Funcionalidade
do Parque da Cidade
do Parque da Cidade
O desempenho funcional dos lugares significa a adequação de suas formas com os requisitos operacionais das atividades ali desempenhados. Observa-se aqui a forma espacial, não desvinculados das expectativas dos usuários para com o lugar. Foi necessário avaliar a relação entre indivíduo e espaço para funções básicas como trabalho, lazer e descanso. Utiliza-se como parâmetro de avaliação princípios ergonômicos e antropométricos.
O objetivo, no caso do Parque da Cidade, é avaliar se os diversos lugares ali contidos são vivos e se a arquitetura cumpre papel na habilitação dos espaços ociosos. Foi avaliado se em cada Zona do Parque possui ao menos 10 lugares e se cada lugar possui ao menos 10 atividades para que os usuários tenham interesse em frequentar. Avaliou-se os 10 lugares encontrados segundo critérios de qualidade.
Empreendeu-se três procedimentos para leitura da dimensão Funcional
1º) Utilizou-se o My Maps para mapear a localização de todas as atividades da Zona. Usou-se um pino para esse mapeamento. A equipe teve que incluir lugares (ativados ou não): Arquiteturas (edificações ou grupo de edificações); Espaços informais de atividades; Caminhos (relevantes e que representam atividades); Monumentos; Infraestruturas e administração; Transportes e Estacionamento; Os ícones foram padronizados dentro do My Maps. Usou-se o Anexo 2 do POUC, para levantamentos iniciais. Cada informação no mapa (ponto, ícone ou linha) foi complementado para conter no mínimo: Nome; Foto; Abrangência da atividade (Locais, subcentrais, centrais, regionais); Temporalidade das atividades (Indicar se é: Constantes, Esporádicas, Sazonais, Desativado) e (Bem como: Diurnas, Noturnas, Diuturnas) (ex. Sazonal Diuturna); Autonomia da atividade (Principal ou Complementar); Demanda de infraestrutura (água, esgoto, luz, pavimentação, telefones, internet e transporte); Acessibilidade funcional (Predominância de acesso indireto; Predominância de acesso direto; Acesso direto; ou Acesso indireto); Acessibilidade universal (Acessível; Parcialmente Acessível; ou Não Acessível). Quando terminado o mapeamento, respondeu-se brevemente: Qual o desempenho das atividades existentes para que os usuários tenha atividades costumeiras, eventuais ou raras, as quais favorecem a minimização dos seus esforços físicos?
2º) Foram selecionados os 10 lugares mais relevantes e identificou-se o máximo possível de atividades nesse lugar. Avaliou-se com base no PPS e o Poder do 10+, se havia atividades suficientes para atribuir ao lugar a classe de ativo. A leitura combinada com a metodologia de Placemaking que se refere a um processo colaborativo pelo qual podemos moldar nossa esfera pública a fim de maximizar o valor compartilhado. Mais do que apenas promover um melhor desenho urbano, o Placemaking facilita os padrões criativos de uso, prestando atenção especial às identidades físicas, culturais e sociais que definem um lugar e apóiam sua transformação contínua.
3º) Com base nos 12 critérios de qualidade avaliou-se o 10 lugares mais relevantes da Zona. Desenvolvidos por Jan Gehl, Lars Gemzøe e Sia Karnaes, publicado em 2006 no livro “New City Life”, baseia-se nos usos urbanos contemporâneos e do passado para formular os principais aspectos que conferem qualidade ao espaço. Eles agruparam os critérios em: 1) proteção: necessidade dos usuários de se protegerem contra acidentes, inseguranças e desconfortos; 2) conforto: potencial de participar em atividades e ter experiências; 3) bem-estar: volumes com boa qualidade de material e com boas proporções.
São referências principais para essa Análise:
KOHLSDORF, Gunter; KOHLSDORF, Maria Elaine. Ensaio sobre o desempenho morfológico dos lugares. Brasília: FRBH, 2017.
PPS. Placemaking. Disponível em: <https://www.pps.org/>.
BARATTO, Romullo. 12 critérios para determinar um bom espaço público. 2013. ArchDaily Brasil. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/01-115308/12-criterios-para-determinar-um-bom-espaco-publico>.
