Um dos resultados mais significativos do ProtaCast foi o fortalecimento do protagonismo juvenil para além dos limites da escola.
As reflexões sobre cidadania, direitos humanos, sustentabilidade e responsabilidade coletiva despertaram nos estudantes o interesse por espaços de participação democrática e construção de propostas de intervenção social.
Como desdobramento desse processo, estudantes participantes do projeto elaboraram propostas para o Parlamento Juvenil do Mercosul, programa internacional voltado à participação de jovens na discussão de políticas públicas e temas de relevância social.
O protagonismo desenvolvido durante o ProtaCast contribuiu para a aprovação de duas propostas para a etapa nacional do programa. Uma delas avançou para a etapa internacional, permitindo que estudantes da ECIT Benjamim Maranhão representassem a escola em um espaço de diálogo e construção coletiva com jovens de diferentes regiões.
Esse resultado demonstra que os impactos do projeto ultrapassaram os objetivos inicialmente previstos, ampliando a participação dos estudantes em espaços de decisão e fortalecendo a cidadania ativa.
As reflexões promovidas pelo Projeto ProtaCast sobre cidadania, protagonismo juvenil e sustentabilidade estimularam os estudantes a desenvolver propostas para o Parlamento Juvenil do Mercosul. O resultado foi a aprovação de dois projetos na etapa nacional, demonstrando como o diálogo e a participação ativa podem transformar ideias em ações concretas de impacto social e ambiental.
Elaborado pela estudante Maria Cecília Gomes Confessor, sob orientação da professora Joana Paula Costa Cardoso e Andrade, o projeto foi selecionado para representar a Paraíba no Parlamento Juvenil do Mercosul. A proposta surgiu da preocupação com os desafios ambientais presentes no cotidiano escolar e buscou incentivar o protagonismo estudantil na construção de soluções sustentáveis para enfrentar as mudanças climáticas.
O projeto propõe ações de educação ambiental voltadas à redução do impacto ambiental da escola, incluindo oficinas de reciclagem, campanhas de conscientização, uso responsável dos recursos naturais, plantio de árvores e produção de conteúdos digitais. Como diferencial, apresenta uma proposta de integração entre escolas dos países do Mercosul por meio de uma comunidade virtual, favorecendo a troca de experiências, a cooperação internacional e o fortalecimento da cidadania regional.
Além de promover práticas sustentáveis no ambiente escolar, a iniciativa incentiva a formação de jovens conscientes, capazes de atuar como agentes de transformação social e ambiental, alinhando-se aos princípios da Agenda 2030 e aos valores de integração, participação democrática e sustentabilidade defendidos pelo Parlamento Juvenil do Mercosul.
Desenvolvido pela estudante Anny Estefane Nascimento Nunes, sob orientação da professora Joana Paula Costa Cardoso e Andrade, o projeto foi selecionado para representar a Paraíba na etapa nacional do Parlamento Juvenil do Mercosul. A proposta busca sensibilizar os jovens para os impactos desiguais das mudanças climáticas sobre populações vulneráveis, especialmente no contexto do semiárido brasileiro, promovendo a justiça climática como princípio de equidade, cidadania e participação democrática.
O projeto prevê oficinas de educação climática, campanhas de conscientização, produção de conteúdos digitais e a criação de uma rede de intercâmbio entre escolas dos países do Mercosul. Entre seus principais resultados esperados destaca-se a elaboração do Manifesto da Juventude por Justiça Climática no Mercosul, documento construído coletivamente para reunir propostas voltadas ao enfrentamento das desigualdades climáticas e ao fortalecimento da cooperação regional. A iniciativa também propõe parcerias com instituições especializadas, como a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), fortalecendo a formação de jovens protagonistas comprometidos com a sustentabilidade, a justiça social e a integração entre os países do Mercosul
Embora abordem perspectivas diferentes, os dois projetos compartilham um objetivo comum: fortalecer o protagonismo juvenil na construção de soluções para os desafios socioambientais contemporâneos. Enquanto um propõe ações práticas de sustentabilidade e integração entre escolas do Mercosul, o outro amplia o debate sobre justiça climática e equidade, demonstrando como a participação estudantil pode contribuir para uma sociedade mais sustentável, democrática e socialmente justa.