Ao longo deste trabalho, investigamos a feira de carros antigos no Poli sob múltiplos olhares: descrição do evento, relatos pessoais, observações visuais e reflexões culturais. Esse recorte permitiu não apenas relatar experiências individuais, mas também situar a feira como um fenômeno social e cultural que ultrapassa o simples encontro de entusiastas.
A partir dos relatos — tanto meus quanto de colegas — ficou evidente que a feira funciona como um espaço de convívio: pessoas vindas da universidade, amigos, famílias da região, se reúnem ali por interesses e gostos compartilhados. A repetição das visitas (nos dias 06, 13 e 27 de novembro, por exemplo) revela como o evento pode se tornar um hábito de lazer, socialização e pertencimento, especialmente para quem mora longe da faculdade. Esse aspecto destaca a feira como uma possibilidade de reconstrução de laços comunitários fora das salas de aula.
Além disso, a feira não é só sobre carros: ela reúne música, gastronomia (food trucks / barracas), conversas, encontros entre gerações — crianças, jovens, adultos, idosos —, o que reforça o seu papel enquanto espaço cultural e de socialização. Esse cruzamento de públicos e interesses simboliza a pluralidade e a convivência entre diferentes identidades, algo que dialoga diretamente com os conceitos estudados em “Identidade e Cultura”: identidade coletiva, memória, pertencimento e as múltiplas formas de expressão cultural.
Do ponto de vista pessoal, as visitas foram oportunidades de descompressão, trocas com amigos, reflexões sobre passado, presente e identidade — tanto individual quanto coletiva. Fora da rotina acadêmica, a feira mostrou-se um espaço de relaxamento e socialização, próximo das aulas, o que colabora para a construção de sentido de comunidade entre estudantes.
Por fim, este trabalho evidencia que a feira funciona como um microcosmo social: um ambiente em que gostos, memórias e afetos convergem. Ela revela a importância de espaços assim — culturais, comunitários — dentro da dinâmica da universidade e da cidade; espaços que favorecem o encontro entre diferentes pessoas, promovem trocas e criam laços. Dessa forma, a feira não é apenas um evento passageiro: ela se afirma como um espaço de sociabilidade, cultura e identidade para quem participa, reafirmando que a cultura popular e comunitária continua viva e significativa.
Considerando a dinâmica cultural do Bom Retiro e em comparação com a região da Liberdade, em que medida a comunidade coreana percebe a feira do bairro como um espaço de pertencimento?
O evento é entendido pelos coreanos como um ambiente que reforça laços identitários e os aproxima simbolicamente de seu país de origem?
Qual é a percepção do grupo sobre a receptividade do público brasileiro à cultura coreana? A feira realizada no Bom Retiro é frequentada majoritariamente por coreanos ou também atrai muitos visitantes brasileiros curiosos em conhecer e interagir com uma nova cultura?