🌱 Sabias que existe um «Cofre do Apocalipse» para guardar sementes?
🌍 Queres descobrir como é o interior deste cofre?
👉 Entra no Ctemteofre do Apocalipse e faz uma visita virtual!
Imagina um enorme cofre escondido numa montanha gelada, perto do Polo Norte, onde estão guardadas mais de 1,4 milhões de amostras de sementes de todo o mundo!
Parece ficção científica, mas existe mesmo! Chama-se Banco Mundial de Sementes de Svalbard, fica na Noruega e foi criado para proteger a diversidade das plantas que utilizamos na alimentação.
E Portugal também participa nesta missão!
No dia 13 de outubro de 2026, o nosso país depositou mais 334 amostras de sementes de feijão e milho, aumentando para 1861 o número de amostras portuguesas protegidas neste cofre.
🧪 A ciência por trás do cofre
As sementes são conservadas a −18 °C, uma temperatura que ajuda a manter a sua capacidade de germinar durante muitos anos. Se uma variedade agrícola desaparecer devido a uma guerra, doença ou catástrofe natural, estas reservas poderão ajudar a recuperá-la.
🔎 Curiosidade científica: Portugal participa numa experiência que vai durar 100 anos para descobrir durante quanto tempo as sementes conseguem continuar a germinar!
Quando pensamos em vida, imaginamos normalmente plantas, animais, pessoas… seres que precisam de condições relativamente confortáveis para sobreviver.
Mas a Natureza gosta de nos surpreender! 🌍🔬
Cientistas descobriram, nas águas quentes de uma zona vulcânica da Califórnia, um organismo microscópico capaz de sobreviver a temperaturas que, até agora, eram consideradas demasiado elevadas para vida complexa.
O seu nome é Incendiamoeba cascadensis e é uma espécie de ameba — um organismo unicelular capaz de mudar constantemente de forma.
O mais surpreendente?
Esta pequena “ameba de fogo” consegue reproduzir-se a temperaturas de cerca de 63 °C!
E consegue permanecer ativa a cerca de 64 °C, continuando a movimentar-se e a procurar alimento. Quando é exposta durante alguns minutos a temperaturas de 70 °C, consegue recuperar depois de voltar a temperaturas mais baixas.
Até agora, os cientistas consideravam que os organismos eucariontes — seres vivos cujas células possuem um núcleo, como os animais, plantas, fungos e muitos microrganismos — tinham um limite de sobrevivência ao calor próximo dos 60 °C.
A Incendiamoeba cascadensis ultrapassa esse limite.
É como se a Natureza tivesse acabado de dizer aos cientistas:
“Talvez ainda não saibam quais são realmente os limites da vida!”
Os investigadores descobriram que esta ameba possui diferentes mecanismos que podem ajudá-la a resistir ao calor, incluindo estratégias para proteger o seu ADN e manter as proteínas funcionais a temperaturas extremas.
O organismo foi encontrado numa zona de águas termais do Lassen Volcanic National Park, na Califórnia.
Estes ambientes são verdadeiros laboratórios para os cientistas porque apresentam condições extremas: temperaturas elevadas, diferentes níveis de acidez, pouco oxigénio e uma grande variedade de minerais.
E, mesmo assim, há vida!
São os chamados extremófilos — organismos capazes de viver em condições que seriam muito difíceis ou impossíveis para a maioria dos seres vivos.
Aqui está a parte mais fascinante!
Os cientistas que procuram sinais de vida fora da Terra estudam estes organismos para perceber quais são os limites da vida.
Se descobrirmos que determinados seres conseguem sobreviver em ambientes muito mais extremos do que imaginávamos, então também podemos começar a procurar vida em locais que antes pareciam pouco prováveis.
Por exemplo, alguns ambientes de Marte ou de outros mundos do Sistema Solar podem ter sido, ou ainda ser, muito diferentes da Terra.
Por isso, estudar organismos como esta pequena ameba ajuda os investigadores a responder a uma pergunta gigantesca:
Ainda não temos qualquer prova de vida extraterrestre.
Mas cada organismo extremófilo descoberto na Terra ajuda a alargar a nossa ideia sobre aquilo que a vida é capaz de fazer. A NASA explica que o estudo dos extremófilos ajuda precisamente a orientar a procura de vida para além do nosso planeta.
