Os seres humanos têm expectativas por simbolismos e por fruição nos lugares, ambas despertadas pela configuração espacial e podem ser satisfeitas pelas relações emocionais vividas por meio de experiências sentimentais. Utilizamos aqui o termo Expressividade como subterfúgio para avaliar o desempenho do Parque da Cidade em evocar conteúdos coletivamente significativos. O tema perpassa campos como filosofia, arquitetura, arte e tantos outros espaços para debater o conteúdo imaterial dos lugares.
Não se busca avaliar a partir de uma visão utilitarista, isto é, com fins na promoção de uma experiência estética. Interessa mais evidenciar o que torna o Parque bonito ou feio, capaz de evocar vivências pregressas ou eventos históricos, bem como, despertar sentimentos de tranquilidade, melancolia, alegria, tristeza etc.
Objetivo: identificar os pontos de simbolismo mais relevantes a partir de fotos das redes sociais, bem como, avaliar sua agradabilidade visual, visando responder ao questionamento: Quais características expressivo-simbólicas marcam os setores do Parque da Cidade?
Método: Para a avaliação adota-se que os sentimentos são organizados pelos seres humanos de forma subjetiva mediante nossa socialização e exposição à códigos de linguagens oral, sonora, visual, espacial etc, o qual chamamos genericamente de cultura (Kohlsdorf, 2017). Como essa subjetividade convive com níveis de interessa culturais, é conveniente fazer uma distinção da agradabilidade visual e simbolismo em diferentes esferas, a saber, segundo Holanda (1990): 1) universal, desempenhado pela natureza humana e impactado pelo nosso sistema nervoso central e periférico; 2) grupal, desempenhado pelos contextos específicos de socialização e rede de influências nos nossos mecanismos de percepção; 3) individual, interferindo na apreensão e desfrute da beleza. Para essa análise, partiu-se do inventário de expressões individuais (fotografias) com fins na identificação da esfera grupal.
Para executar dessa análise, seguiu-se as etapas:
1ª) Logou-se no Instagram para acesso ao endereço: https://www.instagram.com/explore/locations/236680530/parque-da-cidade/
2ª) Selecionar 10 fotos, por grupo (totalizando 50 fotos), que destacam elementos relevantes do Parque. Estas fotos foram triadas para serem incluídas na análise final apenas as mais representativas.
3ª) A partir das informações coletadas (Etapa 2ª), avaliou-se:
Quais as características que permitem uma agradabilidade visual (Gestalt)? Em algumas fotos foram feitas marcações para destacar os elementos Gestalticos.
O lugar tem significado histórico ou afetivo para a sociedade? Respondeu-se com um breve texto, explicando o provável motivo da foto ter sido escolhida pelo autor.
4º) As informações foram socializadas com toda a equipe que promoveu uma análise conjunta, selecionou-se os pontos mais relevantes com fins na identificação de:
os elementos que os usuários dão mais importância pelo seu valor expressivo-simbólicos. Não buscamos o valor de uso (funcional), mas sim, plástico/estético.
as características mais relevantes desses elementos, com fins na replicação de seus elementos mais básicos em novos projetos.
respeitos aos elementos tombados e/ou de valor afetivo pelos usuários.
5º) Os dados coletados foram organizados de forma a sintetizarem o entendimento do valor estético do parque, conforme as categorias: "a arte do parque", "os animais no parque", "as atividades do parque" e "a vegetação do parque".
São referências principais para essa Análise:
KOHLSDORF, Gunter; KOHLSDORF, Maria Elaine. Ensaio sobre o desempenho morfológico dos lugares. Brasília: FRBH, 2017
GOMES FILHO, João. Gestalt do Objeto: sistema de leitura virtual da forma João Gomes Filho. Escrituras Editora e Distribuirdora de Livros Ltda., 2015.
