O QUE O PRODUTO FAZ ?
A roupa climática com termorregulação inteligente é um produto inovador criado com o propósito de melhorar o bem-estar dos animais de estimação, de modo a garantir o conforto térmico em todas as estações. O objetivo principal é proteger o animal do frio, chuva ou calor, que é o principal fator que leva 85,3% dos tutores a comprarem vestuário para cães. Graças a um sistema subdividido em camadas funcionais, a peça adapta-se às variações ambientais, com o objetivo de melhorar significativamente o conforto e a saúde do cão: em temperaturas frias fornece o calor necessário para desenvolver um ambiente agradável para o animal, utiliza o isolamento térmico enquanto que em ambientes quentes fornece o frio necessário para refrescar o animal, graças a uma camada termorreguladora ativa e a um sistema de fluxo de ar com micro ventilação inteligente. Este sistema também inclui um forro interno macio e respirável, as matérias-primas necessárias para as baterias dos componentes provêm de eletrodomésticos e maquinaria já existentes para não sobrecarregar o meio ambiente. Esta capacidade de autorregulação térmica visa reduzir o desconforto térmico dos animais em situações climáticas adversas e auxiliar na recuperação cirúrgica e em doenças crónicas.
QUAIS OS ASPETOS QUE TORNAM O PRODUTO CIRCULAR?
O caráter circular da roupa termorreguladora para cães está presente em todas as fases do seu ciclo de vida, desde o aproveitamento das matérias-primas até à gestão do fim de vida útil do produto, pois a sua conceção incorpora um design que capacita a troca de todos os componentes tecnológicos desta peça de vestuário. Além disso, existe um prolongamento da vida do produto através de mecanismos de troca e reparação do produto. Este tipo de características está alinhando com os preceitos da Economia Circular.
APROVEITAMENTO DE MATÉRIAS-PRIMAS ( CIRCULAR INPUT):
O produto utiliza estratégias de upcycling e reutilização. A camada têxtil incorpora materiais que teriam como destino os aterros, desta forma promove o aproveitamento de matérias-primas e o prolongamento do ciclo de vida das fibras. Em relação, aos componentes tecnológicos, as matérias-primas necessárias para as baterias são obtidas a partir de eletrodomésticos e maquinarias já existentes. Este processo visa mitigar o impacto ambiental associado à extração de recursos minerais presentes nos solos portugueses. O foco na vertente sustentável encontra um mercado receptivo, uma vez que mais de 52% dos participantes no inquérito consideram importante que os tecidos e componentes inteligentes sejam produzidos a partir de materiais reciclados ou de baixo impacto ambiental.
LONGEVIDADE E DURABILIDADE (DESIGN FOR USE):
O produto é fabricado com o objetivo expresso de ter uma vida útil longa. A longevidade é um pilar de valorização para o consumidor, sendo que a durabilidade é considerada muito importante por cerca de 95,4% dos inquiridos. Esta característica presente no design é suportada pela mentalidade do consumidor, dado que 53,7% dos participantes se identificam com o princípio de "comprar menos, mas comprar melhor", de modo a favorecer os produtos de maior qualidade e duração.
FIM DE VIDA E REPETIÇÃO DO CICLO (END-OF-LIFE MANAGEMENT): A circularidade está bastante presente devido ao design que privilegia a recuperação de materiais. O produto foi explicitamente concebido para ser facilmente desmontado, uma característica valorizada por 78% dos inquiridos, pois facilita a separação do têxtil, dos componentes eletrónicos e das baterias para a reutilização ou reciclagem futura. Adicionalmente, a marca apoia a reparação e a recuperação:
1. Reparabilidade: A grande maioria dos consumidores, 95,2%, prefere optar por um serviço de reparação oferecido pela marca em caso de danos (desde que o custo fosse ajustado), em vez de comprar um produto novo, deste modo demonstra um comportamento alinhado com as bases da Economia Circular.
2. Recolha: Para fechar o ciclo de vida da peça, 85,8% da amostra estaria disposta a devolver a peça à marca quando não fosse mais utilizável, de modo a permitir a correta separação e reciclagem dos seus componentes.
Estes aspetos confirmam que o produto posiciona-se como uma solução diferenciadora e sustentável, totalmente alinhada com as expectativas dos consumidores atuais que valorizam a durabilidade, a reparabilidade, os materiais reciclados e o design circular.
QUEM É O PÚBLICO-ALVO DO PRODUTO?
