Chamamos fake news e desinformação à informação falsa ou enganadora, muitas vezes apresentada como se fosse verdadeira, que é criada ou partilhada para manipular opiniões, ganhar dinheiro, gerar cliques ou causar confusão.
Pode aparecer em notícias, memes, vídeos, stories, mensagens em grupos ou publicações nas redes sociais, e é muitas vezes difícil de distinguir de informação credível.
A desinformação pode:
influenciar decisões (políticas, de saúde, financeiras) com base em mentiras ou meias‑verdades;
alimentar preconceitos e discursos de ódio;
fragilizar a confiança nas instituições, no jornalismo e na ciência;
prejudicar diretamente pessoas ou grupos, quando espalha rumores falsos.
Alguns sinais de alerta a trabalhar com os alunos:
Título muito sensacionalista ou alarmista.
Texto que apela só à emoção (medo, raiva, choque) e quase não apresenta factos ou fontes.
Fonte desconhecida ou pouco transparente, sem secção “sobre nós” clara.
Imagens manipuladas ou fora de contexto.
Erros graves de língua ou formatação pouco profissional.
Falta de data, autor ou links para fontes originais.
Ler para lá do título
Ver o texto inteiro, não partilhar só com base no que aparece no cabeçalho.
Verificar a fonte
Procurar informação sobre o site ou o canal: é um órgão de comunicação social reconhecido? uma organização oficial? um blog pessoal?
Procurar o autor
Ver se a pessoa existe, se tem credibilidade na área, se costuma publicar informação verificada.
Cruzar com outras fontes
Ver se a mesma notícia aparece em meios credíveis, agências noticiosas ou organismos oficiais.
Usar verificadores de factos
Consultar plataformas de fact‑checking nacionais e europeias indicadas pela Lusa, RBE, EU, etc.
Analisar imagens e vídeos
Se possível, usar pesquisa de imagem inversa ou comparar com outras imagens da mesma situação.
Oficinas de análise de notícias e publicações das redes sociais (9.º e 10.º ano).
Atividades sobre desinformação, algoritmos e bolhas digitais, com exemplos concretos de conteúdos manipulados.
Projetos de fact‑checking em disciplinas como Português, Filosofia, História, Geografia ou Economia.
Participação em iniciativas como SeguraNet, Semana da Internet Mais Segura e outras campanhas de literacia mediática.
Dicas:
Exemplos de Atividades: