Interessa nessa análise a leitura da interação do Parque com a Cidade e da Cidade com o Parque. Nossa escala de observação foi o entorno (Asa Sul, Sudoeste e Octogonal). Centrou-se esforços na leitura da funcionalidade (Dimensão Funcional), Bioclima (Dimensão Bioclimática) e Co-presencialidade (Dimensão Copresencial) dessa leitura. Os resultados foram análises diagnósticas e diretrizes gerais. Concluiu-se que o Parque da Cidade está intimamente conectado com a Cidade circundante, como uma rede de interações. Para que o potencial pleno do Parque seja exercido é necessário intervenções também na cidade e vice-versa.
Conheça as leituras sobre o Parque e a Cidade
A dimensão funcional se destina à analise a nível de estudo de imagens e percepção dos lugares, fazendo assim com que exista a preocupação com o desempenho do espaço arquitetônico. Toda essa analise e feita a partir de uso diária dos seres humanos em suas atividades cotidianas juntamente ao comportamento de forma e espaço dos lugares.
A dimensão bioclimática se destina a análise de qualquer espaço socialmente utilizado e suas características, que se remetem ao conforto físico dos indivíduos. Esse conceito nos faz pensar na relação das sensações do usuário do espaço e ao meio ambiente urbano, que surgem através de condições climáticas, tais como modificação da temperatura e da umidade relativa do ar, da propagação e deformação do som, da passagem e difusão de luz natural, bem como da recepção ou evasão de partículas suspensas no ar e noivas a saúde humana. Disto isto as condições climáticas nos trazem a sensação de conforto e desconforto, como bem estar higrotérmico, conforto acústico, conforto luminoso e qualidade do ar, dos lugares em que se é utilizado, tudo isso para fim de analise e melhor desenvolvimento bioclimático.
A dimensão co-presencial esta relacionada a propensão de encontro entre indivíduos, relacionadas as configurações espaciais, sendo elas encontros casuais, sem nenhuma relação com programações de encontros, elas são dadas de maneira aleatórias, com isto nos mostra áreas de grandes aglomerações ou de nenhum encontro, ou raros entre pessoas.
Interessa nessa análise a leitura específica do Parque da Cidade. Aqui se amplia a lupa para observar as características operacionais, ambientais e simbólicas do lugar. A leitura foi dividida em três partes: Expressividade-simbólica, Conforto ambiental e Funcionalidade.
Os seres humanos têm expectativas por simbolismos e por fruição nos lugares, ambas despertadas pela configuração espacial e podem ser satisfeitas pelas relações emocionais vividas por meio de experiências sentimentais. Utilizamos aqui o termo Expressividade como subterfúgio para avaliar o desempenho do Parque da Cidade em evocar conteúdos coletivamente significativos. O tema perpassa campos como filosofia, arquitetura, arte e tantos outros espaços para debater o conteúdo imaterial dos lugares.
As condições climáticas urbanas inadequada condiciona perda da qualidade de vida para uma certa parcela dentro do meio urbano. O não conhecimento de certos fatores incidem diretamente no processo de planejamento de uma cidade ou até mesmo na construção de uma residência. Estes “fatores” relacionados ao conforto térmico, quando trabalhados juntos causa um desempenho de conforto maior ao ser humano.
O desempenho funcional dos lugares significa a adequação de suas formas com os requisitos operacionais das atividades ali desempenhados. Observa-se aqui a forma espacial, não desvinculados das expectativas dos usuários para com o lugar. Foi necessário avaliar a relação entre indivíduo e espaço para funções básicas como trabalho, lazer e descanso. Utiliza-se como parâmetro de avaliação princípios ergonômicos e antropométricos.