Coordenador: Roberto Véras de Oliveira (PPGCS-UFCG)
Projeto de Pesquisa coordenado pelo Prof.Dr. Roberto Véras de Oliveira tem como propósito realizar um amplo diagnóstico sobre as relações de trabalho informais na realidade das cidades de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, de modo a trazer à reflexão as novas dinâmicas e sentidos atuais da informalidade nas relações de trabalho, sob a globalização, em uma região periférica. A proposta é envolver e articular diversas pesquisas que abordem aspectos dessa realidade, em vários níveis acadêmicos: iniciação científica, dissertações de mestrado e teses de doutorado no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFCG. O projeto debruça-se sobre aspectos como: a natureza das relações de trabalho, as condições de trabalho vivenciadas, as imagens produzidas a respeito do mundo do trabalho pelos trabalhadores e pelos demais segmentos envolvidos, as formas de organização sindical e não-sindical presentes, o modo como o Estado atua, seja por meio de políticas fiscais e de investimento, seja por meio de normatizações, seja ainda por meio de políticas sociais, as formas de atuação de organizações empresariais, com destaque para o “Sistema S”.
O objetivo deste projeto é analisar o novo e complexo cenário no qual tem se reconfigurado o mundo do trabalho ? com a criação de novas ocupações marcadas pela demanda por criatividade-, ao mesmo tempo em que se perpetuam formas arcaicas de produção e utilização da força de trabalho (mas operadas sob a lógica da flexibilização e inseridas em amplas redes globalizadas). Pretende-se investigar esses processos de forma situada e, ao mesmo tempo, comparativa e interconectada com a verificação de regularidades mais gerais, como representativas do que chamamos de globalização periférica. O mercado de trabalho contemporâneo tem se apresentado de forma tão heterogênea, no que se refere aos modelos de contrato, condições de trabalho e percepção dos trabalhadores acerca das experiências vividas, que a interlocução entre estudos de variadas formas de inserção laboral, ou de inserções laborais semelhantes em territórios sócio geográficos diferentes, se constitui numa estratégia importante para nos ajudar a refletir sobre suas zonas cinzentas. Temos como recorte empírico três categorias de trabalhadores representativos dessas mudanças, pelo tipo de atividade que realizam, pelas formas organizacionais e jurídicas em que estão engajados e que são representativas de um deslocamento espacial real ou virtual e que se encontram num continuum, onde se mesclam extremos: sweatshops ou oficinas do vestuário, historicamente precários; operários da indústria automobilísticas, representação de um modelo fordista em declínio; e trabalhadores do conhecimento vinculados as novas tecnologias, os trabalhadores digitais da produção de software. O recorte sócio-espacial será entre São Paulo e Nordeste, mais especificamente São Carlos, Araraquara- SP; Recife- PE, Campina Grande-PB (trabalho digital em startups); São Paulo(Brás), Caicó(RN) e Santa Cruz do Capibaribe(PE) (confecções, produção e vendas); São Carlos, Iracemápolis-SP e Goiana-PE (indústria automobilística)..
Coordenador: Jacob Carlos Lima (UFSCar); integrante: Roseli Corteletti (UFCG); integrante: Mario Henrique Guedes Ladosky (UFCG) - Pesquisa iniciada em 2017 - Atual
El interés de las instituciones en la investigación en las condiciones laborales se ha desarrollado en paralelo con los nuevos desequilibrios y problemas estructurales del mercado laboral que están emergiendo con5nuamente a nivel global. En relación al período de crecimiento económico y disminución del desempleo entre 2005 y 2015, el interés político y académico en aspectos laborales se ha centrado en las condiciones laborales y en particular, en el empleo informal que caracteriza los mercados laborales de Latinoamérica. Además, el reciente incremento de las tasas de desempleo en Latinoamérica que alcanza el 8.1% en 2016 se considera una circunstancia agravante. 130 millones de personas en Latinoamérica tienen empleo informal, según los datos ILO (2016). Los centros de investigación, institutos y laboratorios de las Instituciones de Educación Superior que analizan este aspecto en el contexto Latinoamericano, necesitan mejoras de sus capacidades para el análisis sin haber consolidado sus estructuras de investigación y creación de redes. Los centros de investigación no disponen de los recursos adecuados para producir resultados y para poder garanzar el impacto en el contexto interno (contenidos de formación, interés académico y cienhfico y compromiso) como en el externo (gobiernos, legislación y operadores estadísticos). Por lo tanto, los resultados están lejos de optimizar su cualidad e impacto. En este sentido, el desarrollo de capacidad de liderazgo por las Instituciones de Educación Superior en este ámbito puede resultar en una mayor comprensión de las causas y la complejidad del empleo y trabajo informal. Además, debido al impacto elevado que tiene este aspecto en las vidas de las personas, el análisis de trabajo y la economía informal está ganando más fuerza en la comprensión de otros aspectos sociales y económicos correlativos. Por este motivo, el liderazgo de las Instuciones de Educación Superior, es crucial para la formación específica en programas y transmisión de conocimiento centrada en el mercado laboral, las relaciones laborales y otros campos académicos. Como consecuencia de lo anterior, se requiere una actualización de las estructuras de investigación lideradas por Instituciones de Educación Superior, con mejores resultados de investigación en términos de producción cienhfica, para satisfacer las necesidades externas e internas de las instituciones de educación superior. El Proyecto LATWORK busca crear una estructura innovadora de investigación para desarrollar la capacidad de los investigadores de las Instituciones de Educación Superior para generar resultados en este ámbito crítico y actual de investigación y formación.