Orientador: Dr. Orlando Vinicius Rangel Nunes
Equipe da Atividade de Extensão vinculada a disciplina de Urbanismo e Paisagismo III (Turma 2021-1):
Ana Carolina Oliveira da Silva
Andréa Curi Zarattini
Andressa Loiola Castro
Bruna Evaristo Carlos Regal de Barros
Camille Degan Fioravanti Filgueira
Iago Brasileiro Cunha
Júlia dos Santos Vasco Mendonça
Karine Maria Fernandes
Maria Margareth Wahrendorff
Matheus Augusto Ribeiro Ferreira
Milenna Yukie Silva Marques
Octávio Scalco Duarte
Renan Barbosa Shinkawa
Ruth Macêdo de Oliveira
Thaiane Costa de Sousa
Thaina Borges Floripes
A presença constante do Athos Bulcão em fotos publicadas pelos usuários demonstra a importância da arte e sua integração com o espaço livre público. A arte permite demarcar o espaço como um ponto de encontro, descanso e admiração. No Parque elas reforçam sua identidade, permitindo por meio de efeitos de semelhança, figura-fundo, aguçamento, tensão e complexidade, que haja sobretudo as qualidades semânticas de originalidade e constraste.
Azulejos Athos Bulcão
Os banheiros foram construídos como pontos de espera ao trenzinho, além de funcionar também como ponto simbólico/referência dada as paredes revestidas com os azulejos de Athos Bulcão. Apesar de não deixar claro o conhecimento da história por trás da edificação, o usuário parece interpretá-lo como um ponto focal dentro do Parque e com beleza e originalidade suficientes para uma postagem preta e branca conceitual (Bruna, Camile, Octávio).
Mesmo com um destaque evidente de figura-fundo, a cobertura mantem a unidade entre o espaço e a pista de corrida (Iago, Julia, Thaiane, Milena).
A parede (Athos Bulcão), a adolescente, a prancha indica o valor dado a arquitetura, design, monumento, esporte, lazer e “o orgulho”.
Nota-se nesses elementos efeitos de Semelhança / Figura–fundo – protagonismo da parede pelo seu valor histórico. Originalidade – os elementos da parede. Dominância – ênfase na parede. Clareza – compreende bem a figura. Relação figura-fundo – fácil decomposição. Nivelamento e aguçamento – aguça diferenças. Tensão – coloca elementos disputando o destaque. Ritmo e repetição dos elementos através de Equilíbrio, Envolvimento e Realce. (Margareth W.)
Grafites
O grafite é uma arte mais próxima do dia a dia, poder usufrui-lo e expor ele ao utilizar do espaços do Parque é um atrativo para fundos divertidos nas fotos (Bruna, Camile, Otávio).
As entradas e outros pontos dentro do Parque se tornam mais pregnantes, significativos, transformando a rotina e enchendo de cor e originalidade o caminho dos usuários .
Ter um mural/arte a céu aberto, de fácil acesso a quem está na pista de corrida torna o percurso mais visualmente agradável, além de ser convidativo (Camille)
Estatua de Gandhi
Nota-se que a estátua assume a função de Ponto focal, numa relação com Figura-fundo. A imagem de Gandhi associada às sensações causadas pela paisagem. Símbolo de paz e sabedoria, o busto de Gandhi foi um presente da Embaixada da Índia em comemoração de seus 60 anos. A composição de cores frias da natureza do parque ao fundo, como o azul do céu e da água e o verde da grama e das árvores, que geram a sensação de leveza, paz e tranquilidade, entram em contraste com a estátua do busto de Gandhi, líder indiano que figura na mente das pessoas como símbolo de evolução espiritual e de boas energias. (Bruna, Camille, Octávio)
Instalações provisórias (efêmeras)
Num ambiente aberto e rodeado por verde, sem que aqueles prejudiquem o local, mas sim trabalhem harmonicamente como figura e fundo torna ainda atrativo e agradável frequentar o local. O Parque foi idealizado para além de um espaço de lazer e atividades físicas, um espaço para atividades culturais. Ver um grupo que se destaca das demais edificações existentes chama atenção e leva os usuários a terem interesse de conhecer o que é, tanto pra quem está passando pelo Parque, quanto pra quem está “passeando” pelo Instagram (Bruna, Camille, Octávio).
Se destaca nessa instalação o efeito de Figura-fundo com ponto focal. Junção da paisagem do Parque com a execução de eventos culturais que o parque permite. A utilização da estrutura da exposição do CasaCor, onde sua forma é assimilada como uma moldura, transforma a paisagem bucólica do parque em uma pintura ou em uma ideia de jardim de casa (Bruna, Camille, Octávio).
