AFONJÁ
Nome próprio de um general do exército Oió-iorubano do século XIX. No candomblé do Brasil, o nome é adotado como um dos avatares do orixá Xangô (antigo rei divinizado de Oió) e acaba aparecendo como sinônimo de Xangô.
AFOXÉ
Composto de três sílabas em língua iorubana (Á-fò-sé), refere-se ao conceito da palavra oral que, uma vez proferida, com suporte de elementos místicos, produz o efeito desejado pela força do poder místico (axé) imbuído na palavra. No contexto carnavalesco, denomina agremiações cujo tema e aparência remetem ao horizonte místico do candomblé. Os afoxé se apresentam no Carnaval com fantasias inspiradas nos vestuários africanos; sua música é cantada em língua iorubana, com acompanhamento de tambores de inspiração africana regidos pelas cadências dos agogôs e xequerês.
AGBA
Do iorubá àgbà, refere-se a uma pessoa de idade e experiência. É usado como adjetivo de superioridade na hierarquia dos terreiros, de acordo com a idade iniciática das pessoas.
AIÊ
Do iorubá Ayé, refere-se ao mundo dos vivos, significando também a terra.
ALAPINI
Título do sumo sacerdote do culto aos ancestrais, mais conhecido, na tradição afro-brasileira, como baba Egun. É comumente saudado como alapini-ipekun-oye, por ser o mais graduado de todos os ajoyé (dignitários) do culto.
ASIPÁ
Nome próprio da linhagem ancestral de Mestre Didi. Na sua origem iorubá-africana, é o título de um dos principais ministros nas cortes dos reis iorubanos das tradições de Oió.
ASSOGBÁ
Título do sacerdote consagrado ao orixá Obaluaê.
ATI
Conjunção “e” na gramática da língua iorubá.
AXÉ
Conceito importante na cultura iorubana. Referente ao poder de atualização de desejos mediante a sanção mística dos orixás e ancestrais. É chamado de axé também todo líquido que representa a força vital de plantas, animais e humanos, ou seja, o sangue, a saliva, o sêmen etc. No falar popular das religiões de matriz africana, axé virou sinônimo de ritos e rituais, assim como um referencial para todos aqueles que praticam os cultos.
AXÓ
Do iorubá aso, significa roupa, tecido, vestido ou similares.
AYO
Prefixo ou parte de um nome próprio em iorubá, significa felicidade ou alegria.
BABA
Pai em iorubá. Também é usado como tratamento para marcar hierarquia e respeito.
BIBI
Fragmento da expressão Omo Bibi, pessoa bem-nascida.
BIYI
Sufixo usado em nome próprio iorubano para afirmar a filiação mística e religiosa de uma pessoa a determinado orixá ou ancestral. São exemplos Obabiyi, Ogunbiyi e Osunbiyi.
GIGUN
Adjetivo; é um sentido hierático promovido pelo arranjo simétrico e verticalizado dos elementos.
EDÁ
Substantivo referente ao ser humano, também chamado de omo edá.
EGUN
Forma abreviada comumente usada no Brasil para se referir aos egunguns, espíritos ancestrais iorubá-africanos. Na adaptação afro-brasileira, são carinhosamente chamados de baba Egun.
EGUNGUN
Culto aos ancestrais. Trata-se da tradição de divinizar os ancestrais das linhagens iorubanas de forma a torná-los objetos de culto semelhantes aos orixás. No Brasil, o culto aos egunguns (baba Egun) é praticado como complemento essencial do culto aos orixás. As duas tradições, brasileira e ioribana, assim formadas, são denominadas, respectivamente, “lesse Orixá” e “lesse Egun”.
EJO
Designação genérica de serpentes.
ERAN
Termo derivado do substantivo eranko (animais, bichos) e usado como referência a todo tipo de carne.
ESO
Designação genérica de frutas.
EXIM
Grafia abrasileirada de esin (cavalo).
EYE
Designação genérica de pássaros. Na mitologia iorubana, o termo está associado ao culto às mães ancestrais (ìyàmi Oxoronga), com o pássaro místico sendo o símbolo de seu poder.
IALORIXÁ
Sacerdotisa líder de uma comunidade-terreiro. Termo comumente traduzido como “mãe de santo”.
IBIRI
Insígnia do poder da orixá Nanã. É confeccionada com feixes de nervuras do dendezeiro amarrados com couro e adornados de búzios.
IBO
Grafia abrasileirada de igbo (mato, floresta, recinto sagrado).
IGI
Designação genérica de árvores.
ILÊ
Casa. Termo usado para denominar os terreiros de candomblé enquanto casas comunais que reúnem a família de orixás.
