 pixels adjacentes (pelo menos 1 mm2)
Agatston: área * fator
EC= zero, nenhum outro exame estaria indicado; se EC 1-400, o consenso recomenda a angiotomografia computadorizada coronariana; e se EC > 400, a angiografia coronariana estaria indicada
Baixa densidade de cálcio se associa com maior risco cardiovascular
Risco inferior a 85% para evento CV se CAC=0 (caso de assintomáticos)
Indicação atual: risco intermediário + assintomático
Follow up
não melhorar decisão terapêutica pois existe progressão
Aumento ≥ 15%/ano no volume de cálcio coronariano = aumento de 17 vezes no risco de evento CV.
Atualmente, o método mais aceito é o proposto por Hokanson et al., que sugere um modelo matemático de regressão, com transformação da raiz quadrada do volume de cálcio coronariano, considerando progressão significativa um aumento ≥ 2,5 mm3(34).
Estatina pode aumentar EC por promover microcalcificacao nas placas
Cálculo do percentil - MESA
http://www. mesa-nhlbi.org/Calcium/input.aspx inserindo-se o EC do paciente (conforme método do escore de Agatston), idade, sexo e etnia.
Excluir: pacientes com doença cardiovascular conhecida (IAM, angina, AVC, FA, uso de nitroglicerina, pacientes já submetidos a angioplastia, revascularização miocárdica, dispositivo de estimulação cardíaca ou qualquer cirurgia cardíaca ou arterial) e com DM em tratamento.
PROTOCOLO ANGIOTOMOGRAFIA DE CORONÁRIAS
ESCORE DE CÁLCIO
-Nos pacientes com pedidos exclusivos de escore de cálcio não há necessidade de ajuste da frequência cardíaca.
Deve ser realizado o treinamento de apneia como na angioCT de coronárias. A determinação do EC coronariano se baseia em uma aquisição não contrastada de uma série de cortes axiais com 3 mm de espessura cobrindo toda a extensão do coração. As imagens são adquiridas de forma prospecHva sincronizada ao sinal do eletrocardiograma. Usar voltagem de tubo de 120 kV.
Exceção: em pacientes revascularizados ou com stents coronarianos NÃO realizar escore de cálcio.
ANGIOTOMOGRAFIA DE CORONÁRIAS
FREQUÊNCIA CARDÍACA (FC):
Não há necessidade de controle da FC se < 65 bpm.
Caso frequência cardíaca > 65 bpm, fazer uso das medicações para controle de frequência cardíaca abaixo:
Medicações para controle da frequência cardíaca:
* Contra-indicações aos betabloqueadores (atenolol e metoprolol): Inicialmente checar todas as contraindicações abaixo.
- Pressão sistólica < 100;
- Alergia à medicação;
- Estenose valvar aórHca importante;
- Asma ou DPOC descompensados, ou em uso de B2 agonistas;
- Broncoespasmo; insuficiência cardíaca descompensada;
- Bloqueios átrio-ventriculares (BAV) de segundo e terceiro graus (checar com médico responsável pelo exame).
- Após checar contraindicações, realizar 50 min antes do exame:
Se FC entre 65-75 bpm: Atenolol 50 mg ou tartarato de metoprolol 50 mg (Seloken) via oral.
Se FC > 75 bpm: Atenolol 100 mg ou tartarato de metoprolol 100 mg (Seloken), via oral. - Se paciente com contraindicação aos betabloqueadores, realizar 50 min antes do exame:
Se FC entre 65-75 bpm: Ivabradina 7,5 mg, via oral.
Se FC > 75 bpm: Ivabradina 15 mg, via oral.
- Com o paciente em sala e posicionado, eletrocardiográfico: reavaliar a FC no traçado
Se FC > 65 bpm administrar Tartarato de Metoprolol (Seloken): 5 mg (1 ampola) EV. Repetir até FC < 65 bpm.
Dose máxima de 5 ampolas (intervalo de 2 a 4 minutos entre as doses).
Obs: é comum que na reavaliação da FC em sala, ocorra aumento da FC avaliada previamente (por ansiedade do paciente ou efeito do isordil). Neste caso realizar o Metoprolol mesmo que FC controlada anteriormente.