Esta história mostra-nos algo muito importante sobre a Ciência:
quando pensamos que já conhecemos os limites da Natureza, uma nova descoberta pode obrigar-nos a repensá-los.
Uma criatura microscópica, escondida numa fonte termal, pode estar a ajudar os cientistas a responder a uma das maiores perguntas de sempre:
🌍 Estamos sozinhos no Universo? 🪐
🔬 Conta-me Ciência — porque, às vezes, as maiores descobertas encontram-se nas coisas mais pequenas!
Quando pensamos no nosso planeta, imaginamos uma enorme esfera azul, aparentemente imóvel e perfeitamente equilibrada no espaço.
Mas a realidade é bem mais interessante!
Os cientistas descobriram que a distribuição da água, do gelo e até do ar faz com que o centro de massa da Terra se desloque ligeiramente ao longo do ano.
E estamos a falar de quê?
Apenas alguns milímetros!
Pode parecer insignificante, mas os cientistas conseguem detetar este movimento minúsculo graças a satélites e instrumentos extremamente precisos.
A água do planeta está constantemente em movimento.
Ao longo das estações do ano:
❄️ acumula-se neve na América do Norte e na Eurásia;
🌧️ enormes quantidades de água da chuva ficam armazenadas nos continentes;
🌊 a água circula entre os continentes e os oceanos;
🧊 o gelo derrete e volta a formar-se;
☁️ e até a distribuição do ar na atmosfera muda.
Toda esta movimentação significa que a massa da Terra não está distribuída exatamente da mesma maneira durante todo o ano.
Por exemplo, os investigadores estimaram que, em março, a acumulação de neve no hemisfério norte pode deslocar o centro de massa da Terra cerca de 3 milímetros em direção ao Polo Norte. Na Amazónia, a enorme quantidade de água armazenada durante a época das chuvas também provoca um pequeno deslocamento.
É aqui que entram os satélites!
Os investigadores utilizam GPS, satélites em órbita e sistemas de medição por laser para detetar alterações minúsculas na posição da Terra.
Uma das missões utilizadas para estudar estas alterações é a GRACE-FO, uma missão conjunta da NASA e do Centro Alemão de Investigação em Geociências. Os seus dois satélites conseguem detetar pequenas alterações no campo gravitacional provocadas, entre outras coisas, pelo movimento de grandes quantidades de água.
Não! Não significa que a Terra esteja a sair da sua órbita ou que esteja a “abanar” de forma perigosa.
É um movimento minúsculo e natural, provocado pela redistribuição da massa à superfície do planeta.
Mas é muito importante para a Ciência!
Conhecer exatamente onde está o centro de massa da Terra ajuda a melhorar os sistemas de navegação, os mapas, as medições de altitude e outras tecnologias que dependem de referências extremamente precisas.
A Terra parece-nos imóvel…
mas, na verdade, está constantemente a mudar!
A neve que cai, a chuva que enche os rios, a água que circula pelos oceanos, o gelo que derrete e até o ar da atmosfera contribuem para uma pequena “dança” do nosso planeta.
🌍💧 À escala humana, não conseguimos senti-la.
À escala científica, conseguimos medi-la!
E esta é mais uma prova de que, quando olhamos para a Terra com instrumentos suficientemente precisos, descobrimos que nada está verdadeiramente parado.
🔬 Conta-me Ciência — porque há sempre mais Ciência para descobrir!
Vê o vídeo para perceberes melhor a importância de cuidar da Terra e como pequenas ações podem fazer a diferença.
Sensibiliza para problemas ambientais (poluição, alterações climáticas, perda de biodiversidade)
Incentiva atitudes mais sustentáveis
Promove a participação ativa dos jovens na proteção do planeta
Reduzir, reutilizar e reciclar
Poupar água e energia
Evitar desperdício
Participar em atividades ambientais
Cuidar da Terra é uma responsabilidade de todos. Pequenas ações no dia a dia podem contribuir para um futuro mais sustentável.
Os professores do Clube Ciência Viva, integrados no Departamento de Matemática e Ciências Exatas, visitaram o Parque Metropolitano da Biodiversidade, no Seixal, para conhecer de perto um dos espaços naturais mais promissores da região. O parque destaca-se pela riqueza dos seus habitats e pela forma como combina ciência, conservação e contacto direto com a natureza.