Instalações artísticas
Registro de uma espectadora da exposição do CasaCor, realizada em momento de pandemia em que toda logística e temática foram repensadas para respeitar os protocolos e gerar reflexões que conversassem com a realidade imposta pela Pandemia. Apelo estético, em que a estrutura foi usada como plano de fundo e auxiliou a enaltecer a usuária, ornando com a paisagem natural ao fundo.
Arte Natural
A árvore, símbolo utilizado para representar a esperança no projeto Jardim da vida, foi centralizada no espaço, ganhando destaque. A pedra com a dedicatória ao projeto complementa o local, trazendo significado e equilíbrio ao resto da composição. Já a disposição circular dos bancos delimitam a lei de continuidade. O Jardim da vida é fruto de uma ação de prevenção ao suicídio, inaugurado pelo plantio de 32 ipêsamarelos (número de pessoas que falecem diariamente no Brasil, vítimas de suicídio), usados para simbolizar esperança e fortalecer a campanha Setembro Amarelo, com o intuito de criar um espaço de reflexão sobre a vida.
Se destacam nessa figura as relações de: Ponto focal, figura-fundo e continuidade (Bruna, Camille, Octávio).
Os animais são presenças constantes no Parque. Sejam os animais moradores permanentes, aqueles que são esporádicos por estarem migram ou os visitantes. Sua presença demonstra o caráter excepcional do lugar em relação ao contexto urbano do entorno. Do ponto de vista plástico, os animais formam a identidade do Parque ao trazer a imagem de simplicidade e associatividade.
Animais moradores permanentes
A imagem contempla a paisagem natural, a comunicação entre mãe e filho, com o meio ambiente e os animais que vivem ali, em um dia de lazer. Essa imagem traz um equilíbrio de estímulos em sua composição, e a sensação de harmonia que gera ao observador (Iago, Julia, Milena, Thaiane).
A proximidade dos patos na lagoa, que juntos, preenchem o lugar. É notório que a ação de alimentar esses animais sejam acontecimentos que criam vínculos emocionais e memoriais (Matheus).
Comentário de @benevenutonayara: "Salvadores da quarentena!!!”
Nesta visão o Parque e a Cidade são unidos. Pode se ver a Torre de TV ao fundo, além da roda gigante do parque de diversões. Chama a atenção a presença dos gansos. Traz a sensação de frescor e refúgio em plena cidade grande (Andréa, Karine, Thainá).
Animais visitantes
A similaridade e continuidade do gramado, influi como materialidade e delimitador. Assim, a pista se torna algo agradável de ser visto, sendo fácil a identificação das funções ali, dando uma ideia de continuidade de percurso. Se torna um guia, uma linha a ser seguida. Algumas pessoas postam a pista de corrida associando a conquistas pessoais (Bruna, Camile, Octávio).
Comentário na foto: @julianadelfinoendocrino. Olá pessoal Programação da manhã: Movimentar! Cada passo conta! Cada passo é um gesto de autocuidado, de gentileza com o que há de mais precioso: nosso corpo, nossa saúde. Vamos? Bom final de semana e cuidem-se.
Animais esporádicos
A beleza da arara, pássaro pertencente à fauna local, que pousou na folha de uma palmeira. Nela, podemos identificar o elemento que sobressai ao restante da paisagem da foto, ou seja, o pássaro se destaca do fundo da imagem. A fauna não só é interpretado como belo, como também serve para que laços sejam criados e memórias sejam guardadas.
Comentário na foto: @br080_cachorraviajante: "Que lindoooo 😍😍😍😍”
As atividades do Parque são, comumente, a fonte de atração dos usuários. Estas atividades são acompanhadas de espacialidades que dão forma e facilitam seu desempenho e, por sua vez, formatam o sentido de lugar. Cada espaço possui elementos plásticos que informam sua destinação, um brinquedo costuma comunicar destinar-se às crianças, uma ciclovia informa ser o espaço reservado aos ciclistas... Como resultado os mobiliários, os equipamentos e as infraestruturas são um importante definidor da expressividade dos lugares e acompanham as memórias dos usuários. Plasticamente, observa-se que no parque os mobiliários e equipamentos assumem a forma de ponto-focal e as infraestruturas de associatividade.
