Por Izabele da Costa
A minha história com o Flamengo começou em 2017. Sempre via meu pai assistindo aos jogos e torcendo pelo seu time. Então sempre me perguntava como funcionava o jogo, as regras; perguntava sobre os jogadores e isso me instigava a assisti-los. Em 2018 comecei a acompanhar cada vez mais e mais os campeonatos e os jogos que o Flamengo participava.
Em 2019, já o acompanhava constantemente. Esse foi O ANO do Flamengo, tudo que podia ganhar ganhou. Foi o ano que eu realmente descobri o que era mesmo torcer pelo timão. Daí que eu vi a força da torcida, o que era aquela paixão que meu pai me dizia que sentia, mas eu não entendia.
E o Flamengo é isso: raça, amor e paixão! Hoje eu entendo o significado dessas três palavras, hoje eu sinto isso.
A torcida do Flamengo é a maior do Brasil e é isso que faz o time ir pra frente, é isso que o faz não desistir de lutar.
2020 foi um ano muito difícil para todos os times do mundo, inclusive para o mengão. Ficaram um bom tempo parados, e a torcida nunca deixou de apoiá-los nesses momentos difíceis.
Agora, pouco a pouco a torcida está voltando aos estádios e eu fico muito feliz com isso. Estou ansiosa, pois a final da Libertadores 2021 já está chegando e o coração está a mil.
Estou convicta que o Flamengo irá ganhar mais uma vez porque ele é O MAIOR e O MAIS QUERIDO do Brasil!
Por Barbara Zocca
Desde criança meu pai, que é botafoguense, me incentivava a torcer pelo Botafogo. Embora eu vestisse a camisa e assistisse aos jogos que eram televisionados, por eu ter pouca idade, ainda não tinha muita noção do que estava acontecendo, na verdade, eu não sabia o que era torcer.
Depois de uma péssima campanha no Campeonato Brasileiro de 2014, o Botafogo foi rebaixado para jogar a série B da competição em 2015. Mesmo sem saber a dimensão daquilo, eu senti algo que nunca tinha sentido antes, como se uma angústia tivesse tomado conta de mim. Foi assim que eu descobri minha paixão pelo Glorioso.
Com isso, comecei a acompanhar mais o meu time. Na época, como eu não tinha internet e a Globo não transmitia a série B, eu me virava com o que tinha, normalmente ouvia pelo rádio. Naquele ano, além de conseguir o acesso para jogar a série A em 2016, o Botafogo foi campeão da segunda divisão.
Assim como a maioria dos times que acabam de subir de divisão, em 2016 o Botafogo não possuía um elenco que pudesse almejar grandes coisas na competição. Contudo, mesmo com todas as dificuldades, eles lutaram e conseguiram. Fizeram uma campanha incrível, terminando o campeonato em 5° e conseguindo uma vaga para jogar a pré-libertadores de 2017.
No dia 22 de janeiro de 2017, eu tive a oportunidade de ir, pela primeira vez, ao um estádio assistir ao jogo do Botafogo. Como a pré-temporada foi no Espírito Santo, eles fizeram um amistoso contra o Rio Branco para finalizar a preparação. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Em paralelo com minha vida de torcedora, tinha também a minha vida pessoal. Nesses mesmos anos, eu passei a ver o mundo de outra forma e criar minhas próprias opiniões. Comecei a ter consciência de coisas que antes eu não tinha por ser “criança” e acabei desenvolvendo diversos problemas, principalmente familiares. O Botafogo foi como uma válvula de escape na minha vida. Quanto mais problemas apareciam em minha vida, mais minha paixão pelo Botafogo ia aumentando e se tornando tão intensa...
Em dia de jogo, eu não conseguia pensar em mais nada. Parecia que todos os problemas sumiam, nada mais importava. Com isso, esse amor só foi crescendo cada vez mais. Em determinado período da minha vida, nada mais conseguia me despertar algum sentimento. Eu já estava completamente entregue e o Botafogo era a única coisa que me dava ânimo, o único que conseguia despertar algum sentimento dentro de mim (mesmo que fosse de raiva).
Esse sentimento ninguém entende e nunca vai entender. Simplesmente não tem como explicar a importância que esse clube tem em minha vida. Nada nunca fez e provavelmente nunca vai fazer eu sentir o que sinto pelo Botafogo. Eu não escolhi torcer pelo Botafogo, eu fui escolhida. Isso vai muito além do futebol. Nunca foi só futebol.