Orientador: Dr. Orlando Vinicius Rangel Nunes
Equipe da Atividade de Extensão vinculada a disciplina de Urbanismo e Paisagismo III (Turma 2021-1):
Ana Carolina Oliveira da Silva
Andréa Curi Zarattini
Andressa Loiola Castro
Bruna Evaristo Carlos Regal de Barros
Camille Degan Fioravanti Filgueira
Iago Brasileiro Cunha
Júlia dos Santos Vasco Mendonça
Karine Maria Fernandes
Maria Margareth Wahrendorff
Matheus Augusto Ribeiro Ferreira
Milenna Yukie Silva Marques
Octávio Scalco Duarte
Renan Barbosa Shinkawa
Ruth Macêdo de Oliveira
Thaiane Costa de Sousa
Thaina Borges Floripes
Utilizamos combinadamente três metodologias para entender melhor a funcionalidade do Parque
"As cidades tenham a capacidade de fornecer algo para todos,
apenas porque, e somente quando, são criadas por todos."
- Jane Jacobs
Método Dimensões Morfológicas dos Lugares
As dimensões morfológicas são uma formas de particionar a cidade para compreender sua dinâmica de maneira complexa. A dimensão funcional é uma dessas partes que compreende o desempenho dos lugares para satisfazerem com facilidade as atividades básicas do dia a dia, tal como: caminhamos, sentamos, brincamos, comemos e trabalhamos, sejam elas costumeiras, eventuais ou raras. Para sua análise utilizamos os elementos morfológico dos lugares para avaliar, assim, o desempenho funcional de quaisquer lugares significa a adequação de suas formas físicas aos requisitos operacionais das atividades neles desenvolvidas. Esse desempenho pode ser entendido em quatro categorias: 1. características das atividades, 2. quantidade de espaços funcionais, 3. qualidade de espaços funcionais e 4. relações entre espaços funcionais.
Para entender melhor como avaliar o desempenho funcional dos lugares assista ao vídeo
Método Projetos para Espaço Público (PPS)
O Placemaking inspira as pessoas a reimaginar e reinventar coletivamente os espaços públicos colocando-os no coração de cada comunidade. Fortalecendo a conexão entre as pessoas e os lugares que elas compartilham, o Placemaking se refere a um processo colaborativo pelo qual podemos moldar nossa esfera pública a fim de maximizar o valor compartilhado. Mais do que apenas promover um melhor desenho urbano, o Placemaking facilita os padrões criativos de uso, prestando atenção especial às identidades físicas, culturais e sociais que definem um lugar e apóiam sua transformação contínua.
Para ter sucesso, as cidades precisam de destinos. Eles precisam de destinos que dêem identidade e imagem às suas comunidades e que ajudem a atrair novos residentes, negócios e investimentos. Mas eles também precisam de destinos comunitários fortes que atraiam pessoas. Um destino pode ser uma praça no centro da cidade, uma rua principal, uma orla marítima, um parque ou um museu. Cidades de todos os tamanhos devem ter pelo menos 10 destinos onde as pessoas desejam estar. O que torna cada destino bem-sucedido é que ele possui vários locais. Por exemplo, uma praça precisa de pelo menos 10 lugares: um café, uma área de recreação infantil, um lugar para ler o jornal ou beber uma xícara de café, um lugar para sentar também, um lugar para encontrar amigos, etc. Em cada um dos lugares , deve haver pelo menos 10 coisas a fazer. Cumulativamente, essas atividades, lugares e destinos são o que fazem uma grande cidade. Chamamos essa grande ideia de "Poder de 10+".
Método Gehl
Os 12 Critérios de Qualidade desenvolvidos por Jan Gehl, Lars Gemzøe e Sia Karnaes, publicado em 2006 no livro “New City Life”, baseia-se nos usos urbanos contemporâneos e do passado para formular os principais aspectos que conferem qualidade ao espaço. Eles agruparam os critérios em: 1) proteção: necessidade dos usuários de se protegerem contra acidentes, inseguranças e desconfortos; 2) conforto: potencial de participar em atividades e ter experiências; 3) bem-estar: volumes com boa qualidade de material e com boas proporções.
A partir daí os critérios foram definidos como:
Fontes: Archdaily (https://www.archdaily.com.br/) Gehl, Gemzøe e Karnaes. New City Life. 2006.
O primeiro princípio dos autores dinamarqueses considera que as cidades devem oferecer segurança aos pedestres, para que possam se locomover com total segurança pelas ruas, sem ter a constante preocupação de que serão atingidos por um veículo. Esta perspectiva também sugere educar os pedestres a ter precaução e ensiná-los que não existem motivos para temer o trânsito de veículos.
Para que os espaços públicos sejam seguros e permitam a circulação das pessoas, é importante que exista a possibilidade de realizar atividades noturnas, um requisito essencial para que as pessoas se sintam seguras é contar com boa iluminação.