Coordenador: Meritxell Calbet Montcusí; integrante: Roberto Véras de Oliveira (UFPB); integrante: Mario Henrique Guedes Ladosky (UFCG) - Pesquisa iniciada em 2018 - Atual
Este projeto tem por objetivo fazer-se a análise comparativa sistemática de movimentos significativos de operários e trabalhadores rurais. Situados em dois pontos geográficos distantes no interior do país, os metalúrgicos da Grande São Paulo e os canavieiros de Pernambuco e estados vizinhos foram protagonistas de ciclos de greves, na virada dos anos 70 para 80 do século passado, de grande importância para o movimento mais geral de democratização e de conquista de liberdades e direitos pelos trabalhadores. O espaço a ser ocupado por uma análise comparativa sistemática dos movimentos de operários industriais e de trabalhadores rurais tem permanecido um espaço praticamente vazio nas ciências sociais brasileiras. A especialização profissional dos estudiosos do trabalho industrial, por um lado, e dos estudiosos do campesinato e dos trabalhadores rurais, por outro, tem sido um obstáculo de difícil superação, que abarca antropólogos, sociólogos e historiadores. Estimulados pela chamada à interregionalidade e à interdisciplinaridade que é feita neste edital, animamo-nos a articular uma equipe habilitada a levar adiante este desafio. Este projeto visa, assim, contribuir no entendimento das diferenças (e eventuais similaridades) entre operários industriais, aqui representados pelos metalúrgicos, e entre trabalhadores rurais, aqui representados pelos canavieiros, quando se tem acesso à construção de uma história comparada entre esses dois setores básicos das classes trabalhadoras brasileira
Coordenador: José Sergio Leite Lopes(UFRJ); integrante: Mario Henrique Guedes Ladosky (UFCG); Roberto Véras de Oliveira (UFPB) - Pesquisa iniciada em 2017 - Atual
O debate atual sobre o tema do desenvolvimento tem exigido novos instrumentos conceituais e metodológicos de análise sobre os atores estratégicos envolvidos e as políticas adotadas; e sobre as formas de negociação e de contestação social e política que têm proporcionado. Este projeto procura dar um destaque especial aos processos de desenvolvimento que têm resultado de investimentos empresariais e estatais sobre territórios produtivos, tanto no que diz respeito às relações econômicas quanto às relações político-sociais. Ao mesmo tempo, o projeto pretende contemplar experiências de desenvolvimento que têm seguido outros caminhos, especialmente os que se baseiam na iniciativa de pequenos empreendedores e nos arranjos produtivos daí resultantes, os quais ao se inserirem cada vez mais nos mercados capitalistas também vêm sofrendo intensos processos de reconfiguração produtiva. Trabalhando em uma perspectiva comparada, vai investigar situações sociais em três regiões brasileiras, com diferentes histórias e políticas de desenvolvimento econômico e com padrões de ação e de reação diversos por parte dos atores locais quanto às reconfigurações que vêm sendo operadas em suas dinâmicas produtivas, e aos impactos gerados por estratégias empresariais e políticas estatais; e pretende também refletir sobre diferentes estratégias de ação e formas de participação dos atores sociais locais/globais em contextos diversos de contestação e de negociação social
Coordenador: José Ricardo Ramalho (UFRJ); integrante: Roberto Véras de Oliveira (UFPB); Eugenio Vital Pereira Neto (UFPB) - Pesquisa iniciada em 2016 - Atual
Com a revolução informacional nas últimas décadas do Século XX emergiram novas categorias profissionais na indústria, comércio e serviços, tanto no segmento de hardware quanto de software. São técnicos, programadores de software, designers, consultores, prestadores de serviços de manutenção de redes, analistas de sistemas, digitadores e um conjunto complexo de outras atividades vinculadas ao setor de Tecnologia da Informação (TI). Trata-se de categorias que se cresceram em um contexto de regime de acumulação flexível, com relações de trabalho "atípicas", flexíveis, pouco reguladas e marcadas pelo avanço do individualismo e competividade. As distintas configurações que o trabalho assumiu nesse setor