BIO

Thaís Iroko (1992, RJ) é cria do complexo do chapadão, na zona norte do Rio de Janeiro. E é no bairro de origem, o lugar, onde inicia sua busca a fim de investigar e lidar com o movimento de seu corpo preto/não-retinto, feminino e favelado, e seu transito dentro e fora do seu território de origem.

É uma artista multimídia e autodidata, que explora em sua pesquisa fragmentos de imagens e sons como formas de refletir sobre memória, apagamento e déjà-vus, encontrando principalmente, na virtualidade, na poesia e na pintura, maneiras de confrontar e subverter o paradoxo e as efemeridades da vida negra. Se permitindo imaginar e projetar desejos e inquietações em um lugar onde o passado, o presente e futuro se encontram de formas sobrepostas e não lineares. Com isso vem criando ficções decoloniais de pertencimento em um mundo que rejeita seu corpo, sua intelectualidade e sua história.

É integrante da coletiva Trovoa (RJ), e uma das idealizadoras da coletiva feminina de arte urbana “Preta Pinta Preta”, que atua desde 2018 promovendo ações de arte e educação em comunidades, escolas e espaços populares. E atualmente está participando da exposição coletiva Baile de Máscaras, com curadoria de Alexandre Silva.