O público-alvo principal para a roupa termorreguladora são os jovens adultos, predominantemente das Gerações Z e Millennial. O inquérito demonstrou que as idades dos participantes são variadas, abrangendo dos 18 anos até aos 65 ou mais. Contudo, registou-se uma maior concentração de respostas entre os mais jovens, nomeadamente indivíduos com 18 anos, o que sugere uma maior propensão desta faixa etária de jovens adultos para se envolver e demonstrar interesse pelo produto.
Esta segmentação é validada pela composição da amostra, na qual 59,4% dos inquiridos pertencem à Geração Z e 19% à Geração Millennial, reforçando a conclusão de que estas gerações constituem o segmento com maior afinidade e potencial de compra. As Gerações Z e Millennial são reconhecidas por atribuírem elevada importância ao bem-estar e cuidado dos seus animais de estimação, o que se alinha com a proposta de valor do produto.
Assim, o público-alvo consiste sobretudo em jovens adultos, dos quais se destacam os grupos de estudantes/trabalhadores-estudantes (47,1%) e empregados (41,2%). Estes consumidores procuram soluções:
• Orientadas para o bem-estar e a tecnologia: O principal fator de aquisição de roupa para cães para 85,3% dos participantes é a proteção contra o frio, chuva ou calor, justificando a termorregulação inteligente.
• Sustentáveis e circulares: A sustentabilidade é considerada importante por 90% dos inquiridos na decisão de compra. Além disso, mais de 52% valorizam que os tecidos e componentes inteligentes sejam feitos de materiais reciclados ou de baixo impacto ambiental.
Relativamente ao género, o inquérito demonstrou uma maior participação do género feminino, com 52,9% das respostas, sendo este o grupo mais representativo na amostra.
No que diz respeito ao agregado familiar, as alterações estruturais na sociedade portuguesa, como o aumento de famílias monoparentais, envelhecimento e redução do número de filhos, contribuem para o aumento de animais de companhia nos lares. Embora haja 53,3% de entrevistados num estudo nacional que não têm filhos, mas têm pelo menos um animal, a socióloga Verónica Policarpo afirma que "o que se observa é que são as famílias com filhos que mais têm animais de companhia". Estes dados validam a inclusão de famílias mais numerosas no público-alvo, nas quais o animal é cada vez mais visto como um membro da família.
As estratégias de comunicação e distribuição deverão, portanto, ser desenhadas tendo em conta estes traços demográficos, valorizando canais digitais e abordando ativamente a sustentabilidade e o conforto avançado.
QUAIS AS VANTAGENS COMPETITIVAS DO PRODUTO?
A proposta da roupa climática com termorregulação inteligente assenta numa combinação diferenciadora de tecnologia avançada, sustentabilidade estrutural e valorização da experiência de utilização e pós-venda, o que lhe confere vantagens competitivas robustas no mercado.
Em primeiro lugar, a inovação funcional confere uma clara vantagem tecnológica. A capacidade de autorregulação térmica distingue o produto dos artigos convencionais, pois incorpora o isolamento térmico de alta eficiência e micro ventilação inteligente. Este benefício funcional tangível oferece maior conforto e proteção ao animal em diversas condições climatéricas, desta forma responde ao principal fator de aquisição desta peça de vestuário (85,3% dos inquiridos procuram proteção contra o frio, chuva ou calor), o que traduz numa proposta de valor que é difícil de replicar por soluções de vestuário simples.
Em segundo lugar, a sustentabilidade e o alinhamento com a Economia Circular constituem uma vantagem competitiva fundamental. O foco na Economia Circular, através da utilização de materiais recuperados, têxteis que iriam para aterro e componentes de eletrodomésticos, do design reparável e da política de recolha no fim da vida, corresponde diretamente com a elevada expectativa dos consumidores, onde 90% valorizam a sustentabilidade na decisão de compra. Adicionalmente, mais de 52% consideram importante que os tecidos e componentes sejam produzidos com materiais reciclados.
Por fim, a resiliência operacional e a experiência de pós-venda circular são diferenciadores chave. O design privilegia a modularidade e a desmontabilidade, valorizada por 78% dos inquiridos, permitindo a fácil separação e reutilização/reciclagem dos materiais. A integração de componentes reutilizados e a potencial articulação com parceiros locais reforçam a resiliência da cadeia de valor. Crucialmente, a disposição da marca em oferecer um serviço de reparação é altamente valorizada, uma vez que 95,2% dos consumidores inquiridos prefeririam reparar a peça em caso de dano, em vez de comprar uma nova. Estes fatores contribuem para uma posição competitiva sustentável e duradoura no mercado.
QUE CARACTERÍSTICAS DA CIRCULARIDADE SÃO VALORIZADAS PELOS CONSUMIDORES?
