O fenômeno acontece quando partículas do Sol (os chamados ventos solares) chocam com o campo magnético da Terra e são puxadas para os polos, ionizando outros elementos. É possível ver o céu colorido durante a noite ou no fim da tarde nos meses de fevereiro, março, abril, setembro e outubro, quando a atividade solar é maior. Os planetas Júpiter, Marte, Vênus e Saturno também têm ocorrências da aurora boreal.
Ao entrar na atmosfera terrestre, as partículas solares são canalizadas pelo campo magnético da Terra e concentram-se nos polos. Com isso, outros elementos são encontrados nas camadas mais altas da atmosfera, e são formados pontos luminosos e faixas circulares ou horizontais, cheias de cores. A variedade é produzida pela irradiação de diferentes iões.
ACIDENTES NUCLEARES
Chernobyl
O pior desastre nuclear de toda a história aconteceu em 26 de abril de 1986, em Chernobyl, Ucrânia. Ao todo, duas explosões foram registradas no reator 4 da usina de Chernobyl.
A primeira explosão foi suficientemente forte para desprender o escudo protetor instalado logo acima do reator, que pesava mais de 1000 toneladas, lançando para o ar alguns produtos de fissão nuclear extremamente nocivos, como iodo-131, césio-137 e estrôncio-90.
A segunda explosão, por sua vez, fez com que mais de 300 kg de blocos de grafite, localizados entre as hastes de combustível, fossem lançados para fora das instalações da usina. Com isso, o reator começou a pegar fogo, e uma enorme quantidade de elementos radioativos foi lançada para a atmosfera durante cerca de 10 dias, até que o incêndio foi contido.
O número de pessoas que perderam a vida e contraíram doenças passou dos 50 mil devido à radiação libertada. Hoje, a área permanece desativada e o reator está selado, porém, estudos afirmam que a sua deterioração gradual ainda significa novos riscos no futuro.
A utilização do carbono, entretanto, foi uma das causas do desastre nuclear. Hoje em dia, é sabido que, em regimes de baixas potências, o carbono absorve neutrões em uma taxa muito alta, fazendo com que o sistema de refrigeração do reator perca a sua eficácia e a temperatura de todo o sistema aumente consideravelmente. Além disso, na tentativa de contornar o superaquecimento do reator, os operadores da usina inseriram uma grande quantidade de hastes de controle; no entanto, a inserção de tais hastes derramou um volume considerável de água dos circuitos principais, causando, assim, a primeira explosão do reator.
Desastre de Minimata
O mercúrio é um elemento metálico tóxico bastante conhecido. Encontra-se entre os metais de transição e pertence ao grupo 12 da tabela periódica . O seu símbolo é Hg e possui um número atómico igual a 80.
A doença de Minamata tem o seu nome derivado da cidade costeira japonesa de Minamata. Esta cidade sofreu a maior tragédia mundial relacionada à contaminação por mercúrio.
Desde 1930, uma indústria local, situada em Minamata, lançava, em grande quantidade e sem qualquer tratamento, dejetos que continham mercúrio. Estima-se que a empresa descartou centenas de toneladas de metilmercúrio nesse local. Mas somente 20 anos depois, começaram a surgir sintomas desta contaminação.
Primeiramente, a doença foi reconhecida nos pássaros. Eles perdiam a coordenação motora, voavam de forma descontrolada e caíam no chão, além dos gatos que corriam em círculos e espumavam pela boca. Só depois as pessoas ficaram afetadas, mais especificamente as famílias de pescadores, pois faziam grande consumo de peixes e moluscos provenientes da Baía de Minamata, os quais estavam contaminados por mercúrio.
A doença foi determinada como uma síndrome neurológica causada por sintomas de envenenamento por mercúrio. No entanto, os médicos só conseguiram chegar a essa conclusão após 10 anos do surgimento dos primeiros casos. Inicialmente, os sintomas que surgiram nos humanos eram sutis: fadiga, irritabilidade, dores de cabeça, falta de sensibilidade nos braços e nas pernas e dificuldade de deglutição. Os sintomas mais graves envolviam distúrbios sensoriais nas mãos e pés, danos à visão e audição, fraqueza e, em casos extremos, paralisia e morte. Na época milhares de pessoas daquela região ficaram com sequelas permanentes e outras tantas morreram (aproximadamente 20.000 pessoas ficaram afetadas com esta contaminação).