Mobiliários para atividades costumeiras //fixos
O Foguete é um brinquedo responsável pela diversão de diversas gerações de Brasília. O brinquedo é tradicional e que foi escolhido como ambientação do curta Foguete. Baseado em uma história real, e diferente da memória afetiva positiva dos frequentadores do brinquedo, o enredo se desenvolve em uma narrativa repleta de afeto, onde o protagonista tem seu trauma de infância revelado em uma ida ao parque com seu filho: a paixão pelo foguete e a comoção de ter sentido medo de descer em sua primeira, e única, tentativa de interação com o mesmo. A trama nos convida a refletir sobre como afetividade, carinho e memórias afetivas interferem positiva, ou negativamente, em nossas vidas e escolhas. Outro ponto curioso é que o curta foi exibido internacionalmente (NY, LA), e o diretor expos que ele foi bem recebido nesses lugares, mas diferentemente da reação do público local, as pessoas não se apegaram a figura de foguete, mas sim na mensagem de carinho que o filme traz (Bruna, Camille, Octávio).
O Foguete traz a alegria das crianças, valorizando o lugar. A história que tem por trás, se tornando assim um dos locais preferidos da comunidade (Ana Carolina, Ruth). Um dos maiores marcos simbólicos do Parque da Cidade, talvez tenha sido concebido apenas com o intuito de diversão, mas que proporcionou memórias significativas aos usuários, passando por diversas gerações.
Ponto focal e figura e fundo, em que o foguete é enaltecido e destacado pela paisagem ao fundo.
Comentários na postagem: @julianajro.adv "Vai trocar essas placas de ferro? Elas queimam as crianças quando esta muito quente.” // @fllavio_o: "Faz falta💔”.
Na perspectiva da criança o Foguetinho é um longo caminho contínuo, por onde a criança percorre, além de evidenciar as marcas do tempo e da ação humana que testemunham a sua história. (Matheus)
Conheça a histórica no vídeo:
"O Foguetinho do Parque Ana Lídia é um dos brinquedos mais famosos de Brasília. Mas você sabe quem o inventou? João Carlos Amador conta essa história!"
A histórica Praça da Fontes (atualmente desativada) expressa: Continuidade; Conexão entre elementos. Os elementos integram-se a partir da vista do observador. A área do lago é uma das áreas mais bem preservadas e mais frequentadas do parque, tanto por sua abrangência quanto por sua localização, que permite fácil acesso. .(Bruna, Camille, Octávio)
Originalmente a Praça cumpria a função de Ponto focal com forte pregnância, em que os jatos da fonte são vistos como um volume único, tornando-se o foco. A Praça das Fontes era bastante utilizada como ponto de encontro e espaço para realização de eventos culturais; hoje é bem menos frequentada devido ao abandono. O antagonismo representado pela imagem, delimitado pela grande quantidade de frequentadores e a fonte, em si, em funcionamento, gera nos espectadores uma aproximação com a memória de gerações antigas e entra em conflito com a própria memória afetiva que se tem, hoje, do espaço, levando-se até, a criar-se o sentimento/vontade de ver, novamente, o espaço abraçando a população da maneira em que foi projetado. (Bruna, Camille, Octávio)
É perceptível o apelo afetivo do lugar e, essa afirmação pode ser mais claramente percebida em frases citadas junto a foto como “Amo esse parque faz parte da minha infância” e “Incontáveis são os momentos especiais já́ presenciados aqui na Cidade da Magia”, que remetem a vivências positivas em tempos remotos. O Parque incorpora o tombamento de Brasília em sua escala bucólica. Portanto, a cena objeto da foto não se relaciona de maneira direta com o próprio tombamento. O objeto retratado faz parte do conjunto nominado “Parque da Nicolândia” e está classificado nesse documento como Equipamentos de Recreação e Lazer. (Andréa, Karine, Thainá). Outro artefato que tem destaque são as cores avermelhadas do pôr do sol, elemento característico/simbólico para muitos brasilienses (Andréa Zarattini).
