Para uma pessoa migrante, acessar os serviços de saúde nem sempre é uma tarefa fácil, tendo em vista os impeditivos materiais e simbólicos que estão implicados, podemos citar:
a) barreiras na comunicação;
b) medo de ser denunciada (por falta de documentos);
c) desconhecimento sobre funcionamento dos serviços de saúde pública;
d) falta de recursos para se deslocar até o local de atendimento; e) medo de sofrer algum tipo de discriminação, dentre outros.
Diariamente, profissionais de saúde deparam-se com pacientes que trazem com si uma bagagem cultural diversa e, mesmo quando compartilham do mesmo idioma, diferenças culturais e intelectuais podem ser prejudiciais ao atendimento.
Desse modo, nós, profissionais de saúde, precisamos atuar de maneira incisiva, para que os obstáculos enfrentados pela pessoa migrante sejam minimizados.
Para fins de acesso aos serviços de saúde, devemos evitar, sempre que possível, exigências de natureza administrativa, como documentos ou certidões que comprovem a situação de regularidade, sobretudo quando esta apresenta meios que comprovam a solicitação junto à autoridade competente.
Gestores(as) devem ser sensíveis às demandas da população migrante, prezando sempre pelo acolhimento e atendimento de qualidade, desenvolvendo estratégias que atendam suas necessidades, além de elaborar materiais informativos em diferentes idiomas.
Uma atenção especial precisa ser direcionada às mulheres migrantes, com orientações sobre parto seguro, pré-natal e exames rotineiros.
O papel de agentes de saúde é fundamental no processo de aproximação da comunidade migrante com os serviços de saúde, por este motivo, precisam ser capacitados(as) e encorajados(as), para informar e esclarecer dúvidas referentes aos direitos da pessoa migrante.
A presença de tradutores(as) e/ou intérpretes também otimizam os atendimentos, pois além de promover um maior nível de segurança para o(a) paciente, diminuem as possibilidades de incompreensão no relato de sintomas por parte do(a) profissional de saúde.
Incluir pessoas migrantes em diferentes níveis hierárquicos nas entidades de saúde, potencializa o desenvolvimento de políticas públicas voltadas a essa população, humaniza os atendimentos e contribui para o fortalecimento de laços com a nova cultura, além de auxiliar no monitoramento e análise de ações implementadas.
Para que aconteça uma qualificação do acesso aos serviços de saúde, é imprescindível que seja feito um estudo detalhado dos povos migrantes presentes no território, bem como o levantamento de suas demandas, desse modo, será possível entender as problemáticas e posteriormente elaborar um plano de ação eficiente e que respeite a subjetividade e a dignidade humana.
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✍🏼 Sérgio Aparecido de Souza Carvalho
📝 CRP: 11/15862
A possibilidade de fazer terapia on-line tem proporcionado inúmeros benefícios, principalmente aos(as) brasileiros(as) que moram fora do Brasil.
Por meio da tecnologia, tornou-se possível entrar em contato com um Psicólogo que fala sua língua materna, e que também está em convívio com outra cultura.
Me chamo Sérgio Carvalho, sou Psicólogo Intercultural, brasileiro, atualmente moro na Itália e me coloco a disposição para você, que se interessa em fazer psicoterapia on-line.
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✍🏼 Sérgio Aparecido de Souza Carvalho
📝 CRP: 11/15862