As condições climáticas nem sempre são as melhores para se realizar atividades ao ar livre, por isso, os lugares públicos deveriam incluir áreas adequadas para proteger-se do calor, da chuva e do vento, e evitar, assim, uma experiência sensorial incômoda. Se considerarmos que as áreas verdes ajudam a aliviar o calor, a poluição e os ruídos, a sua multiplicação em áreas urbanas deveria ser uma medida incentivada pelos órgãos responsáveis.
Para que os espaços públicos atraiam pessoas a fim de caminhar, é importante que estes apresentem certas características em toda a sua extensão. Neste sentido, se existem fachadas interessantes de edifícios e superfícies regulares que garantam o acesso a todos, este critério se cumprirá em toda sua totalidade. Além disso, se as superfícies e os acessos são adequados, deficientes físicos também poderão se desfrutar destes locais.
O quinto critério presente no livro considera que os lugares públicos devem ser agradáveis para que as pessoas possam permanecer por grandes intervalos de tempo e apreciar as fachadas e paisagens que a cidade oferece.
Ao percorrer espaços públicos que recebem numerosas visitas, um dos aspectos mais comuns é que a disponibilidade de assentos não é suficiente. Para que isso não siga ocorrendo, se deve aumentar a quantidade de mobiliário urbano nestes espaços públicos - grandes avenidas, parques e praças. Desta forma, não apenas se organiza a circulação das pessoas, mas também se estabeleçam as funções dos lugares. Como produto disto, pode-se destinar lugares para descanso, lazer, leitura, etc.
Embora nem sempre os espaços públicos sejam lugares ao ar livre, o livro argumenta que se deve garantir visuais para paisagens para que os cidadãos tenham possibilidade de contemplar as perspectivas da cidade.
Os espaços públicos, entendidos como locais de lazer e de encontro, devem contar com um mobiliário urbano que convide e fomente a interação entre as pessoas. Para que isto seja possível, devem existir baixos níveis de ruído que permitam que as pessoas possam conversar sem interrupções. Assim, os lugares públicos não devem estar próximos a locais com ruídos desagradáveis, como os de motores de veículos.
Incluir aparelhos de exercícios com o objetivo de incentivar um estilo de vida menos sedentário e por fim, mais saudável. Esta tendência pode representar uma primeira tentativa de cumprir com este critério que estabelece que os locais públicos devem garantir o acesso à equipamentos esportivos à todos os cidadãos.
Quando se constroem grandes obras, o ideal é que se garanta que os cidadãos possam se relacionar com esta nova infraestrutura em uma escala humana, ou seja, as dimensões não superem aquilo que está ao alcance de uma pessoa comum. Por exemplo, a cidade e seus espaços públicos deveriam ser constituídos a partir de uma escala humana, levando em conta a perspectiva dos olhos das pessoas.
Nas regiões com clima mais extremo, as atividades ao ar livre tendem a ser limitadas. Para potencializar estas atividades, devem ser criados espaços públicos que se relacionem com o clima e a topografia da cidade onde serão construídos.
Os parques tendem a conectar as pessoas com seus sentidos a um nível comumente inatingível em outros espaços urbanos. Para fomentar esse vínculo, os espaços públicos devem contar com bons acessos e pontos de encontro com a natureza, através da presença de animais, cursos de água, árvores e outras plantas. Do mesmo modo, para assegurar que os visitantes permanecem mais tempo no lugar, devem contar com um mobiliário urbano cômodo, que tenha um desenho e acabamento de qualidade e que esteja feito com bons materiais.
Fontes: Archdaily (https://www.archdaily.com.br/)
Para iniciar a leitura, conheça quais são os lugares e atividades que atualmente existem no Parque da Cidade. Esse foi um inventário realizado exclusivamente para esse Projeto, baseado em visitas de campo. Outras atividades informações podem existir pois, o uso do parque é marcado pela dinâmica e mudanças impostas pelas apropriações exercidas pelos usuários.
A partir desse inventário inicial é possível estudar o Parque da Cidade a partir dos três métodos apresentados anterior. Preferiu-se dividir a leitura por Zona do Parque.
A Zona Administrativa dispõe de muitos equipamentos atrativos ao público em geral e, conforme os dados mapeados, foi possível analisar e comprovar que a zona permite atividades costumeiras, eventuais e raras, como também, proporciona conforto ambiental e boa funcionalidade, já que é uma zona onde se é esperado ter de tudo um pouco, como o “centro” de uma cidade.
O poder dos 10+
Cada lugar precisar ter no mínimo 10 atividades, veja quais são as atividades da Zona Administrativa que mais se destacam.