Passar pela ponte é um atalho que integra os lados opostos do parque, o que se torna também uma atração ao permitir a passagem por cima da água que por vezes tem animais à vista. Partindo do ponto de vista do espectador na foto, o olhar da pessoa e o sentido das ondas da água junto a sua coloração conduzem a vista para a ponte que se integra com o todo, tornando a paisagem um grande maciço, ao mesmo tempo que gera uma hierarquia na imagem (Bruna, Camille, Octávio). Significado mais aparente: afetivo. Pontos de Simbolismo: o lago, a ponte, a natureza esporte, caminhada, convite a reflexão, observação, descanso, paz (Margareth W.).
Quadras de esporte remete ao lazer, saúde e bem estar, com a paisagem do céu de Brasília que compõe um fundo natural e perfeito.
O gramado em 1º plano que faz com você alongue o olhar para as árvores ao fundo (2º plano), que leva ao céu (3º plano), e a árvore (4º plano) compondo a paisagem com um fundo natural e perfeito.
Mobiliários para atividades eventuais
A paisagem do Parque é oferecida em conjunto com o ciclista, pessoas caminhando e a parada/banheiro que é um ‘cartão postal’ do parque. Pela a imagem e pela legenda, o responsável quis valorizar as coisas boas da vida agradecendo por ela, e a partir do instante que ele para pra retratar esse momento de gratidão e fixa aquele ponto onde mostra a natureza em seu esplendor, reflete na importância do parque como um elemento de ‘respiro’ no meio da correria do dia a dia.
Alguns comentários na foto postada enfatizam: "Mesmo em meio ao caos temos que continuar acreditando. 🙏🏾 "Mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez ..."
A foto mostra uma das coisas mais importantes que o parque traz à cidade: a atividade física. Muitas pessoas usam os espaços para se exercitarem. (Iago, Julia, Thaiane, Millena)
A qualidade do espaço se expressa pela simplicidade do ambiente, que transmite uma harmonia de forma natural, original. (Ana Carolina, Ruth)
Texto dos comentários mais relevantes:
deehmonteiro: “Aprendendo cada vez mais a estar presente no aqui e no agora. Sobre nossas manhãs de sábado maravilhosas com yoga, acroyoga, dogs e muita, mas muita luz, paz e amor ✨Namastê 🙏🏼🧘🏻♀️💙”
Percebe-se a clareza a predominância do céu na paisagem se destacando, mas ainda assim, interagindo com a imagem, denotando uma horizontalidade da paisagem, trazendo uma sensação de equilíbrio e harmonia. Ao fundo, na copa das árvores percebe - se uma unidade trazendo a sensação de união, assim como a posição de yoga que as meninas estão fazendo, nota-se que há um equilíbrio com todo o conjunto. (Andréa, Karine, Thainá)
As árvores estão dispostas próximas uma das outras, trazendo uma sensação de PROXIMIDADE, UNIDADE, CONTINUIDADE, FECHAMENTO e horizontalidade, trazendo uma sensação de leveza, equilíbrio, união, coletividade e cooperação a foto, assim como a posição das moças.
Percebe - se também um forte contraste entre FIGURA e FUNDO.
Mobiliários para atividades raras
As linhas de árvores em perspectiva formam uma linha única, causando a sensação de corredor. Essa área do parque é muito frequentada por causa de seu bosque de pinheiros que, por ser muito bucólico gera uma sensação de tranquilidade, além de ser frequentemente associado a paisagens de fora do Brasil. O bosque de pinheiros é um lugar que traz a sensação de felicidade e paz, associado também ao casamento, além disso, a linha em perspectiva criada pelas árvores coloca o casal no centro da imagem potencializando sua ideia. Nota-se: Continuidade; Proximidade. (Bruna, Camille, Octávio).
O Palco montado para eventos na Piscina de Ondas nos traz uma sensação de Unidade com a sua imposição e identidade bem marcada. Já nas laterais, temos um fechamento com a elevação do piso da área lateral e ainda equipado com grades para impedir entrada e saída de pessoas por este caminho. Já na parte central da imagem temos a Proximidade com uma grande aglomeração de pessoas que estão desfrutando do evento.
