A Desk Research, também conhecida como pesquisa secundária, é um método de pesquisa que envolve a coleta e análise de dados já existentes, em vez de gerar dados novos por meio de entrevistas ou experimentos. Essa pesquisa utiliza fontes como livros, artigos, relatórios, bancos de dados e a internet para obter informações relevantes sobre um determinado tema.
Importância da Desk Research:
Base para pesquisas futuras: Ajuda a identificar lacunas de conhecimento e direcionar pesquisas primárias.
Entendimento do contexto: Permite conhecer o cenário atual de um tema e suas principais tendências.
Validação de informações: Pode ser usada para confirmar ou refutar dados obtidos em outras pesquisas.
Crie uma cópia do board e compartilhe com os demais membros do grupo;
🟥 Objetivo: O que queremos descobrir?
Indique qual o tema/área será pesquisada;
Exemplo: "Como idosos lidam com aplicativos de banco?" ou "Quais as tecnologias atuais para reciclagem de lixo eletrônico?"
🟦 Quadrante de Notícias: O que está acontecendo agora?
Aqui entram as novidades, tendências de mercado e a opinião pública. Escreva uma frase com um resumo: "Matéria do G1 diz que golpes bancários contra idosos subiram 20%".
🟩 Quadrante de Dados: A prova real
Precisamos de números que provem que o problema é real a partir de fontes estatísticas, como IBGE, Statista, relatórios de grandes empresas (ex: Google Trends, Relatórios da Adobe ou Microsoft), dados governamentais.
🟧 Quadrante de Produção Acadêmica: Base sólida e ciêntífica
Aqui a gente busca profundidade. O que a ciência e os estudiosos dizem, a partir de fontes acadêmicas que podem ser encontradas em portais como Google Acadêmico (Scholar), Scielo, TCCs, artigos, dissertações, Consensus, SciSpace.
⬛ Quadrante Vídeos e Podcasts: Visão de especialistas
Às vezes, um vídeo, podcast ou postagem em um blog ou rede social explica de forma mais didática e direta o que pensam os especiaistas ou usuários sobre o tema pesquisado.
Organização dos links: Não percam a fonte! Sempre que criar um post-it, copie o link original e cole na área inferior correspondente. Isso é vital para criar a Bibliografia ou Referências Bibliográficas lá na frente, na entrega final do trabalho;
Sincronização: Depois que cada um do grupo pesquisou um pouco e o quadro está cheio de post-its, façam uma reunião para:
Ler em voz alta tudo o que foi pesquisado;
Identificar padrões e concordâncias;
Agrupar informações parecidas.
Cuidado com Fake News: Especialmente na área azul (Notícias). Verifiquem se a fonte é confiável;
Data importa: Em tecnologia e inovação, um artigo de 2010 pode ser pré-histórico. Tentem priorizar coisas dos últimos 3 a 5 anos, a menos que seja uma teoria clássica;
Wiki não é fonte final: A Wikipedia é ótima para começar a entender o tema, mas evitem citá-la como fonte oficial no post-it. Usem as referências que estão no final da página da Wikipedia.
Variedade de fontes consultadas – diversidade (acadêmicas, institucionais, de mercado, mídia, bases de dados etc.);
Confiabilidade das fontes – uso de materiais atualizados, reconhecidos e verificáveis;
Rastreabilidade – referências e citações bem documentadas.
Profundidade da análise – não apenas descrição, mas interpretação crítica;
Organização das informações – agrupamento por categorias, padrões ou tendências.
Relevância das informações coletadas – pertinência direta ao objetivo do projeto;
Aplicabilidade dos achados – contribuições claras para o próximo passo da pesquisa/projeto.
Clareza na exposição – linguagem acessível, objetiva e sem excesso de jargões;
Estrutura do documento/board – lógica, fluidez e padronização.