MEDICAÇÕES VASODILATADORAS
Essenciais para a visualização adequada das coronárias, possibilitando o diagnóstico acurado.
- Dinitrato de isossorbida (Isordil) 5 mg (1 comprimido), via sublingual lingual, 3 minutos antes do início do exame contrastado (quando o paciente deitar no aparelho).
* Contra-indicações:
_ Hipotensão (PA Sistólica <100mmHg ou diastólica <60mmHg);
_ Estenose valvar aórtica importante;
_ Alergia à medicação;
_ Hipertensão intracraniana;
_ Cardiomiopatia hipertrófica com angina (angina de outras causas e cardiomiopatia hipertrófica sem angina não são contra-indicações);
_ Uso de inibidores da fosfodiesterase nas 24 horas que antecedem o exame: Sildenafil (Viagra, Revatio), Tadalafil (Cialis) e Vardenafil (Levitra).
MÉTODO DE AQUISIÇÃO:
- Inicia com uma imagem scout do tórax. Da carina até abaixo do diafragma.
- Para a maioria dos pacientes, a voltagem máxima do tubo deve ser 100 kV. Em pacientes obesos, uHlizar 120 kV. (IMC>30)
- Puncionar acesso periférico com jelco 18 G (se não for possível, puncionar com 20 G).
- Contraste iodado 350 mg/ml ou 370 mg/ml (Optray e Ultravist):
- Na aquisição, injetar 80 ml de contraste a 5 ml/s (bomba injetora), seguido de 50 ml de soro fisiológico. Se paciente obeso fazer 100 ml. Programar disparo do contraste com método do Bolus Tracking (exemplo abaixo).
Configurações do bolus tracking: disparo com 180 HU na aorta descendente. Delay de 5 segundos (DEPENDE DA MÁQUINA, NÃO PRECISA ALTERAR CASO O PROTOCOLO JÁ ESTEJA FUNCIONANDO E TESTADO, MESMO QUE COM VALORES DIFERENTES).
- Nos pacientes não revascularizados a varredura deve se iniciar ao nível da carina e se estender até imediatamente abaixo do diafragma:
- Em pacientes revascularizados a varredura deve se iniciar cérvico-torácica, incluindo-se a origem das artérias mamárias internas:
RECONSTRUÇÃO:
- Realizar sempre duas reconstruções, uma entre 60 e 70% (Best Diástole) e outra entre 25 e 40% (Best Sístole), com espessura de 0,75mm (ou a menor possível pelo equipamento) e espaçamento de 0,4mm.
- Realizar também as reconstruções: 30%, 40%, 70%, 80%.
INSTRUÇÕES AOS PACIENTES:
- Informar ao paciente que terá que permanecer totalmente imóvel e segurar a respiração durante aproximadamente 10 a 20 segundos ao seu comando e que o exame será comprometido se as instruções não forem seguidas. Verificar se o paciente entendeu as instruções e realizar treinamento de apneia (até que seja realizada com sucesso). O comando dado ao paciente no treinamento e no momento da aquisição deve ser: "respire e segure" ou “respire e prenda o ar” (não incentivar encher o peito de ar pois desta forma a apneia prolongada será mais difícil).
- Informar ao paciente sobre as possíveis sensações durante a injeção do contraste e novamente lembrar que não deve se mover. O auxiliar de enfermagem deverá estar na sala de exame durante a injeção do meio de contraste.
- É muito importante que a frequência cardíaca esteja baixa durante o exame. Tomar bastante cuidado para manter o paciente calmo e relaxado durante o estudo. Este detalhe é muito mais importante nos exames de coração do que nos demais exames tomográficos.
- Os pacientes devem ser mantidos em observação por pelo menos 10 minutos após o fim do exame, para avaliação de efeitos adversos das medicações utilizadas (tontura, lipotíma, náusea). Após o período de observação liberar o paciente sempre na presença de acompanhante.