Entre pinheiros-bravos, áreas de campo aberto e trilhos discretos, descobrimos o impressionante Charco Mediterrânico Temporário, um habitat raro onde já foram identificadas cerca de 11 espécies de anfíbios, como o sapo-corredor, a rela e a salamandra-de-pintas-amarelas. Este charco ganha vida sobretudo na primavera, oferecendo um cenário ideal para futuras atividades com os alunos.
Ao longo da visita observámos ainda estevas, baracejo, flores silvestres, cogumelos e insetos polinizadores, sinais de um ecossistema dinâmico e em recuperação. A presença de projetos como o Zimbral for Life, da Universidade de Évora, reforça o papel científico e educativo deste espaço.
Esta exploração permitiu-nos identificar oportunidades para criar atividades interdisciplinares que aproximem os alunos da biodiversidade local. O parque é um excelente palco para aprender a observar, questionar e relacionar o que vemos com os conteúdos das nossas disciplinas.
Para saber mais clica👉🏼🔗
Flor silvestre tipo açafrão-bravo
Uma flor roxa típica dos pinhais mediterrânicos (açafrão-bravo). É uma planta herbácea de florescimento precoce, comum em matos e zonas de pinhal.
Flor silvestre com inseto polinizador
Uma flor roxa típica dos pinhais mediterrânicos (açafrão-bravo). Na imagem surge visitada por um polinizador, sinal da atividade ecológica presente no subcoberto do pinhal.
Cogumelos do sub-bosque do pinhal
Pequenos cogumelos que surgem em matéria orgânica em decomposição, importantes na reciclagem de nutrientes.
Charco Mediterrânico Temporário
Um laboratório natural onde a água traz vida nova ao pinhal, permitindo observar anfíbios, plantas e outros sinais da biodiversidade local.
A Inteligência Artificial (IA) está presente em quase todos os aspetos das nossas vidas: desde as recomendações que recebemos no YouTube, às assistentes virtuais nos nossos telemóveis, passando pelos sistemas de reconhecimento facial e até aos chatbots que nos ajudam a resolver problemas. Mas será que alguma vez paraste para pensar no impacto ambiental desta tecnologia?
Cada vez que fazemos uma pesquisa online, pedimos ajuda a um assistente virtual ou geramos uma imagem com IA, estamos a consumir energia. E não é pouca! Os centros de dados (data centers) que alimentam estas tecnologias são verdadeiras fábricas de processamento que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Alguns dados impressionantes:
Treinar um modelo de IA pode emitir tanto CO₂ quanto 5 automóveis durante toda a sua vida útil
Os centros de dados consomem cerca de 1-2% da eletricidade mundial
Uma única pesquisa com IA generativa pode consumir 10 vezes mais energia que uma pesquisa tradicional no Google
Até 2030, estima-se que a IA possa representar até 4% das emissões globais de carbono
A pegada ecológica da IA concentra-se em três áreas principais:
Treino dos modelos: Criar um sistema de IA requer processamento intensivo durante semanas ou meses, consumindo enormes quantidades de energia.
Armazenamento de dados: Toda a informação precisa de ser guardada em servidores que necessitam de refrigeração constante para não sobreaquecerem.
Utilização diária: Cada interação com sistemas de IA consome energia, e com milhões de pessoas a usá-los simultaneamente, o impacto multiplica-se.
Para além da eletricidade, os centros de dados consomem quantidades massivas de água para refrigeração. Estima-se que treinar um único modelo grande de IA possa consumir tanta água quanto o necessário para produzir 370 carros BMW!
A IA também pode ser parte da solução para os desafios ambientais:
Otimização energética: IA pode gerir redes elétricas de forma mais eficiente
Agricultura de precisão: Reduz o desperdício de água e fertilizantes
Previsão climática: Melhora os modelos de previsão de eventos extremos
Economia circular: Ajuda a otimizar processos de reciclagem e redução de resíduos
Energias renováveis: Melhora a eficiência de painéis solares e turbinas eólicas
Como utilizadores conscientes, podemos:
✓ Questionar a necessidade: Precisamos mesmo de usar IA para esta tarefa ou há alternativas mais simples?