Colaboração e Processo
Divisão equilibrada das tarefas – contribuição visível de todos os membros;
Gestão do tempo – cumprimento dos prazos definidos;
Registro do processo – transparência no caminho percorrido até os resultados.
O problema deve ser provado com dados quantitativos e qualitativos (estatísticas, pesquisas) vindos da Desk Research;
As fontes devem ser citadas e confiáveis;
O problema deve ser descrito como uma "dor" real e mensurável.
Público: Diferencia quem sofre o problema (direto) de quem é afetado por tabela (indireto);
Gambiarras: Identifica comportamentos improvisados criativos que os usuários fazem para mitigar a dor. Isso mostra que o grupo observou o comportamento humano real.
Demonstra visão madura ao identificar barreiras múltiplas:
- Técnicas: Limitações de hardware, conectividade, processamento;
- Humanas: Resistência à mudança, dificuldade de aprendizado, ergonomia;
- Contextuais: Leis, burocracia, infraestrutura física.
Clareza da Proposta de Valor
Conecta a solução do problema a benefícios tangíveis: economia de tempo, redução de custos, impacto ambiental positivo ou inclusão social. Mostra o valor real de resolver esse "nó".
A Máquina do Tempo é uma ferramenta que busca apresentar uma narrativa temporal sobre um tema específico. Nos ajuda a entender de onde viemos (passado/contexto), onde estamos (presente/problema) e para onde queremos ir (futuro/visão).
Assim, a equipe constrói uma linha do tempo que favorece empatia, reflexão sistêmica e alinhamento de visão.
É uma ferramenta útil para:
Contextualizar o problema em diferentes tempos;
Explorar problemas amplos ou mal definidos;
Gerar visão compartilhada de futuro;
Explorar insights de usuários de forma sistêmica;
Contextos ricos em experiência humana;
Início de projeto (descoberta).
Um bom ponto de partida é não tentar abraçar o mundo. Escolha um tema ou problema que seja:
Relevante: afeta pessoas reais, de forma clara;
Observável: existem dados, relatos, notícias ou indícios acessíveis em desk research;
Aberto: não é uma questão já resolvida, mas algo que ainda pode ser explorado com soluções novas.
👉 Exemplo: em vez de “educação no Brasil” (amplo), escolher “como estudantes universitários lidam com a transição para o ensino híbrido” (recorte viável).
Ao observar a pesquisa exploratória (artigos, relatórios, notícias, dados secundários), preste atenção em três tipos de sinais:
Tendências → mudanças de comportamento, adoção de novas tecnologias, transformações culturais;
Ex.: aumento de aplicativos de mobilidade em pequenas cidades.
Dores persistentes → reclamações frequentes, barreiras que não mudam apesar de várias tentativas;
Ex.: estudantes que relatam dificuldade de engajamento em aulas online.
Lacunas de soluções → áreas em que já existem alternativas, mas são mal resolvidas ou pouco acessíveis.
Ex.: telemedicina disponível, mas sem integração de dados do paciente.
Esses sinais são bons indícios de onde aplicar a Máquina do Tempo.
Depois de listar possíveis problemas a partir da desk research, filtre-os com três perguntas:
Impacto: esse problema afeta um grupo relevante de pessoas?
Urgência: há sinais de que precisa ser resolvido agora (ou em breve)?
Explorabilidade: é um tema que permite criar hipóteses de solução variadas (não é uma pergunta já fechada)?
Se a resposta for “sim” para as três, você tem um bom ponto de partida para aplicar a Máquina do Tempo.
Defina o tema que será explorado (usando os passos anteriores) de forma mais aprofundada.
Pergunta central: Como as pessoas/empresas lidavam com esse tema no passado?
Exploração:
Qual a causa deste problema?
Que soluções já foram tentadas?
Que ferramentas, objetos, práticas ou crenças moldaram esse comportamento?
Que histórias ou memórias ficaram?
Pergunta central: Como as pessoas/empresas lidam com isso atualmente?
