A Raiva é uma doença infecciosa grave, fatal, transmitida entre mamíferos. Ela é causada por um vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae.
A transmissão ao homem ocorre pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura em ferimentos ou mucosas desses animais.
Os morcegos, pelo hábito de se lamberem, espalham o vírus por todo seu corpo e para o corpo dos demais morcegos de sua colônia. Desta forma, só de tocar em um morcego corremos o risco de adquirir a Raiva, mas arranhões e mordidas também são de alto risco de transmissão. Os cães e gatos também podem se contaminar quando capturam ou entram em contato com algum morcego.
O período de incubação é variável, com uma média de 45 dias nos humanos. Em cães e gatos, a eliminação do vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais, persistindo durante a evolução da doença. Geralmente, o animal morre de 5 a 7 dias após o início dos sinais.
Não se sabe ao certo o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, os morcegos podem carregar o vírus por longos períodos, sem apresentarem sinais.
Os morcegos são mamíferos voadores de hábitos noturnos. No ambiente urbano, os morcegos se alimentam de insetos, frutas e néctar de flores, de acordo com a espécie.
Eles são importantes para o meio ambiente, pois estão envolvidos no controle dos insetos, na dispersão de sementes e na polinização das flores.
Não é permitido capturar ou matar os morcegos, pois eles são animais silvestres, protegidos por lei ambiental.
Portanto, se você encontrar um morcego caído no chão, pendurado no muro, principalmente de dia, coloque uma caixa ou balde em cima dele e ligue imediatamente para a Zoonoses, pois esse animal pode ter Raiva!
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 15 3229-7333. Após este horário, aos finais de semana e feriados, ligue na Guarda Civil Municipal pelo telefone 153.
Não toque em morcegos vivos nem mortos;
Feche ou vede forros, porões e cômodos pouco utilizados, para que não se tornem abrigos de morcegos;
Coloque telas em vãos, janelas e buracos, para evitar a entrada dos morcegos na residência;
Ao adentrar lugares fechados que possam ter morcegos, use máscara ou envolva nariz e boca com um pano úmido;
Vacine cães e gatos contra a Raiva anualmente;
Não toque em animais de rua ou silvestres, para evitar acidentes;
Caso haja uma colônia no seu sótão, chaminé ou porão, será necessário removê-la sem capturar os animais, por se tratar de crime ambiental.
Para isso, vede todas as frestas deixando apenas uma, bem visível.
Ao entardecer, observe a colônia sair e vede a última fresta. A colônia buscará outro local para se estabelecer.
Se você teve contato com um morcego, ou sofreu mordedura/arranhadura de outros animais, lave o local com água e sabão e procure imediatamente a Unidade Pré-Hospitalar da Zona Oeste ou da Zona Norte, para iniciar o esquema de vacinação antirrábica e verificar a necessidade de indicação do soro antirrábico.
Se seu cão ou gato teve contato com um morcego, procure imediatamente a Zoonoses, para aplicação das doses de vacina antirrábica.
O animal que tem uma dose de vacina antirrábica dentro de um ano receberá duas doses adicionais da vacina. O animal que não tem nenhuma dose de vacina antirrábica no último ano, receberá três doses de vacina.
Além das vacinas, o animal ficará em observação por seis meses quanto ao aparecimento de sintomas.
Casos de Raiva humana por espécie animal de transmissão, 1986-2021*, Brasil (Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/r/raiva)
Não há registro de casos de raiva humana em nosso município;
Não há registros de casos de raiva em cães e gatos desde o início da década de 90;
Temos o registro de morcegos urbanos positivos para Raiva, conforme tabela abaixo. Esses morcegos são de espécies que se alimentam de insetos, frutas e néctar.
Casos de morcegos urbanos positivos para Raiva no município de Sorocaba/SP, de 2008 a 2024
(Fonte: Zoonoses/SES - PMS)