A disciplina Projeto 1 tem por finalidade enfrentar um desafio real e relevante por meio da concepção de uma intervenção inovadora, materializada em um artefato fígital que integra experiências físicas, digitais e sociais, prototipado em Arduino. Ao longo do semestre, os estudantes percorrerão etapas estruturadas de pesquisa, planejamento e validação, fundamentando suas decisões em métodos e evidências.
O trabalho será realizado em equipes multidisciplinares, favorecendo a colaboração e promovendo a compreensão e a valorização da diversidade de perspectivas e conhecimentos, condição essencial para a concepção de soluções tecnicamente consistentes e socialmente impactantes.
Propósito
Introduzir estudantes de Design e de Ciências da Computação ao desenvolvimento de projetos a partir de uma perspectiva interdisciplinar, centrada na compreensão de problemáticas reais. A disciplina propõe o trabalho colaborativo entre diferentes saberes, estimulando a escuta e o diálogo. Por meio da pesquisa, da ideação, da experimentação e da prototipação, os estudantes são convidados a articular pensamento criativo e lógico, culminando na criação de um artefato físico que materializa não apenas uma solução, mas um percurso coletivo de aprendizagem.
Objetivos
Promover uma intervenção inovadora para um desafio relevante, vivenciando etapas reais de pesquisa, planejamento e validação;
Proporcionar aos estudantes experiências práticas para aprenderem a trabalhar de forma colaborativa em grupos multidisciplinares, promovendo a compreensão e a valorização da diversidade de perspectivas e conhecimentos.
A disciplina de Projeto é baseada na metodologia PBL.
O método PBL (Aprendizagem Baseada em Problemas) é uma abordagem educacional que coloca o aluno no centro do processo de aprendizado. Aqui é proposta uma aprendizagem ativa, possibilitando o desenvolvimento de habilidades como pensamento crítico e resolução de problemas.
Benefícios:
A metodologia PBL favorece a construção de competências fundamentais, como autonomia, resolução de problemas e tomada de decisões. Ao lidar com situações reais, os estudantes exercitam a análise de informações, formulam hipóteses e constroem conclusões próprias, fortalecendo o raciocínio lógico e a reflexão aprofundada;
O trabalho coletivo é central no PBL. Ao interagir com colegas que possuem repertórios e perspectivas distintas, os estudantes desenvolvem habilidades de comunicação, cooperação e atuação em equipe, competências essenciais no ambiente profissional;
O PBL estimula a integração entre diferentes áreas do conhecimento, permitindo que múltiplos saberes sejam mobilizados na resolução de um mesmo desafio. Essa articulação amplia a compreensão dos conteúdos e evidencia como conceitos teóricos se aplicam de maneira integrada.
A disciplina adota uma dinâmica de trabalho que privilegia a flexibilidade de atuação. Os papéis não são fixos: variam conforme as demandas de cada etapa, as competências mobilizadas e os prazos do projeto. A liderança é compreendida como situacional e distribuída, emergindo de acordo com o contexto e a expertise necessária em cada momento.
A disciplina se orienta, portanto, sob o princípio de menos papéis, mais responsabilidades. Em lugar de cargos definidos, cada estudante assume compromissos claros de entrega, qualidade e prazos, transitando entre atividades técnicas, analíticas e de comunicação. Espera-se proatividade, corresponsabilidade pelos resultados coletivos, transparência no registro e no repasse de informações, bem como disposição para alternar a condução de frentes de trabalho quando o contexto assim exigir. Essa abordagem favorece a colaboração efetiva, o desenvolvimento de autonomia e a construção de soluções tecnicamente consistentes e socialmente relevantes.
O processo avaliativo decorrerá de três componentes complementares:
Acompanhamento do processo de desenvolvimento dos projetos pelos grupos (monitoramento de método, coerência das decisões e evolução das etapas);
Avaliação técnica do artefato desenvolvido (qualidade do artefato fígital prototipado em Arduino, aderência ao problema, testes e validação);
Avaliação de desempenho pelos pares (FaCT), realizada pelos próprios integrantes do grupo.
Para assegurar rigor e equidade, a disciplina adota o FaCT como procedimento de avaliação entre pares. Em cada Status Report, os membros da equipe atribuem notas individuais aos colegas (exceto a si próprios), tomando como referência os critérios abaixo. O objetivo é reconhecer contribuições reais e orientar melhorias contínuas.
Critérios avaliados
Colaboração (0–20 pts)
Habilidade de trabalhar de forma eficaz com outras pessoas, contribuindo para o alcance de objetivos comuns e respeitando a diversidade de pontos de vista.
