Como podemos prover acessibilidade visual de forma escalável, sustentável e economicamente viável, utilizando tecnologias emergentes que proporcionem autonomia e inclusão para pessoas cegas e com baixa visão?
Como podemos prover acessibilidade visual de forma escalável, sustentável e economicamente viável, utilizando tecnologias emergentes que proporcionem autonomia e inclusão para pessoas cegas e com baixa visão?
Cenário
A acessibilidade para pessoas cegas e com baixa visão ainda enfrenta barreiras significativas, principalmente devido ao alto custo das tecnologias assistivas e à falta de escalabilidade das soluções disponíveis no mercado. Muitas dessas pessoas vivem em condições de vulnerabilidade econômica, tornando inviável a aquisição de dispositivos e ferramentas que poderiam garantir sua autonomia e inclusão plena na sociedade.
Este desafio busca soluções tecnológicas inovadoras e acessíveis que possam transformar a vida dessas pessoas, possibilitando sua locomoção segura, acesso à informação, educação, empregabilidade e participação social de maneira independente. O objetivo é incentivar startups, empresas de tecnologia, centros de pesquisa e desenvolvedores a criarem soluções escaláveis, sustentáveis e economicamente viáveis para a acessibilidade visual. As propostas devem ter um foco claro em acessibilidade digital e física, garantindo que as inovações possam ser aplicadas em larga escala e impactem diretamente a qualidade de vida das pessoas cegas e com baixa visão.
Principais dores
O desafio busca resolver um conjunto de problemas críticos enfrentados por pessoas cegas e com baixa visão, que dificultam sua autonomia, mobilidade e inclusão social. As principais dores incluem:
Alto custo das tecnologias assistivas
Soluções existentes, como óculos inteligentes e sensores de navegação, são extremamente caras e inacessíveis para grande parte da população.
A falta de produção em larga escala mantém os preços elevados, impedindo a democratização dessas tecnologias.
Baixa acessibilidade urbana e digital
Infraestrutura urbana inadequada, com calçadas esburacadas, sinalização deficiente e falta de semáforos sonoros, coloca pessoas cegas em risco constante.
Ambientes internos como escolas, hospitais, empresas e transporte público não possuem orientação acessível e dependem da boa vontade de terceiros.
Aplicativos e sites ainda são majoritariamente inacessíveis, limitando o acesso à informação e serviços digitais.
Falta de soluções escaláveis e sustentáveis
As inovações em acessibilidade tendem a ser soluções de nicho, sem alcance em massa e dependentes de adaptações complexas.
Muitos projetos não têm continuidade ou não conseguem financiamento para chegar ao mercado.
Dificuldade de navegação autônoma
A locomoção diária ainda depende muito de cães-guia (altíssimo custo), bengalas (solução limitada) ou auxílio de terceiros.
A ausência de sistemas inteligentes para navegação em tempo real dificulta a independência.
Resultados Esperados
As soluções propostas devem trazer impactos concretos e mensuráveis na vida das pessoas cegas e com baixa visão, garantindo acessibilidade, inclusão e autonomia de forma sustentável e escalável. Os principais resultados esperados incluem:
Redução do custo das tecnologias assistivas
Desenvolvimento de soluções inovadoras que sejam significativamente mais acessíveis financeiramente, possibilitando que um maior número de pessoas tenha acesso.
Produção escalável e sustentável, utilizando tecnologias emergentes para baratear a fabricação e distribuição.
Soluções tecnológicas acessíveis e funcionais
Dispositivos, aplicativos ou sistemas que melhorem a mobilidade, leitura de ambiente, identificação de objetos e navegação de pessoas cegas e com baixa visão.
Integração com dispositivos móveis, IoT, IA e assistentes virtuais, ampliando a funcionalidade das soluções.
Aprimoramento da mobilidade urbana e digital
Ferramentas que ajudem na orientação em espaços públicos e privados, garantindo maior segurança e independência.
Tecnologias que tornem cidades, transporte público e serviços essenciais mais acessíveis.
Desenvolvimento de soluções que tornem ambientes digitais mais acessíveis, incluindo leitura de conteúdos e interação em sites e aplicativos.
Informações Complementares
No Brasil, as pessoas cegas enfrentam muitas dificuldades para adquirir um cão-guia. A oferta desses cães é extremamente baixa em relação à demanda, com menos de 300 animais treinados para uma população de mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Além disso, o alto custo do treinamento, que pode chegar a R$ 120.000,00 mil, torna a formação desses cães limitada a poucas instituições sem fins lucrativos, que dependem de doações e voluntários. Como consequência, a fila de espera pode levar anos.
Outro desafio é a falta de informação sobre o processo para conseguir um cão-guia, bem como a dificuldade de adaptação e treinamento do tutor. Mesmo quando recebem o animal gratuitamente, muitas pessoas encontram barreiras financeiras para manter os custos com alimentação, veterinário e medicamentos. Além disso, a legislação que garante o direito de circulação dos cães-guia em espaços públicos e privados ainda é desrespeitada em diversos locais, dificultando a mobilidade e a inclusão dos usuários.
Objetivo de Longo Prazo
Democratização da Acessibilidade Visual
Criação de um Ecossistema de Inovação especializado na temática da acessibilidade
Acessibilidade Integrada no Urbanismo e na Mobilidade
Inclusão Plena na Educação e no Mercado de Trabalho
Mudança Cultural e Social sobre Acessibilidade
Escalabilidade e Replicabilidade Global da solução em acessibilidade
Fatores Críticos de Sucesso
Baixo custo e acessibilidade econômica da solução
Escalabilidade e viabilidade de produção em larga escala
Efetividade e usabilidade da tecnologia assistiva
Integração com infraestrutura urbana e digital
Adoção e engajamento da comunidade cega e com baixa visão
Sustentabilidade financeira e modelo de negócio viável
Indicativos de Sucesso
Redução do custo da tecnologia assistiva (%) → Comparação do preço da solução desenvolvida com as opções tradicionais do mercado.
Número de usuários atendidos (N) → Quantidade de pessoas cegas ou com baixa visão que adotaram a solução.
Escala de autonomia do usuário (1 a 5) → Avaliação da independência adquirida pelos usuários na mobilidade, educação e trabalho.
Escalabilidade da solução (N de unidades produzidas/distribuídas) → Capacidade de produção e adoção em larga escala.
Índice de usabilidade e satisfação do usuário (1 a 5) → Feedback qualitativo e quantitativo dos usuários finais sobre a efetividade da solução.
Integração com infraestrutura e serviços existentes (N) → Grau de compatibilidade com ambientes urbanos, digitais e tecnologias já utilizadas.
Impacto social e inclusão (N de empregos, matrículas e acessos gerados) → Medição do aumento da participação de pessoas cegas no mercado de trabalho, educação e serviços essenciais.
Riscos
Alto custo de produção → Dificuldade em viabilizar um modelo econômico acessível.
Baixa adoção pelo público-alvo → Resistência dos usuários ou falta de adaptação às necessidades reais.
Dificuldade de escalabilidade → Obstáculos na produção em larga escala e distribuição.
Limitações tecnológicas → Problemas na precisão, funcionalidade e compatibilidade da solução.
Falta de apoio governamental e regulatório → Barreiras legais ou ausência de incentivos para implementação.
Sustentabilidade financeira frágil → Dependência de subsídios ou dificuldades na viabilidade comercial.
Infraestrutura urbana e digital inadequada → Falta de integração com ambientes físicos e sistemas existentes.