✓ Escolher empresas responsáveis: Dar preferência a serviços que usam energia renovável nos seus centros de dados
✓ Otimizar o uso: Evitar pedidos repetitivos e desnecessários
✓ Educar-nos: Compreender o impacto das nossas escolhas digitais
✓ Pressionar por transparência: Exigir que as empresas divulguem o impacto ambiental dos seus serviços
A próxima vez que usares um sistema de IA, pensa: será que o benefício que obtenho compensa o custo ambiental? Como podemos equilibrar a inovação tecnológica com a sustentabilidade do planeta?
A IA veio para ficar, mas cabe-nos a nós - cientistas, programadores, educadores e cidadãos - garantir que o seu desenvolvimento seja sustentável. A tecnologia deve servir a humanidade sem comprometer o futuro do nosso planeta.
As empresas preparam-se para a mineração no fundo do mar, onde existem grandes quantidades de metais preciosos, como manganês, níquel, cobalto e cobre, metais necessários para as baterias de veículos elétricos, principal elemento da transição energética.
Uma investigação recente da Universidade do Havai alerta que a mineração no fundo do mar — especialmente em zonas profundas entre cerca de 200 m e 1500 m (a chamada “zona crepuscular”) — pode causar perturbações importantes à cadeia alimentar oceânica.
Os cientistas analisaram resíduos provenientes de um ensaio de mineração feito em 2022 e verificaram que as nuvens de sedimentos/partículas libertadas podem ser confundidas com alimento, zooplâncton, levando a subalimentação ou falhas nutricionais, que por sua vez afetam peixes maiores.
O estudo adverte que, embora muitas pesquisas se tenham centrado apenas nos danos no leito marinho, os impactos na coluna de água — onde muitos organismos dependem de partículas em suspensão — podem ser igualmente (ou mais) graves.
Sabias que Portugal é pioneiro na Europa em travar a mineração no fundo do mar?
Vê o vídeo "O que é a mineração em águas profundas" para teres uma informação mais aprofundada do tema.
Depois conversa sobre o tema com a IA.
O Vive na Boa é um jogo lúdico-didático que visa promover estilos de vida saudáveis e prevenir comportamentos de risco entre jovens a partir da reflexão/responsabilização face às consequências das escolhas/decisões tomadas no quotidiano.
Esta ferramenta assenta numa abordagem integrada da promoção da igualdade de género enquanto eixo estruturante das culturas e práticas juvenis saudáveis em domínios tão relevantes como a sexualidade responsável e prevenção de IST's; prevenção do uso de drogas, incluindo o álcool e o tabaco; alimentação saudável, prática de exercício físico, saúde mental, cyberbullying.
Entra no site Vive Na Boa! , constrói uma personagem, que vai percorrer todos os cenários do jogo.
É atribuída uma pontuação às decisões tomadas pelas personagens ao longo do jogo que lhes darão direito a um certificado: Vives na Boa; Vives mais ou menos na Boa ou Podes Viver na Boa.
Os flamingos não nascem cor-de-rosa — as suas penas são brancas ou acinzentadas quando são crias.
A cor surge à medida que crescem, graças aos carotenos, pigmentos naturais presentes nas algas e pequenos crustáceos (como camarões) que comem.
Essas substâncias acumulam-se nas penas e na pele, tingindo-as de rosa.
Por isso, um flamingo com uma dieta pobre em carotenos fica mais pálido — mesmo em cativeiro!
🧠 Sabias que...
• Os mesmos pigmentos dão cor laranja às cenouras e vermelha aos tomates.
• Quanto mais carotenos ingerem, mais vibrante é a sua cor!
No concelho do Seixal , os flamingos cor-de-rosa são vistos na baía do Rio Judeu, principalmente nas áreas próximas à Freguesia da Arrentela. Esta presença de flamingos tornou-se uma imagem familiar e foi até foi celebrada em eventos locais, como nas Marchas Populares de algumas Escolas.
E até há uma rotunda em Corroios que faz uma alusão a esta ave.
Por que mudamos a hora?
Todos os anos, duas vezes por ano, mudamos a hora nos nossos relógios. Em março, adiantamos uma hora. Em outubro, atrasamos. Mas porquê? Para quê serve esta mudança? E será que ainda faz sentido?
Uma ideia antiga
A ideia de mudar a hora surgiu há mais de 100 anos. Antigamente, as pessoas pensavam que, se aproveitassem melhor a luz do sol, podiam gastar menos energia com lâmpadas. Assim, em vez de ligar as luzes cedo de manhã ou ao fim da tarde, bastava ajustar o relógio para aproveitar o sol.