Com a presença do evento do Mimo Bar na revitalização da Piscina de Ondas, houve um aumento de visitantes no parque, principalmente, perto dos estacionamentos 7 e 8, onde se localiza a Piscina de Ondas. (Matheus)
Um grupo de pessoas tocando batuque transforma a paisagem sonora, foi uma atividade pausada por conta da pandemia e no momento de flexibilidade das medidas de proteção pode voltar a ativa. O fato é, o parque além de ser um espaço para lazer e pratica de atividades físicas, também é um local de encontros/junção de culturas de outras regiões e lugares. Além dessa publicação, sempre tem alguns encontros/eventos que oferece um novo conhecimento que não é nascido de Brasília, e o parque reconhece e oferta essas ações para toda população brasiliense. (Iago, Julia, Thaiane, Milena)
A vegetação é parte importante do espaço livre público, participando de forma determinante de várias funções ecológicas. No Parque da Cidade as massas arbóreas, além de sua funcionalidade, estão organizadas em maciços com fins cenográficos. A vegetação de copa alta predomina e pode ser vista em todas as partes. Nos trechos onde são rarefeitas, sente-se sua ausência.
A foto demonstra em seu significado afetivo: a pista a natureza, o céu, esporte, superação, amplidão, paz. A vegetação delimita o espaço de caminhada. A partir dai é possível destacar os efeitos de: Unidade / Proximidade – árvores / Continuidade – repetição das árvores ao longo da pista / Semelhança – árvores. Continuidade – prolongamento e permanência. Associabilidade – Simplicidade. Clareza e Ritmo – arvores. Equilíbrio dos pesos visuais. Amplidão. Direcionamento. (Margareth e Júlia).
A valorização daquilo que está esquecido ou impossibilitado de ser feito, a pista de caminhada ganha uma importância de qualidade de vida nesses tempos atuais de pandemia. Mostra o quanto faz falta a liberdade de estar neste lugar livremente. As árvores formando essa massa arbórea dá a sensação de continuidade, que faz a complementação da semelhança com a pista de corrida.
A foto demonstra em seu significado afetivo: o cão, o lago e a vegetação. Com pontos de Simbolismo: o lago, o pet e a natureza: paz, reflexão, observação, natureza, amizade, amor, ternura. A vegetação faz fundo, destacando os elementos em primeiro plano. A partir dai é possível destacar os efeitos de: Unidade – impossibilidade de dividir os elementos. Proximidade (arvores, patos) Semelhança – monotonia, paz. Continuidade – permanência, calma, monotonia, prolongamento. / Simplicidade – formas simples Clareza – fácil compreensão e Fácil decomposição. Fundo destacando o elemento mas tomando para si o protagonismo (o cão observa). Ritmo – elementos se repetindo. Equilíbrio pesos visuais. (Margareth e Júlia).
A pregnância da forma - árvores e seu reflexo na água – e, especialmente, as cores do entardecer são os elementos mais marcantes que nos permitem identificar a agradabilidade visual pretendida. Ao avaliar as rashtags associadas à imagem (#sunset #pordosolperfeito #brasílialinda #paz #natureza #pordosol #lindavisão), pode-se perceber o forte apelo afetivo, mas, igualmente, que esse convite se constrói na sua relação com a própria cidade. Nos comentários, pode-se a importância dada a “natureza” (Ex.: “Conexão natureza. A paz do entardecer.”), bem como a expressão na sua relação com acidade (Ex: “Cada lugar lindo nessa nossa Brasília”) (Andréa Zarattini).
A unidade, continuidade e semelhança - árvores e seu reflexo na água – e, especialmente, as cores do entardecer são os elementos mais marcantes que nos permitem identificar a agradabilidade visual pretendida. Com essa composição aponta para união das formas, caracterizando uma solidariedade entre elas (Andréa, Karine, Thainá).
Houve a intenção de dar ênfase aos banheiros/estação do antigo trenzinho, que contêm os azulejos de Athos Bulcão. Enquadramento da arquitetura por meio da vegetação em primeiro plano, indicando um fechamento.