Os consumidores, em particular os das Gerações Z e Millennial que representam a maioria da amostra, demonstram uma clara valorização das práticas de Economia Circular e do consumo sustentável, traduzida em critérios objetivos de compra. A sustentabilidade é considerada importante por 90% dos inquiridos na sua decisão.
As principais características de circularidade valorizadas são:
1. Durabilidade e prolongamento do ciclo de vida (comprar melhor): Este é o aspeto mais valorizado, com 95,4% da amostra a considerar a durabilidade como muito importante. Esta alta valorização alinha-se com a filosofia de "comprar menos, mas comprar melhor", princípio com o qual 53,7% dos inquiridos se identificam.
2. Reparabilidade e pós-venda circular: A adesão a modelos de negócio circulares é muito forte. A esmagadora maioria (95,2%) preferiria optar por um serviço de reparação oferecido pela marca em caso de danos (desde que o custo fosse ajustado), em vez de comprar um produto novo.
3. Utilização de matérias-primas recicladas e de baixo impacto: Os consumidores apreciam a reutilização e reciclagem de materiais. Mais de 52% dos participantes consideram importante que os tecidos e os componentes inteligentes sejam produzidos a partir de materiais reciclados ou de baixo impacto ambiental.
4. Design para o fim de vida útil (desmontabilidade): O design que facilita a transição para a próxima vida é valorizado. O facto de o produto ter sido explicitamente concebido para ser facilmente desmontado, permitindo a separação de materiais para reutilização e reciclagem, é um benefício valorizado por 78% dos inquiridos. Além disso, a grande maioria (85,8%) estaria disposta a devolver a peça à marca no fim de vida para garantir a reciclagem adequada dos componentes, desde que o processo seja fácil e gratuito.
5. Benefício ambiental prático (eficiência energética): O design funcional também contribui para a circularidade ao nível da utilização, pois 63,5% dos inquiridos valorizam o facto de o uso da roupa, devido à sua capacidade de termorregulação, pode reduzir a necessidade de ligar o aquecimento ou ar condicionado no interior da residência.
PESQUISA DE MERCADO PARA VALIDAR O CONCEITO DESENVOLVIDO JUNTO DE POTENCIAIS CLIENTES: A validação do conceito da roupa climática com termorregulação inteligente foi alcançada através de uma pesquisa preliminar que se materializou num inquérito quantitativo online, seguindo um plano metodológico rigoroso. O objetivo central desta pesquisa era recolher informações que permitissem avaliar a viabilidade do produto e orientar as estratégias de posicionamento no mercado.
OBJETIVOS DA PESQUISA (VALIDAÇÃO DO CONCEITO):
Os principais objetivos da pesquisa de mercado foram integralmente atingidos:
Determinar faixas de preço e durabilidade: 95,4% dos inquiridos consideram a durabilidade muito importante na decisão de compra. A amostra indicou que uma faixa de preço aceitável seria entre 20€ e 69€.
Viabilidade de Preço: A viabilidade comercial é reforçada pelo facto de o limiar a partir do qual o produto é considerado "demasiado caro" ser 50€. Desta forma, a proposta de preço de 44,5€ é considerada razoável e mais propensa à aceitação no mercado, uma vez que está abaixo deste limiar.
Avaliar o nível de interesse e intenção de compra: 47,8% afirmam ser provável a aquisição do produto nos próximos 12 meses, o que sugere um resultado positivo no lançamento.
Analisar expectativas funcionais: O mercado de vestuário canino já é ativo, dado que quase metade dos tutores inquiridos já usa algum tipo de roupa nos seus cães. Este dado é crucial para a viabilidade do produto. O conceito é altamente relevante porque 85,3% dos tutores compram roupa para proteger o cão do frio, chuva ou calor, e a termorregulação responde diretamente a cães com sensibilidade térmica (Q9), validando a funcionalidade de adaptação à temperatura.
METODOLOGIA EXECUTADA: O instrumento metodológico utilizado foi um inquérito online com 51 respostas, que procurou perfis alinhados com o público-alvo prioritário: Geração Z (59,4%) e Geração Millennial (19%), com maior representatividade de estudantes/trabalhadores-estudantes (47,1%) e empregados (41,2%).
PRINCIPAIS CONCLUSÕES (RESULTADOS EMPÍRICOS):
Os resultados obtidos confirmaram a aceitação significativa e o interesse real por parte dos consumidores em relação ao produto, dessa forma validaram o conceito como uma solução diferenciadora e sustentável.
Validação da Sustentabilidade por Tutores Experientes: O foco na sustentabilidade é confirmado por 90% dos inquiridos. Além disso, 80% daqueles que consideram fundamental que os tecidos e componentes sejam produzidos com materiais reciclados ou de baixo impacto ambiental possuem 4 ou mais anos de experiência como tutores, o que sustenta a relevância do produto junto do segmento de mercado mais consciente.
