POLUIÇÃO QUÍMICA
A poluição química é um dos tipos de poluição mais comuns. A classificação refere-se principalmente à contaminação do solo e das águas, normalmente gerada pelo descarte incorreto de produtos químicos. Alguns exemplos de produtos que geram poluição química são resíduos industriais, esgotos domésticos e resíduos descartados incorretamente, de forma propositada ou não.
Esses agentes químicos inseridos incorretamente na natureza provocam reações que acabam por desequilibrar o meio, característica comum a todos os tipos de poluição.
No caso da poluição química do solo, os poluentes podem atingir os lençóis freáticos, contaminando cursos de água próximos e muitas vezes tornando o terreno impróprio para a agricultura e até para a construção civil. Quando o ser humano entra em contato com águas e solos contaminados por produtos químicos, existe a possibilidade de desenvolvimento de doenças. Dependendo do tipo de poluição química e da concentração na qual se encontra, esse contato pode até ser fatal.
DESCONTAMINAÇÃO
É um processo caro e demorado. Muitas vezes, por este motivo, uma área pode permanecer contaminada por longos períodos, levando décadas para ser totalmente recuperada.
POLUENTES QUÍMICOS
Produtos tóxicos minerais: sais de metais pesados, sais minerais, mercúrio, ácidos, chumbo, amoníaco;
Produtos tóxicos orgânicos: fenóis, hidrocarbonetos, detergentes.
Fenol
C6H5OH
Os poluentes químicos podem também ser classificados em:
Biodegradáveis: aqueles que são decompostos pela ação dos micróbios após determinado tempo.
Persistentes: se mantêm por longos períodos no meio ambiente e nos organismos. Podem causar a contaminação de peixes e crustáceos.
Como exemplo de um poluente biodegradável temos os fertilizantes.
FERTILIZANTES
Fertilizantes ou adubos são qualquer tipo de substância aplicada ao solo para fornecer nutrientes essenciais ao crescimento da planta. São aplicados na agricultura com o intuito de melhorar a produção.
Para as plantas se desenvolverem necessitam de diversos elementos químicos:
Macronutrientes (carbono, hidrogénio, oxigénio, nitrogénio, fósforo, etc)
Micronutrientes (boro, cobalto, cobre, ferro, manganês)
Alguns desses elementos estão disponíveis no meio ambiente do nosso planeta e são diretamente absorvidos pelas plantas, como o carbono, hidrogénio e oxigénio. Outros como nitrogénio, apesar de se encontrarem disponíveis na atmosfera, não são diretamente absorvíveis pelas plantas. Mas ainda existem vários elementos que não estão diretamente presentes no planeta, sendo adicionados pelos agricultores.
Os fertilizantes podem ser aplicados diretamente no solo, através de irrigação ou pulverizado (fertilizantes foliares) sobre os tecidos vegetais (normalmente nas folhas) e a sua origem pode ser orgânica ou inorgânica.
TIPOS DE FERTILIZANTES
FERTILIZANTE MINERAL
Fertilizante mineral é um produto rico em minerais importantes para o desenvolvimento da planta, como é o caso do nitrogénio, do enxofre e do fósforo. Este tipo de fertilizante pode ser produzido naturalmente ou produzido quimicamente.
FERTILIZANTE ORGÂNICO
Este tipo de fertilizante é feito a partir de restos animais e vegetais, materiais que necessitam de transformações de decomposição e mineralização para que os seus nutrientes fiquem disponíveis e possam ser absorvidos pelas plantas.
O processo de absorção deste fertilizante é mais lento, quando comparado com os fertilizantes químicos. No entanto, os orgânicos promovem o desenvolvimento da flora microbiana do solo.
Como já foi referido anteriormente os fertilizantes são essenciais para a agricultura, pois sem eles não seria possível produzir alimentos necessários para a população. Mas juntamente com estes benefícios vem a poluição dos rios, lagos e mares.
Os fertilizantes quando são introduzidos nas plantas são, posteriormente arrastados com a água da chuva para o leito dos rios ou são infiltrados no solo, indo para os lençóis freáticos. Esses compostos, quando entram em contato com a água, aumentam consideravelmente a formação de algas e plantas, pois como o próprio nome indica, eles tornam o solo fértil.
Como exemplo de um poluente persistentes temos os DDT.
É o primeiro pesticida moderno, foi usado durante e após a Segunda Guerra Mundial para o combate aos mosquitos portadores de doenças como malária.
O pesticida é sintetizado pela reação entre o cloral e o clorobenzeno, usando-se o ácido sulfúrico como catalisador. O estado químico do DDT é sólido em condições de temperatura entre 0° a 40 °C. É insolúvel em água, mas solúvel em compostos orgânicos como a gordura e o óleo e tem um odor suave.
C14H9Cl5
Os poluentes químicos podem ainda ser divididos em agentes redutores, eutrofizantes e compostos tóxicos seletivos recalcitrantes.
Agentes redutores
São compostos químicos, entre os quais, por exemplo, os sais ferrosos que quando são lançados em mares, rios e lagos são facilmente combinados com o oxigénio dissolvido, diminuindo as taxas de oxigénio livre. Essas reações entre agentes químicos e o oxigénio dissolvido são muito utilizadas em laboratório para determinar a chamada DQO (Demanda Química de Oxigênio), que representa a quantidade de oxigénio necessária para oxidar a matéria orgânica de uma amostra.
Eutrofizantes
Os agentes químicos fertilizantes da água podem levar a uma multiplicação excessiva de micro-organismos, como as algas e as cianobactérias (proliferação), o que provoca esta multiplicação é o aumento de nutrientes, especialmente do fósforo e do nitrogénio. A este aumento de nutrientes dá-se o nome de eutrofização. Quando o ambiente fica eutrofizado acaba por adquirir uma coloração turva e a quantidade de oxigénio diminui, o que causa a morte de várias espécies (prejudica a vida neste ecossistema).
Compostos tóxicos seletivos recalcitrantes
Estes agentes químicos formam um grupo especializado. Exemplos: detergentes sintéticos (não biodegradáveis), inseticidas e herbicidas sintéticos.
São importantes poluentes químicos, pois interferem no pH da água, podendo torná-la mais ácida ou mais básica, provocando a morte de diversos organismos aquáticos, adaptados a uma situação de equilíbrio de pH.
Além disso, eles afetam a salinidade das águas, alterando a permeabilidade das membranas que envolvem as células dos animais marinhos, podendo causar a morte desses organismos.
O efeito importante desse tipo de agente é sua ação na tensão superficial. A coesão molecular da camada superficial das águas é essencial para uma infinidade de seres aquáticos, permitindo que possam flutuar, como é o caso dos patos ou até caminhar sobre a água, como é o caso dos insetos.