A Leishmaniose Visceral é uma doença grave, crônica, causada por um protozoário chamado Leishmania infantum.
Em humanos, ela pode causar:
febre irregular de longa duração (mais de sete dias);
falta de apetite;
emagrecimento;
fraqueza;
aumento do abdômen (pelo aumento do tamanho do baço e do fígado);
Os cães podem permanecer infectados por vários anos sem apresentarem sintomas. Quando adoecem, podem apresentar:
desânimo;
fraqueza;
sonolência;
perda de apetite;
feridas na pele que não cicatrizam, com queda de pelos, descamação (ao redor dos olhos, focinho, orelhas, juntas, cauda);
emagrecimento;
diarreia, vômito;
aumento de baço e/ou fígado;
crescimento anormal das unhas.
O protozoário é transmitido aos humanos e cães pela picada do mosquito-palha. Este é um inseto pequeno que põe seus ovos em locais sombreados, na terra úmida com matéria orgânica, e tem hábitos crepusculares e noturnos.
A fêmea do mosquito-palha se infecta ao picar um cão contaminado com a Leishmania, passando a transmiti-la a outros cães ou aos seres humanos posteriormente.
Em humanos:
uso de repelentes;
não se expor em ambientes propícios no final da tarde e início da noite;
uso de mosquiteiros de malha fina nas camas e berços;
uso de telas de proteção em janelas e portas (com orifícios menores de 1mm);
No ambiente:
manter a casa e o quintal livres de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de podas, madeiras e frutas;
reduzir o sombreamento realizando a poda periódica de árvores, arbustos, mato, com a remoção da matéria orgânica;
manter sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos, removendo fezes, restos de alimentos, e matéria orgânica;
manter abrigos de animais afastados da residência;
Em cães:
uso de coleira impregnada com inseticida (deltametrina a 4%), com troca periódica conforme orientação do fabricante ou produtos "spot on" específicos com repelência contra flebotomíneos, que devem ser reaplicados conforme indicação do fabricante;
uso de telas de malha fina no canil e manter o abrigo sempre limpo, sem acúmulo de fezes ou restos de alimentos;
informar-se com seu veterinário de confiança sobre a vacina contra Leishmaniose.
Casos de cães suspeitos, reagentes, não reagentes e inconclusivos para Leishmaniose Visceral Canina no município de Sorocaba/SP, de 2014 à 2023. (Fonte: Zoonoses/SES - PMS)