Presume-se que o significado histórico/afetivo esteja norteado pelo padrão estético da arquitetura, associada aos azulejos de Athos Bulcão que, por si só, despertam afetividade de boa parte da população. (Andréa, Karine, Thainá)
A imagem pode ser avaliada sob dois aspectos principais: a vegetação e o equipamento (Estação do antigo trenzinho). A vegetação tem relação com a escala bucólica do tombamento e, assim, contribui para a garantia das razões que incluíram o Parque no perímetro de tombamento. Já a segunda, embora contenha elementos simbólicos importantes associados à cultura patrimonial da cidade (azulejos de Athos Bulcão), sua análise, no contexto dos instrumentos normativos aportados, se restringe ao PUOC. Na área do Parque existem 16 Estações do antigo Trenzinho. Estas estações estão enquadradas no plano como Mobiliário de Apoio a Serviços Públicos (MSP) e há orientação clara para que seja respeitado o projeto-padrão original.
Há pregnância da arquitetura, uma vez que houve a intenção de dar ênfase aos banheiros/estação do antigo trenzinho, que contêm os azulejos de Athos Bulcão. Essa intenção fica clara se considerarmos que houve um enquadramento/emolduramento da arquitetura por meio da vegetação em primeiro plano. Presume-se que o significado histórico/afetivo esteja norteado pelo padrão estético da arquitetura, associada aos azulejos de Athos Bulcão que, por si só, despertam afetividade de boa parte da população (Andréa Zarattini).
Ao olharmos a foto percebemos que as árvores estão dispostas bem próximas uma das outras, trazendo uma sensação de proximidade, unidade e fechamento. Há também uma certa Semelhança na escolha das espécies das árvores, trazendo uma sensação de coletividade. Percebe- se também a relação de figura/fundo entre as árvores e o céu. Portanto, percebe - se uma simplicidade, uma clareza, uma simetria e equilíbrio em todo o conjunto, por mais que pareça complexo (Andréa, Karine, Thainá),
Nesta foto, percebemos o fechamento, que os pinheiros formam, gerando uma ideia de unidade, proximidade e semelhança, trazendo ao usuário um mix de sensações, como de acolhimento, união, proteção, coletividade e aconchego. Percebemos também que a vegetação tem total dominância na foto e sua distribuição traz um ritmo e equilíbrio, assim como a posição da mulher traz essa ideia de equilíbrio.
O arqueamento dos bambus, traz a ideia de fechamento e ao mesmo tempo proximidade e semelhança, trazendo assim um ponto focal na imagem, esse fechamento ocorre de forma quase simetricamente perfeita, nos remetendo a sensação de equilíbrio e proximidade. Na foto, percebemos que a forma em que os bambuns se arqueiam enquadram a paisagem de forma quase que perfeitamente simétrica, trazendo uma sensação de equilíbrio, e a sua escala em relação a usuária traz a sensação de grandeza, imponência e predominância naquele ambiente, trazendo um contraste claro e focal com o fundo. (Andréa, Karine, Thainá)
Os princípios são peças fundamentais para a formulação do partido de projeto. Eles são formulados a partir de um extenso diagnóstico e devem ser seguidos para dar norte a formulação dos desenhos.
Os princípios foram baseados nas leituras apresentadas anteriormente.
PRINCÍPIOS EXPRESSIVO-SIMBÓLICOS
Cumprimento rigoroso do Plano de Uso e Ocupação e demais documentos de conservação ou preservação patrimonial
Incorporação (revitalização, reforma ou requalificação) de edificações subutilizadas e degradadas no interior do Parque ao uso cotidiano dos usuários
Destinação de espaços ociosos, de forma a integrá-los ao uso cotidiano do Parque
Valorização de áreas elogiadas pelos usuários
Ressignificação de áreas criticadas negativamente pelos usuários
Conservação ambiental, priorizando a vegetação nativa
União entre o mundo físico e virtual
Fomento à atividades artísticas, esportivas, educacionais e culturais
Não promoção de demolições, exceto nos casos de riscos a segurança humana e ambiental
Priorização da experiência do usuários
Formulação de projetos específicos para cada setor, sem deixar de integrá-los ao todo do Parque
Harmonização plástica/esteticamente entre as propostas presentes e futuras com as estruturas implementadas historicamente, com fins na manutenção da identidade
Consulte no mapa abaixo as propostas de projetos idealizadas para as várias zonas do Parque da Cidade. O Mapa é navegável. Os ícones possuem descrição detalhada da propostas, clique para saber mais.