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EED DE ADULTOS
1) Iniciar exame em pé - copo na mão esq. com cerca de 150 ml de contraste baritado
2) Dar um gole de bário e acompañhar o contraste desde o hipo-faringe até o estômago
3) Novo gole de bário e documentar 1/2 sup e 1/2 inf em obl. esq. (filme 24x30) e direita
4) Fazer uma ou duas imagens da transição esôfago-gástrica.
5) Tomar todo o contraste
6) Documentar estomago cheio de frente ou em ligeira obl. esq. quanto a fer opacificado bulbo e arco duodenal (filme 24x30)
7) Por o compressor e Fazer uma Serie no Fundo, no corpo, na cissura angularis e no antro, fazendo compressões dosadas (filme 18x24 ou 24x30).
8) Com o compressor fazer uma série do bulbo duodenal em obl. esq. com compressões dosadas- duas em pé e duas deitadas também em obl. esq. (filme 18x24 ou 24x30)
9) Com o paciente deitado em obl, esq. fazer uma panorâmica (filme 24x30)
10) Virar o paciente para a dir., quase em decúbito ventral e fazer panorâmica (filme 24x30)
11) Voltar paciente em decúbito dorsal e ligeira obl. esq. e fazer manobras para refluxo e hérnia
Notas:
I. Se estiver demorando em passar pelo bulbo, em adulto, por em obl. dir. quase em ventral e esperar passar o contraste e em crianças esperar no colo da mãe.
II. Qualquer irregularidade de esôfago, fazer pelo menos uma incidência de Frente, Perfil, obl. dir. e obl. esq.
EED INFANTIL
1) No colo da mãe dar 2/3 da mamadeira (50 a 100 ml de bário diluído, adoçado e ligeiramente aquecido)
2) Deitar a criança na mesa e bater de frente, obl. dir, e obl, esq. quase de barriga para baixo, demonstrando bem bulbo e arco duodenal até ângulo de Treitz.
3) Todas panorâmicas -- duas incidências em cada posição - (6 filmes 18x24)
4) Dar novamente a mamadeira com acriança em decúbito dorsal pouco virada para a direita ( obliqua ) e documentar 2 imagens do esôfago - (1 filme 18x24 dividido)
Notas:
I. Não pode demorar muito para mamar.
II. Deixar sempre um filme pronto para bater na eventualidade de refluxo em qualquer posição.
III. Criança agitada e chorando é dificil acontecer o refluxo.
IV. Verificar semprè a eventual hipotonia gástrica.
V. Ter paciência mas fazer o exame o mais rápido possível e com o mínimo de radiação.
VI. Se não puder documentar o esôfago não insistir.
Principais erros no exame de EED (adulto e crianças).
•Não usar as técnicas e manobras de exame preconizadas, desde a hipofaringe até o ângulo de Treitz.
° Não conversar antes com o paciente (exames anteriores; queixa; cirurgias etc.)
Não estudar uma lesão em várias incidências
Não administrar contraste suficiente ou em excesso
Não examinar bem todas as radioprafias antes de dispensar o paciente
TRÂNSITO INTESTINAL
1) Rx simples - (filme 30x40 ou 35x43)
2) Dar o bário (1 copo de 200 ml).
3) A primeira radiografia deverá ser obtida em decúbito dorsal, 20 minutos depois de tomar o contraste e deverá abranger desde o fundo gástrico até a pelve
4) As demais radiografias de tempos em tempos sempre em decúbito ventral a cada 20 minutos (40,60,80..)
5) Passar para cada 30 min (90 e 120)
6) Terminar cada 1 h (2.3,4 e etc.).
7) Quando chegar ao íleo terminal fazer 2 a 3 localizada em obl. esq. (filme 24x30).
Notas:
I. Cada caso é um caso diferente e o ritmo intestinal de cada individuo é que vai determinar de quanto em quanto tempo serão batidas as radiografias
II.Cuidado para não perder o inicio do exame - pacientes operados, diarréia e crianças
III.Qualquer duvida durante o exame levar à radioscopia e bater radiografias adicionais sob compressão ou obliqua em decúbito dorsal
IV. Eventualmente pode-se fazer radiografia tardia para ver a moldura cólica
ENEMA OPACO
1) Iniciar o exame com paciente em decúbito ventral ou lateral esquerdo - Fazer uma radiografia simples previa do abdome.