Foi durante a Primeira Guerra Mundial que muitos países começaram a usar esta ideia. Mais tarde, outros seguiram o exemplo.
Ajuda mesmo a poupar energia?
Durante muitos anos pensou-se que sim. Mas hoje, com tantos aparelhos elétricos e com a vida moderna, os cientistas dizem que a diferença é muito pequena. Alguns estudos mostram que quase não se poupa energia com a mudança da hora.
O que diz a ciência sobre o nosso corpo?
O nosso corpo tem um "relógio biológico", que se chama ritmo circadiano. Este relógio ajuda-nos a dormir, a acordar, a sentir fome e a ter energia. Quando mudamos a hora, o nosso corpo fica um pouco confuso: há pessoas que dormem pior, ficam mais cansadas ou com mais dificuldade de concentração.
E se deixássemos de mudar?
Alguns países já deixaram de mudar a hora. Outros, como os da União Europeia, têm discutido se devem acabar com essa mudança. Há quem defenda que devemos ter sempre o mesmo horário. Outros acham que mudar ainda é útil.
Sabias que...
Nem todos os países mudam a hora. Por exemplo, o Japão e a maior parte da África mantêm sempre o mesmo horário.
A mudança da hora chama-se "horário de verão" quando se adianta o relógio.
Em Portugal, o horário de verão começa no último domingo de março e termina no último domingo de outubro.
E tu, o que achas?
Gostas da mudança da hora? Ou preferias manter sempre o mesmo horário?
A ciência ajuda-nos a perceber melhor o mundo — e também a pensar em como queremos organizar o nosso tempo!
Nesta página, onde se partilham curiosidades engraçadas sobre as ciências, o objetivo é despertar o interesse e a curiosidade de forma leve, divertida e acessível.
Vai mostrar o lado curioso, inusitado e até humorístico da ciência, estimular o teu pensamento crítico e a vontade de saberes mais, ao apresentar factos surpreendentes que te podem levar a querer investigar.
Vamos aproveitar histórias e curiosidades para contextualizar conceitos científicos, tornando-os mais fáceis de compreender e memorizar.
Sabes o que é um agueiro?
Quando olhamos para o mar, parece tudo tranquilo... Mas sabias que há zonas nas praias onde a água te pode puxar para o largo, mesmo que sejas bom nadador? Chamam-se agueiros (ou correntes de retorno) e são uma das principais causas de afogamentos nas praias portuguesas.
A ciência por trás do fenómeno 🧪
Os agueiros são correntes de água muito fortes que se formam quando as ondas trazem água para a praia e essa água precisa de voltar ao mar. Em vez de recuar de forma espalhada, pode concentrar-se num canal estreito e ganhar força, formando um "rio" que puxa rapidamente para o largo.
Normalmente formam-se:
Entre bancos de areia;
Perto de estruturas como pontões ou molhes;
Em zonas com ondulação forte e maré a encher ou a vazar.
E se ficares preso num agueiro? 🆘
Não entres em pânico! Aqui vai o que deves fazer:
Não lutes contra a corrente – ela é mais forte que tu.
Nada paralelamente à praia até saíres da zona de corrente.
Se estiveres cansado, boia e acena por ajuda
🔎 Vê ao lado o vídeo explicativo da SurfTotal:
Como identificar um agueiro 👀
Antes de entrares no mar, observa bem:
✅ Zonas com água mais escura (mais fundas);
✅ Ondas que quebram menos;
✅ Espuma ou areia a ser arrastada para fora;
✅ Uma “linha” no mar com movimento diferente dos lados.
Lembra-te: um agueiro não te puxa para o fundo, mas sim para o largo. A maior parte dos acidentes acontece porque as pessoas entram em pânico e tentam voltar diretamente à praia.
🧠 Curiosidade científica
Os agueiros existem em quase todas as praias do mundo, e os cientistas estudam-nos com recurso a modelos matemáticos, drones e até boias GPS para perceber melhor como funcionam. Em algumas praias, há placas e bandeiras a alertar – fica atento!
📚 Conta-me Ciência... também é saber proteger a vida!
Ao compreenderes os agueiros, estás a usar a ciência para te proteger a ti e aos outros. Fala sobre isto com amigos, familiares, e partilha este artigo. A ciência também serve para salvar vidas!
