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Aparelho clássico de eletrostática, concebido originalmente pelo físico Franz Aepinus no século XVIII, para demonstrar os princípios fundamentais da capacitância elétrica e do campo elétrico.
A bobina de indução ou bobina de Ruhmkorff (Técnico alemão, 1803 - 1877) é um aparelho destinado a produzir baixa intensidade de corrente sob elevada tensão utilizando, como fonte primária de tensão, uma simples bateria de duas a quatro pilhas em série. Esse aparelho embora construído pela primeira vez por Ruhmkorff em 1852, antes da invenção do transformador, é, todavia, um verdadeiro transformador de circuito magnético aberto.
Consta do Inventário do Gabinete de Physica e Chimica de 31 de maio de 1859 do Liceu.
Equipamento recetor TSF (Telegrafia Sem Fios) fabricado por Ducretet & Roger, Paris, 1903.
Utilizado em contexto das práticas pedagógicas, no Laboratório de Física/Eletrotecnia. Trata-se de um aparelho recetor, desenvolvido por Ducretet e Roger, com a finalidade de comunicar à distância. Eugène Ducretet fundou a sua Casa em 1864, destinada à produção de instrumentos de precisão para as ciências e indústria. As descobertas efetuadas neste âmbito depressa se convertiam em aplicações práticas para a ciência. Ernst Roger começou a trabalhar com Ducretet em 1887. Ambos fizeram algumas experiências que iriam conduzir à utilização de "TSF". Em 1898, Roger instalou um aparelho emissor na Torre Eiffel e conseguiu comunicar com Ducretet, que se encontrava no Panteão de Paris com um recetor morse.
Instrumento utilizado no laboratório de Física, para demonstrações de ótica. É constituído por uma base redonda metálica do centro do qual se eleva um tubo cilíndrico de metal, onde encaixa outro tubo semelhante que se move na vertical através de um parafuso de rosca. No topo desse cilindro, encaixa um suporte móvel onde se encontra um prisma ótico triangular. São dispositivos utilizados para estudo da refração, da reflexão total e decomposição da luz branca.
Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um aparelho que serve para demonstrar que a pressão exercida por um líquido sobre o fundo do vaso que o contém, não depende da forma do vaso mas só da altura do líquido. É composto por uma base retangular de metal de onde sai um tubo que se eleva e onde se enroscam os vasos. Possui um pequeno dispositivo de vasos comunicantes, tal como uma torneira lateral para o despejo do líquido.
Instrumento utilizado nas aulas de Física em contexto das práticas pedagógicas. Trata-se de um solenoide que consiste num condutor enrolado em hélice, encaixado num suporte metálico. Estes instrumentos também podem ser designados como cilindros eletrodinâmicos pois constituem sistemas de correntes circulares infinitamente pequenas e próximas umas das outras, permitindo explicar as propriedades magnéticas dos ímanes.
Dispositivo utilizado para estudar a relação entre a velocidade de rotação e a frequência sonora. Composto por quatro discos dentados coaxiais com números diferentes de dentes (40, 50, 60, 80), produz notas musicais diferentes quando um cartão é encostado contra os dentes enquanto gira.
Instrumento utilizado nas aulas de Física em contexto das práticas pedagógicas. Trata-se de um acessório para demonstrar a reflexão total em varetas de vidro. É constituído por três tubos de vidro dobrados em curvaturas diferentes, tendo colocado no final de cada um, um pequeno obstáculo metálico afim de, se poder observar o feixe luminoso que os atinge. Na outra abertura dos tubos de vidro é iniciado o feixe da fonte luminosa utilizada, que irá percorrer o trajeto, sendo este quase totalmente refletido, em cada um dos tubos de vidro.
Instrumento utilizado no laboratório de Física, para demonstração de matérias de eletrostática. Trata-se de um suporte constituído por uma base redonda, de onde se eleva uma haste vertical, atravessada por uma barra horizontal. Nesta barra estão colocados verticalmente dois pinos com terminações de formato redondo, atravessados por uma haste cilíndrica horizontal. Servia de suporte para vários acessórios e destinava-se a realizar experiências com descargas elétricas. Uma das hastes condutora está em falta.
11 cm diâmetro na base; 24 cm altura; 23 cm largura;
Inventada pelo engenheiro francês Charles Cagniard de la Tour em 1819, é um instrumento acústico pioneiro criado para medir a frequência de um som. Foi o primeiro dispositivo a conseguir produzir um som de frequência controlável e variável com base na rotação.