TÓRAX
TEP : injeção 5ml /s - 18 G - 1 ml/kg - ROI na VCS - apneia sem Valsalva - cortes caudocranial
Aorta torácica: ROI na aorta descendente. A varredura dos cortes deve ser realizada em sincronização ao ECG, que mitigará os efeitos do movimento cardíaco
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ABDOME VENOSO
Tempo: Smart prep na VCI distal (abaixo das artéria renais) ou fase venosa 150 seg
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MMSS ARTERIAL E VENOSA
POSIÇÃO
EXTREMIDADE DE INTERESSE ACIMA DA CABEÇA, MÃO VENTRAL E DEDOS ESTENDIDOS
CAMPO
CARINA ATÉ PONTA DOS DEDOS
TEMPO
BOLUS TRACKIN, TRIGGER NO ARCO AÓRTICO OU MANUAL IMEDIATAMENTE APÓS OPACIFICAÇÃO DA ARTÉRIA BRAQUIAL NO TERÇO MÉDIO DO BRAÇO
QUANTIDADE E TAXA
CONTRASTE 100-125 ML - 5 CC/S + SOLUCAO SALINA 40 ML - 4CC/S
ESPESSURA CORTE
1MM COM 0,7 MM INTERVALO DE RECONSTRUÇÃO
PITCH
VARIÁVEL
OBS: FASE TARDIA (ESTUDO POUCO ACIMA DO COTOVELO ATÉ PONTA DOS DEDOS)
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MMSS ARTERIAL E VENOSA (Sd Desfiladeiro)
Posição: supino
Aquisição com manobra de estresse: membro sintomático acima da cabeça com rotação externa e palma pra cima. Vire a cabeça para o lado contrário com elevação do queixo. Membro contrário para baixo.
Aquisição neutra: membro sintomático para baixo e membro oposto acima da cabeça
Scan Range: arco aórtico até a região média entre o ombro e cotovelo do membro sintomático
Contraste
Acesso: 18 ou 20G no membro NÃO SINTOMÁTICO
Dose: 140 ml (2x 70 ml - <100 kg) ou 160 ml (2x80ml - >100 kg)
Flush: 50 ml salina
Taxa 4ml/seg
4 aquisições (arterial e venoso em estresse e neutro) - verificar na história se necessário os tempos de arterial e venoso
Fase arterial (estresse): trigger arco aórtico (100 UH) - corte de 0,6-0,75 mm
Fase venosa (estresse): delay 70 seg - corte 0,6-0,75 mm
Fase arterial (neutro com inversão dos membros): trigger arco aórtico (100 UH) - corte de 0,6-0,75 mm
Fase venosa (neutro com inversão dos membros): delay 70 seg - corte 0,6-0,75 mm
Reformatações
arterial stress
Axial (thin) 0.6-0.75 mm soft tissue kernel (autoroute to TeraRecon)
Axial (not thin) 2-2.5 mm soft tissue kernel (autoroute to TeraRecon)
Coronal 2 x 2 mm soft tissue kernel
Sagittal 2 x 2 mm soft tissue kernel Coronal MIP 5 x 2 mm soft tissue kernel
Venoso stress
Axial 0.6-0.75 mm soft tissue kernel
Arterial neutra
Axial (thin) 0.6-0.75 mm soft tissue kernel (autoroute to TeraRecon)
Axial (not thin) 2-2.5 mm soft tissue kernel (autoroute to TeraRecon)
Coronal 2 x 2 mm soft tissue kernel
Sagittal 2 x 2 mm soft tissue kernel
Venoso neutra
Axial 0.6-0.75 mm soft tissue kernel
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MMII
VENOSA INDIRETA
Acesso periférico no membro superior.
Tempo de aquisição usual: 120 - 150 seg pós injeção (fase venosa tardia). Se necessário, repetir com 180- 210 seg
Se for feito na bomba utilizar tx de injeção de 3-4ml/s
VENOSA DIRETA
Uso de meia de compressão até a coxa no membro afetado.
Agulha calibre 21 em qualquer veia do pé.
Injeção de 100 mL de contraste iodado a 3 mL/segundo com um flash de solução salina de 30 mL
Varredura do meio da panturrilha até o diafragma
Aquisição começa no fim da infusão