O Grupo de Trabalho de Infraestrutura Verde buscou estruturar redes de áreas verdes, corredores ecológicos, sistemas de drenagem sustentável e recuperação ambiental das margens do rio, de modo a aumentar a resiliência climática, a biodiversidade e a qualidade ambiental dos espaços urbanos.
A primeira iniciativa consiste na criação de ilhas flutuantes de tratamento, compostas por módulos de 100x100x50cm com plantas nativas da Mata Atlântica de caráter fitorremediador, capazes de extrair metais pesados e impurezas da água. Esses módulos serão implantados em áreas estratégicas ao longo do curso do rio, sobretudo em trechos próximos às cidades, contribuindo para a melhoria da qualidade da água e para a revitalização do ecossistema.
Plataformas flutuantes de rizofiltração e fitoextração.
Complementando essa ação, será desenvolvido um plano de reconstrução da mata ciliar dividido em três frentes. No leito, as ilhas flutuantes atuarão como filtros vivos; nas margens, o plantio de espécies de raízes profundas permitirá a rizofiltração e a fitoextração, atuando tanto na água quanto no solo; e, para a recomposição da vegetação ciliar, serão priorizadas áreas altamente degradadas ou situadas próximas a fragmentos florestais consolidados, promovendo a conectividade ecológica. A recuperação será guiada por estratégias de Regeneração Natural Assistida e Nucleação Aplicada, combinando o enriquecimento e a proteção do solo com o plantio de ilhas de vegetação que favorecem o sombreamento, atraem fauna e melhoram o microclima local.
Corte recomposição da vegetação ciliar
Corte Ilha Flutuante
Pontes móveis: No nível da água é possível a criação de uma ponte móvel para pedestres. Essa ponte serve como conector de possíveis parques urbanos que podem existir nas áreas de preservação das margens. Utilizando as pontes existentes para veículos como apoio essas estruturas móveis giram no eixo do pilar a partir de um anel que conecta as diferentes partes, possibilitando dessa maneira a passagem de embarcações.
Ponte Móvel 1.
Ponte Móvel 2.
Corte ponte móvel aberta.
Corte ponte móvel fechada.
Planta ponte móvel fechada.
Pontes suspensas.
Barragens e Passagens: Pequenas barragens de concreto podem ser erguidas em diferentes momentos ao longo dos córregos que abastecem o Rio Doce. O acúmulo da água nessas regiões podem prover abastecimento da população, dos campos e de animais. A água ao se manter em níveis determinados evita a rápida vazão dos córregos para o Rio, evitando assim grandes cheias. A água, ao chegar a determinada cota da barragem, extravasa pela estrutura seguindo o seu curso e encontrando outras paradas. Piscinas naturais, praias fluviais, chuveiros, pontes sobre as barragens são criadas de maneira quase orgânica como forma de aproveitar esse excedente.
Barragens e Passagens
Corte recomposição de topografia e parques urbanos.
Corte caminho das águas.
Praia Fluvial.
Continuidade da vegetação, incorporação de estruturas viárias.
Praias fluviais.
Sistema agroflorestal.