Exploração:
Quais são as dores e barreiras hoje?
Que soluções (parciais ou improvisadas) estão sendo usadas?
O que funciona bem e o que não funciona?
Pergunta central: Como gostaríamos que fosse no futuro?
Exploração:
Se tudo desse certo, qual seria a experiência ideal?
Como as pessoas lembrariam dessa experiência?
Que impacto positivo traria para usuários, organizações e sociedade?
Não Entregue: O problema não foi descrito.
Insuficiente: O problema é citado de forma vaga, sem contexto ou exemplos.
Regular: Há uma descrição do problema, mas sem evidências claras das dores ou lacunas.
Bom: O problema é descrito com alguma clareza, mas ainda sem delimitação adequada.
Muito Bom: O problema foi bem contextualizado, apresentando sinais concretos das dores ou lacunas, ainda que sem diagnóstico completo.
Excelente: O problema foi claramente descrito e contextualizado, mostrando sinais relevantes das dores, lacunas e incertezas, demonstrando porque é adequado ao uso da Máquina do Tempo.
Não Entregue: Não houve elaboração de visão de futuro.
Insuficiente: A visão proposta é genérica e não conecta com os objetivos do projeto.
Regular: Existe uma tentativa de visão de futuro, mas restrita a melhorias do presente imediato.
Bom: A visão de futuro foi construída de forma aspiracional, mas ainda pouco explorada em cenários desejáveis.
Muito Bom: A visão de futuro está clara, conectada ao propósito do projeto e mostra cenários possíveis de médio prazo.
Excelente: A visão de futuro é inspiradora, coesa e colaborativamente construída, permitindo alinhar a equipe em torno de cenários desejáveis e aspiracionais.
Não Entregue: Nenhuma referência às experiências ou percepções humanas foi feita.
Insuficiente: Experiências são mencionadas de forma superficial, sem relação com o problema.
Regular: Algumas histórias ou percepções dos usuários foram consideradas, mas sem estrutura clara.
Bom: Experiências humanas são reconhecidas como parte do problema ou da solução, mas ainda sem conexão com o eixo LEARN–USE–REMEMBER.
Muito Bom: As histórias e percepções dos usuários são utilizadas como referência para a análise e construção de hipóteses.
Excelente: A experiência humana é central na análise, explorando memórias, interações e percepções dentro do eixo LEARN–USE–REMEMBER, com forte relevância para o diagnóstico e para a visão de futuro.
Não Entregue: Não foram utilizados dados ou informações prévias.
Insuficiente: Os dados secundários aparecem de forma pontual ou desarticulada.
Regular: Há uso de algumas referências de desk research, mas sem impacto relevante no mapeamento.
Bom: Dados secundários foram utilizados de forma adequada, mas ainda pouco explorados na construção do “ontem” e “hoje”.
Muito Bom: O desk research foi bem aproveitado, sustentando as análises iniciais e apoiando a construção dos cenários.
Excelente: Há integração consistente entre desk research e análise de campo, garantindo base sólida para o “ontem” e “hoje” e aprofundando a reflexão sobre o futuro.
Não Entregue: Não houve organização das temporalidades.
Insuficiente: A organização é confusa, sem distinção clara entre “ontem”, “hoje” e “amanhã”.
Regular: As três dimensões temporais foram citadas, mas de forma incompleta ou desequilibrada.
Bom: A linha temporal foi organizada, mas sem conexões profundas entre passado, presente e futuro.
Muito Bom: O exercício temporal está bem estruturado, mostrando relações entre “ontem”, “hoje” e “amanhã”, ainda que com lacunas pontuais.
Excelente: O passado, presente e futuro foram trabalhados de forma integrada, com clareza e profundidade, permitindo entender como as experiências humanas e os dados históricos influenciam os cenários futuros.
Faça uma cópia deste template para o seu grupo:
Todas as entregas devem ocorrer no Google Site do grupo!