Enzo Cipriano e Helena Ogando
Sobre o Comitê
A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) é o órgão mais antigo da Nações Unidas, criado como um espaço democrático que permite que todas as nações do mundo discutam e resolvam os principais temas e desafios da humanidade a nível mundial.
Após os ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos da América, a Guerra ao Terror se firmou como um divisor de águas na política mundial e um novo começo na diplomacia global. Pensada inicialmente como uma reação militar estadunidense à ameaça do terrorismo no Oriente Médio, a Guerra ao Terror logo se tornou algo maior, influenciando a segurança, as relações entre países, os direitos humanos da comunidade internacional e o que entendemos por ameaça no século XXI, o que gerou debates importantes sobre a existência de limites quanto ao conceito de soberania nacional e o papel da ONU no combate ao terrorismo.
Nesse comitê, os delegados serão encarregados de refletir sobre as controversas medidas intervencionistas estabelecidas durante a Guerra ao Terror, com a tarefa imprescindível de reviver e reescrever a história vivida em 2003.
Excelentíssimos delegados, é com extrema honra que os apresentamos à Assembleia Geral das Nações Unidas da 18° edição das Simulações Anglo!
A AGNU, criada pelas Nações Unidas em 1946, sob o contexto do fim dos cruéis acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, cumpre, irrefutavelmente, uma das responsabilidades mais fundamentais que existem no mundo globalizado: proteger a paz global. Quando se trata da história da relação entre a AGNU e a Guerra ao Terror, percebemos que os líderes mundiais falham no objetivo principal desta organização — a proteção daqueles que não têm a chance de lutar por si mesmos.
Quando discutimos sobre a Guerra ao Terror em si, falamos antes de tudo sobre pessoas. Falamos sobre as vítimas na operação do Afeganistão, os jovens do Iêmen que foram impedidos de sonhar após a invasão, e os pais de família do Iraque que deram suas vidas pelo sonho de um futuro melhor para seus filhos durante a guerra. A discussão sobre a Guerra ao Terror parte, antes de tudo, da necessidade de justiça por todos. As discussões dos tópicos complexos que cercam nosso debate demandam que os senhores adentrem além de simples conceitos maniqueístas, exigindo que se leve em consideração uma bagagem cultural, política e social em cada pronunciamento.
A Guerra ao Terror se torna um tema tão sensível e importante pois nos força a refletir sobre o mundo atual sob a perspectiva da segurança global, dos direitos humanos e da administração internacional. Em um cenário de aumento da divisão política, examinar os limites, os equívocos e os ensinamentos da Guerra ao Terror é uma prática que vai além do âmbito acadêmico, sendo essencial para o futuro da harmonia entre as nações.
Como disse uma vez Friedrich Hayek, “A liberdade não significa apenas que o indivíduo tem tanto a oportunidade quanto o ônus da escolha; significa também que ele deve arcar com as consequências de suas ações" . Deste modo, a mesa diretora espera fortemente que possamos aprender e crescer neste comitê, criando ferramentas para um mundo mais justo e pautado na diplomacia.
Assim, a Mesa Diretora da AGNU 2026 deseja a todos uma excelente SiAn!
Enzo Cipriano Gagliotti Candelária
Diretor do Comitê
Helena Ogando de Resende
Diretora do Comitê