Responsável: Jorge Faria
As novas tecnologias e as redes sociais proporcionam aos comportamentos de bullying e aos bullies uma nova plataforma de ações, que podem ter consequências emocionais igualmente devastadoras.
O cyberbullying corresponde ao uso da tecnologia para assediar, ameaçar, ridiculizar, gozar, difamar ou vitimizar outra pessoa de forma repetida. Pode acontecer em qualquer local, a qualquer hora, constantemente. Não requer força física, não implica um contacto cara-a-cara nem está limitado a algumas testemunhas. Um cyberbullie pode atormentar alguém 24h por dia, garantindo que nenhum lugar (nem a casa) é seguro, humilhando alguém perante centenas de testemunhas e sem sequer revelar a sua verdadeira identidade.
A divulgação de imagens embaraçosas, de mensagens ameaçadoras e a publicação de comentários caluniosos originam sentimentos negativos como a vergonha, o medo, o desespero e a humilhação. As vítimas podem sentir-se encurraladas e sem saída da situação. Podem desenvolver problemas de Saúde Psicológica, como a ansiedade ou a depressão, tendo já sido reportados vários casos de suicídio.
É importante ter consciência de que, a partir do momento em que o adolescente tem um telemóvel/ computador/tablet está em risco. Nem sempre é fácil para os pais e professores saberem quando e como devem intervir. A maior parte das crianças e dos adolescentes utiliza a internet e as plataformas digitais de forma diferente da dos adultos, estão constantemente conectados e realizam interações durante todo o dia.
Este trabalho procura alertar para os perigos da exposição do ‘eu’ no mundo online ao mesmo tempo que reflete, numa abordagem pouco comum, a visão dos alunos sobre estes problemas. O espectador deverá, para ter acesso à experiência completa, instalar a aplicação Artivive (disponível nas lojas de aplicações) e apontar a câmara do telemóvel para o cartaz.