suscitaram pesquisas e reflexões sociológicas sobre as condições de sua realização, tipos de vínculos de trabalho, processos de qualificação e identidade entre outros. Uma dimensão ainda pouco investigada no Brasil refere-se à questão da ação coletiva dos chamados ?trabalhadores informacionais?, "trabalhadores digitais", "informatas". Em se tratando de trabalhadores que se encontram cada vez mais pulverizados, diversos e heterogêneos, como se dá a aglutinação de interesses que favorece a ação coletiva? Como e por quais meios acontece a organização coletiva desses trabalhadores? Como se configura a representação sindical e quais são as particularidades de seus sindicatos? Quais são as principais reivindicações expressas nas ações de seus sindicatos? Estas são algumas das indagações que a presente proposta de pesquisa objetiva investigar. Buscaremos analisar a ação sindical e a dinâmica de sindicatos de trabalhadores em informática e tecnologias da informação em diversos estados brasileiros visando captar particularidades desse sindicalismo e identificar possíveis padrões. A pesquisa permitirá não apenas conhecer um sindicalismo recente, jovem, mas também refletir sobre um setor que é cada vez mais central na sociedade e na economia atual. Uma de nossas hipóteses é que os sindicatos de TI se organizaram de modo a expressar a heterogeneidade, diversidade e grande complexidade desse segmento, rompendo com a tradicional e histórica organização corporativista sindical. Representam um pool de categorias e tipos de empresas tão diverso quanto o próprio setor. Ao mesmo tempo, porém, esses sindicatos que representam as categorias da chamada ?nova economia?, apresentam similitudes com outros setores tradicionais da economia. Para responder e analisar as questões acima colocadas, a presente pesquisa contará com uma metodologia qualitativa, estudo de bibliografia pertinente, além de entrevistas semiestruturadas com sindicalistas e assessores sindicais. Uma das etapas de investigação consistirá em levantamento da história dos sindicatos visando captar como o sindicato incorporou as categorias de trabalhadores, suas dinâmicas e ações. Na etapa seguinte serão selecionadas Convenções Coletivas e Acordos (período de dez 10 anos), que serão categorizadas e analisadas para cada uma organizações sindicais selecionadas para esta pesquisa
Coordenador: Maria Aparecida da Cruz Bridi (UFPR); integrante: Roberto Véras de Oliveira (UFPB) - Pesquisa iniciada em 2017 - Atual
O projeto visa acompanhar a instalação da unidade produtiva da Fiat no município de Goiana (PE) e seus impactos sobre a dinâmica do desenvolvimento local, bem como seus efeitos sobre a reconstituição da identidade dos trabalhadores ao se inserirem no setor industrial.
Coordenador: Mario Henrique Guedes Ladosky (UFCG) - Pesquisa iniciada em 2014 - Atual
Em 13 de julho de 2017 foi aprovada a Lei 13.467/2017 pelo Congresso Nacional, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), apresentando como justificativa no documento a necessidade de adequação da legislação às novas relações de trabalho (BRASIL, 2017). Partindo do texto da Lei e da exposição de motivos da Medida Provisória nº 808, de 14/11/2017 (BRASIL, 2017b), compreende-se que a reforma trabalhista expressa uma mudança substantiva no sistema de regulação do trabalho no Brasil, uma vez que busca coadunar o padrão de regulação do trabalho com a lógica da acumulação capitalista, em outras palavras, trata-se de uma reforma que altera o sentido de regulação do trabalho. Esta pesquisa pretende analisar o processo de reforma trabalhista no contexto do mercado de trabalho paraibano. Objetivo é acompanhar a implantação da reforma trabalhista através de dados e indicadores do mercado de trabalho na Paraíba, a partir das seguintes variáveis: (i) emprego/desemprego; (ii) intermediação de mão-de-obra (IMO); (iii) modalidades de contratação; (iv) determinação da jornada; e da (v) remuneração do trabalho; analisando-as transversalmente em relação a (a) sexo (masculino; feminino); (b) faixa etária; (c) escolaridade; (d) municípios selecionados de várias regiões do Estado; e (e) setor de atividade econômica.