2) Passar a sonda (cuidado para não introduzir muito), por em ligeiro trendelenburg e abrir o contraste (200 a 300 ml).
3) Deixar o contraste progredir sempre dando ligeira pressão, sob radioscopia, até atingir o colón transverso ( metade esquerda) , fechando a sonda quando passar por esta região.
4) Elevar a mesa (cerca de 45 graus), sempre com paciente em decúbito ventral, e retirar o excesso de bário do reto.
5) Abaixar a mesa (com o paciente em decúbito lateral direito ) e ir insuflando ar, com cuidado, sempre sob radioscopia, percorrendo todo o colón, até distender satisfatoriamente o ceco.
6) Retirar a sonda e iniciar as radiografias
7) Radiografia do reto de frente em decúbito ventral (filme 18x24).
8) Virar o paciente em decúbito (ateral esq. para fazer o perfil absoluto do reto (filme 18x24).
9) Voltar o paciente em decúbito ventral e em seguida pelo lado esq. virar em decúbito dorsal para encher a flexura dir. e colón ascendente.
10) Elevar um pouco a mesa e por o paciente em obl, esq. fazendo uma radiografia do sigmoide (filme 24x30).
11) Colocar novamente o paciente em decúbito dorsal, firmar seus pés no pedal e elevar totalmente a mesa - posição ortostática.
12) Fazer uma radiografia obl. da flexura esq. e uma obl. da flexura dir. (2 filmes 24x30).
13) E opcional fazer de pé uma incidência frontal do transverso com filme deitado é uma outra do sigmóide.
14) Deitar novamente a mesa e fazer uma obl. do ceco virando ligeiramente o paciente para esq. (filme 18x24).
15) Finalizar o exame batendo com o tubo de cima uma panorâmica em decúbito dorsal (filme 35x43).
Notas:
I. Sigmóides redundantes, fazer em decúbito ventral, com a ampola de cima inclinada para os pés 15 A 30 graus, uma incidência extra desta região.
II. Pacientes com divertículos, a insuflação deve ser cuidadosa com pouca distensão.
III. Se houver espasmo na hora de insuflar o contraste ou ar, esperar um pouco ate relaxar e voltar a insuflar.
IV. No caso de cólons redundantes, se não encher ceco, tentar fazer manobra de "frango assado" - duas voltas completas para dir. e duas para a esq.
V. O preparo deve ser rigoroso para não deixar resíduos fecais.
VI. Crianças e adultos com suspeita de megacolon e pacientes com colostomia não precisam de preparo,
VII. Microcólon: Iniciar com contraste iodado não-iônico diluido em SF (20%+80%) para excluir microcólon e íleo meconial. Excluído a primeira hipótese, prosseguir com contraste baritado diluído em SF. ncidências AP pré contraste + AP, perfil direito e esquerdo pós contraste
UROGRAFIA EXCRETORA
1) Fazer radiografia simples do abdome (filme 35x43),
2) Injetar o contraste EV - 40 a 60 ml p/ um adulto de 70 kg ou 1 a 1,5 ml p/kg para crianças.
3) Fazer uma radiografia das lojas renais com 5 e 15 min (2 filmes 18x24).
4) Panorâmica com 25 ou 30 min (filme 30x40)
5) Panorâmica pós miccional (filme 30x40).
6) Bebes - fazer todas panorâmicas em filme apropriado com 5, 10, 15, e 20 min.
Notas:
1. Nunca terminar o exame enquanto a pelve ainda estiver aumentando de densidade
II. Estar atento para a assimetria no esvaziamento do sistema pielocalicinal.
II. Sistema pielocalicinal ectasiado, fazer panorâmica em ventral.
IV. O ureter tem peristaltismo, portando não é imperioso pegar os ureteres cheios de contraste.
V. Na duvida não hesitar em fazer obliquas
URETROCISTOGRAFIA
Miccional
1) Fazer radiografia simples de frente,
2) Passar a sonda adequada até a bexiga e encher de contraste,
3) Bater uma radiografia com pequeno enchimento e outra com a bexiga cheia de
4) De preferência deitado, por o paciente em obliqua e pedir para urinar, documentando quando estiver com jato forle.