Lugares com o poder dos 10+
Qualidade dos lugares funcionais da Zona Administrativa
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A Zona Cultural é um local que satisfaz parcialmente o usuário, por permitir mais atividades eventuais e raras. Alguns atributos morfológicos notados foram o conforto ergonômico e funcionalidade. Conclui-se que é permitindo parcial o acolhimento do indivíduo no ambiente, já que é uma zona primordialmente constituído por praças, restaurantes, grupo de escoteiros, espaços para caminhadas e descanso.
O poder dos 10+
Cada lugar precisar ter no mínimo 10 atividades, veja quais são as atividades da Zona Cultural que mais se destacam.
Lugares com o poder dos 10+
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A Zona Esportiva conta com um conjunto diversificado de atividades, que extrapolam funções associadas unicamente à prática de esportes. A área abriga estruturas compostas por campos, uma ampla área destinada à prática de hipismo, bem como é beneficiária de pistas para caminhadas e bicicletas. Entretanto, o local conta igualmente com estruturas associadas à educação – Escola Meninas e Meninos do Parque; restaurante – Restaurante Alpinos; entretenimento com cães – Parcão, entre outros.
No conjunto dessas atividades, algumas ocorrem com frequência irregular, sendo algumas costumeiras, outras eventuais ou raras. De maneira geral, as quadras não apresentam espaços de excelência, carecendo de boa pavimentação e equipamentos que favoreçam a permanência, como bancos. As pistas destinadas às práticas de caminhada e ciclismo encontram-se em boas condições de pavimentação e sinalização, que minimizam os esforços físicos dos usuários.
O poder dos 10+
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Lugares com o poder dos 10+
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Na Zona Feira, o desempenho para atividades costumeiras é baixo pois não há equipamento público que favoreça o uso constante e permanente do espaço disponível. O local não é explorado neste sentido, contando apenas com o pavilhão como foco principal, onde são realizadas feiras eventuais.
O poder dos 10+
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Lugares com o poder dos 10+
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A Zona do Lago dispõe de diversas e diferentes atividades, o que possibilita a realização de atividades costumeiras, eventuais e raras. De maneira geral, dispõe de espaços com boa qualidade que propiciam que as atividades costumeiras, como caminhar, brincar, trabalhar, conversar, ocorram de maneira espontânea. Apesar de ser um local prioritariamente focado no lago, esse enfoque não limita as atividades, satisfazendo uma heterogeneidade de usuários, que podem utilizar-se do espaço para contemplação, para encontros e celebrações, para atividades físicas dentro e fora do lago (SUP, pedalinho, caiaque, equipamentos de ginástica, pista de corrida etc), justamente pela potencialidade que o local fornece de diversas atividades serem realizadas próximas umas das outras, acredita-se que há uma minimização dos esforços físicos dos seus usuários.
O poder dos 10+
Cada lugar precisar ter no mínimo 10 atividades, veja quais são as atividades da Zona do Lago que mais se destacam.
Lugares com o poder dos 10+
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As análises baseadas no método de "12 critérios de qualidade" permite pontuar os lugares. A pontuação ajuda a monitorar as intervenções e saber suas eficiência ao longo do tempo. Abaixo estão o quadro com o resultado da mensuração. Sugere-se revisitar os lugares após as intervenções para verificar sua melhoria.
Na tabela, quanto menor a pontuação pior é a qualidade do lugar.
Análise Funcional
Os princípios são peças fundamentais para a formulação do partido de projeto. Eles são formulados a partir de um extenso diagnóstico e devem ser seguidos para dar norte a formulação dos desenhos.
Princípios Funcionais:
Favorecer atividades diuturnas, que permita frequência constante e permanente
Ampliar a multifuncionalidade dos lugares
Implementar a acessibilidade universal de forma ampla e a partir de percursos programados para todos os espaços
Implementar iluminação em pontos de grande circulação, prioritariamente com luz LED
Implementar iluminação cênica nos equipamentos e mobiliários mais relevantes
Reforma e qualificação dos equipamentos esportivos e de recreação
Instalação de infraestrutura: lixeiras, quiosques, sinalização, e outros que se fizerem necessário de acordo com a necessidade do lugar
Estabelecer um plano de locação de bancos e lugares de descanso em todo o Parque
Valorizar os espaços sombreados com implementação de equipamentos para recreação, contemplação e descanso
Implementar funções no Estacionamento, com fins em sua multifuncionalidade
Implementar sinalização que complementar a orientabilidade entre Zonas, com foco na facilitação do trânsito de pedestres e ciclistas
Implementar modal motorizado de circulação interna entre Zonas
Implementar equipamentos e mobiliários previstos no PUOC
Consulte no mapa abaixo as propostas de projetos idealizadas para as várias zonas do Parque da Cidade. O Mapa é navegável. Os ícones possuem descrição detalhada da propostas, clique para saber mais.