Adesão à Circularidade: As caraterísticas da Economia Circular são pilares de aceitação, pois 95,2% preferem a reparação pela marca, 78% valorizam o design desmontável, e 85,8% estariam dispostos a devolver a peça para reciclagem.
Benefício Ambiental Prático: A componente de eficiência energética é um forte fator de compra, uma vez que 63,5% valorizam a potencial redução do uso de ar condicionado/aquecimento em casa.
Viabilidade Comercial: A preferência por canais de venda físicos (65,1% preferem lojas físicas) e a importância da certificação ambiental (85,7%) reforçam a viabilidade comercial e orientam a estratégia de distribuição.
Concluindo, a pesquisa preliminar permitiu não só validar a aceitação do produto, mas também fornecer a base para orientar as futuras estratégias de comunicação e posicionamento no mercado.
MODELOS DE NEGÓCIO
MODELOS DE NEGÓCIOS: A adoção do Green Business Model Canvas, em vez do modelo tradicional, é fundamentada teoricamente pela integração de três modelos de negócio da Economia Circular, essenciais para atingir o objetivo de eliminar a geração de resíduos e circular produtos em uso por mais tempo.
1. MODELO DE INPUTS CIRCULARES: No âmbito dos Inputs Circulares, a marca prioriza a substituição de fibras virgens por matérias-primas regenerativas. Um exemplo central desta estratégia é a utilização de tecidos de algodão reciclado, provenientes de resíduos pré-consumo, de sobras de corte industriais e pós-consumo. Ao integrar este insumo, a empresa reduz drasticamente o consumo de água e a necessidade de novas áreas de cultivo, alinhando-se com a expectativa de 52% dos participantes que valorizam materiais de baixo impacto ambiental. Esta escolha transforma o que seria um resíduo têxtil num recurso nobre, garantindo que a proposta de valor comece logo na seleção de materiais sustentáveis.
2. MODELO DE EXTENSÃO DA VIDA ÚTIL DO PRODUTO: Este modelo é central para a estratégia de fidelização da marca, visa recuperar o valor prolongado da vida útil do produto através de estratégias como manutenção e upgrade. Tal abordagem melhora a qualidade e durabilidade do produto, por isso entrega mais valor ao consumidor. Este foco está validado pela amostra, que considera a durabilidade muito importante (95,4%), e pelo facto de 95,2% dos inquiridos preferirem reparar a peça em caso de dano, em vez de comprar um produto novo. Além disso, 53,7% dos inquiridos se identificam com o princípio de "comprar menos, mas comprar melhor".
3. MODELO DE RECUPERAÇÃO DE RECURSOS: Este modelo é fundamental para o encerramento do ciclo, focando-se na extração de valor de produtos em fim de vida. Através de sistemas de logística inversa, a marca recupera os produtos descartados pelos utilizadores para processar os seus componentes e materiais. O sucesso operacional deste modelo é potenciado pelo Design para Desmontagem, valorizado por 78% dos inquiridos, o que facilita a separação técnica dos materiais. A viabilidade do modelo é reforçada pela prontidão dos consumidores (85,8%) em devolver a peça, permitindo que os recursos retornem ao sistema produtivo em vez de serem desperdiçados.Este modelo é crucial para fechar o ciclo do produto, focando-se na captura de valor em duas frentes: o resgate de materiais externos e a recuperação interna. Por um lado, a empresa atua na valorização de resíduos existentes, utilizando têxteis que tinham como destino os aterros e extraindo matérias-primas de eletrodomésticos e maquinarias obsoletas. Por outro lado, o modelo sustenta-se em sistemas de logística inversa, onde a marca recupera os seus próprios produtos descartados pelos utilizadores para reprocessar os seus componentes. Este sucesso operacional é potenciado pelo Design para Desmontagem, uma característica valorizada por 78% dos inquiridos por facilitar a separação técnica. A viabilidade desta estratégia é reforçada pelo compromisso dos consumidores, uma vez que 85,8% demonstram total disponibilidade para devolver a peça, garantindo que os recursos retornem ao ciclo produtivo com elevada pureza.
CONCLUSÃO: Em síntese, o modelo de negócio baseia-se na criação de uma vantagem competitiva sustentável, onde os Custos Eco-Sociais (ex. implementação de sistemas de recolha) e os Benefícios Eco-Sociais (ex. redução do uso de ar condicionado/aquecimento, valorizado por 63,5%) são justificados pelos modelos da Economia Circular, de modo a posicionar o produto como uma solução diferenciadora, sustentável e alinhada com as expectativas dos consumidores atuais.