FAKE NEWS Mentiras perigosas (RTP ENSINA)
As "fake news" são perigosas e podem influenciar eleições, saúde e comportamentos sociais.
Este vídeo ajudar-te-á a a identificar informações falsas e a importância de verificar a credibilidade das fontes.
É importante entender como a desinformação pode afetar as nossas vidas e como podemos/devemos ser cidadão críticos e bem informado.
AS FAKE NEWS COLOCAM EM PERIGO AS DEMOCRACIAS?
Fake News, Redes Sociais e o Caso Cambridge Analytica: Um Alerta para os Jovens
As redes sociais transformaram a sociedade e a forma como nos ligamos e consumimos informação. No entanto, esta revolução digital trouxe graves desafios, como a propagração de fake news e manipulação de dados, exemplificados pelo escândalo da Cambridge Analytica. Este escândalo representou uma fratura global do poder e influência que as redes sociais e a Data Science podem ter na manipulação das democracias.
O escândalo da Cambridge Analytica foi um dos maiores alertas da história recente sobre os perigos do uso inadequado de dados pessoais. A empresa britânica conseguiu recolher informações de milhões de utilizadores do Facebook, sem consentimento explícito dos mesmos, através de um teste psicológico. Os dados recolhidos não se limitavam aos participantes diretos, mas também incluíam informações dos amigos das suas redes sociais.
Com base nesses dados, a Cambridge Analytica criou perfis psicológicos detalhados, que foram usados para direcionar mensagens políticas específicas, como nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016 e na campanha do Brexit no Reino Unido. Isso levantou sérias questões éticas sobre privacidade e manipulação de opinião pública.
Este caso demonstrou como as redes sociais podem ser usadas para influenciar decisões políticas e questionou o papel das grandes plataformas digitais na proteção dos dados dos seus utilizadores. Para os cidadãos, tornou-se um exemplo claro da importância de proteger as suas informações online e de exigir maior transparência das empresas de tecnologia.
Os jovens, nativos digitais, estão particularmente expostos a essas manipulações. Notícias falsas, muitas vezes sensacionalistas, espalham-se rapidamente nas redes sociais, dificultando a distinção entre o que é verdadeiro e o que é falso.
Acresce que os algoritmos das redes sociais tendem a reforçar as bolhas de informação, limitando a diversidade de perspectivas e assim a capacidade dos jovens de ver a floresta e não apenas a folha.
Para se protegerem, os jovens devem adotar uma postura crítica e informada. Aqui estão algumas dicas práticas:
Verificar fontes: Antes de partilhar qualquer informação, é essencial confirmar a veracidade e confiabilidade das fontes.
Educação mediática: Participar de programas ou workshops que ensinem a identificar fake news e compreender o funcionamento dos algoritmos.
Privacidade em primeiro lugar: Ajustar configurações de privacidade nas redes sociais e evitar a partilha de informações pessoais desnecessárias.
Diversificar fontes de informação: Pesquisar notícias em diferentes plataformas/sites para obter uma visão mais ampla e equilibrada.
A democracia depende de cidadãos informados e conscientes. Ao desenvolver um pensamento crítico e agir com responsabilidade, os jovens podem proteger-se e contribuir para um ambiente digital mais saudável e democrático.
O futuro das democracias está, em grande parte, nas mãos da geração digital.
FAKE NEWS - Jornalismo, Fake News e Desinformação
Fake News: Um Desafio para a Literacia da Informação
As fake news, ou notícias falsas, tornaram-se uma preocupação global na era digital. A disseminação de informações enganosas, muitas vezes de forma intencional, não apenas compromete o acesso à verdade, mas também impacta negativamente as democracias e a confiança pública. O documento da UNESCO, “Jornalismo, Fake News e Desinformação”, enfatiza a importância de educar a sociedade para lidar com esse fenómeno e combater a desinformação.
De acordo com o manual da UNESCO, as fake news podem assumir diferentes formas: desinformação (informações falsas disseminadas de forma intencional para enganar) e má informação (informações incorretas partilhadas sem intenção maliciosa). Ambas têm consequências prejudiciais, alimentadas pela rápida difusão nas redes sociais, que operam sem regulação suficiente e exploram algoritmos para reforçar bolhas de desinformação.
Os jovens são fundamentais na luta contra a desinformação. Aqui estão algumas estratégias sugeridas:
Verificar Fontes: Antes de partilhar informações, é essencial confirmar a sua autenticidade e origem.
Educar-se sobre Media: Participar em programas de literacia mediática pode ajudar a entender o impacto das fake news.
Promover o Pensamento Crítico: Questionar o conteúdo antes de aceitar como verdadeiro é essencial para combater narrativas manipuladoras.
Apoiar o Jornalismo Ético: Consumir conteúdos de fontes jornalísticas confiáveis e independentes.
As escolas têm um papel crucial na formação de cidadãos críticos e bem informados. A introdução de disciplinas relacionadas com a literacia da informação pode dotar os alunos de competências na identificação de informações falsas. Podemos, desta forma, educar cidadãos com uma base sólida para fomentar uma sociedade mais informada e capaz de escolher/analisar fontes de informação.