O nome "sirene/sereia" foi atribuído pelo próprio inventor em homenagem às criaturas mitológicas gregas (as sereias). Cagniard de la Tour escolheu este nome porque o dispositivo partilhava a característica de conseguir funcionar perfeitamente debaixo de água ou ao ar livre.
Fabricado por Max Kohl, Chemnitz (Alemanha)
Reóstato com interruptores de contacto.
Fab. E.Leybold's Nachfolger
Instrumento eletromagnético usado para medir correntes elétricas fracas.
Fabricante: E. Leybold's Nachfolger; Colónia, Alemanha.
Instrumento utilizado nas aulas de Física no contexto das práticas pedagógicas. Trata-se de uma bomba de vácuo manual, um dispositivo que adiciona energia aos líquidos através do aumento de pressão, aumento de velocidade ou aumento de elevação - ou qualquer combinação destas formas de energia. Como consequência, facilita-se o movimento do líquido. Através da bomba manual de ar, a rapidez de evacuação é limitada e exige algum dispêndio de força muscular, mas é completamente independente da alimentação a água. Este modelo apresenta uma manivela na zona anterior que permite mover os êmbolos manualmente. Está em falta um tubo de vidro cilíndrico que se coloca na haste que se apresenta junto dos êmbolos.
A pilha de Grenet, inventada em 1850, é uma célula galvânica primária de eletrólito único, composta por uma garrafa de vidro com bicromato de potássio e ácido sulfúrico, utilizando elétrodos de zinco e carvão. A sua força motriz é de 2 volts, com resistência interna baixa e grande intensidade de corrente.
- 12 cm de Diâmetro; 30 cm de Altura.
A pilha de Grenet, inventada em 1850, é uma célula galvânica primária de eletrólito único, composta por uma garrafa de vidro com bicromato de potássio e ácido sulfúrico, utilizando elétrodos de zinco e carvão. A sua força motriz é de 2 volts, com resistência interna baixa e grande intensidade de corrente.
- 15 cm de Diâmetro; 40 cm de Altura.
Também conhecido como Lâmpada de Döbereiner ou Aparelho de Hidrogénio de Döbereiner), inventada em 1823 pelo químico alemão Johann Wolfgang Döbereiner.
Trata-se do primeiro "isqueiro" automático e de um gerador autorregulável de hidrogénio (princípio mais tarde usado nos aparelhos de Kipp).
Falta o pequeno suporte externo com a esponja de platina (o catalisador que promovia a reação instantânea do hidrogénio com o oxigénio do ar, aquecendo até incandescer e acendendo a chama )- 10 cm de Diâmetro; 19 cm de Altura.
Instrumento utilizado no laboratório de Física, em contexto das práticas pedagógicas. É composto por uma base retangular de madeira, de onde se elevam lateralmente duas colunas de vidro, com encaixes metálicos nas extremidades. Na base e entre estas colunas, um aro metálico circunda um pequeno cilindro de vidro grosso que tem um espigão metálico ao centro. As colunas suportam uma trave, fixada por duas esferas metálicas. Ao meio desta trave de madeira uma haste metálica também suportada por uma esfera metálica termina num espigão orientado na mesma direção do espigão inferior, embora neste modelo esteja em falta esta parte do instrumento. O vidro a perfurar coloca-se sobre o pequeno cilindro de vidro grosso.
Instrumento utilizado no laboratório de Física, em contexto das práticas pedagógicas. Trata-se de uma garrafa de Leyden, um tipo de contentor de alta tensão de uso comum em eletrostática. Consiste num pote cilíndrico de material altamente isolante, com uma folha metálica fixada no exterior e outra fixada no interior. Um terminal atravessando a tampa do pote faz contacto com a folha interior, e um anel metálico faz contacto com a folha exterior, constituindo assim os dois terminais. O dispositivo foi inventado em 1745, por Pedro Van Musschenbroek, em Leiden (ou Leyden), Holanda.