5) Fazer duas radiografia em obi. dir, e duas em obl. esq
6) Na última pedir para urinar tudo e fazer uma residual de frente,
Retrograda
1) Adaptar o aparelho no meato uretral e ir injetando o contraste até entrar na bexiga.
2) Fazer duas radiografia em obi, dir. e duas em obl, esq.
Notas:
1. Sempre que identificar alguma alteração no contorno da bexiga, fazer obliquas eperfil.
II. Na injeção retrograda do contraste, no sexo masculino, conversar antes com paciente explicando para tentar relaxar o esfíncter na hora que sentir pressão.
III. Se não conseguir urinar deitado, tentar em pé, e mesmo assim se não conseguir mandar ao banheiro e fazer apenas uma pós-miccional, mencionando no relatório,
IV. Em crianças deixar o contraste ir entrando por gravidade até a criança urinar espontaneamente, não sendo preciso retirar a sonda para documentação
V. Raramente se faz retrograda em mulheres e crianças. Em mulheres introduzir contraste diretamente com seringa adaptada a cone de borracha no meato uretral,
VI. Em crianças as radiografias devem pegar as lojas renais para pesquisa de refluxo vesico- ureteral visto apenas em cálices.
VII.Geralmente em adultos usa-se filmes 24 X30 em pacientes onde não haja interesse em pesquisa de refluxo ou 30 X 40 caso haja.
VIII. Em crianças conforme a idade filmes 18X 24 ou 24X 30.
IX. Contraste - usa-se o quanto for necessário, diluindo-se em 50% de $F
X. Se o exame for retrógrada e miccional, fazer primeiro a retrógrada, pois já vai encher a bexiga sem necessidade de se passar sonda.
HISTEROSALPINGOGRAFIA
1) Explicar o exame para paciente antes de começar.
2) Deixar todo material preparado previamente, não se esquecendo de tirar todo o ar do aparelho.
3) Fazer radiografia simples.
4) Colocar o espéculo apropriado e inspecionar o colo do útero.
5) Fazer assepsia (povidine ; clorexidine) com gaze envolvendo pinça
6) Pinçar parte superior do colo do útero, (ou as duas laterais no caso de usar duas pinças), adaptar o aparelho e tracionar o conjunto com cuidado
7) ir injetando o contraste sob radioscopia e batendo as radiografias da seguinte maneira:
a.com pouco enchimento do útero e sem tubas contrastadas
b. com médio enchimento do útero com tubas opacificadas mas sem extravasar o contraste para cavidade peritoneal
C.obliqua D e obliqua E
d. com enchimento completo iniciando o extravasamento do contraste para cavidade peritoneal
e. injetar mais contraste para um extravasamento satisfatório do contraste
8) Retirar o aparelho e a pinça,fazer uma limpeza da vagina utilizando-se uma pinça com gaze e retirar o especulo.
9) Fazer um giro de 360 graus no eixo longitudinal da paciente e fazer uma radiografia (Cotté precoce )
10) Pedir para a paciente levantar da mesa e andar na sala por 05 minutos. Deitar em decúdito dorsal novamente e fazer nova radiografia da pelve ( Cotté tardio )
Notas:
1.A tração deve ser firme mas não forçada - se soltar a pinça tem que recomeçar oexame.
II. Antes de adaptar o aparelho é conveniente passar o histerômetro pelo orificio do colo (com cuidado ) para pesquisa de sua permeabilidade.
II. Se possível adaptar o cone apropriado de acordo com o tipo de colo uterino.
IV. Em geral 20 ml de contraste é suficiente - Telebrix histero ou qualquer outro iodado não iônico.
V. Caso necessário pode-se fazer incidência extra em perfil e se estiver usando telecomandado, inclinações caudal e cranial do tubo.
