A depressão corresponde a uma expressão emocional de desamparo e de impotência. A pessoa deprimida tem como padrão básico o sentimento de inevitabilidade quanto ao seu isolamento e solidão, o receio de não ser amado, a convicção de ser inferior ou incapaz, tendo perdido os seus interesses e desistido de perseguir os seus objetivos.
Ansiedade e depressão constituem respostas diametralmente opostas do funcionamento humano. A ansiedade, como reação a um perigo - externo ou interno - indica o desejo de sobreviver. O indivíduo, desafiado pelo perigo, mobiliza o sinal de ansiedade e prepara-se para a luta ou fuga, por oposição à depressão, em que se dá a desistência.
O amor é uma experiência humana fundamental e a sua deterioração tem custos significativos, tanto a nível individual como social, profissional e familiar. À medida que a relação amorosa avança no tempo, a satisfação dos membros do casal vai diminuindo (e.g., VanLaningham & Amato 2001), pelo que importa perceber o que fazer para promover e preservar esse laço que nos uniu a alguém.
A extinção do amor pode corresponder a um resultado muito desejado, que vai ao encontro do interesse e da vontade da pessoa. Na ausência de reciprocidade, a experiência de estar apaixonado pode ser causadora da maior angústia e sofrimento, mergulhando aquele que ama numa das mais profundas e perturbadoras dores emocionais que o ser humano pode enfrentar (Fisher, 2004).