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Sabias que as abelhas têm uma forma muito especial de comunicar?
Quando uma abelha encontra flores cheias de néctar, volta à colmeia e faz uma “dança” em forma de 8, indicando às colegas onde estão, quão longe ficam e em que direção. É como se usassem um GPS biológico em forma de dança — e todas as outras abelhas entendem o sinal!
Esta descoberta foi tão importante que até os apicultores, os cuidadores das colmeias, a usam para perceber o comportamento das abelhas e ajudá-las a viver melhor. São verdadeiros guardiões da biodiversidade!
Em Portugal existem mais de 1000 espécies de insetos polinizadores, entre abelhas, abelhões, vespas, moscas, borboletas e escaravelhos.
Mas estes pequenos animais estão a sofrer graves ameaças, como a urbanização e a fragmentação dos habitats, que reduzem a sua distribuição geográfica, a agricultura intensiva, que destrói os prados e recorre ao uso intensivo de pesticidas, e as alterações climáticas, com a subida das temperaturas e a dessincronização entre as épocas de floração e o ciclo de vida dos insetos.
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O Lobatinho, vestido de apicultor, também se juntou a esta missão e foi observar de perto uma colmeia…
Se os insetos polinizadores desaparecerem, a maioria das plantas não conseguirá reproduzir-se e acabará também por desaparecer. Como consequência, os humanos e outros animais, deixarão de ter importantes fontes de alimentos ao seu dispor (frutos, sementes, etc.) e os ecossistemas naturais ficarão muito fragilizados.
➡️Sem abelhas, mais de 70% das plantas que comemos não seriam polinizadas.
➡️ Frutas, legumes, sementes e até o chocolate poderiam deixar de existir.
➡️ O impacto na natureza seria enorme — os ecossistemas perderiam equilíbrio.
Por isso, proteger as abelhas é também proteger o nosso futuro.
E agora que sabes mais… talvez olhes para a próxima abelha com outros olhos.
No 2.º Encontro Regional dos Clubes Ciência Viva, no Lousal, aprendemos coisas incríveis sobre… morcegos! 🦇
Sabias que os morcegos não são cegos, nem são aves, nem roedores? São mamíferos voadores superespeciais! E há mais: um em cada cinco mamíferos do planeta é um morcego. Isso mesmo – 20%!
No Lousal, ouvimos o biólogo Dr. Mário Carmo, que partilhou a sua paixão por estes animais fascinantes. Contou-nos como eles ajudam a controlar pragas, a polinizar plantas e a manter os ecossistemas saudáveis. Verdadeiros heróis da noite!
🖱️ Clica no botão abaixo 👇
Curiosidades Científicas sobre Morcegos 🦇
Dormem de cabeça para baixo: Isto permite-lhes levantar voo rapidamente. Os seus tendões "travam" as garras automaticamente, por isso não caem mesmo quando estão relaxados.
Usam ecolocalização: Emitem sons que ricocheteiam nos objetos e voltam como eco, ajudando-os a "ver" no escuro com precisão incrível.
Vivem muitos anos para o tamanho que têm: Um morcego vive em média 18 ou 20 anos mas pode viver até 30 anos — o que é imenso para um animal pequeno.
Há mais de 1 400 espécies de morcegos no mundo: Isso representa 20% de todas as espécies de mamíferos!
Alguns são polinizadores essenciais: Muitas plantas tropicais — como as bananas, mangas e cactos — dependem dos morcegos para a polinização.
Existem morcegos vampiros, mas...: Só 3 espécies se alimentam de sangue e todas vivem nas Américas. A maioria alimenta-se de insetos, frutas ou néctar.
A ligação entre os morcegos e o Drácula nasceu da mistura de:
A figura do conde Drácula, personagem criada por Bram Stoker em 1897, inspirada nas lendas dos vampiros da Transilvânia;
A descoberta dos verdadeiros morcegos-vampiros nas Américas, que se alimentam de sangue de animais;
Os filmes clássicos de terror, que popularizaram a imagem de um vampiro que se transforma em morcego para fugir ou atacar.
Assim, os morcegos passaram a ser associados ao mistério, à noite e ao sobrenatural — quando na verdade são essenciais para os ecossistemas e superinteressantes do ponto de vista científico.
Como é que os morcegos conseguem voar às escuras?
Vê o vídeo que vais descobrir.