VI. Na dúvida do Cotté fazer paciente andar ou em decúbito ventral.
FISTULOGRAFIA (Fístula cutânea)
1) Radiografia simples
2) Fazer assepsia local
3) Escolher o calibre ideal de sonda uretral de acordo com o tamanho do orifício fistuloso
4) Introduzir cerca de 2 cm se possível e comprimir com gaze a sonda no orifício para evitar refluir o contraste.
5) Injetar o contraste (seringa de 10 ml) batendo radiografias até refluir e avaliar.
6) Conforme o caso fazer novas injeções e sempre que possível pelo menos mais uma incidência
Notas:
I. Se o orificio da fistula estiver fechado remarcar o exame ou orientar o paciente para falar com seu médico a respeito.
II. Em fistulas muito rasas tenta-se injetar diretamente com o bico da seringa
II. Caso haja trajeto para víscera oca, certificar-se de identificar que viscera é
IV. Não esquecer de fazer pelo menos duas incidências diferentes
V. Na pesquisa de fistula entero-enteral, entero-vesical, vesico-vaginal, entero- cutânea e etc., realizar o exame solicitado, sempre dando prioridade para demonstrar a eventual fistula, fazendo incidências extras e com técnica adequada
VI É mais fácil demonstrar fistulas de fora para dentro do que de dentro para fora.
DACRIOCISTOGRAFIA
1) Paciente em decúbito dorsal, fazer Rx simples bilateral em frontal e se possível em perfil - avaliar anatomia; cálculos radiopacos; sequela cirúrgica; tumoração; fraturas
2) Uma a duas gotas de colírio anestésico em cada olho e espera-se 2 min - conversar com paciente acalmando e explicando o exame
3) Dependendo do caso pode-se fazer manobras de esvaziamento de saco lacrimal secreções purulentas, muco e debris
4) Cateterizar o orificio do canalículo lacrimal inferior com agulha de calibre apropriada (21 a 27) - pode ser necessário dilatação do orificio com dilatador ou agulha mais fina
5) Quando cateterizar o canaliculo, pedir para fechar os olhos, não precisa ser com força, e não abrir mais até que seja solicitado no final do exame para "não sair do lugar e ter que fazer tudo de novo"
6) Ligeira pressão com gaze sobre a agulha, evitando refluxo e injetar lentamente o contraste. Cuidado para não entrar bolhas de ar.
7) Durante a injeção ir perguntando para o paciente se está sentindo gosto amargo na boca. (sinal da permeabilidade do sistema - contraste cai no nariz e escorre para a garganta)
8) Bater radiografias localizadas com cone ou colimadas de cada lado separadamente em frontal com queixo abaixado e em ligeira obliqua contra-lateral ao lado estudado. Se possível fazer também em perfil absoluto.
9) Após o exame pedir para lavar os olhos e evitar coçar forte por 1 h - ainda anestesiado
COLANGIOGRAFIA PELO DRENO DE KHER
1) Paciente em decúbito dorsal.
2) Fazer radiografia simples do quadrante sup do abdome.
3) Retirar todo o ar do dreno aspirando bile para dentro da seringa já com 20 ml de contraste.
4) Injetar o contraste de preferência sob radioscopia e bater radiografia a cada 5 ml (filme 24x30).
5) Fazer radiografia residual após fechar o dreno com 10 a 15 minutos.
Notas:
I. Pode ser necessário radiografia em ligeira obliqua dir. para tirar o colédoco de cima dacoluna.
II. As vezes também pode ser útil radiografia em pé para melhor avaliar a drenagem do contraste para duodeno.
Ill. Tomar muito cuidado com bolhas de ar.
IV. Se houver extravasamento do contraste parar de injetar.
SIALOGRAFIA
1) Paciente em decúbito dorsal, fazer Rx simples em frontal e perfil ou obliqua da região submandibular - avaliar anatomia e cálculos radiopacos
2) Explicar o procedimento, informando do desconforto / dor na hora da injeção, porem não falar ou abrir a boca, fazendo apenas sinal com as mão (combinar)