TENDÊNCIAS
“A mais recente previsão Focus estima a SELIC em 13,25 para 2022” (13/05/22)
Com o cenário previsto para a inflação e a não expectativa de melhora econômica para 2022, a alta das taxas de juros tem como objetivo a regulação da inflação. Políticas contracionistas como esta vem como resposta ao aumento IPCA - previsto em 7,89% em 2022 e 4,1% para 2023 (segundo relatório Focus – 29/04/2022).
Em dezembro de de 2021 a estimativa da taxa Selic para o fim de 2022 estava prevista em 11,50%. Após o ajuste ocorrido no dia 04 de maio a Selic sobe para 12,75% após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e tem sua previsão para que termine o ano em 13,25%. O mesmo prevê um aumento para 9,25% no ano de 2023, mantendo a elevada taxa de juros por um longo período.
EVOLUÇÃO DA SELIC + COMPARATIVO IPCA
IBGE
EFEITOS PARA AS EMPRESAS
Quando a Selic aumenta, fica mais caro para os bancos financiarem o crédito a ser concedido. Como consequência, eles repassam esse aumento do custo para o cliente final, ocasionando altas taxas de juros.
Como os juros altos desestimulam os investimentos, as empresas por sua vez não podem realizar contratações ou compras / investimentos relevantes, tem um menor crescimento das empresas. Com menor crescimento passam a contratar menos, de modo que o desemprego aumenta(ou não reduz) e a economia não se desenvolve.
As taxas altas atraem capital estrangeiro especulativo, que é diferente do capital de um investidor que quer realmente fazer um investimento direto na país, construir fábricas e fazer a economia aumentar, e um capital que pode ser retirado do país a qualquer instante.
EFEITOS PARA OS CIDADÃOS
Os sequenciais aumentos da taxa básica de juros, hoje em 12,75%, aumenta o custo do crédito para o consumidor que busca compras a prazo, financiamento de carros e usa o rotativo do cartão de crédito.
A alta da Selic, de forma isolada, não teria grande impacto se não fosse o décimo aumento seguido. A taxa que, de agosto de 2020 a 17 de março de 2021 se manteve em de 2%, vem aumentando desde então a cada reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) numa tentativa de frear a inflação.
Segundo estudos da ANEFAC(Associação Nacional dos Executivos de Finanças), as altas consecutivas num ambiente em que a renda do brasileiro já está contida por causa da inflação e do desemprego vão impactar fortemente as novas operações de crédito, aumentando o endividamento das famílias brasileiras.