Espelho côncavo de 22 cm de diâmetro
Instrumento utilizado no âmbito das práticas pedagógicas nas aulas de Física, nomeadamente, em eletrostática. Destina-se ao estudo e observação das leis da eletrostática. Trata-se de um condutor cilíndrico com pêndulos. O Condutor Cilíndrico com Pêndulos é um dispositivo criado no século XVIII, por Francklin, com a finalidade de verificar a eletrização de um condutor por influência. Além disso, permite-nos verificar o modo como os diferentes tipos de cargas se distribuem no condutor. É constituído por um tripé metálico ao qual se encontra fixa, por intermédio de um parafuso, uma haste de vidro que constitui a base do “corpo” do aparelho. Esse “corpo” não é mais que um cilindro horizontal metálico (latão) que possui na parte inferior de cada uma das suas extremidades, um pequeno gancho, onde existe um pêndulo duplo, constituído por pequenas bolas de madeira - medula de sabugueiro- suspensas por fios de algodão. Quando se aproxima desse condutor um outro condutor eletricamente carregado, verifica-se que as duas bolinhas, que constituem cada um dos pêndulos duplos, afastam-se uma da outra (repelem-se), uma vez que cada uma delas, por influência do corpo carregado, fica carregada com cargas elétricas de sinal igual ao da outra. Em princípio será um dos "Dois pêndulos elétricos" referido nos inventários de 1859 e de 1910, respetivamente, do Liceu Nacional de Braga e do Liceu Nacional Central de Braga.
Instrumento utilizado no âmbito das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um Tubo de CrooKes sem Cruz de Malta. Este objeto é constituído por uma base circular em vidro da qual se eleva uma haste de vidro que sustenta um balão oblongo, que funciona como câmara de vácuo, disposto na horizontal, com duas aberturas de para o exterior em vidro e metal, na parte superior. Tem uma etiqueta antiga com a referência F-1-3. Em princípio será um dos "Diversos tubos de descarga" referida na Relação dos utensílios vindos do Seminário Conciliar para o Liceu de Sá de Miranda de 27 de fevereiro de 1913.
Baroscópio com 2 balões em metal.
Instrumento de medida. 10,5 cm de Comprimento, 3,9 cm de Largura, 1,4 cm de Espessura;
Instrumento de medida. 8,5 cm de Comprimento, 2,8 cm de Largura, 1,2 cm de Espessura;
Instrumento de medida.
28,5 cm de Altura, 22,5 cm de Comprimento, 2,5 cm de Espessura.
48 cm de Comprimento; 15,5 cm de Largura; 24,5 cm de Altura;
Modelo de uma locomotiva a vapor utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física para ilustrar as matérias de termodinâmica. Este modelo é todo preto, tendo um sistema de 6 rodas, sendo as 2 centrais maiores que as restantes. São visíveis os cilindros, a caldeira, a válvula de escape, a válvula de admissão e o eixo de transmissão do impulso à biela. A locomotiva, assim como qualquer máquina a vapor, utiliza a pressão do vapor para produzir movimento. Na locomotiva, o combustível é madeira ou carvão, que se queima num forno. A combustão esquenta uma caldeira em que há água, produzindo vapor. Como em uma panela de pressão, o vapor encontra-se a alta pressão. O vapor sai, então, por um ducto e chega a um cilindro, no qual entra por uma válvula de admissão. A alta pressão em que o vapor se encontra faz com que ele entre com violência e empurre o pistão que existe dentro do cilindro. Para retornar à posição inicial, o pistão faz com que o vapor, que perdeu pressão, saia por uma válvula de escape. O movimento dos pistões da locomotiva transmite-se para as rodas por meio de um sistema biela-manivela. As máquinas a vapor têm como objetivo transformar o calor em trabalho mecânico.
Este instrumento consta do inventário de 31 de maio de 1859, do Gabinete da Cadeira D'Introdução - A - Phisica, do Lyceu Nacional de Braga (p.6), com a denominação "Un specimen de locumotiva a vapor".
Aparelho clássico de eletrostática, concebido originalmente pelo físico Franz Aepinus no século XVIII, para demonstrar os princípios fundamentais da capacitância elétrica e do campo elétrico.
O recetor Morse automático da casa E. Ducretet (Paris) fabricado por volta de 1902, é uma peça fundamental na história das telecomunicações e foi o padrão de fiabilidade em agências de correios e estações ferroviárias.
Eugène Ducretet não era apenas um fabricante mas também um visionário. No final do século XIX, ele foi o principal impulsionador da telegrafia em França, colaborando estreitamente com o cientista russo Alexander Popov.