Os Polvos são um dos animais mais fascinantes do Planeta Terra. À primeira vista, podem parecer estranhos e quase alienígenas.
Compará-los connosco, seres humanos, é uma viagem independente à complexidade, porém, possível. Assim como a nossa espécie, os polvos podem aprender através da observação, solucionar quebra-cabeças e até utilizar ferramentas.
Como é que um animal, com uma estrutura biológica tão diferente da nossa, pode realizar atividades comuns ao nosso dia a dia?
Sabias que o Cubo de Rubik foi criado em 1974 por um professor de design da Hungria, chamado Ernő Rubik?
Ele queria inventar um jogo que juntasse design, geometria e lógica, tudo num só objeto. E conseguiu! Criou um dos puzzles mais famosos do mundo.
O cubo só ficou mesmo conhecido em 1978, quando apareceu num congresso internacional de matemáticos. A partir daí, espalhou-se por todo o mundo e ainda hoje continua a desafiar miúdos e graúdos!
Mas o que é que tem de tão especial?
🔹 Tem 6 faces, cada uma com 9 quadradinhos coloridos.
🔹 Pode ser rodado de 6 formas básicas – uma para cada face.
🔹 Apesar disso, pode chegar a ter mais de 43 triliões de combinações diferentes (43 triliões = 43 x 10¹⁸ = 43 seguido de 18 zeros).
🔹 Há peças que nunca mudam de lugar: os centros.
🔹 Outras andam por dois “grupos” diferentes – os cantos e as arestas.
A ordem como fazes os movimentos importa mesmo! Ou seja, rodar uma face e depois outra não dá o mesmo resultado que fazer ao contrário. Por isso, este puzzle está muito ligado a uma parte da matemática chamada Teoria dos Grupos – um tema que os matemáticos adoram explorar.
💡 E há mais: se desde 1980 todos os cubos do mundo tivessem feito três movimentos por segundo (sem parar!), só 11% das combinações possíveis teriam sido realizadas nestes 45 anos. Impressionante, não é?
Por tudo isto, o Cubo de Rubik é muito mais do que um brinquedo: é uma verdadeira máquina matemática portátil!
E sim… o senhor Rubik ficou milionário com a invenção.
Sabias que uma barragem pode atrasar o relógio da Terra?
Imagina que a Terra é como uma patinadora artística. Quando ela estica os braços, gira mais devagar; quando os encolhe, gira mais depressa. Algo semelhante acontece com o nosso planeta quando grandes massas de água são deslocadas.
A Barragem das Três Gargantas, na China, é a maior central hidroelétrica do mundo. Ao armazenar cerca de 39 biliões de metros cúbicos de água a 175 metros de altura, altera ligeiramente a distribuição da massa da Terra. Este fenómeno, conhecido como momento de inércia, faz com que a rotação da Terra desacelere um pouco, aumentando a duração do dia em aproximadamente 0,06 microssegundos.
Além disso, essa redistribuição de massa desloca o eixo da Terra em cerca de 2 centímetros. Embora estas mudanças sejam impercetíveis no nosso dia a dia, são mensuráveis com instrumentos científicos precisos.
Curioso, não é? Uma construção humana tão grandiosa que consegue influenciar o próprio movimento do nosso planeta!
Radar XS
Radar XS é um telejornal da RTP1 onde se pretende incentivar o pensamento crítico e a cidadania.
Green Peace em Portugal, sismo e terras-raras
Quando um sismo acontece há alguns cuidados que devemos ter. Sabes aquilo que deves fazer? Explicamos-te tudo.
A Greenpeace é uma organização não-governamental e está presente em mais de 50 países. Agora, Portugal passa a ser um deles.
O presidente norte-americano Donald Trump propôs um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia. O acordo de paz inclui várias propostas. Uma delas é que os Estados Unidos da América possam explorar as terras-raras da Ucrânia. Mas afinal, o que são terras-raras?
Um Minuto de Ciência por dia não sabes o bem que te fazia
Rádio Zig Zag - Estes temas são conteúdos do Pavilhão do Conhecimento. A resposta à pergunta é sempre dada por um cientista do Pavilhão.
As Estrelas Cadentes caem mesmo?
Existem animais que brilham no escuro?
Recursos Ciência Viva
Recurso produzido no âmbito do programa "Estudo Em Casa"