Coordenador: Mario Henrique Guedes Ladosky (UFCG) - Pibic (2018-2019) - Pesquisa iniciada em 2018 - Atual. Veja + Detalhes do Projeto
Este projeto se conecta ao escopo da REMIR-Trabalho - Rede de Estudos e Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista - e tem o objetivo mais amplo de acompanhar as relações de trabalho na região do Polo de Confecções, chamando atenção para suas dinâmicas formal-informal, tensionadas por ações locais (conectadas ao contexto nacional-global) de modernização, desde o final dos anos 1990, e por medidas de desregulamentação, tais como a reforma trabalhista, aprovada em 2017, e a terceirização irrestrita em 2018. Interessa-nos entender as repercussões destes processos para os trabalhadores formais e informais, sobretudo num contexto como o Agreste cuja informalidade é constitutiva dessa experiência socioprodutiva.
Coordenadora: Ana Márcia Batista Almeida Pereira (UFPE) - Pesquisa iniciada em 2018 - Atual
Este projeto PIBIC tem o objetivo de caracterizar as dinâmicas da informalidade do trabalho em facções de jeans situadas no bairro do Salgado em Caruaru-PE. O nosso propósito está pautado nas evidências empíricas da persistência da informalidade na região do Agreste Pernambucano e as suas mutações em curso, com repercussões para o trabalho nas unidades produtivas locais de micro e pequeno portes. A perspectiva teórica usada entende a informalidade como noção multidimensional (Cf Almeida Pereira, 2018) em diálogo com a literatura clássica e contemporânea sobre o tema.
Coordenadora: Ana Márcia Batista Almeida Pereira (UFPE) - Aluna: Fernanda Maria Andrade de Almeida (Graduação em Administração). Pesquisa iniciada em 2018 - Atual
Este projeto tem como objetivo mapear as condições de trabalho e as práticas de gestão em segmentos específicos (confecção e artesanato), de modo a viabilizar ações de formação cidadã para os trabalhadores por conta própria pesquisados. Para tal propósito, oficinas de embasamento teórico-metodológico estão sendo desenvolvidas para, em seguida, serem identificados e caracterizados os trabalhadores por conta própria, dando ênfase ao processo e às condições de trabalho; aos tipos de pequenos negócios e ao modo como estão sendo geridos. Trata-se de Acordo de Cooperação Técnica entre a UFPE e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Pernambuco (Ministério da Economia).
Coordenadora: Ana Márcia Batista Almeida Pereira (UFPE) e Vinícius Lobo (Ministério da Economia); integrante: Cláudia Freire (UFPE) - Pesquisa iniciada em 2018 - Atual
O objetivo geral desta proposta de pesquisa é analisar o perfil dos trabalhadores envolvidos na atividade informal de exploração do caulim no município de Tenório-PB, bem como os malefícios a eles causados advindos desta atividade irregular e as possíveis políticas públicas em busca de melhorar as condições de trabalho dos garimpeiros/homens-tatus? do município.
Coordenadora: Waltimar Batista Rodrigues Lula (UEPB) - Pesquisa iniciada em 2017 - Atual
A pesquisa pretende analisar como a crise do emprego tem influenciado a dinâmica do trabalho informal nas ruas centrais da Cidade de Campina Grande. O número da perda de empregos com carteira assinada em 2016 aumentou em mais de 12 milhões. Este cenário é grave e coloca os trabalhadores em situação de precária e vulnerável. Como não podia deixar o desemprego obriga o trabalhador a buscar alternativa e o trabalho informal de rua.
Coordenadora: Waltimar Batista Rodrigues Lula (UEPB) - Pesquisa iniciada em 2017 - Atual