A estética do equipamento é puramente industrial "Belle Époque": construído em latão polido, montado sobre uma base de mogno ou nogueira, com componentes de aço e ebonite. O termo "automático" refere-se ao mecanismo de relojoaria de corda interno. O operador dava corda ao mecanismo para que as bobinas de papel rodassem a uma velocidade constante. Ao contrário dos recetores sonoros (que exigiam que o operador escrevesse o que ouvia), este modelo utilizava uma roda de tinta para marcar fisicamente os pontos e traços na fita de papel.
A bobina de Tesla, é um dispositivo inventado por Nikola Tesla por volta de 1890, cuja principal função é gerar tensões extremamente altas em alta frequência por meio de um processo chamado ressonância elétrica.
O telégrafo de Morse é um sistema de comunicação que utiliza sinais elétricos para transmitir mensagens através de longas distâncias. Foi inventado por Samuel Morse em meados do século XIX e revolucionou a forma como as informações eram enviadas e recebidas.
Fabricante: VEB Gerätebau Dresden, RDA (Alemanha Oriental) Período: c. 1960-1980
Instrumento de precisão fundamental nos laboratórios de ensino de Física e Eletrotecnia. Ao contrário de um voltímetro ou amperímetro comum, o wattímetro GBD combina ambas as funções para medir a potência ativa num circuito (em Watts).
Equipamento de laboratório de física do final do século XIX e início do século XX para demonstrar os efeitos do vácuo. Fabricado por E.Ducretet (Paris).
Fab. E.Ducretet (Paris).
Dispositivo utilizado para estudar a relação entre a velocidade de rotação e a frequência sonora. Composto por quatro discos dentados coaxiais com números diferentes de dentes (40, 50, 60, 80), produz notas musicais diferentes quando um cartão é encostado contra os dentes enquanto gira.
Visualizador de Câmara Obscura Binocular de demonstração, fabricado pelos Établissements Mackenstein em Paris, muito provavelmente entre os anos 1890 e 1910.
O princípio do pinhole (ou estenopo) baseia-se na projeção da luz através de um pequeno orifício, que projeta uma imagem invertida no lado oposto diretamente sobre um vidro fosco colocado a meio do instrumento, sem a necessidade de lentes de vidro.
Usado para demonstração do aquecimento de um gás (ar) quando comprimido.
Cronómetro clássico que alia a durabilidade à exatidão. A sua escala dividida permite capturar intervalos de tempo com uma precisão de dois décimos de segundo (0,2s). O uso de 16 rubis sintéticos nos pontos de maior fricção garante a longevidade do movimento, tornando-o um "cavalo de batalha" da metrologia mecânica do século XX. Este cronómetro representa a união entre o design comercial britânico e a precisão mecânica soviética.
União Soviética / Reino Unido, c. 1970-80
Equipamento usado para demonstração do aquecimento de um gás (ar) quando comprimido.
Também conhecido como Condensador de Leyde Cilíndrico Horizontal, fabricado em Paris pela prestigiada casa de instrumentos científicos E. Ducretet (Eugène Ducretet) no final do século XIX ou início do século XX
Recetor / detetor de radiofrequência primitivo, desenhado especificamente para experiências de receção de sinais hertzianos (as primeiras transmissões de rádio).
Fabricante: E. Ducretet & Cie (Paris, França), c. 1898 – 1908
Utilizado para experiências clássicas sobre a reflexão e focagem de ondas eletromagnéticas (T.S.F. e física das radiações).
Equipamento didático comum em laboratórios escolares de física e química para a realização de experiências no âmbito da mecânica dos fluidos e termodinâmica.
Antigo aparelho de meteorologia e física, inventado pelo físico alemão Ernst Ferdinand August em 1828, utilizado para medir a humidade relativa do ar.
Antigo aparelho de meteorologia e física, inventado pelo físico alemão Ernst Ferdinand August em 1828, utilizado para medir a humidade relativa do ar.
Equipamento clássico de laboratórios de física do final do século XIX e da primeira metade do século XX.
Este aparelho era utilizado para introduzir valores exatos de resistência elétrica em circuitos experimentais, sendo frequentemente associado a medições com a Ponte de Wheatstone.
Instrumento fundamental em laboratórios escolares e académicos do final do século XIX e início do século XX para ensinar as Leis de Ohm, a medição de resistências desconhecidas e os princípios básicos da instrumentação elétrica. Fab. E.Ducretet - Paris.
Instrumento simples para detetar a presença de cargas elétricas em ambientes laboratoriais.