Pensamento Analítico (0–20 pts)
Habilidade de decompor problemas complexos em partes menores para entender seus elementos e interações, facilitando a tomada de decisões com base em fatos e evidências.
Pensamento Crítico (0–20 pts)
Habilidade de avaliar argumentos e informações de maneira lógica e imparcial, questionando premissas e conclusões para chegar a soluções mais robustas.
Gestão do Tempo (0–20 pts)
Habilidade de organizar e priorizar atividades para garantir a execução eficaz das tarefas dentro do prazo disponível.
Motivação (0–20 pts)
Habilidade de manter-se engajado e dedicado às suas metas e responsabilidades, mesmo diante de desafios.
Soma máxima: 100 pontos.
A pontuação FaCT obtida por cada estudante define a porcentagem da nota de grupo no respectivo Status Report.
Esse modelo privilegia comportamentos profissionais esperados no projeto: qualidade, colaboração, responsabilidade e compromisso com prazos.
A avaliação do Projeto 1 foi desenhada para mensurar não apenas o resultado técnico final, mas também o domínio individual e a capacidade analítica de cada estudante. O processo é composto por duas etapas obrigatórias e estritamente individuais.
Avaliação Textual (Relatório Técnico Individual)
Nesta etapa, o foco é a capacidade de documentação, síntese e fundamentação teórica. Cada estudante deverá responder a questões relacionadas ao projeto, demonstrando conhecimento nas diversas etapas de desenvolvimento, da descoberta do problema até a implementação da PoC. Esta avaliação é individualizada, buscando refletir as pendências processuais do estudante.
Avaliação Oral (Arguição Individual)
A avaliação oral visa validar o conhecimento prático e a autoria do trabalho. Trata-se de uma conversa técnica entre o professor e o estudante. Terá duração de 10 a 15 minutos por estudante. O aluno fará uma breve exposição de sua parte no projeto, seguida de perguntas formuladas pela banca/professor.
Em consonância com a proposta pedagógica da disciplina´, que culmina na concepção de um artefato fígital prototipado em Arduino, as políticas abaixo visam proteger a autoria, definir titularidade, incentivar o compartilhamento responsável e garantir conformidade com a legislação brasileira de direitos autorais e de propriedade intelectual.
Coautoria: todo produto do projeto (código, hardware, documentação, imagens, apresentações, dados gerados) é de coautoria dos integrantes do grupo que contribuírem de forma relevante, incluindo a equipe de professores orientadores e a instituição de ensino superior.
Direitos morais: os estudantes mantêm seus direitos morais de autoria (paternidade, integridade e reconhecimento público).
Registro de contribuições: manter evidências (commits, atas, diário de bordo) para transparência.
Créditos: todos os materiais finais devem exibir nomes dos autores e colaboradores. Docentes e mentores só constam como coautores quando houver contribuição criativa substancial.
Os direitos patrimoniais sobre os resultados desenvolvidos na disciplina (incluindo, mas não se limitando a, software, firmware, esquemáticos, design de hardware, documentação técnica, marcas e conteúdos textuais/visuais produzidos no âmbito do curso) pertencem ao CESAR — Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife.
Qualquer licenciamento a terceiros, publicação sob licenças abertas (open source/open hardware) ou exploração comercial dos resultados exige anuência prévia do CESAR.
Exceções, quando houver, devem estar formalizadas por escrito (termo ou acordo específico) antes da divulgação pública.
Verificar compatibilidade de licenças (bibliotecas, imagens, ícones, sons, datasets) e atribuir corretamente a autoria.
Priorizar acervos com licenças claras (CC, MIT etc.) e não utilizar marcas registradas sem autorização.
Todas as fontes devem ser citadas e documentadas no projeto.
A IA pode ser utilizada como apoio; a responsabilidade autoral permanece dos estudantes.
É obrigatório documentar onde e como a IA foi utilizada (README/Metodologia) e revisar criticamente o material gerado.
Não incorporar conteúdo que viole direitos de terceiros ou termos de uso das plataformas.
Todo uso de IA deve ser declarado e explicado, bem como anexado os prompts no documento. Os usos são restritos às demandas passadas pelas professoras.
5) Imagem, voz e dados de participantes/usuários
Qualquer registro (foto, áudio, vídeo) ou coleta de dados requer consentimento informado e respeito à privacidade (anonimização quando couber).
O uso dos registros limita-se aos fins acadêmicos previstos na disciplina, salvo autorização adicional.
Dúvidas ou disputas sobre autoria/licenças devem ser comunicadas à docência para mediação e, quando necessário, encaminhadas às instâncias competentes do CESAR.
O descumprimento destas políticas pode acarretar revisão de nota, invalidação de entregas e outras medidas cabíveis.