Versão original: Castlevania . exe | Wiki Creepypasta Brasil | Fandom
Se você está curioso para saber o que aconteceu comigo enquanto jogava um jogo que me deixou traumatizado, sente-se, porque a história é séria.
Era um dia comum, e eu estava em casa sem fazer nada, apenas assistindo TV. De repente, me veio uma ideia nostálgica: "Por que não jogar alguns jogos antigos para passar o tempo?" Achei que seria ótimo. Fui até meu guarda-roupa e peguei meu velho, empoeirado Nintendo. Depois de instalar o console na TV, escolhi um dos jogos que marcou minha infância: Castlevania.
Mas, para minha frustração, o cartucho não funcionava. Tentei de tudo — assoprei, limpei os conectores, mexi nos cabos — mas nada resolvia. Decidi então recorrer à internet. Pesquisei em vários sites até encontrar uma cópia no eBay. O preço estava ótimo: apenas 10 reais. Parecia meu dia de sorte. Fiz a compra e, seis semanas depois, o cartucho chegou.
Cheio de expectativa, liguei o videogame e coloquei o cartucho. Mas, antes disso, notei algo estranho: o cartucho não tinha rótulo. Na foto do eBay, ele aparecia completo, com o rótulo original. Apesar disso, ignorei o detalhe, ansioso para jogar.
Quando o jogo carregou, algo estava errado. A tela inicial era diferente. O castelo ao fundo estava cinza, quase sem vida. O morcego que deveria voar perto do título estava no chão, morto. As letras do título escorriam sangue, e uma voz baixa e agonizante podia ser ouvida ao fundo, como se alguém estivesse sofrendo.
Achei que talvez fosse uma versão hackeada, como aquelas que já tinha visto no YouTube. Apertei Start e o jogo começou. A cena inicial, com o caçador de vampiros entrando no portão, parecia normal. Mas ao entrar no castelo, tudo mudou.
O chão estava encharcado de sangue. Corpos mutilados cobriam o caminho. Os inimigos clássicos e até as velas de onde se pegam itens estavam ausentes. Mesmo assim, continuei jogando. Quando atravessei a primeira porta, percebi algo ainda mais estranho: as escadas estavam quebradas, impossibilitando descer.
De repente, notei que era possível atravessar as paredes. Segui meu caminho até chegar em outra área, que parecia ter voltado ao normal. Os inimigos estavam lá, as velas também. Foi só quando cheguei ao chefe que as coisas ficaram realmente assustadoras.
O morcego gigante emitia gritos de mulher. Eram gritos horríveis, agudos, como de alguém sendo torturado. Senti um calafrio percorrer minhas costas. Por mais que eu tentasse, não conseguia olhar para trás. Durante a batalha, notei que, ao atacar o inimigo, eu perdia vida. E quando ele me atacava, ele perdia. Sem alternativas, deixei o chefe me atacar. Quando ele morreu, uma esfera vermelha apareceu na tela.
Fui pegá-la, como sempre fazia, mas então algo inacreditável aconteceu. Uma mulher apareceu na tela. Ela estava parada, me olhando — não para o meu personagem, mas diretamente para mim. Seu sorriso era grotesco, perturbador.
Aterrorizado, tentei desligar o videogame, mas ele não desligava. Puxei o cabo da tomada, mas a TV continuava ligada. A mulher, agora ocupando toda a tela, me encarava. De repente, uma nova batalha começou, desta vez contra ela. Não sei por que, mas decidi continuar jogando. Quando consegui vencê-la, uma mensagem apareceu:
"Parabéns, você venceu. Parece que estamos quites... Mas não se engane, eu nunca serei derrotada. Deixe-me mostrar algo, Guilherme."
Naquele momento, meu coração quase parou. Como ela sabia o meu nome?
Duas opções apareceram na tela: YES e NO. Sem escolha, selecionei YES. O que vi em seguida foi aterrador: meu personagem estava morto, sem cabeça, enquanto uma tela de GAME OVER coberta de sangue piscava. Logo depois, a TV desligou sozinha e começou a soltar fumaça. Ela havia queimado.
Arranquei o cartucho do console e, sem pensar duas vezes, taquei fogo nele. Desde aquele dia, fiquei paranoico. O que havia naquele cartucho? Seria algo sobrenatural? Um espírito preso? Eu não sei.
Só posso te dar um conselho: nunca compre jogos por menos de 15 reais. Pode ser um jogo amaldiçoado.