Entrópio é a inversão da margem palpebral para dentro, causando desconforto ocular. Pode ocorrer tanto na pálpebra superior como na pálpebra inferior.
O entrópio costuma causar irritação ocular devido ao atrito da margem palpebral e dos cílios contra o globo ocular. Os sintomas mais comuns são: vermelhidão ocular, sensação de areia ou corpo estranho, secreção, fotofobia, lacrimejamento entre outros. Pode causar baixa de visão quando houver lesão na córnea e em casos severos pode levar à úlcera corneana e até perda da visão.
O entrópio do tipo senil é o tipo mais comum e acomete principalmente a pálpebra inferior. As alterações palpebrais secundárias à idade podem levar à frouxidão palpebral, desestabilização da mesma e consequentemente ao entrópio.
Outras causas incluem: tracoma, conjuntivites cicatriciais, queimaduras, cirurgias prévias e traumas, entre outros.
O tratamento clínico consiste em usar lubrificantes em colírios e gel, lentes de contato terapêuticas para minimizar o atrito da pálpebra e dos cílios contra o globo ocular.
O tratamento mais eficaz é a cirurgia, pois promove o reposicionamento da pálpebra entropiada de volta à posição normal.
A toxina botulínica pode ser utilizada para paralisar o músculo orbicular e minimizar o entrópio do tipo senil, porém é um tratamento temporário, durando aproximadamente de 4 meses.
Pós Operatório
Sangramento é uma possível complicação após a cirurgia de entrópio. Inchaço palpebral e hematomas podem aparecer em função do trauma cirúrgico, mas tratam-se de sintomas reversíveis e temporários. Cicatrizes hipertróficas e infecções, apesar de serem raras, podem ocorrer no pós-operatório.
Resultados
O resultado definitivo da correção do entrópio será alcançado após três a seis meses. Entretanto, 25% do resultado final pode ser percebido após o oitavo dia de pós-operatório e nas próximas três semanas subsequentes esse percentual tende a melhorar acentuadamente.