IORUBÁ
Povo nativo de seis países da África Ocidental (Nigéria, Benin, Togo, Gana, Serra Leoa e Gâmbia). Os povos iorubanos contribuíram imensamente para a construção do sistema religioso afro-latino em diversos países da América. Sua religião, baseada no culto aos orixás, Egungun, Gelede e Ifá/Orunmila, entre outros, constitui o fundamento mais constante nas religiões de matriz africana, sendo exemplos o candomblé do Brasil, a santería cubana, o shango de Trindade e Tobago e o vodu do Haiti.
ITOKA
Locução verbal que significa comunicado, amostra.
L’OKUN
Pedaço de frase aglutinada em iorubá (ní òkun) que significa literalmente “no mar”. A depender do contexto, porém, pode ser uma expressão idiomática para se referir a um lugar distante.
MEJI
Numeral dois.
N’LAAWA
Fragmento do título de uma das obras de Mestre Didi, Opá baba n’laawa (bastão dos nossos ancestrais).
NAGÔ
Designação genérica dos povos de origem iorubá-africana no Brasil. Refere-se, ainda, ao seu culto.
NILÉ
Fragmento da frase aglutinada “ni ilé”, que significa “em casa”, “na casa”, “no terreiro” etc.
OBÁ
Título honorífico para todo rei iorubano. Nos anos 1930, em Salvador, o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá atribuiu o título de Obá de Xangô a pessoas de destaque da sociedade baiana, tidas como aliadas da comunidade.
ODARA
Conceito iorubano segundo o qual não há distinção entre arte e sagrado nem hierarquia entre objeto artístico e objeto utilitário. Nasceu da expressão “ó dára”, geralmente usada para confirmar a boa índole de pessoas, coisas e situações.
ODÉ
Apelido honorífico do orixá Oxóssi, por meio do qual ele é reconhecido e saudado como o rei-caçador e orixá da fartura. Ao lado de outro orixá, Exu Alaketu, Oxóssi é particularmente reverenciado entre os povos Ketu-iorubanos. Isso justifica sua popularidade no candomblé da Bahia, onde ele é considerado o “rei de Ketu”.
OGÃ
Cargo masculino para pessoas responsáveis por diversas categorias de funções na hierarquia do candomblé.
OLU
Chefe, líder, mestre.
OMO
Filho, descendente, afilhado.
OMO BIBI
Filho biológico.
OPA
Cajado, bastão.
OPÔ
Cetro.
ORANMIYAN
Um dos heróis fundadores das dinastias iorubanas em Oió e Bini (Edo). Descendente de Oduduwa, fundador da civilização iorubana, foi responsável pela maior expansão dessa civilização.
ORI
Complexo conceito epistêmico iorubano em torno do destino humano. Por ser atributo exclusivo, individual, é considerado o maior de todos os orixás e cultuado como a própria essência de cada indivíduo.
ORIQUI
Gênero literário iorubano composto de textos de louvor ao ori (essência) das pessoas, a divindades e a qualquer fenômeno importante da civilização iorubana.
ORIXÁS
Divindades da tradição religiosa iorubá-africana e seus derivados na diáspora afro-latino-americana. O panteão mitológico dos orixás iorubanos é composto de 601 divindades.
ORUN
Referente ao mundo místico iorubano, comumente traduzido como o além.
OSE (XANGÔ)
Machado cerimonial do orixá Xangô, caracterizado por possuir duas cabeças (lâminas).
OXUMARÊ
Orixá da tradição nagô-iorubana ligado ao arco-íris.
PEJIS
Altares dos orixás. Palavra de origem fon.
XAXARÁ
Indumentária do orixá Obaluaê, também conhecido como Xapanã.
Abertura
7 de abril de 2026, às 19h
Visitação
até 5 de julho de 2026
terças-feiras a sábados, das 11h às 20h
domingos e feriados das 11h às 19h
Pisos 1, 1SS e 2SS
MESTE DIDI – INVENÇÃO E ANCESTRALIDADE NA ARTE
AFRO-BRASILEIRA
Concepção e realização
Itaú Cultural
Curadoria
Ayrson Heráclito e Rodrigo Moura
Assistência curatorial
Tiago Sant'Ana
Projeto expográfico
Francine Moura
Projeto de acessibilidade
Itaú Cultural
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Avenida Paulista, 149 – próximo à estação Brigadeiro do metrô | Entrada gratuita
Espaços acessíveis
o prédio do Itaú Cultural apresenta facilidades para pessoas com deficiência física
Estacionamento
Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
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